Stranger Things Version
Wicked Academy

Gazebo


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Mensagem por The Vanity em Sab Maio 02, 2015 12:40 pm

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Gazebo
O antigo gazebo branco ficava aninhado em um grupo de salgueiros-chorões. Era um local famoso no campus para os namorados. Tem um confortável balanço para dois. Existe um espaço aberto no alto do gazebo, então à noite é possível ver as estrelas.



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Mensagem por Margo Köhler Stemford em Ter Jul 07, 2015 9:58 pm

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friends?

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eu sou muitas coisas, mas isso
não é novidade pra quem conhece os
meus segredos

— Finalmente em casa! — Soltei um suspiro de alívio e me joguei em minha cama. Pensei um pouco no que tinha acabado de falar e olhei para o cubículo que eu chamava de quarto. Eu podia mesmo chamar aquilo ali de casa? Talvez não. Mas tinha certeza que ali seria mais a minha casa que a casa que meu pai tinha praticamente me chutado.  Eu tinha que me acostumar com a nova vida naquela escola. Estava meio cansada, mas eu tinha que arrumar minhas coisas e ir conhecer a escola, eu tinha chegado um pouco atrasada e as aulas começariam no dia seguinte – pelo pouco que eu tinha conseguido descobrir. Achei que ia odiar o instituto logo de cara, mas não foi bem assim que aconteceu. O lugar tinha se mostrado tão acolhedor quanto a casa que eu estava antes, com exceção dos quartos claustrofóbicos que eles nos disponibilizavam. Só um tempinho ali e eu já estava começando a me sentir... apertada. Como se as paredes estivessem se fechando ao meu redor. Bom, pelo menos o quarto tinha uma janela e eu poderia usufruir dos meus vícios sem morrer sufocada – se é que me entendem.  

Me levantei da cama num pulo, quase escorregando no piso de madeira e abri minhas malas enormes. Arrumei minhas roupas – joguei tudo de modo desorganizado no meu armário – e resolvi ir tomar um banho, pelas minhas contas eu teria algumas horinhas para passear e talvez conhecer alguém ali. Se tinha uma coisa que eu não suportava era ficar sozinha então querendo ou não precisava tentar me enturmar e fazer amigos ali. Peguei uma roupa qualquer, uma toalha e fui direto para o banheiro.

[...]

Quando terminei de me arrumar, peguei meu celular e saí do quarto batendo a porta atrás de mim, sem me importar muito se aquilo causaria barulho ou não. Estava ansiosa para conhecer aquela escola enorme. Eu me perdia fácil, fácil e sabia que se não fizesse um “reconhecimento” do local iria viver chegando atrasada nas aulas ou nos outros lugares, coisa que eu definitivamente não queria. O engraçado é que a algumas horas atrás eu estava amaldiçoando meu pai por me trancar num lugar longe dele novamente e agora eu estava perfeitamente bem com isso. Estava até meio aliviada por ficar longe do meu pai, da noiva metida e da filha patricinha dele. Não que elas tivessem me tratado mal, eu só não tinha paciência para gente cheia de frescura e elas eram exatamente assim: cheias de frescura, não me toque, etc.

De repente o cansaço voltou com tudo e eu me vi procurando por um lugar para sentar. Estava tão cansada e imersa em pensamentos que apenas deixei que meus pés me guiassem para onde quer que fosse. Continuei andando sem rumo até avistar uma área cheia de salgueiros-chorões e perto desses salgueiros havia um gazebo branco e na frente do gazebo tinha um balanço, que pude notar só havia espaço para duas pessoas. O espaço era tão verde e natural que meus olhos chegaram a brilhar com a vista. Não havia mais ninguém ali, mas eu podia perceber a áurea romântica daquele lugar, além dele ser meio escondido. As pessoas deveriam ir ali mais para se pegar do que pela vista. Ignorei o banco e fui até o gazebo, adentrei ele e me sentei no chão mesmo. O teto era aberto então dava pra ver o céu azul, totalmente livre de nuvens. De repente não senti mais vontade de ir explorar a escola, senti vontade de ficar só ali sentada apreciando a paz que aquele lugar trazia. Bom, paz até um garoto aparecer e perguntar o que diabos eu fazia ali.

— Educação mandou lembranças, querido. Cadê o "Oi, tudo bem? Qual é o seu nome?" — Um sorriso zombeteiro se formou em meus lábios e eu arqueei a sobrancelha enquanto encarava o garoto desconhecido, que agora que eu tinha parado para reparar era bem bonito. Ele era alto - mas quem não era perto de mim?. Seu corpo era bem definido e seus cabelos eram castanhos e bagunçados. Tinha a pele bem branca e os olhos eram castanhos. Ele era bonito E fofo. Fiquei tão concentrada em reparar nele que nem notei que uma menina estava vindo em nossa direção. Tirei minha atenção da garota e voltei para o garoto que me olhava como se eu fosse algum tipo de espécie desconhecida. No mínimo ele tinha falado algo e eu não tinha me dado ao trabalho de prestar atenção. — Desculpe. Você disse alguma coisa? — Nem esperei ele responder, a garota estava cada vez mais perto. — Se você se incomodou com a minha presença acho que vai se incomodar mais — Cantarolei enquanto fazia um gesto na direção da garota, que agora estava próxima o bastante para que nós pudéssemos conversar. E a paz de alguns minutos atrás? Foi pro espaço mesmo. Encarei a garota de cabelos castanhos e olhos cor de chocolate que estava com um sorriso extremamente amigável nos lábios, nos perguntando se faríamos algum tipo de festa ali. Do jeito que tava era só aparecer mais algumas pessoas e teríamos uma festa formada mesmo. E não é que apareceu mais gente? Meus olhos não demoraram muito em focar em outro garoto que se aproximava do gazebo. Voltei minha atenção para os dois que já estavam perto de mim e me levantei do chão num pulo. — Bom, acho que não falta muito. Agora somos quatro. — Apontei para o recém-chegado e sorri. Eu não achava que fosse encontrar "amigos" tão rápido ali.

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The truth delays, but always comes without warning.

Meu celular vibrava pela enésima vez, por mais que o som dentro do meu cubículo estivesse alto (e eu estava começando a ficar preocupado se alguém viria reclamar ou não) eu nunca ignorava o som de notificação do meu celular, por maior que fosse a barulheira eu conseguia discerni-lo de outros sons facilmente. Empurrei a cadeira de rodinhas que eu estava sentado com as pernas movendo - a até o criado mudo onde estava meu celular, o quarto era tão pequeno que eu, sentado nessa cadeira com rodinhas, poderia me movimentar para todos os cantos sem sequer levantar, bastava um pequeno empurrão para movimentar-se livremente. Peguei meu celular desbloqueando a tela rapidamente. Respirei fundo e revirei os olhos, a notificação não poderia ser diferente. Eu já estava ficando cansado de tudo aquilo, eu disse que não queria ser importunado, disse que discutiria isso quando voltasse do colégio, mas tudo tem que ser incrivelmente da maneira como eles querem, nada a meu tempo. Deslizei o dedo selecionando todas as mensagens não lidas que minha mãe enviara pronto para apagar todas. Mas por algum motivo meu dedo parou antes que eu pudesse apertar "ok" para aceitar o procedimento de exclusão. Balancei a cabeça negativamente e cancelei, abrindo a primeira mensagem que vira, com certeza irei me arrepender de tal ato mais tarde.

Mom:
Hunt, por favor, me ligue assim que ver essa mensagem, eu estou muito preocupada com você. Eu não quero que tire conclusões precipitadas, então por favor me ligue assim que ler essa mensagem.


Mordi meu lábio inferior olhando para aquela mensagem, pensativo. Eu queria e não queria ligar ao mesmo tempo. Queria ficar o mais distante de meus problemas familiares o possível, vir para Weston foi a melhor opção que eu encontrei. Claro que de início eu odiei a ideia, mas eu precisava disso, nunca fui bom em encarar problemas, sempre preferi fugir. Por isso eu tenho ignorado todas as ligações e todas as mensagens de minha mãe desde que cheguei aqui. Eu sou um medroso, um covarde, me escondo por trás dessa carranca, mas na verdade não consigo sequer bater de frente com os meus problemas. Engoli em seco jogando o celular em cima da cama. Massageei minha nuca e fiquei olhando para o smartphone sobre a cama. Eu tinha vontade de gritar, gritar era a melhor solução visto que eu não tinha ninguém para conversar comigo sobre esse assunto. É engraçado porque as primeiras pessoas a quem eu iria recorrer em um caso desses seriam minha mãe ou meu tio, mas são justamente quem eu quero evitar. Soltei um riso anasalado vendo a peça que o destino pregara em mim. Não me sobrou mais ninguém, ninguém. Meu celular começou a tocar me fazendo dar um pequeno salto assustado. Olhei para ele como se fosse algum animal voraz que fosse me devorar a qualquer momento. Estendi minha mão até ele vagarosamente. Atendi rapidamente sem querer saber quem estava na outra linha.

- Hunter... - Prendi a respiração ao ouvir aquela voz. Como eu tinha saudades dela, como eu sentia mesmo sua falta, mas no momento não, faria mal para ambos... - Hunter, eu sei que você está na linha, me responde filho, por favor. - Sua voz era um misto de choro e embriaguez. Tentei ignorar sua fungada de choro desesperado, mas foi em vão.
- Mãe? - Proferi preocupado, ela parecia bastante abalada. O medo de que meu pai havia descoberto tudo e feito algo à ela subiu por minha espinha e fez com que eu continuasse falando. - Aconteceu algo? Você parece péssima. - Ela riu em meio ao choro e eu apertei o aparelho cada vez mais ao meu ouvido, como se aquilo fosse estreitar a distância entre mim e ela.
- Estou com saudades do meu bebê, você tem me evitado Hunter, não tem me respondido, isso me fere... - Fechei os olhos balançando a cabeça negativamente apertando meu dorso nasal entre os olhos.
- Escuta mãe, eu não estou evitando-a, eu só preciso de um tempo, nós conversamos sobre isso...
- Eu sei, eu sei. - Ela disse acentuando o choro. Respirei fundo arrependendo-me amargamente de ter atendido aquela ligação, por mais que eu estivesse com saudades dela eu não deveria ter feito isso, com nenhum dos dois, mas é o que sempre acontece quando tomo decisões de maneira precipitada.
- Eu preciso de um tempo, você me prometeu e me deve isso. - Disse num tom mais rígido. Eu não estava ficando irritado e nem nada do gênero, eu só queria cessar aquela conversa o quanto antes. Ouvi outra fungada. - Agora se recomponha antes que o pai volte e te veja nesse estado. - Proferi e ouvi um barulho estranho de água caindo, creio que era da torneira.
- Você está certo, obrigada filho, mamãe te ama. - Não fiz questão de responder, apenas encerrei a ligação atirando o celular em cima da cama e saí do quarto batendo a porta. Senti que as paredes haviam tremido, mas eu não estava nem aí para isso.

[...]

Não havia lugar algum que eu pudesse chorar sem que ninguém ficasse bisbilhotando. Caminhei com uma expressão fechada, lançando olhares ameaçadores a quem quer que eu visse pela frente. Essa é uma péssima maneira para se fazer amizades, mas seria pior se alguma pessoa viesse falar comigo agora com meu péssimo humor. Estou diminuindo minhas chances de ter amigos com essa carranca? Acredite, elas seriam nulas se eu abrisse a boca pra me dirigir a alguém.

Continuei caminhando até ver uma área que parecia ser bastante tranquila e melhor, sem ser humano algum por perto. Fui quase correndo em direção ao gazebo. Aquelas árvores caídas e esquisitas que ficavam próximas ao local dava um ar de paz e tranquilidade que começavam a surtir algum efeito em mim. Todo aquele verde e toda aquela paz seria a combinação do cenário perfeito para que eu desabasse sem que ninguém notasse. Me aproximei do gazebo apoiando ambas as mãos na cerca, pronto para deixar meus sentimentos fluírem, mas foi quando eu me virei que vi que isso seria impossível, ao menos que eu quisesse uma garota me zoando o resto de minha estadia.

- Que diabos está fazendo aqui? - Proferi inflando o peito. Olhei para a garota abaixo de mim. Ela era tão pequenina, cabelos longos e negro, lábios não muito definidos, mas mesmo assim atraentes. Não consegui reparar muito em seu corpo, pois ela estava sentada no chão num ângulo estranho, por isso eu não havia visto ela antes. Mas se seu corpo fosse igual ao rosto, bem, com certeza seria bastante atraente. Franzi o cenho ouvindo o que ela dizia, aquele sorriso que ela lançara quase me fez vacilar e entrar na onda dela, mas mantive minha expressão facial de desgosto em vê-la. Cruzei os braços e respondi devolvendo seu sorriso de deboche. - Não estou aqui para me socializar e nem pretendo. Gostaria de ficar a sós, se não for incomodar demais peço que se retire. - Quem disse que ela havia reparado em algo que disse? Meu rosto entrou em combustão quando ela indagou sobre eu ter dito algo. Ela me ignorara completamente! Me esforcei para não enforcá - la, como um ser tão pequenino pode ser tão petulante? Antes que eu pudesse dizer algo mais ela se adiantou, chamando a atenção para uma terceira figura que aparecera naquele gazebo. Revirei os olhos ao ver a outra morena se aproximando exibindo seus belos e brancos dentes. - Ótimo. - Descruzei os braços e me apoiei na cerca do gazebo. A outra garota que surgira sei lá de onde também era bastante atraente. Cabelo castanho, olhos também castanhos e exalava uma animação em cada fibra de seu ser, animação da qual eu não compartilhava. Passei a língua nos lábios virando o rosto para as garotas quando ouvi a pergunta da que surgira recentemente. - Se surgir mais alguém realmente. - Disse sarcástico. Não havia espaço para paz naquele colégio, nem no lugar aparentemente angelical. Na verdade eu havia saído do único lugar onde eu poderia encontrar o que procurava, meu cubículo. E como se a vida tivesse ouvido meu comentário e não entendido o tom de sarcasmo nele, ela enviou um quarto ser para se juntar a nós no gazebo. Ri alto achando aquilo tudo engraçado agora, essas coisas só aconteciam comigo mesmo. Vi a morena sentada no chão levantar animada e olhei para ela cerrando os olhos com um sorriso bem fingido. - É isso aí gata, traga as bebidas e a cabine do DJ, vamos acabar com a pureza que o gazebo transmite com o que vamos fazer aqui. - Disse erguendo ambas as sobrancelhas para ela e logo virei-me para o mais novo integrante daquele grupo estranho. - E aí. - Proferi olhando para o garoto magrelo e logo depois passando os olhos por todos ali. Que grupo mais estranho é esse?
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Mensagem por Anna Hool McCready em Qua Jul 08, 2015 7:44 pm

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words: 418
tagged: making friends
location: Gazebo
humour: Happy e-e
friends?
Estava deitada com meus fones de ouvido mexendo em meu celular. Eu tinha enfim chegado na academia que iria estudar, detesto ter de vir estudar aqui só por que meus pais faleceram e minha tia não está nem aí para mim. Mas fazer o que né, se a vida é assim mesmo: Cheia de coisas indesejadas acontecendo o tempo todo. Estava cansada de ficar presa naquele cubículo que era obrigada a chamar de quarto. Sempre fui acostumada a ter espaço, não sei como vou conseguir ficar tanto tempo morando por aqui. Eu queria conhecer gente nova, gente para me socializar. Tenho certeza de que isso será bem melhor do que ficar trancada aqui o dia inteiro trocando mensagens inúteis com gente que provavelmente nunca mais verei. Pelo menos não tão cedo. Minha vida tem sido muito difícil desde que saí de Londres, tem sido difícil me adaptar a essa escola também. Jogo meu celular em cima da cama e resolvo tomar um banho quente para dar uma volta.
[...]
Alguns minutos depois já saio vestida do banheiro, coloco a toalha em cima da minha cama, totalmente desorganizada. Não tinha paciência e nem vontade nenhuma de arrumá-la. É, talvez minha mãe tivesse razão. Eu era uma preguiçosa mesmo. Essa talvez seja a única coisa certa que ela já dissera para mim. Solto um leve suspiro, prendendo meu cabelo em um coque e pegando meu celular. Logo em seguida saio do quarto, batendo a porta. Talvez tenha feito um pouco de barulho e acordado alguém mas.... Ah, que se dane! Não estava nem aí para quem iria acordar quando eu batesse a porta. Coloco de novo meus fones de ouvido no máximo e saio andando pela escola com um olhar vazio, talvez entediado. Não sabia se iria conseguir encontrar alguém interessante por aqui. Todos tinham uma cara de metidos e filhinhos de papai. E  eu tinha horror de gente assim. Vou andando com passos lentos e despreocupados em direção ao gazebo. O lugar parecia ser ótimo para ficar um tempo sozinha, para pensar. Mas tenho que admitir, esse lugar também é ótimo para namorar.

Vou andando em direção a uma árvore, e mexo no meu celular rapidamente. É, eu era uma péssima pessoa para fazer amigos. Ficarei aqui sentada na grama mexendo no celular mesmo... Quando reparo já tinha um garoto com uma garota aqui. – Desculpe se estou atrapalhando...- Digo timidamente, com um sorriso meio de lado. Logo sinto a presença de mais um garoto atrás de mim. Era um garoto magrelo, com algumas tatuagens visíveis. Limpo a garganta e tiro os fones e rapidamente guardo meu celular no bolso. – Meu nome é Anna, sei que ninguém se importa mas to falando logo. – Digo, com um leve revirar de olhos. Sei que não estava sendo nada agradável e talvez eu estivesse perdendo a oportunidade perfeita para me socializar com eles.


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Mensagem por Paul Loschwitz Sursok em Sex Jul 10, 2015 8:50 pm

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"O que estou fazendo neste lugar?" Era sempre uma pergunta que eu fazia. Minha vida em Weston Academy não era das mais empolgantes. Tudo não se passava de uma rotina diária de ir e voltar das mesmas aulas, pelos mesmos caminhos e vendo as mesmas pessoas. Tudo era tão repetido, que chegava a ser tedioso e até mortal. A vantagem de ser apenas um garoto qualquer ainda sem alguma amizade, era que você poderia ser apenas uma alma vagante, conhecendo e aprendendo macetes. Tudo que me lembrava de ter como companhias eram alguns maços de cigarro, que sempre eram tragados com rapidez, e sendo disfarçados por alguma bala de menta qualquer. Apesar de uma vida pacata, era solitária, e eu não gostava muito daquilo, estava afim de fazer algumas mudanças.

Sempre em algum tempo livre, costumava a visitar certos lugares aparentemente vazios, ou então aqueles que tivessem poucas e rápidas visitas, e um deles era o Gazebo, que apesar de ser um lugar frequentado mais por namorados, ainda gostava de frequentar por lá, apenas para ficar sentado no banco olhando para o céu que sempre era estrelado. Quando chegava a ele, estava um pouco cansado, meu físico as vezes não ajudava quando queria, esse era um motivo de que eu quisesse entrar no time de Rugby Júnior, afim de tentar melhorar parte da resistência. Percebi com o olhar que haviam três pessoas dentro do Gazebo, duas garotas e um garoto. Acabei parando de andar, apenas ficando parado perto de uma árvore, pensando por alguns minutos, eu poderia muito bem revirar-me e voltar, procurando outro lugar pra ficar, que de preferência não fosse meu quarto, que parecia um cubículo até. Mas graças ao meu físico cansado de tanto andar, havia tomado uma decisão. Caminhava até o trio que estava por ali, de um jeito muito tímido. - Oi, tudo bem com vocês? - Estava um pouco afastado deles ainda, mas com o tempo dava passos curtos e lentos me aproximando um pouco mais. - Meu nome é Leopold, mas podem me chamar de Paul. - Me apresentei, abrindo um pequeno sorriso de canto, encarando os três. - Pelo visto vocês são bem animados, não? - Ri baixinho, aquilo era fácil de se perceber, ainda mais por parte do garoto, que parecia que tinha tomado umas boas doses de energético antes de chegar ali. - Posso saber o nome de vocês? Provavelmente vocês já se apresentaram, mas como eu cheguei por último... - Sorri novamente, este seria o primeiro passo para a mudança de Leopold (Nome completo) Habbulet Chthon, afim de querer deixar a sua vida antiga para trás. - Quais são as matérias que vocês estudam aqui? É que eu estava afim de procurar alguma companhia para as aulas, porque tenho me sentido um pouco sozinho. - Essa pergunta poderia até ter sido considerada como boba, mas não tinha muitas opções do que perguntar para pessoas que acabava de conhecer.

Off: Não ficou grande porque não fiz uma introdução do tamanho da bíblia sagrada.

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Mensagem por Margo Köhler Stemford em Sab Jul 11, 2015 9:25 pm

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eu sou muitas coisas, mas isso
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Anna era o nome da garota de cabelos castanhos e adoráveis olhos cor de chocolate. E Paul era o nome do garoto que tinha várias tatuagens pelo braço – e pelo que pude notar pelas costas da mão também –, além disso ele tinha um alargador na orelha. Os únicos que não tinham se apresentado eram o bonitinho arrogante e eu. — Eu me chamo Margo — Me apresentei com um sorriso enorme nos lábios, eu sentia como se tivesse tomado umas boas doses de café. Tinha chegado ali com a intuição de ficar quieta no meu canto me lamentando pela perda da minha mãe e pelo filha da puta do meu pai ter me abandonado, mas agora não. Agora eu sentia uma animação fora do comum correndo pelas minhas veias, talvez pela situação em que eu me encontrava agora. A algumas horas atrás minha única preocupação era a de que eu não fosse me enturmar nessa escola, que não fosse conseguir amigos até porque eles não caíam do céu e olha só... Tinham me mandado um grupo meio estranho, mas eu gostei. Virei minha atenção para o ser dotado de arrogância que agora se apresentava e sorri mais ainda. Seu nome era Hunter, como caçador.

Estava pronta para fazer piadinhas com o nome do garoto, quando o Paul perguntou que matérias estudaríamos ali. Logo de cara notei que ele era um pouco tímido e fofo também, tive vontade de apertá-lo quando ele disse “tenho me sentido um pouco sozinho”, mas não o fiz. Queria causar uma boa impressão e se eu chegasse apertando a bochecha dele já na intimidade, ele no mínimo acharia que eu fosse louca. — Faço Hipismo, Esgrima e Artes Plásticas — Respondi a pergunta de Paul antes dos outros dois. Tinha gostado dessa escola principalmente por ter aulas de Hipismo, e também por eles deixarem que nós escolhêssemos as matérias que queríamos. Era legal porque assim eu fazia só as coisas que eram do meu interesse. Anna fazia as mesmas aulas que eu e Hunter fazia somente duas aulas iguais as minhas, isso me deixou feliz já que assim eu não teria que aparecer sozinha nas aulas. Mesmo que tivesse acabado de conhecê-los, eu trataria de arrastar eles para o meu círculo de amizade rapidinho.

O ruim foi saber que Paul não estava em nenhuma das minhas aulas, ele parecia ser legal. — Anna que conheço pouco, mas já considero muito! Vai nas aulas comigo, né? — Pisquei para a garota e voltei minha atenção ao ser que estava mais perto de mim, ou seja, Hunter. — Você também! Vou adorar ter aulas de Esgrima com você — Umedeci os lábios enquanto pensava no quanto seria legal bater com um florete nele. Logo meus olhos focaram e Paul e eu dei um sorriso triste para ele. — Você vai ficar sem a minha ilustre pessoa nas aulas, mas ainda podemos nos ver fora delas — Abri um sorriso amigável e como já estava cansada de ficar em pé, voltei a me sentar no chão com as pernas cruzadas na “posição do índio”. — To meio cansada. Viagem até aqui foi longa, sabem? Então vou ficar aqui pelo chão mesmo — Murmurei para os três, que me encaravam como se tivesse um parafuso a menos. Apenas ignorei isso, eu era boa em ignorar os olhares estranhos que as pessoas me davam. — E então, o que os trouxe aqui? — Perguntei, mas para puxar assunto do que por interesse do que os tinha levado ali.

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Anna, Leopold e... bem, eu não sabia o nome da baixinha irritante. – Estou bem Paul. - Apoiei-me na cerca e fiquei os encarando sem dizer mais nada. Quando Paul (assim ele permitiu que o chamássemos) disse que éramos animados eu fiz um beiço e franzi a testa assentindo. - Animadíssimos , ó. – Sei que todo meu sarcasmo uma hora irá afugentá-los, portanto decidi maneirar um pouco, é, eu queria paz, ficar a sós e tudo o mais, mas já que isso não é possível, que pelo menos eu saiba aproveitar o momento para fazer algumas amizades. O garoto tatuado perguntou nosso nome. Margo, então esse era o nome da peça. Franzi a testa estranhando a animação dela, nem parecia a mesma garota de alguns minutos atrás, pessoas assim me assustam, assustam mesmo. Dei um sorriso de lado e pulei na cerca sentando ali apoiando ambas as mãos para o caso de eu me desequilibrar, eu sou mestre nessas coisas. – Me chamo Hunter Schulz Rutherford e podem me chamar de... bem, Hunter, não há muitas opções de apelido para o meu nome.´ – Dei de ombros. Esperei alguns segundos para que as piadas envolvendo caçador começassem a surgir, mas felizmente eles conseguiram se conter e nenhuma piadinha absurda saiu de suas bocas. Ao invés disso, Paul continuou a conversa nos questionando sobre quais aulas frequentaríamos e disse as suas. Deixei que elas falassem primeiro, para minha felicidade (ou não) Anna e Margo iriam frequentar duas atividades junto comigo, já o Paul iria frequentar música comigo e apenas essa. Ele estava no time de rugby, o que achei interessante. Eu pensei em ir para o rugby ao invés de ir para o hipismo, só que hipismo vencera, era a única maneira de ir para o ar livre e aproveitar um pouco os arredores da escola. As meninas faziam todas as aulas juntas e uma daquelas amizades estranhas de menina já começava a surgir ali. Olhei para as duas comemorando feito duas bestas até que Margo se virou para minha direção falando que adoraria ir às aula de esgrima comigo. Senti o cinismo daqui, talvez fosse coisa da minha cabeça, mas claro que aquilo não fora espontâneo, dava para ver em seu olhar. – Idem. – Respondi no mesmo tom.  A menina de nariz arrebitado sentou-se novamente no chão, naquele ângulo o qual eu a encontrei. Ficamos olhando para ela por um instante, ela tinha modos tão... peculiares, estou repensando se quero me aproximar dela. Olhei para o garoto com alargador na orelha e dei de ombros. – Se quiser posso re acompanhar nas aulas e andar com você no intervalo também, não que eu seja uma boa companhia... – Margo tossiu me interrompendo e eu apenas olhei para baixo. Ela fitava o chão mexendo em seu cabelo, disfarçando, que garotinha irritante. – Como eu estava dizendo... – Continuei fitando-a e ela fingindo que meu olhar não estava sobre ela. – ... posso te fazer companhia se quiser. – Voltei a fitar Paul quando Anna também disse que poderia acompanhá – lo para que ele não se sentisse só.

Quando Margo perguntou o que estávamos fazendo ali, eu pensei duas vezes antes de dizer a verdade. Eu estava ali pois queria descobrir, pensando comigo mesmo, como agir após descobrir que meu tio na verdade era meu pai. É estranho você descobrir que toda sua vida você se importou em tentar chamar a atenção (não só chamar a atenção, mas também ganhar o afeto) de alguém que sequer merecia sua atenção e que com certeza sabia de toda a verdade e me tratava como se eu fosse o culpado de tudo. Como se não bastasse, o pior vem a seguir. Meu tio (que é o meu pai biológico) sempre me dera a a devida atenção que um pai daria a um filho e eu sempre usei-o como estepe para sentir-me melhor quando levava alguma bronca de Carl. Era por isso que eu preferi evitar minha mãe e meu tio (incrível como ele sempre será meu tio) por hora, eles sempre me fizeram correr atrás do amor cujo o qual eu seria incapaz de alcançar, pois era fruto justo da falta dele.  Quanto sofrimento poderia ter sido evitado se eles contassem a verdade desde o inicio. Balancei a cabeça negativamente, estava farto de ficar choramingando feito uma garotinha. Eu tinha a oportunidade de fazer novas amizade ali, era exatamente disso que eu precisava para me distrair, ter contato com pessoas, por mais que me doa admitir isso.  Ouvi a resposta de todos, cada um tinha seu motivo particular para ir até aquele gazebo, preferi não dizer nada, apenas saltei da cerca do gazebo e inflei o peito dizendo. – Vocês duas não gostam de música? – Ok, foi uma pergunta bastante aleatória e repentina, mas perguntei por perguntar. Nenhuma delas estavam inscritas nessa atividade que eu e Paul escolhemos e as aulas de música ali (pelo que eu ouvi falar) eram muito divertidas. Após receber ouvir as respostas delas eu dei de ombros andando pelo gazebo e comecei a estalar os dedos, bater no tórax e bater palma em seguida fazendo um som. Comecei a fazer o som no ritmo da música que eu ia cantar. - You used to get it in your fishnets, now you only get it in your night dress. Discarded all the naughty nights for niceness, landed in a very common crisis. – Eu mal comecei a cantar e Margo começou a cantar junto comigo, ela conhecia a canção. Continuei fazendo o som e Paul e Anna me imitavam fazendo o  mesmo som enquanto Margo cantava os verso seguintes. Comecei a cantar a música junto com ela quando ela entrou no pré refrão.  - Oh that boy's a slag. The best you ever had, the best you ever had. Is just a memory and those dreams. Not as daft as they seem, not as daft as they seem. My love when you dream them up. – Parei cantando esse último verso e rindo em seguida.  – Qual foi? Como vocês podem não ter se matriculado em música? Fala sério! – Ok, confesso que agora eu estava me divertindo com eles.
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Mensagem por Anna Hool McCready em Qui Jul 16, 2015 12:37 pm

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Friends?
Estava realmente feliz por finalmente conversar com alguém naquele maldito lugar. Todo aquele meu mal humor de hoje cedo estava indo embora rapidamente. Leopold –ou Paul–, Hunter e Margo. Será que esses são meus novos melhores amigos? Tomara. Eu estava realmente gostando deles. Paul infelizmente não faria nenhuma aula conosco. Hunter faria duas aulas comigo e Margo ficaria em todas minhas aulas. Ficamos comemorando igual duas bestas por algum tempo, mas logo paramos. Estava sentindo uma nova amizade surgir ali. Um tipo de amizade que não tinha a anos. – Posso ir as aulas de esgrima com vocês também, se quiserem. –Disse, com um sorriso amigável no rosto. Bye bye mal humor.  Ficamos um tempo encarando Margo sentada no chão em um ângulo estranho. Me sentei ao lado dela esticando as pernas, logo começaram a me encarar também. Mas nem liguei.

Hunter e Margo disseram a Paul que poderiam lhe acompanhar fora das aulas. – Também posso te acompanhar quando estiver livre. – Disse, sorrindo novamente. Por um minuto paro e observo melhor as tatuagens do garoto. Estava as encarando a um tempão. Quando me dou conta do que estava fazendo disfarço rapidamente. Tomara que ele não tenha percebido. Eles estavam falando sobre o motivo para estarem estudando na Weston. Fiquei um pouco tímida na hora de falar mas... Ah, qual é o problema? – Estou aqui porque meus pais faleceram em um acidente de carro e minha tia viaja muito e não tem tempo para mim, então me mandou para cá. – Disse, séria. Odiava admitir isso, que minha tia não ligava para mim e quis se livrar de mim na primeira oportunidade que apareceu.

– Gosto sim, mas sou um pouco tímida... – Disse. Entredentes. Eu na verdade adorava música. Na hora de escolher minhas aulas estava em dúvida se escolhia música ou artes. Mas artes vencera. Era a única forma que eu encontrara para me expressar de forma mais criativa que conseguia. Como já tinha dito a eles, eu sou tímida e não me dou bem cantando e nem tocando algum instrumento. O máximo que eu conseguia era tocar violão, e nem tocava bem. Logo Hunter começa a cantar uma música e fazer um ritmo estalando seus dedos e Margo o acompanha na letra. Eu conhecia aquela canção. Paul começa a imitar o ritmo, também estalando seus dedos e eu também o faço. Estávamos em perfeita sintonia, parecia até que tínhamos ensaiado. Um sorriso estava em meu rosto nesse momento, não me lembro de estar tão feliz assim a um bom tempo. Tipo... bem antes de meus pais falecerem.  Quando Hunter para, todos paramos e começamos a rir igual idiotas. Realmente era coincidência o fato de todos nós sabermos a letra desta música ou será que era só um acaso? Ah, não importa! Eu estava aproveitando o momento com eles e estava gostando disso.


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Mensagem por Clarissa A. Arnecker em Sab Jul 18, 2015 3:10 am

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Data de inscrição : 06/07/2015

Nordic
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Oh darling, hear my soul and heed my cry.
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Com os dedos ágeis, desfazia a trança grossa que prendia meu cabelo, com um sorriso débil nos lábios, enquanto corria pelos arredores da escola, queimando toda a energia que subitamente senti naquele dia. Quase não havia olhares estranhos ou cochichos sobre ter uma louca correndo pelo pátio como se sua vida dependesse disso, todos ali pareciam estar em seu próprio mundo, ocupados demais para se preocuparem com os outros, afinal, essa era a magia dos primeiros dias de aula. E eu não podia me sentir melhor, hoje era aquele tipo de dia que você acordava com um sentimento tão bom que não quer que a noite chegue, para não acabar. E, talvez, o teste de esgrima bem sucedido mais cedo só tenha colaborado para eu me sentir assim. Viva. Na verdade, desde que havia chego em Weston me sentia com a consciência mais leve, meus problemas pareciam ter ficado em casa, assim como os últimos meses. Diminuí a velocidade até parar, escorando em uma árvore. Apoiei as mãos nos joelhos, tentando estabilizar a respiração descompassada. Eu gostava desse momento pós-adrenalina, quando o coração bate acelerado e o corpo começa a ceder pelo esforço. Então, fiquei ali, escorada na arvore, sentindo a leve brisa.


[...]


Já fazia quase uma hora que eu estava sentada debaixo daquela árvore. Minha atenção estava totalmente voltada a arrancar alguns fiapos daquela grama tão verdinha e bem cuidada, quando passei ouvir alguém cantando uma música que eu bem conhecia.

Discarded all the naughty nights for niceness, landed in a very common crisis. – Cantarolei baixinho, junto com a voz, quando as vozes dobraram. Gente com um bom gosto musical, certo. Me levantei, curiosa, tentando ver de onde vinha o som. E bingo! Vinha do gazebo, que estavas a poucos passos de mim. Em um ato meio impensado, caminhei na direção da construção, a fim de ouvir melhor aquele grupinho que parecia bem gente boa, alias. Me encostei em uma das pilastras, o pessoal estava de costas para mim, mas ainda sim, percebi que eram bem animados. Continuei ali quietinha, vez ou outra cantarolando baixinho alguns refrões que sabia de cor, de modo que apenas eu ouvisse. Mas a música terminou e as gargalhadas começarem. Eu me senti um pouco intrusa nesse momento, mas ainda curiosa. E por que não tentar fazer amigos, uh? Talvez isso só venha para contribuir com toda essa mudança. Então, ainda atrás, fiz um barulho com a garganta para chamar a atenção.

Ahn... - Murmurei meio sem jeito pelos olhares curiosos que todos lançaram ao mesmo tempo. – Vocês cantam bem. – Uh, que sem graça. Cocei a nuca, ainda me olhavam curiosos. Talvez, estivessem esperando eu dizer porque diabos eu estava ali atrás. Pois bem, eu também me perguntava isso no momento. – Eu sou Clary. – Levantei as mão em um aceno, tentando sorrir amigavelmente.
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thank you secret from TPO.

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Mensagem por Paul Loschwitz Sursok em Qui Jul 23, 2015 11:34 pm

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Data de inscrição : 29/06/2015

Nordic
Fiquei um pouco desanimado em saber que apenas poderia ter a companhia de um deles em apenas uma aula, e logo a que eu menos queria. Lembrava de saber triângulos, enquanto caçoavam tocando instrumentos mais difíceis, como violões, guitarras e violinos. Sempre tive um interesse por guitarras, baixos e baterias, mas sempre que eu tentava, não ficava bom, aliás, nem um pouco, lembrava sempre do professor usando tampões de ouvido quando era minha vez de se apresentar, será que ele estava com dor de ouvido? Porque eu não poderia ser tão ruim a ponto disso. — Só o Hunter que tem como me acompanhar? — Preferia a companhia de alguma garota, mas não era tão ruim, Hunter parecia ser do tipo Popular, poderia me apresentar outras garotas (sou um garoto bobo, mas a esperança é mais imortal do que tudo). — Bem, eu faço Rugby porque não sou bom com resistência, e achava que o esporte poderia me ajudar nessa questão — Fora as animadoras do time de rugby, seria ótimo ver elas gritando "Pou, Pou, Pou" enquanto eu corria com a bola, é um sonho pra qualquer homem. Não consegui disfarçar a animação que eu sentia só de pensar nesse momento mágico, então virei-me de costas para os três, e sorri com as bochechas rosadas por alguns segundos, como se fosse em um anime.

Depois de alguns momentos de ilusão, virei-me para eles novamente. Esses pensamentos eram infantis até, e seria péssimo se alguém soubesse que eu pensava nesse tipo de coisa, não esqueceria das risadas. O assunto que Hunter sugeria depois eram sobre músicas, perguntando sobre nosso gosto. — Bem, eu não costumo cantar muito em público, porque como a Anna também havia falado, eu também sou muito tímido, esse também foi o motivo de eu escolher o Teatro, para que eu pudesse perder essa falha — Dizia de forma tranquila, expressava minhas falhas sem medo. O que me chamou a atenção que eu percebia a presença de uma garota, que se encostava a uma das pilastras do gazebo, ela logo fazia um som para que chamasse a atenção dos outros. — Eu já tinha visto você aí, linda, só estava me perguntando se ia falar alguma coisa ou ficar nos espiando — Ri baixinho, a garota dizia que cantávamos bem, sendo que eu ainda não havia cantado, assim como Anna e Margo. — Eu não canto bem, pelo menos não com gente em volta, pareço um CD de música travando — Ri baixinho, percebendo que eu apenas falava mal de mim mesmo, e me perguntando se aquilo poderia causar uma péssima impressão sobre mim.  — Mas todos nós vamos cantar, não é? Cante primeiro, Margo — Apontei meu dedo indicador para Margo, que tinha belos olhos que quase não conseguia parar de fitar. Margo estava sentada no chão, e provavelmente depois daquilo, iria lançar um olhar de metralhadora. A garota se apresentava como Clary, me perguntava se aquilo era apelido ou então o verdadeiro nome dela. — Clary é seu nome mesmo ou é algum apelido? — Perguntei, me apresentando em seguida.— Meu nome é Leopold, mas pode me chamar de Paul — Sorri para ela, depois voltando minha atenção para Anna, piscando e sorrindo maliciosamente para ela, dizendo baixinho. — Depois da Margo cantar, será a sua vez, amorzinho — Mandava um beijo pra ela, depois refletindo sobre minhas ações até ali, parecia estar um pouco mais solto com eles. — Ah, quais são as ordens de vocês? Eu sou da Nordic.

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Mensagem por Margo Köhler Stemford em Sab Jul 25, 2015 9:07 pm

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Nordic
friends?

ANOTAÇÕES
eu sou muitas coisas, mas isso
não é novidade pra quem conhece os
meus segredos

Eu havia perguntado sobre os motivos deles estarem ali, mas eu mesma não me justifiquei. Assim como Hunter tinha fugido da pergunta também. Eu não queria que eles soubessem que eu estava ali por ter problemas em casa, por ser a filha renegada do meu pai apenas porque minha mãe tinha morrido depois de ter lutado tanto para me dar a luz. Mas fiquei mais a vontade sabendo que eu não era a única com problemas ali, os pais de Anna tinham falecido num acidente de carro. Eu não falei nada como “Meus pêsames”, pois sabia o quanto isso era ruim e irritante. Não havia coisa pior que uma pessoa fizesse do que oferecer seus pêsames a alguém, isso não iria fazer doer menos. Deixei meus pensamentos de lado quando Hunter perguntou a Anna e eu se não gostávamos de música. Eu amava música, não me imaginava um dia sequer sem ouvir as músicas de minhas bandas preferidas. Mas apesar disso tudo eu tinha optado por ficar longe dessa aula. Artes tinha me chamado mais a atenção, pois era através dela que eu podia extravasar toda a raiva e rancor que eu mantinha guardados dentro de mim.

— Eu amo música, mas as que eu ouço são um tanto... Diferentes — Respondi a pergunta de Hunter com um sorriso nos lábios. Eu gostava de músicas que se interligavam com o meu humor e que de alguma forma eu conseguia decifrar e entender. A maioria das músicas que eu ouvia não fazia muito sentido para os outros, mas para mim sim. E meu sorriso aumentou quando Hunter começou a cantarolar uma música que eu conhecia bem, não perdi tempo e acompanhei ele na música. — Everything's in order in a black hole, nothing seems as pretty as the past though that bloody mary's lacking in tabasco, remember when you used to be a rascal? — Cantarolei logo depois que Hunter cantou os primeiros versos. Fluorescent Adolescent era uma das minhas músicas preferidas do Arctic Monkeys e eu observei feliz Anna e Paul nos acompanharem em seus próprios ritmos. O clima ali tinha ficado mais leve e eu me deixei levar pelas gargalhadas quando Hunter terminou de cantar outro verso da música. Nunca achei que fosse achar um pessoal tão legal naquela escola, mas eu tinha achado e estava gostando muito de ficar perto deles.

Até que fomos interrompidos por uma garota morena com cara de anjo, acho que ela estava escondida antes de aparecer. Ela estava meio sem jeito e isso me fez sorrir amigavelmente para ela, como se tivesse encorajando-a a se apresentar. Eu estava sendo tão legal com as pessoas que chegava a me assustar. Paul conversou com a garota descontraidamente e eu balancei a cabeça quando a garota disse que cantávamos bem. O nome da garota era Clary, bom... Nome ou apelido. Paul apontou para mim e disse que eu seria a próxima a cantar, mas eu não seria mesmo. — Seja bem vinda ao nosso estranho grupo, Clary — Pisquei para a garota e virei minha atenção para o Paul, que agora perguntava qual eram as nossas ordens. Eu tinha quase certeza que todos ali eram Nordic. — Sou da Nordic — Murmurei. Os outros responderam também e como eu tinha previsto, todos eram da Nordic. Senti meu celular vibrar em meu bolso e tratei de pegá-lo, assim que vi a hora e uma notificação indicando que eu tinha uma nova mensagem do meu pai meus olhos se arregalaram. — Então... Ta ficando tarde e eu preciso ir — Soltei um suspiro. — Eu vejo vocês por aí — Abracei cada um deles e depositei um beijo em suas bochechas, sem me importar se eles tinham problemas com espaço pessoal ou não, e me afastei rapidamente do gazebo digitando furiosamente uma resposta para a mensagem do meu pai.

Off: Saio Dali <3

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Nordic
Making some friends

The truth delays, but always comes without warning.

Ouvi um barulho de pigarreio e instantaneamente lancei meus olhos para a direção de onde ouvira o som. Uma garota de cabelo escuro, olhos castanhos e sobrancelhas grossas (nem tanto) estava parada ali a nos observar. Paul comentou que já havia visto ela, será que ela esteve ali por muito tempo? Confesso que sou meio desligado para essas coisas. Ela nos elogiou, mas eu não levei seu elogio muito a sério. Ri do comentário de Paul e não pude deixar de concordar. Eu adorava cantar, sim, era verdade, mas tinha ciência de que minha voz era extremamente horrível, mas sou do tipo que faz as coisas mesmo sabendo que é péssimo nelas. Paul continuou dizendo que iríamos cantar e que Margo seria a próxima. Balancei a cabeça negativamente e olhei para a morena baixinha que também compartilhava da mesma opinião que a minha, mesmo não expressando nada, estava nítido. Virei-me finalmente para Clary (que suponho não ser o nome da mais nova integrante desse grupo maluco, mas sim um apelido) e dei um sorriso fraco, porém amistoso à ela e emendei a frase de Margo. – Chegue e não se acanhe, Clary. - Deixei que meu sorriso alargasse enquanto via a garota aproximar-se ainda meio tímida. Enquanto Clary se aproximava, virei-me para Paul e cruzei os braços. - O único que tem que cantar aqui é você, todo nós já pagamos o maior mico soltando a voz, exceto você. – Apontei o dedo indicador para ele fazendo uma careta, eu estava tão descontraído, parecia que estava em uma das minhas rodas de amigos em Pittsburg. Aos poucos era isso que eles estavam se tornando para mim, amigos.

Quando Paul questionou Clary sobre aquele ser um nome ou um apelido eu revirei os olhos, estava claro que aquilo era algum apelido... bem, pelo menos assim eu espero. Olhei com suspeita para a garota e ela confirmou, era um apelido, seu nome real era Clarissa, Clary é mais limpo e curto. – Bonito nome. – Comentei antes de Paul dizer mais uma de suas coisas engraçadas, para quem era tímido ele até que estava bastante solto agora. Paul perguntou nossa ordem, olhei para cada um, espero que todos sejam de minha ordem, assim fica mais fácil manter contato com eles. Após a resposta de Margo eu iniciei um "também" e todos fizeram o mesmo, é, todos eram da mesma ordem para meu alívio. Não que eu não queira conversar com pessoas de outra ordem, mas dependendo de como as coisas irão fluir aqui dentro, melhor, dependendo do grau de competitividade de alguns, a comunicação com membros de outras ordens irá ficar, digamos, difícil...

Estávamos conversando animadamente quando Margo disse que precisava se retirar. Estava prestes a estender o braço para cumprimentá-la como despedida, mas ela me surpreendeu com um abraço e um beijo na bochecha. Vi ela fazer o mesmo com os demais e cocei a cabeça, quando foi que ela ficara tão sociável? Ela afastou-se com passos largos, digitando algo em seu celular. Olhei para os demais e enfiei minha mão no bolso da bermuda. – Bem, eu também vou nessa. – Disse dando de ombros. – Mas antes me passem o número de vocês, sabe, pra manter contato. – Sorri tirando o celular no bolso e salvando o número de cada um. Sem que eles percebessem, tirei uma foto do rosto de cada um deles para por na foto do contato. – Então é isso, valeu gente. – Enfiei meu smartphone no bolso e comecei a caminhar para fora dali, mas antes virei-me. – Ah, me sigam no insta também, @omgisthehunter, não tem erro. – Sorri acenando para eles e saí dali de vez.


OFF: Fui galera \o

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Mensagem por Anna Hool McCready em Seg Jul 27, 2015 4:32 pm

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Data de inscrição : 05/07/2015

Nordic
Friends?
Estava realmente me divertindo com eles. Admito que este era um grupo muito estranho, mas era bem interessante. Ouço um som estranho e olho para o lado instantaneamente. Era uma garota. Uma morena, mais ou menos da minha altura e com sobrancelhas definidas e pele pálida. – Prazer Clary, me chamo Anna. – Sorrio amigavelmente para ela, após a mesma ter se apresentado.  Paul questionou a mesma sobre Clary ser seu nome ou um apelido. Seu nome era  Clarissa, na verdade.  Paul também dizia que iríamos cantar. Não disse nenhuma palavra sobre isto, mas acho que ele já tinha entendido que eu não iria cantar sozinha. Logo Hunter o questionou, dizendo que ele fora o único que não mostrara sua voz ainda.

–Também sou da nordic. – Paul havia perguntado nossa ordem. Como eu já esperava, todos éramos da nordic. Fico feliz por isso. Aquele grupo estranho estavam se tornando meus melhores amigos e eu estava muito feliz com isso. Há tempos não fazia uma amizade assim, na verdade nem me lembro disso. Ficamos todos ali conversando por um bom tempo, Margo se retirara do local, dizendo que tinha de ir embora. Retribuo seu abraço e fico um pouco confusa.

Conversamos um pouco mais e Hunter se retirou do local também. Todos passaram o número de seus celulares para ele, logo chegou a minha vez. –Até mais! – Disse, amigavelmente, acenando para ele. Ele e Margo se retiraram do local com passos largos, não sei o motivo de tanta pressa.

Alguns minutos se passaram e eu agora estava, agora , somente com Paul e Clary. Olhei meu  celular e vi as horas. Já era quase fim de  tarde e eu ainda não havia terminado de arrumar minhas malas. – Bem pessoal, vou indo. – Fui na frente de cada um e ergui minha mão aberta para um “hifive”, e eles contribuem. Deixo um sorriso amigável e saio do local logo em seguida. – Ah, se quiserem meu número peguem com o Hunter! – Me viro rapidamente e continuo meu caminho em direção a sede da ordem.



OFF: Eu e Paul saímos dali. (Ele pediu pra mim tirar ele tb, pq a peste ta com preguiça de postar q) <3

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Mensagem por Andrew H. Sibley em Sab Ago 08, 2015 10:32 pm

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Data de inscrição : 22/06/2015

Hi, Greek Friend!

Ainda era uma novidade estar sozinho por aqui, e não rodeado por inúmeros amigos e parceiros de bebedeiras. Era entendiante viver por aqui, apesar de eu gostar das aulas de música, teatro e animadores de torcida, mais do que eu gostaria de admitir. As aulas eram talvez as únicas coisas boas por aqui, às vezes aqui e ali surgia um outro aluno que eu fazia questão de dividir minhas tarefas, como a agradável Hanna, da mesma ordem que eu, e alguns outros, inclusive tendo até um depreciador, que parecia amar ofuscar minhas apresentações nas aulas. As opções de lugares bons, e principalmente, lugares calmos onde eu pudesse ficar só, eram muito poucas, o que me fazia geralmente andar sem um rumo certo, apenas utilizando meus fones de ouvido como forma de escudo contra os engomadinhos e certinhos dali. Era impossível acreditar na perspectiva de muitos por aqui, que faltavam basicamente cortar os pulsos por uma carta de aceitação nesse local. Enquanto eu caminhava, escutava "Running To The Sea" cantarolando baixinho, enquanto me encontrava de repente numa área aberta e um pouco afastada.

Um gazebo! Ótimo, ao menos o local não possui nenhum casal meloso aos beijos por aqui. Sentei-me, num dos balanços, segurando firmemente nele e fitando as árvores ao meu redor bloqueando os raios solares de chocarem-se em meu corpo, enquanto o vento assoprava forte, bagunçando um pouco o meu cabelo, a música já na metade. Suspirei, balançando-me um pouco desinteressado no ato, mais concentrado na letra da música e em cantarolá-la.

- I remember running to the sea, alone and blinded by the fear... - cantei em um timbre baixo, porém suave, ainda balançando-me. Só faltava uma gilete cair dos céus para eu cortar os meus pulsos, devido ao tédio supremo naquela tarde amena.

◦◦◦

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