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Wicked Academy

Área de Treino


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Mensagem por The Vanity em Sex Maio 08, 2015 2:53 am

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Área de Treino
A pista de equitação é um complexo amplo e muito bem equipado para que os jovens alunos e cavaleiros da escola desenvolvam a habilidade, a postura e o laço com o seu animal. Ela é destinado aos alunos da disciplina, aos cavaleiros oficiais da escola, e todos aqueles que quiserem treinar. Esta área não cerve para competições, apenas para treino.



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Greeks
All though its been a long time

You're right back where you started from


A aurora ainda não tinha florescido, estava escuro quando seus olhos finalmente se abriram para um novo dia. A loira levantou-se rapidamente de sua cama para dar inicio na sua rotina que consistia em soltar os cavalos do acampamento de seu pai para que eles pudessem se sentir livres logo no começo do dia, os dez cavalos que residiam na propriedade eram livres para andar em todo o acampamento sem restrições, e assim não se sentiriam estressados quando fossem selados para o passeio. Mas naquele dia ela tinha outra tarefa, quando a manhã finalmente chegou, a loira não pode dar o seu bom dia de sempre para seus companheiros dos primeiros raios do sol, seu pai se encarregou dessa tarefa depois que Júpiter recebeu uma ligação para substituir um professor na aula que ela tinha conhecimento, Hipismo.
A Universidade de Cambridge cumpriu com a sua promessa em dar uma vaga para Júpiter quando chegasse a hora, estudou Medicina Veterinária com ênfase em animais de grande porte, podendo assim então se especializar em equinos. Foxx vestiu-se adequadamente para dar a aula de hoje, calça de equitação na cor carmim, camiseta de algodão branca e um casaco preto que passava um pouco da altura de seu quadril, botas de equitação que não chegavam na altura de seu joelho.  A jovem atendeu ao pedido da Academia Weston e nas primeiras horas de sua carga horária já estava familiarizada com seu local de trabalho, assim como os cavalos que residiam em suas baias.
Olhou nos olhos de todos os cavalos, encontrando o mais estressado, um garanhão na cor caramelo, suas crinas desgrenhadas e seus cascos sem cuidados já eram um aviso de que aquele cavalo era o alfa do bando, ao se aproximar mais a jovem se desfez do contato visual, mostrando que era ele quem mandava, esticou a mão para tocar a ponta na narina do animal, então assim fora possível retirá-lo da baia, mostrando a liberdade que teria, a agitação do equino parou, Júpiter desfez os nós no pelo do animal, deixando-o como uma aparência melhor e dando um ar mais sadio, era assim que se tratava um animal.
A loira puxou todos os cavalos para fora da Baia, não queria agitação dentro da moradia, os animais poderiam ficar agitados e a enfermaria seria o local da aula de hoje, aos poucos os alunos iam chegando, curiosos e atentos no processo de retirada dos equinos. Júpiter sorriu para alguns e avisou para ficarem do lado de fora onde aconteceria a aula, na parte do campo, para ter um melhor manuseio dos animais.
- Bom, olá, sei que estão um pouco confusos já que não sou a professora de vocês, mas aconteceu um pequeno imprevisto com o professor de Hipismo e ficarei temporariamente do lugar dele. - Agora que explicou o fato de sua presença, retirou o último cavalo da baia, poderia dar inicio à aula. - Me chamo Júpiter Ocean Foxx, eu aguento as piadinhas então podem fazer, podem me chamar dos mais variados apelidos, gosto de criatividade. - Ela sorriu e olhou para o cavalo ao seu lado. - Antes de começar a diversão, algumas regras, como vocês podem notar, os cavalos estão super relaxados, eles sentem a presença na variação de emoções, sentem quando estamos tristes, felizes, ansiosos e com raiva, por tanto, nunca cheguem perto deles quando estiverem nessa emoção, não quero nenhum cavalo estressado ou estão fora da minha aula. - Júpiter era bem direta em relação as regras de convivência ainda mais quando se tratava de cavalos. - Nessa aula, vocês vão preparar os cavalos, buscar entender como funciona os materiais, como preparar uma pista de hipismo, e querendo ou não, terão que saber a anatomia deles, qual músculo deve possuir maior resistência para que não aconteça nenhum acidente, assim que terminarem de escovar, preparar os materiais, colocar a proteção em seus cavalos e montar um aparelho de salto... - Ela parou no meio da frase para respirar e montar em seu cavalo. - Poderão correr na pista e logo em seguida saltar no aparelho.. - Assim que passou o que iria acontecer nesse dia, Júpiter finalmente deixou que os alunos fossem até seus respectivos animais e começassem o árduo trabalho.  

 

Well:
Como podem ver, será uma aula prática, quero ver como vão se sair no entrosamento com os cavalos, na preparação do material... Se tiverem erros, na próxima aula será a correção desses erros, quem se sair bem nessa aula terá um posto na equipe de Hipismo que treinará separadamente dos outros nas aulas que vierem, gerando mais pontos para sua ordem.  


thank u ezra koenig

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Mensagem por Henry Daniel Grey em Ter Jul 21, 2015 6:40 am

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Greeks

Pocotó
Minha éguinha pocotó

Senti uma iluminação atingir meus olhos e resmunguei incomodado antes de cobrir minha cabeça e tentar voltar a dormir, mas para ter certeza se não estava atrasado já que aquela luz não era comum na minha janela naquele horário, me virei para pegar o celular que devia estar ao lado. Devia. Porque ao me virar fui parar no chão...

-Ouch. - resmunguei dolorido passando a mão na testa. Três coisas, eu sabia que não estava bêbado porque não tinha bebido nada, sabia que não estava no meu dormitório porque eu sequer tenho uma cama e por ultimo onde eu estava? Joguei o edredom para longe de mim e a primeira coisa que vi foi um sapato de salto com sola vermelha ao lado da cama, e assim pude respirar mais aliviado por não estar em algum lugar desconhecido, tipo aquela cabana horrível que tinha no floresta.

Me levantei em um pulo e olhei no quarto ao meu redor para encontrá-lo vazio, ela já devia ter saído para a aula o que queria dizer que eu estava atrasado, muito atrasado. Depois de dez minutos de procura aleatória encontrei minhas peças de roupa que estavam espalhadas por ali e me vesti. Peguei meu celular e fui até a porta parando no instante que eu ia abrir a maçaneta. Se alguém me encontrasse dentro daquela ordem eu seria linchado, então respirei fundo e caminhei para o lugar de onde havia entrado na noite anterior, a janela.


...


Cheguei dolorido na área em que seria a aula de hipismo. A dor é o que acontece quando se cai de um galho a alguns metros do chão enquanto se foge de uma ordem rival. Massageei minhas costas e olhe o galpão de treinamento já com um certo número de alunos e me perguntei o porquê de todos os cavalos estarem espalhados, mas antes que pudesse ir atrás do meu ouvi uma voz se sobressair as outras.

Prestei atenção no que ela falava e até achei algum sentido na aula, já que do que adiantaria fazer hipismo se não tivesse afinidade alguma com com o animal. Caminhei até um canto próximo as baias e coloquei dois dedos na boca dando um grande assobio, cerca de meio minuto depois vi meu puro sangue árabe se aproximar em toda sua altivez.

Toquei seu focinho com a palma da minha mão e sorri ao acariciar sua crina. -Hey Pé de Pano, como você está rapaz? - perguntei conforme o trazia para dentro do estábulo e de sua baia, não adiantaria nada ficar expondo meu cavalo ao relento desnecessário se para prepará-lo podia o fazer em seu local de descanso e não ao lado de adolescentes impressionáveis e possivelmente histéricos.

Fui até a parte onde haviam as torneiras e enchi um dos baldes, aproveitando para pegar uma bucha macia e alguns panos secos. Depois voltei até a baia de meu colega equino e comecei a levá-lo com cuidado. Não usava nenhuma espécie de cabresto porque confio no animal e ele faz o mesmo comigo. Quando lavava a parte interna se seu pescoço senti uma lambida molhada na minha cara e ri quando me afastei e vi o que parecia ser um sorriso seguido de um relincho. "Tal dono, tal cavalo.", pensei sobre como ambos éramos bobões.

Comecei a secá-lo com cuidado e conseguia ouvir de longe a animação dos outros alunos. Balancei a cabeça e levei os panos molhados para sua devida área após utilizá-los e na volta parei ao lado da baia para pegar a mala que continha algumas coisas para o tratamento dele. -Se me ajudar eu te dou um cubo de sal, então já sabe... - sussurrei na sua orelha como se estivesse contando um mega segredo.

Puxei a escova de seda da mala e comecei a escová-lo para tirar qualquer coisa que tivesse escapado ao banho e também para deixar seu pelo desembaraçado e sem nós. Depois disso verifiquei se ele não tinha nenhum nódulo ou inchaço no corpo pois se tivesse teria que mandá-lo para um bom veterinário. Então ergui pata por pata e verifiquei se suas unhas estavam bem aparadas e se as ferraduras estavam bem presas para só daí dar uma batidinha carinhosa nele e dar um cubo de sal. -Você mereceu campeão. Agora vamos te selar. - falei para o animal enquanto pegava a almofada e colocava sobre seu pescoço e a deslizava ate seu dorso para não puxar nenhum fio de seu pelo.

Peguei uma manta negra e coloquei sobre a almofada e verifiquei se ela esta bem centralizada antes de ir até o fundo da baia e buscar minha sela que também era de cor negra e feita de couro acolchoado. Desci lentamente a sela para o centro da manta já que de outra maneira poderia machucar o animal durante o galope. Coloquei a cilha gradualmente em ambos os lados, deixando apertado apenas 3/4 já que não queria apertar o animal e durante sua respiração ficaria bem preso.

Coloquei as rédeas sobre a cabeça do cavalo para não acabarem enrroscadas com as outras tiras e pus o bridão em sua boca, deixando um dedo de cada lado empurrando contra a boca do animal, depois coloquei o cabresto sobre suas orelhas e ajeitei a cisgola, verificando para ver se conseguia colocar quatro dedos entre o pescoço do animal e a tira. É por fim afivelei a focinheira, deixando dois dedos de espaço entre a tira e o cavalo.

Meu Pé de Pano agora parecia um verdadeiro cavalo de competições e eu sorri com o trabalho que havia feito. Tirei meu tênis e coloquei minhas botas de montaria que sempre deixava por ali e montei no meu cavalo saindo devagar do estábulo. Notei que algumas traves já estavam montadas e alguns poucos alunos brincavam em seus animais me inclinei para frente e acariciado a orelha do meu cavalo. -Vamos lá rapaz! - falei carinhosamente antes de usar as rédeas para fazê-lo entrar em um trote ao redor da pista.

Depois de algumas voltas para aquecimento em forma de trote me inclinei para frente, quase deitando sobre o pescoço do animal e forcei um galope, a sensação do ar contra meu cabelo era incrivel e após três voltas em um galope eu virei a rédea para que ele se dirigisse ao primeiro obstáculo, pouco mais de metro e meio deste eu puxei as rédeas dele para cima, deixei meus calcanhares bem firmes contra seu dorso e me inclinei para trás para que ele saltasse. Passamos o obstáculo e eu olhei por cima do ombro para ver que quase tinha derrubado mas todas as partes ainda estavam lá e não conto uma comemoração. Segui o resto do percurso sempre tomando cuidado para não exigir demais de meu animal e após finalizá-lo dei mais duas voltas em forma de trote antes de guiar Pé de Pano pro estábulo novamente.


...


Estava acabando de escová-lo após a aula e não podia negar minha felicidade por ter escolhido essa matéria, não por causa de professor ou treino ou time, mas porque poderia passar mais tempo com seu amigo do reino animal. -Hey Pé, você foi excelente hoje... - comentei guardando a escova e roubando uma cenoura da baia vizinha para dar para meu animal. -Tenho alguém para te apresentar, acho que vai gostar dela, minha própria Helena de Tróia. - comentei para ele não conseguindo não rir da minha piada idiota no final. Esperei ele acabar de comer e verifiquei se tinha água e feno o suficiente e me levantei para ir embora. -Vou aparecer mais, vê se não vai arranjar encrenca com os outros cavalos. Já basta a minha mãe querendo me mandar pra longe, não quero que voce vá. - falei antes de fazer um ultimo carinho nele e sair em direção a minha ordem.


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Greeks
She said you don't need time
A crina do animal atingia seu rosto com força, eram soltos, grossos e brancos, tão brancos que os raios do sol refletiam naquela parte e provocavam uma espécie de brilho que iluminavam o peito desnudo da menina, seu corpo inclinado no corpo do anima lhe davam equilíbrio, já que galopava na forma mais selvagem apenas segurando firme nos pelos do animal, sentia alguns respingos de água lambendo suas pernas nuas, estava inteiramente naquele estado. Seu cabelo vermelho não lhe atrapalhava a visão, na velocidade que estavam seus fios rebeldes só tinham um direção. Ela e o animal pareciam um só, o ritmo que seguiam era o mesmo, estavam completamente em uma única coreografia, rumo ao pôr do sol que já pintava o céu na sua forma mais clássica, tons de vermelho e rosa se misturando para dar espaço ao cobalto puro e bruto, se sentia livre...

Naquela manhã sentia seu corpo dolorido, hematomas roxos estavam estampados nas suas coxas, nos ossos de sua cintura, em seus pulsos e clavículas, não lembrava de ter feito algo que a machuca-se daquele jeito, nada liberado ou ilícito, levou suas mãos até seu rosto massageou aquela região antes de esticar seus braços para cima e dar inicio ao um longo bocejo, metade de seu edredom estava para fora da cama e em pouco segundos surpreendeu-se com um estrondo na porta de seu quarto, estava sendo brutalmente atacada com pulos e cócegas que vinham de mãos grandes e masculinas, na tentativa de tirar a menina de sua cama, seus irmãos a empurraram para fora da mesma. - Parece que alguém teve uma noite e tanto. - Levi só deu conta da situação quando viu o lençol branco manchado em tons de terra, conseguiu sentir que o chão de seu minusculo quarto estava cheio de areia.

Quase não conseguiu levantar seu corpo naquela hora, estava em uma crise existencial, não conseguia lembrar de nada, seus irmãos teriam problema se fossem pegos dentro da Academia, não que se importasse com isso, mas esse problema geraria problemas para a garota, fechou seus olhos antes de falar qualquer coisa e procurar respostas em sua cabeça cheia de assuntos sobre qualquer conteúdo que não importavam naquela hora. Então ela levantou num pulo e virou-se para seus irmãos... Bem, eles não estavam lá, o que deixou a menina muito confusa, não fora um confusa de "dropei uns bagulhos loucos e ainda estou no efeito", fora algo profundo, nem os hematomas estavam em seu corpo, nem a sujeira que tinha encontrado no chão, o fato era que sua cama estava arrumada, Levi tinha dormido no chão enrolada em seu edredom. Seus olhos seguiram para sua escrivaninha, os remédios estavam ali, todos eles.

Caminhou para aquele lado de seu cubículo e sentou-se na cadeira em frente ao notebook, assim que mexeu o mouse, encontrou várias abas sobre assuntos estranhos e desconhecidos, estreitou os olhos na procura de lembrar o que estava fazendo na noite anterior, mas achou melhor esse pensamento ver de livre e espontânea vontade, seu comportamento tinha mudado de rumo, aconteceram coisas nessa semana que fez com que ela se sentisse uma estranha no mundo, não teria por que... Bem, deixaremos esse assunto baixo, não teria por que iniciar uma discussão com um assunto que não importava mais, só importava para dar inicio a uma rixa que na real já existe, ainda está tudo no começo para dar esperança a qualquer uma das ordens, tudo iria vir na base do "depende"... Por que diabos eu estava cavalgando pelada?" - A ruiva apoiou seus cotovelos em suas coxas e na palma das mãos repousou sua cabeça.

Jogou seu corpo para trás, quase caindo da cadeira, levantou, andou em círculos até parar em seu banheiro para encher a banheira, mas calma... Correu para alcançar seu celular, sentiu um alivio preencher seu corpo quando tomou conhecimento de que não estava atrasada, mesmo assim deixou melhor a opção de se afogar na banheira para mais tarde, tomou apenas uma ducha, ficou embaixo do chuveiro por alguns minutos, então lembrou-se... Lembrou de ter andado para fora da Weston, ter encontrado seu contato e comprado algumas coisas mágicas para se manter acordada, o que resultou em fantasias noturnas, viagem visual e sonhos realísticos. Já que sabia que hoje teria Hipismo, fora possível "viajar" com o seu cavalo. A garota saiu do banho com os cabelos molhados, não teria tempo de secar e então teve consciência de que teria que prendê-los mais tarde, suas botas de equitação estavam devidamente guardadas, assim como sua calça, mas não achava as outras vestes, teria que ser qualquer coisa, no fundo do seu armário achou uma camiseta velha de manga comprida com alguns dizeres em russo, seria bem engraçado para quem fosse russo e entendesse a piada, então Levi preferiu vestir a camisa do lado contrário, ela ficava bem solta na cintura o que a levou a colocar por dentro da calça.

Saiu do seu quarto sem levar material, tudo o que precisava era correr para não chegar atrasada, seu bloco ficava perto da área de Hipismo, podia ver o complexo esportivo e logo depois disso os estábulos estariam perto, ou não, ela nem lembrava mais, no começo do ano as pessoas mostraram onde ficava cada coisa, mas hoje ela se encontrava perdida, esbarrava em outras pessoas enquanto tentava dar um jeito na selvageria de seus cabelos, assim que conseguiu erguer um rabo de cavalo e passar o amarrador nos emaranhados, começou a caminhar mais lentamente quando viu algumas pessoas com trajes de equitação andando despreocupadas como se aula ainda não tivesse começado, algumas estavam sentadas embaixo das árvores que cercavam o caminho para os estábulos, a expressão da menina mudou completamente... "Eles sabem que tem aula?" - A menina seguiu seu caminho, aquilo não era problema dela.  

Andou para perto dos outros, era possível ver a professora tirando o último cavalo da baia, e para surpresa da garota esse cavalo lhe pertencia, uma égua premiada. Cellquet, era seu nome. Levi lembra-se perfeitamente do encontro entre as duas, quando era apenas uma criança, presenciou o nascimento do potro, ela era igual a mãe, pelos e crinas na mesma coloração branca, seus cascos, assim como os pelos acima deles possuíam uma coloração preta, um traço marcante que chamava atenção. Sua mãe possuía os mesmos traços, o garanhão com quem teve a cria tinha crinas brancas, porém, o restante de seu corpo era amarelado, a genética dominante era da mãe, por isso Cellquet veio ao mundo com aquela beleza pura e marcante, ela era tão elegante e tinha essa superioridade nos olhos, mas era quase impossível fazê-la correr. O pai de Levi sempre alertou a garota, se quisesse que a égua sobrevivesse teria que transformá-la em uma corredora. A garota fez isso, na verdade tentou, não tinha idade suficiente para enfrentar um animais que possuía o triplo de seu tamanho naquela época. Cell cresceu forte e rodeada por pessoas que fariam o que a ruiva iria fazer anos depois, mas ela não conseguiria esperar para ter aquela emoção que todos tinham ao montar em um cavalo e fazer ele obedecer o cavaleiro.

Sky não teve como esperar, logo depois que deixaram Cell na baia ainda selada, saiu em disparada com sua égua, tinha que se segurar com toda a maestria que descobriu naquela hora, como os cavaleiros faziam, estava inclinada no dorso do animal e nada naquela hora lhe colocava medo, era como estar livre e naquela hora descobriu o laço que ligaria as duas e ver seu animal ali, lhe encheu de orgulho. Júpiter finalizava o que tinha para dizer, como seria a aula e suas devidas regras. Levi então caminhou até sua égua, deixando ela bagunçar seus cabelos, outro motivo para não dar tanto importância para aquela parte do seu corpo naquele dia. Levou Cell para perto do estábulo deixando ela livre, caminhou até onde os pertences de sua égua estavam, separou o que precisava para fazer a limpeza, deixou também algumas guloseimas na frente do animal, para que ela tivesse uma ocupação e não deixasse sua dona nervosa se fizesse qualquer movimento brusco.

Levi escovava o dorso de seu animal, fazendo movimentos circulares massageando aquela região e depois mudava a direção para onde os pelos cresciam eliminando a pelagem velha e solta. A água relinchava como se estivesse gostando daquilo, às vezes ela olhava para trás e bati sua pata, Levi ria e fazia carinho em seu animal, deixando-a mais tranquila. A ruiva tratou de prender a crina do cavalo, fez alguns trançados e depois juntou tudo em uma linha que ficava reta no pescoço do animal, isso não atrapalharia no salto, deixaria as duas com uma visão boa do aparelho. Depois de trabalhar nessas duas partes a Grega tirou a comida de Cellquet, não queria que o estômago do equino estufasse e ocasionasse problemas posteriores. Checou as ferraduras, testou as juntas das patas, observou se não havia nenhum desconforto naquela parte, olhou cada centímetro de sua égua, não havia nenhum machucado graves ou escoriações, nenhum calombo, nódulo ou protuberância e após saber disso tudo, estava pronta para colocar a sela.

Essa parte não era diferente de preparar o animal para passeio, o tipo de sela era o diferencial, a sela preta e os outros equipamentos da mesma cor, contrastava com o pelo branco do animal, não escondia sua beleza, acrescentavam! - Calma, Cell, estamos terminando... - Sua égua queria logo correr, testar sua resistência e ser livre como sempre fora, mas naquela hora ela estava dificultando tudo para a aluna de hipismo que não conseguia selar seu próprio cavalo. - Cellquet! - Levi falava baixinho, e olhava com o canto do olho para tentar achar a professora, bem, ela não estava por perto. - Vou te colocar na baia se não me deixar colocar isso em você... - A égua relinchou e bateu suas patas. A ruiva respirou fundo, jogou o pano acolchoado nas costas da égua e logo por cima uma manta fina ambas na cor branca,  prendeu a basteira, pegou a barrigueira que pendia do outro lado e trouxe para o seu, finalizando aquela parte que deixaria livre para as outras arrumações. Desceu o estribo até na altura ideal para a menina, passou mais algumas fitas de apoio que sustentaram mais a fixabilidade da sela, terminada essa parte, Levi torceu o nariz para arrumar a parte da cabeça.    

- Eu preciso muito que você coopere comigo, seu que quer ir para onde se sente melhor, mas primeiro temos que fazer isso, ok? - Levi jogou as rédeas para trás da cabeça do animal, passando agora a focinheira junto com o freio e a cisgola, Cell abriu a boca para encaixar aquela parte, a ruiva sorriu, espaçou a testeira para dar entrada nas orelhas pontudas do animal. A menina olhou para seu cavalo, ela estava pronta, só não poderia montar ainda porque o aparelho de salto ainda não fora posto, alguns alunos que também tinham terminado estavam se movendo para a pista e se ajudando para terminar aquela parte, e a ruiva fez o mesmo, ajudou com as traves, movendo-as para ficar na altura minima para o salto de hoje, as traves eram pesadas, mas como seria apenas um aparelho de salto, fora fácil montar e com a ajuda de todos aquela tarefa fora feita em minutos. Com o capacete de equitação em mãos, correu para perto do seu animal, colocando seu pé de apoio no estribo e logo em seguida jogando a outra perna por cima das costas de Cell, puxou as rédeas e a égua atendeu imediatamente, assim que a colocou no caminho certo, nem precisou dar aquele leve cutucão na barriga do animal.  

Cellquet galopou com força e vontade, Levi sentia o animal vibrar com aquela sensação, as duas estavam em sintonia, inclinou seu corpo para frente, era como se estivesse vivendo aquela visão que teve em seu quarto, só que dessa vez ela não estava nua. Sky deu três voltas com a égua, precisava de muito para cansar aquele animal, viu que as pessoas já estavam saltando sobre o aparelho, então pediu passagem para ser a próxima, ajustou o capacete, curvou-se sobre Cellquet, ajustou bem seu joelho em uma posição que pudesse tirar seus quadris do assento quando fosse saltar e então deu o comando para que sua égua galopasse em direção ao aparelho. A égua pura sequer hesitou ou parou no meio do caminho para desistir, ela foi direto ao objetivo e saltou com majestosidade, fora até uns dois palmos para cima da trave, não cometeu nenhum erro na visão de sua dona, no final daquilo tudo aproveitou para dar mais algumas voltas e dizer para sua égua o quanto ela estava orgulhosa do que havia feito, fora uma trabalho e tanto.

Depois de todas as voltas e mais alguns saltos, chegou a hora de dar tchau, ficou feliz em ter passado um bom tempo com Cellquet, apenas ela e o animal, não lembrou de ter interagido com mais ninguém, naquela aula o que importava para a ruiva era a interação total com o seu animal, se não fosse por isso ela não teria escolhido hipismo. Se desfez de todos os apetrechos que estavam protegendo o animal e deixou Cellquet livre para fazer o que quisesse em sua baia. Zhirkov lembrou-se de trocar a água, limpar o local e colocar feno novo para a égua, ficou mais alguns minutos sentada em cima no feno conversando com o animal como se ele fosse o seu diário, contou sobre tudo para Cellquet, Levi ria como se as duas fossem amigas de longa data, e eram! Sky fechou a baia e despediu-se do equino desejando a próxima aula de hipismo.           


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Mensagem por Pietro Bertolazzo em Qua Jul 22, 2015 8:33 pm

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I ♥ my Ferrari

"She sits in the white Cock
She sits in the black cock
She wants to have two pussies
To sit while the white and black..."



Mais um dia começava ao som de Arctic Monkeys. A letra de "Balaclava" tocando em meu celular indicava que era dia de mais uma aula emocionante deste maravilhoso colégio. Não tem nada melhor do que levantar bem cedo, com muita disposição para aprender mais! Bem, é uma pena que esse não era o meu caso. Resmungando, eu levantei da minha cama e fui rastejando até o banheiro. Tomei um longo banho com certeza ecologicamente incorreto, mas ao menos serviu para me despertar. Saí do chuveiro com a toalha enrolada ao redor da cintura e com os cabelos bagunçados. Abri a porta do guarda-roupa e comecei a selecionar a roupa do dia enquanto cantarolava o refrão de "Land of 1000 dances".

Bem no momento em que eu desenrolei a toalha para vestir a roupa de baixo, eu ouvi alguém bater com força em minha porta, como se tivesse tropeçado e dado de cara com a entrada do meu quarto. Vesti a cueca e abri uma frestinha da porta do quarto. Um casal aparentemente bêbado estava andando pelos corredores, dando risadas escandalosas e empurrando um ao outro. Bufei de irritação e tranquei novamente a porta. Voltei a me vestir, trajando agora uma camisa preta fina, com os primeiros botões desabotoados e uma calça jeans com um cinto não muito eficiente. Além de meus tradicionais tênis desenhados pela minha mãe. Depois de pentear cuidadosamente cada fio de meus cabelos, eu estava pronto para ir à aula.

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Eu não trazia boas lembranças das minhas primeiras aulas de hipismo no Instituto Ashton Moore. Eu tinha apenas onze anos quando montei um cavalo pela primeira vez, mesmo morrendo de medo daqueles animais. Infelizmente, em meu antigo colégio, eu era obrigado a participar das aulas de música, teatro, futebol, vôlei, basquete e hipismo. Não posso dizer que não serviram de nada, porque eu aprendi muito com essas aulas. Quando entrei na Weston Academy, eu só poderia escolher entre Rugby e Hipismo como o esporte a ser praticado. Correr com cavalos não era exatamente o que eu queria para a minha vida acadêmica, mas eu preferia isto a sair por aí espancando e sendo espancado pelos outros só por causa de uma bola.

Quando cheguei aos estábulos, a primeira coisa que vi foi o Cavalo. Isso mesmo, "Cavalo", com "c" maiúsculo, porque esse é o nome que eu dei para ele quando era pequeno. Eu pensei em ir abraçá-lo para matar a saudade, mas notei que a professora e mais alguns alunos me encaravam. Aliás... que professora! Seria bem difícil prestar atenção nas aulas. Ela se chamava Jupiter Ocean Foxx. Com certeza a mãe dela era uma pessoa muito criativa para dar à filha o nome de um planeta, de um animal e de um... lugar? Enfim, não era ela que nós esperávamos para a aula, mas parece que a Weston Academy tinha muitos professores substitutos. Cá entre nós, eu não fazia questão de trocar Jupiter por um cara qualquer.

A atividade do dia seria bem simples: preparar o cavalo e depois correr na pista. Sorri, porque todas as primeiras aulas estavam sendo muito fáceis e eu com certeza não queria que elas deixassem de ser assim. Assim que ela nos dispensou para iniciarmos nossa missão, me dirigi ao estábulo onde Cavalo estava. Ele parecia feliz, mas quem realmente estava feliz era eu, porque minha mãe conseguiu comprá-lo do Instituto Ashton Moore e enviá-lo para a Weston Academy. Eu acho que o colégio odiava a minha mãe, porque com certeza era ela quem mais mandava correspondências estranhas como guitarras, caixas com CDs autografados, caixas enormes de roupas de grife e... cavalos.

Como a aula seria curta, não havia necessidade de vestir todo aquele uniforme de montaria, mas a professora aconselhou que nós usássemos ao menos um capacete. Assim que me equipei, abri a portinha do celeiro e o meu "bichinho" trotou para o meu lado, bufando e chacoalhando a cabeça como se me agradecesse. Sorri e o levei para fora dali, pegando uma das guias e o amarrando a uma cerquinha junto aos outros animais.

-Vamos lá, Cavalo. - Eu disse, para ele. - É hora de escovar esses pelos.

Voltei ao celeiro e busquei os materiais necessários para cuidar do meu animal. Peguei uma escova que me pareceu a mais adequada e voltei para perto de Cavalo. Cuidadosamente, limpei e "penteei" cada um de seus pelos brancos. Conforme eu ia fazendo isto, a luz do sol ia reluzindo na pelagem dele e isso me encantava. Quando terminei, o parabenizei por ter ficado quietinho, acariciando sua crina e o fazendo chacoalhar a cabeça novamente, satisfeito. Para finalizar o trabalho com a escova, limpei os seus cascos como se ele fosse uma Ferrari novinha em folha. Aliás, na hora que esse pensamento me ocorreu, pensei em algo melhor que "Cavalo" para ser o nome dele.

-Ei, Cavalo. - Eu disse. - Vou mudar sua certidão de nascimento. A partir de agora você se chama Ferrari.

Depois da parte "estética", fui atrás do cabresto e das rédeas. Prestando atenção para não feri-lo de nenhuma forma, amarrei o cabresto ao pescoço de Ferrari. Senti muita pena dele, pois sabia que ele odiava aquilo, mas prometi dar algo em compensação se ele me ajudasse a impressionar a professora de alguma forma. Ele pareceu entender e logo parou com os protestos, permitindo que eu amarrasse as rédeas ao cabresto, de modo que não o incomodasse mais do que fosse necessário. Voltei ao celeiro e peguei a sela e o pelego. Este era de cor vermelha e bem fofo, aquela, negra. Vermelho e preto não formavam uma combinação muito bonita visualmente, mas não me importei com aquilo no momento.

Depois de colocar o pelego sobre a cernelha dele, encaixei a sela com cuidado, fazendo todas as verificações necessárias para que aquilo não ferisse o equino, mas que também não fosse provocar minha queda. Abusei do perfeccionismo ao equipar a sela no bichinho e pôr a cilha logo em seguida. Finalmente, ele estava quase pronto para a corrida, mas ainda faltavam os ajustes finais.

Desamarrei Ferrari e dei um abraço ao redor de seu pescoço, o agradecendo por ter se comportado. Ele bufou, acredito que agradecendo a mim. Mas o momento fofinho passou quando eu voltei ao celeiro para buscar os últimos equipamentos. Sofri para conseguir colocar o bridão na boca dele sem levar nenhum golpe fatal, mas depois de muita luta, consegui. Ajustei o cabresto, o afivelando no pescoço e no focinho, para que aquilo realmente não incomodasse Ferrari.

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Montei o meu cavalo, pelo lado esquerdo mesmo, pois era o lado que eu havia me acostumado (embora meus professores pedissem para eu alternar). Segurei nas rédeas e forcei meu corpo, para subir no lombo de Ferrari, obviamente me apoiando no estribo. Passei a perna para o outro lado e finalmente eu estava em cima de meu animal. Suspirei e tomei a posição correta de montaria. Dei um pequeno chute em Ferrari, para que ele começasse a andar. Claro que a técnica era totalmente amadora, mas ao menos funcionava.

Fomos para a pista de hipismo. Jupiter pediu que nós corrêssemos na pista e saltássemos algum aparelho. Primeiro, acostumei a mim e ao cavalo ao galope. Todos ficaram olhando para nós como se fôssemos dois idiotas, mas eu me sentiria culpado se obrigasse Ferrari a correr logo que entrássemos na pista. Depois de darmos uma volta completa a trote lento, forcei o galope, para que agora ele corresse. Aos poucos, a velocidade ia aumentando e meu equilíbrio ia diminuindo. Sem querer demonstrar que eu estava "enferrujado" em matéria de hipismo, fiz com que Ferrari fosse ainda mais rápido.

-Vamos lá, Ferrari! - Falei - Você é forte!

O cavalo acelerou a corrida e eu senti todos os meus órgãos internos serem pressionados pela força da gravidade. O vento zunia em meus ouvidos e eu comecei a me lembrar o motivo de eu odiar as aulas de hipismo. Meu coração estava acelerado, mas depois de completarmos duas voltas, eu já havia me acostumado. Aquilo me remetia ao dia que eu andei de moto pela primeira vez, foi muito engraçado. Ao completarmos a terceira volta, eu puxei as rédeas, com um típico "oa!", para que o cavalo freiasse. Rapidamente, fiz com que ele galopasse até a parte da pista onde estavam os obstáculos. Eram apenas cercas... não podia ser tão difícil.

Fiz com que meu cavalo acelerasse a corrida, mas o colocando numa velocidade média, não a mesma utilizada para as corridas. O guiei na direção do obstáculo e assim que a cerca se aproximou, dei sinal para que ele saltasse. Minha posição na sela devia ter alguma falha e eu senti uma pontada na coluna, mas não foi nada grave. O guiei para uma segunda cerca e novamente ele a pulou, numa manobra quase perfeita. Para finalizar, o levei à última cerca, que também foi passada com perfeição. Dei mais uma volta com ele na pista, vagarosamente.

Voltamos para o lugar de origem e eu desmontei dele, com cuidado. A aula já deveria estar no fim, então eu desequipei a mim e ao cavalo, o devolvendo ao seu estábulo. Me despedi da professora Jupiter, depois de prometer a Ferrari que levaria a ele algumas cenouras fresquinhas, qualquer dia desses.
 

valeu @ cács!


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Egyptians
treinando

Mais uma vez depois de anos com um potocó ♥ Uiaa
Em vista das folhas oscilantes que caíam sem vida dos galhos secos das árvores, Aaliyah refletia consigo sobre qual dever de hipismo receberia. Noticiada mais tarde de um domínio simples, a tal sorriu e lembrou de quando aprendia com seu pai a montar. (modéstia parte, holandeses montam bem).Transgrediu seus passos até o estábulo um tanto nervosa e embora não tivesse nenhuma vocação  assim como seu pai cavaleiro nato, a mesma resolveu ficar relutante sobre a ideia e encarar o tal medo. Adentrou a frente do estábulo e foi até o fim do vestíbulo cumprimentando todos que por ela passavam. A atmosfera mudava muito quando alguém entrava naquele lugar. Por lá o cheiro de bosta de cavalo era de enlouquecedor junto com os barulhos que por ali a fazia ficar um tanto atordoada. Crinas curtas, longas melenas, rabos compridos e variáveis tamanhos detonavam-se os corcéis nos arreios. A ruiva respirou fundo e marchou até as últimas separatórias onde encontrou um cavalo preto com um aspecto maltratado. Questionou se aquele cujo olhava, estaria em condições de dar uma breve corrida por alguns minutos, mas não obteve uma resposta clara. O senhor de bigodes arruçados que via o movimento, venerou a postura da estudante e como não viu grandes aberrações ao ter rente sua fixação pelo corcel velho, resolveu liberá-la para aquela única vez. Apontou o dedo trêmulo, para : A sela, o balde de cenouras e uma escova. A novata soltou um sorriso se garantindo como boa executora e andejou para o fundo do vestíbulo. Passou uma das mãos livremente na madeira e firmou-a para abrir a porteira. Cerrou as gengivas desdentadas com receio de uma mordida surpresa então o primeiro plano se concretizou num olhar frio e comprimindo de um pouco de segurança. Após a entrada então, arriscou uma aproximação cautelosa com as mãos próximo da face do bichano até acaricia-las totalmente. Desvenciolhou dos apetrechos e assim a morgada separou-as perpendicularmente um lado do outro e encostou seu rosto lívido e deixou as pálpebras se fecharem num devaneio. Passou minutos, contemplando a maciez do animal até o ouvir seu relincho miúdo e desaproximar numa feição corada. Manteve-se rígida outra vez e cautelosamente se virou ficando de costas para o bichano puxou alguns baldes espalhados pela cerca e saiu deixando-as quietas do outro lado do vestíbulo. Num minuto no qual elevou a vista, observou o capacete e um traje estirado mais a abaixo numa cadeira livre de madeira bamba. A mesma vergou o corpo para frente e virou a cabeça vendo se tinha alguma pessoa andando por aquelas redondezas : Acercando-se confiante de que nenhum dos campistas ou o próprio cuidador estava por ali, puxou a peça e retirou o projétil de chapéu da parede onde estivera dependurado e se escondeu por trás do empareado de lenha traga pelos filhos de Hefesto e empilhadas pelos de Ares para a reformulação e expansão do centro de hipismo. Por lá, a tal se despiu e dobrou os trajes que estava vestindo e deixou de canto para não desconfiarem. Se trocou apressadamente e levantou a cabeça : Olhou para cima e viu o senhor passando ligeiramente por cada separatória oferecendo um pouco de feno para os mais novos e ofertou uns com um balde cheio de água para matar a sede dos mais selvagens. A ruiva saiu dali disfarçadamente prendendo a queixeira do capacete e sorriu ao olhar para o mesmo. Pegou o pareo de botas pretas, calçou-as e encorpou-se diante do outrem. O bigode grisalho do senil sublevou num sorriso bem delineado. Seu par de óculos desceu dos olhos e a mão parou na cintura e o balde foi posto ao chão :

— Caiu como uma luva! - Procurou ele uma palavra mais redundante para tal visão, mas apenas isso podê ser proferido. A tal sorriu e deu uma reverência como artista e esperou que sua professora pudesse aceitá-la da forma que apresentaria-se e se virou observando o pequeno clubinho de arreio dentro das bolsas encostadas perto da coluna tombada num espaço vazio. Virou para o senhor num tom de voz normal :

— Posso usar aqueles arreios? - Em resposta, o simpático velho gesticulou com a cabeça concordando e caminhando em direção da bolsa até levar ao pé da moça e abrir a fivela que lacrava os equipamentos.

— Use o que quiser… Mas não esqueça que  deve devolver em bom estado. - Alertou o mesmo. Jorge, era uma pessoa de fisionomia envelhecida embora tivesse um tipo cerebral invejável, nunca se soube ao certo como parou na academia e como era a sua vida antes disso, porém o retrocesso deve se aplicar aqui. De fato, ele sabia conselhar e tinha sempre uma boa colocação. Viu a menina um tanto pasma na primeira tentativa ao emparelhar o corcel então ficou por perto por garantia : A ruiva iniciou envolvendo o cavalo com uma coleira negra e puxou o grampo dourado para ficar firme. Testou puxando com um pouco de pressão para baixo e deu um tapa leve no companheiro como uma forma de carinho. Dobrou o abdômen e aparou as fivelas entrelaçando no suporte que permitia o mascote a manter a visão sempre na dianteira.

10 Minutos Depois

Aperrou Aaliyah montada em Metálica de frente com a pista e alguns obstáculos que tinham-se espalhados ao centro e nas laterais da área de treino e observou com cuidado enredando o lado pleo qual deveria dar início. Percebeu a frente onde começava uma etapa mais mansa bem encaixada para uma primeira vez. Apertou o cinto e ajeitou melhor a sela para evitar um balanceio futuro que pudesse incomodar ao longo da equitação. Conferiu numa visualização os estribos e virou num maneio o lado do cavalo o amestrando para a entrada da bateria.

Bateria 1 - Corrida livre

O corpo ficou imóvel sobre Metálica (Nome dado ao cavalo) e deixou a rigidez cada vez mais  ponderada. Abaixou o corpo até ficar 5 cm separando seus seios das crinas do cavalo e subiu o tecido do casaco azul marinho e deixou sua respiração mediana. As rédeas das graciosas ripas de aço se abriram dando espaço para a amazona. A principio, iniciou a breve chispada aquecendo-se numa velocidade leve sem causar solavancos violentos. A mesma direcionava o caminho e ele dava tempo para ensaiar melhor cada passe.
Enquanto ambos estavam conectados, os cabelos castanhos do equídeo batiam na face pálida da moça que uma vez ou outra cuspia as melenas despontadas e empurrava com o corpo, o tronco do animal. A besta deu a curva maquiando uma perfeita exibição se aquilo fosse um campeonato e recolheu-se com a campista mais atrás. Neste lugar onde estavam parados, All via agora ante aos encalhes como : Troncos de árvores podres, objetos de grandes portes encalhados no meio da terra. Os lábios secos dado ao nervosismo e os olhos que corrompiam as bolsas escuras debaixo, não paravam de ficar cada vez mais tensas. All fechou os olhos e deferiu mais uns tapinhas contra o colo do parceiro :

— Vamos lá… Me ajude. - Disse num tom baixo. Mas antes de concluir a etapa, por garantia Aaliyah sondou o pulso e sentiu os batimentos equilibrados e sorriu. Voltou a afeiçoar-se com zelo e se adequou com as massas aéreas e vou rumo a tal.
•••
Correram em disparate para frente e saltaram o primeiro obstáculo a frente que agia como empecilho para a progênie da deusa da justiça, o tronco. Seguidamente, ambos retrocederam para trás para dar espaço para mais uma passagem : Disparou encerrada pela lateral e saltou com Metálica por cima de um tronco dividido entre três e esquivou da pequena pilha que existia na saída. O cavalo inglês, demonstrava o motivo de ser o principal e especifico para a prática do Hipismo através de sua força em manter-se com as pernas troncosas bem sobrepostas sob o solo árido. A indumentária presa em seu corpo uma vez ou outra balançava contudo, não fazia a ruiva tomar sérias preocupações em cair.  Percorreu num circuito de 3 metros e girou em volta do mastro sibilando uma forte corrente de ar a comprimir na poeira gleba fazendo ela se erguer como névoa do chão e correu em direção das cercas. Elas eram brancas e tinham a separação das madeiras dentre 10 cm e tinham uma longa extensão cobrindo todo o campo de equitação.  Aaliyah desnivelou sua coluna para frente e empinou o bumbum subindo um pouco da cela e deixou a cimeira apontada para frente e acelerou com o bestial até dar-se diante da fachada das reixas da cerca e tomar um impulso e saltar. As pernas do cavalo sem querer, bateram na saída e acabou fazendo o mesmo cambalear na queda. Os olhos verde-azulados num mescle rente, da heroína curvou o caminho do amigo fazendo recobrar uma postura normália rapidamente. A respiração de Metálica parecia falhar talvez motivo do cansaço de uma frequência louca de pinotes dado sem pausas e com isto, a pequena notável decidiu dotar o curso diferenciado dando volta na trilha rasa dos seguimentos do campo de treinamento. Meia volta para aquilo, Metálica encurvou duas travessias e conseguiu desbancar a dormência que parecia ter afetado no salto e encerrou o percurso quebranto.  

Aaliyah desceu do mesmo e puxou a sela, ajeitou ao seu lado e foi puxando-o para dentro da cocheira e desarmou os equipamentos do tal ficando ao lado de fora observando a paisagem.
Panteão
Lexa & Maya

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Mensagem por Liam P. Vause em Seg Jul 27, 2015 4:50 pm

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Egyptians


Olar Vênus
Tia Planetão
Naquela breve manhã, acabará de despertar de mais um de meus sonos profundos, estava perto da minha primeira aula de Hipismo, algo que me lembraria o meu pai...muitos anos se passaram desde a última vez que montei um cavalo, algo que eu deveria tentar refletir para pensar em algumas coisas que eu poderia me lembrar, me dando assim uma leve vantagem na aula.

Após o término de meu banho, acabaria de me aprontar, colocando assim, vestes essenciais para aula, uma camiseta branca simples, um culote para hipismo, botas e luvas, para que assim evitasse esfolar minhas mãos em quanto manusearia as rédias dos cavalos. Retiro-me da minha doce e confortável caixa de areia e sigo em direção a Área de Treinamento, em quanto caminho pelos corredores, consigo ouvir leves sussurros sobre algumas coisas que aconteceram com a irmandade dos egyptians, algo como uma festa na piscina que acabou por dar errado, porém, eu deveria ignorar, minha cabeça estava em completa euforia e animação com a ideia de reviver uma nostalgia.

Chegando lá, parecia-me que já estava um pouco atrasado, porém ainda a tempo de ouvir as cordiais apresentações da professora Júpiter, havia vários cavalos no local, porém uma égua me chamou a atenção em especial. Tentava respirar profundamente para diminuir a minha ansiedade, como a professora mesma disse, os cavalos acabariam por sentir o que nós estávamos sentindo, e toda essa ansiedade acabaria por agitar o animal que eu estava a observar.

Após todas a instrutora nos passar tudo que deveria ser feito, olhei a minha volta e percebi que alguns já haviam começado a trabalhar. Uma das coisas que me lembrara, era que ao se aproximar de um cavalo, deve-se dar a sua mão para ele, após pegar os itens necessários sigo caminhando calmamente em direção a égua que havia chamado minha atenção, era uma Appaloosa, totalmente branca e com manchas negras espalhadas pelo corpo, parecia-se com um Dálmata, ela era linda, os raios de sol refletidos em seu pelo davam-se mais destaques as manchas escuras, o que para mim era maravilhoso.

Aproximo-me com bastante calma, tento chamar a atenção da égua com um estalar de dedos, o que por sinal acabou funcionando, assim que estou a uma distância considerável, elevo minha mão em direção a face do animal, parando centímetros de distância.- Oi garota...- tento passar o máximo de tranquilidade possível em minha voz para o animal, e assim que eu percebo, a mesma aproxima sua face de minha mão, permitindo que assim eu possa tocá-la.

Com leves afagos em seu rosto, abro um leve sorriso pegando a escova e assim começando a escovar a sua crina, desembaraçando os pelos do animal.- Você é uma das coisas mais lindas deste Instituto, disto pode ter toda certeza! - eu sabia que no fundo qualquer animal poderia nos entender, e agrados assim poderiam deixá-los mais a vontade com seus companheiros, que no caso desta égua, daqui para frente seria eu. Após desembaraçar sua crina, seguia para a cauda do animal, em quanto acariciava sua garupa, manter um afeto também poderia ajudar a desenvolver laços, mas bem, seguia então escovando sua garupa, seu dorso e por fim suas coxas.

- Boa garota! - seguia então retirando um agrado de meu bolso, uma cenoura bastante alaranjada e suculenta, o animal prendia a leguminosa entre seus lábios em quanto começava a saboreá-la, peguei a manta de montaria e então cobri o dorso do animal, lembrava-me de meu pai fazendo isso em quanto montaria os cavalos. Após selar e colocar as rédeas no animal que parecia não se importar muito com a situação, lembrava-me de que não havia dado-lhe um nome, pois bem, teria o nome de meu planeta favorito! - Irei chamá-la de Vênus, você é a minha favorita dentre todos como o planeta. - estava quase pronta para a montaria, só faltava uma coisa, o protetor acolchoado para pernas e cascos, calmamente erguia uma das patas do animal, colocando-a sobre o meio de minhas pernas acoplando assim o protetor, repetindo assim o feito nas outras quatro patas. Só me restava montar os aparelhos de salto, percebendo que assim, alguns alunos já estavam a montar os aparelhos, caminhei até eles os ajudando, conseguindo assim uma leve retribuição em troca, uma mão lavaria a outra ali, e em minutos todos estavam com seus aparelhos prontos para podermos todos montarmos e saltarmos com os animais.

E por agora, a parte talvez mais complicada de todas, montar o animal. Até agora Vênus havia sido bastante tranquila comigo, mas não sabia se ela aceitaria ser montada por alguém que acabou de conhecer, se bem que o temperamento dos animais desta raça sempre se mostrara tranquilo. - Okay Liam...respire fundo e vamos lá! - colocando meu pé esquerdo no estribo e com um simples impulso, montará sobre a égua. Coloquei minhas mãos no pescoço do animal afagando sua crina voltando a dar-lhe elogios.- Boa garota...- segurei em suas rédeas dando leves toques com os calcanhares nos flancos do animal, fazendo que assim a mesma começasse a trotar pelo local, fazendo leves movimentos com as rédeas, guiava a jovem égua para as direções em que eu queria ir, porém eu queria um pouco mais de velocidade, desta vez batia com um pouco mais de força os calcanhares no flanco do animal, fazendo com que assim o mesmo começasse a correr, era uma sensação tão boa sentir o vento tocar o meu corpo e ter a nostalgia dos tempos em que eu montava com meu pai...ah se eles pudessem voltar. Após algumas voltas no campo, estava na hora de saltarmos, com um leve puxão nas rédeas, a égua parou de correr voltando assim a trotar juntamente a mim, e então a guiei em direção ao obstáculo.- Vênus, mostre a eles que você é uma campeã! - dei leves afagos no pescoço do animal, e então batendo na mesma intensidade os calcanhares mais uma vez contra o animal, fazendo assim que o mesmo disparasse em direção ao obstáculo. Eu estava bastante confiante, esperava que Vênus pudesse sentir tal confiança emanada de mim para ela, e assim que estávamos próximo o suficiente dei o comando para que ela saltasse, após os cascos do animal tocarem o solo novamente, eu senti dores em minhas coxas, eu sabia que a noite isso iria doer, bastante.- Eu sabia que conseguiria Vênus! - beijava a crina do animal com um sorriso satisfatório estampado no rosto.

Desmontei o animal vagarosamente, afinal, não queria sentir mais dores durante o dia, porém o desconforto sentido em minhas pernas era de me incomodar, após remover a sela e todos os outros utensílios do animal, afaguei seu pescoço levando-a de volta para seu estábulo. Afaguei por uma última vez sua face me despedindo da mesma, redirecionava meu olhar com um leve sorriso para Júpiter, saindo assim em passos calmos da área de treino, retornando então para minha doce e tranquila caixa de areia.

Levando em consideração que alguns itens usados neste post poderia ser obtido no local de treino.


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Data de inscrição : 18/07/2015

Greeks

Hipismo: Aula prática

Semana 1 - correspondente em off ao dia 20/07 até o dia 02/01.

Pontuação Individual - Egyptians

- Liam P. Vause - 02 Pontos
- Aaliyah Dümmer-Tetzner - 02 Pontos


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Pontuação Individual - Greeks

- Pietro Bertolazzo - 03 Pontos
- Levinsky Täz Zhirkov - 04 Pontos
- Henry Daniel Grey - 03 Pontos


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Pontuação Individual - Nordic

XX

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Explicações:

Egyptians: - No geral os posts sobre a aula foram bons, mas um dos posts ficou confuso, ainda mais na parte que cita Ares e Hefesto. Faltou detalhes e maiores explicações, fora uma aula demonstrativa, mesmo sem conhecimento sobre a aula, era necessário buscar sobre a matéria, esse era um dos objetivos da aula já que as próximas serão mais explicativas e o conhecimento sobre essa aula prática será colocado em ação.

Greeks: - Tiveram erros, mas foram salvos por uma aluna em especial, os pontos foram bem merecidos, os detalhes necessários estão em todos os posts, alguns com poucos e outros exagerados, cuidado para não enfeitar demais nesse lado ou o post acaba ficando cansativo.

Nordics: - Nada a declarar.  

• Pontuação Geral •

Egyptians - 04 Pontos

Greeks - 10 Pontos

Nordic - 00 Pontos

----------------------------------

• Status da Pontuação •

- Aguardando Registro! ( x )
- Pontos registrados! (   )




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Como se fosse um livro, Wicked Academy terá cada capitulo com tramas inspiradas em diversas séries. E atualmente no nosso Capitulo Dois temos como inspiração a famosa série do Netflix, Stranger Things. Como faremos a ligação entre esses capítulos? Descubra entrando no nosso RPG.

Tema por Mariana e Patrick.