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Wicked Academy

[RP FECHADA] GHOSTS


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Egyptians

Ghosts
RP fechada entre Adolf Brauer Hiedler e Paisley Marie Collins. Se passa em diversos cômodos da casa dos Collins.

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Egyptians

Ghosts?
But I see your true colors shining through. I see your true colors and that's why I love you. So don't be afraid to let them show your true colors, true colors are beautiful, like a rainbow.
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Amira escutava o que Adolf dizia e por mais que ele parecesse se esforçar para ser satisfatório, não estava conseguindo. Amira não era uma garota qualquer. Ela tinha um Q.I quase tão alto quanto o de próprio Einstein, sequer teve que passar pelo colegial e estava em um dos cursos mais renomados da faculdade sem precisar pegar um livro de escola. Ela absorvia tudo muito rápido, ela tinha uma mente brilhante e era óbvio que ela não cairia na ladainha fraca do menino pálido.

Adolf falava, Amira não acreditava em uma palavra sequer, mas ela não conseguia parar de ouvi-lo. Depois de um tempo, ela sequer estava mais prestando atenção no que o menino soltava. Ela estava o observando, lendo. Amira não conseguia se desapegar do pensamento de como Adolf lhe lembrava um fantasma. Sua pele era pálida, mais pálida do que o normal, porém - mesmo tendo olhos azuis e cabelos claros - ele não tinha perfil de um albino. Ainda assim, sua pele era quase intacta dos raios de sol, seus cabelos eram brancos e por mais que ele tivesse um porte físico teoricamente bom, era magro. Ele era como uma espécie de figura fantasmagórica, sombria, ma excepcionalmente bonita. Amira não conseguia desgrudar os olhos dele, principalmente por conta da forma com que ele ficava ainda mais semelhante a uma entidade quando iluminado pela luz fraca do fogo da lareira. Adolf não era normal. Isso ela tinha certeza. Talvez ele fosse mesmo uma assombração.

-A melhor forma de contar uma mentira é contar verdades parciais. -Ela comentou por fim, séria, quando ele terminou de mentir. -Eu não vou te pressionar a me contar alguma coisa que você não quer, Adolf, passei dessa fase... Até porque eu poderia ler. -Ela parou, ainda segurando a xícara quente entre os dedos, se sentando de pernas de índio sobre a almofada do sofá, o observando. -Como por exemplo: pela cor da sua pele, eu posso garantir que você não passa ou passou muito tempo fora de casa. Você parece se exercitar, mas a pouco tempo, e mesmo se você se exercitava antes, não parecia frequentar uma academia. Além disso, você se surpreende muito facilmente com coisas cotidianas, como festas, o que indica que você não está acostumado a sair. Um cara que não conhece chocolate quente, que não sabe o que é um sinal telefônico... Eu não sei qual é a sua e sinceramente não sei se quero saber... Eu vou parar por aqui.

Terminou então, dando mais um gole em seu chocolate quente. Adolf não estava confortável em contar o que estava escondendo, mas pela sua expressão conforme Amira começou a falar, indicou que ela estava chegando perto da verdade. Mas o que havia que o incomodava tanto? Ela estava se mordendo de curiosidade, mas tentou se comportar. Mordeu o lábio por fim, quando escutou a pergunta que o menino deixou.

-Eu não tenho pais. -Ela falou simplesmente, dando um gole no chocolate e se colocando de pé. -Já que não vamos conversar, tenho uma ideia. Espere aqui. -Amira gesticulou para que Adolf não saísse do lugar e então se dirigiu até as escadas, caminhando-as acima até encontrar seu quarto. A menina abriu as portas do armário e empurrou as roupas cafonas de Paisley para o lado. Abriu as gavetas em busca do seu jogo e então abriu um sorriso quando o encontrou. Amira ergueu a mão para tocá-lo, quando sentiu uma tontura terrível tomá-la. -Merda!

A menina se sentou no chão e então fechou os olhos, segurando a cabeça com as mãos. Sua vagabunda, não ouse me incomodar agora. Gritava mentalmente conforme batalhava por seu espaço. Aquela noite era dela e seria toda dela. Ninguém a incomodaria, muito menos a careta da menina com quem dividia o corpo. Depois de se recuperar, Amira secou as mãos suadas nos shorts e pegou o tabuleiro, caminhando novamente até o andar inferior e se sentando ao chão, colocando o tabuleiro sobre a mesa de centro e então olhando para Adolf, ainda no sofá.

-Já ouviu falar num tabuleiro Ouija?

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Abaixei minha cabeça, claramente frustrado por não ter conseguido mentir. Contudo, meu olhar foi levantando e cravei meus olhos nos de Amira quando ela começou a me ler. Tudo que ela falava fazia sentido, ela reparava em cada detalhe e tudo, absolutamente tudo, tinha resposta e motivo. Quis levantar e sair correndo, deixar Amira sem entender nada e somente ir embora, mas eu não tinha pra onde ir aquela hora. Fechei meus olhos, abaixando minha cabeça e olhando fixamente para minha xícara de chocolate quente.

Eu não sei qual é a sua e sinceramente não sei se quero saber... Eu vou parar por aqui.

Levantei novamente a cabeça. Se ela não sabia se queria saber era algo bom, certo? Não perguntaria ou mandaria olhares duvidosos em minha direção. Isso era bom, certo? Entretanto, por que eu sinto que não é nada bom? Balancei a cabeça afastando esse tipo de pensamento e arregalei os olhos quando ela disse que não tinha pais. Eu ia perguntar o motivo, mas não me senti confortável para tal. Quer dizer, eu escondo tudo da garota e quero saber da vida dela? Posso ser homem das cavernas, mas não sou burro.

Quando Amira subiu as escadas, deixei meu corpo descansar no conforto do sofá. O cheiro de chocolate quente invadia minhas narinas e eu não contive um sorriso. Levei o copo até a boca e dei um bom gole no líquido, sentindo uma explosão de sabores. Mais um, mais outro e mais outro. Quando percebi, minha xícara estava vazia e senti a necessidade de mais. Deixei o copo na mesinha de centro e já pude enxergar Amira descendo as escadas com um tabuleiro na mão. Jogaríamos xadrez? Ótimo! Eu era bom nesse jogo.

- Já ouviu falar num tabuleiro Ouija? - Perguntou enquanto me olhava. Amira estava sentada no chão, então eu meio que me senti na obrigação de sentar também, embora preferisse o conforto do sofá. Sentei ao lado da mesma e neguei com a cabeça.

- Como o previsto, né. - Tentei fazer uma brincadeira com o fato de eu não saber quase nada e ri comigo mesmo. Eu era patético.  


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Ghosts?
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O fato de Adolf não saber o que era um tabuleiro Ouija não surpreendeu Amira. Ele não sabia o que era sinal de telefone, chocolate quente, tampouco saberia o que era o objeto de uma religião. Amira havia se tornado viciada em tabuleiros Ouijas desde que conseguiu conversar uma vez com uma mulher que habitava a antiga casa em que ela morava. Ela não acreditava em espíritos, não sabia se eram reais, mas ela gostava da sensação, da adrenalina que dava ao pensar que falava com os mortos. E por isso ela o fazia. A casa estava escura, a única luz acesa era a da cozinha ao longe e os jovens eram iluminados pela fraca luz do fogo que dançava aos seus lados, aquecendo-os. Um momento perfeito para aquilo.

Amira colocou o tabuleiro sobre a mesa e sobre ele um triângulo de madeira com um furo no meio, um círculo. Sobre o tabuleiro estavam entalhadas letras de A a Z, um "sim" no canto superior esquerdo, um "não" no canto superior esquerdo e um "adeus" gravado em sua parte inferior central. Abaixo das letras existia também numeração de 0 a 9, organizada em uma fileira. Havia, é claro, alguns desenhos meramente decorativos também entalhados no objeto, mas nada que chame por explicações. Os olhos azuis da menina pairaram sobre o rapaz, analisando mais uma vez suas feições fantasmagóricas.

-Um tabuleiro Ouija é um objeto de uma religião, que acredita-se ser um portal entre os vivos e os mortos. O jogo é simples. -Amira iniciou, pousando o triângulo sobre o tabuleiro, olhando para o tabuleiro, o preparando. -Existem as palavras "sim", "não" e "adeus", além de letras de A a Z e números de 1 a 9. Segundo algumas regras, temos que jogar sobre o mármore e em um local de pouca luz, silencioso, já que exige concentração. Temos que os dois pousar dois dedos, um de cada mão, sobre o triângulo, mas não podemos fazer força, só tocar. Não podemos mover a peça também. E então começamos a fazer pergunta. Chamamos por alguém até que algum espírito aceite nosso convite e deseje falar com a gente. Assim ele vai movimentar a peça sobre o tabuleiro, marcando letras ou escolhendo palavras. Entendeu?

Ela havia sido breve, mas acreditava ter sido clara. Amira posicionou a ponta dos dedos sobre a peça e então olhou para Adolf, esperando que ele fizesse o mesmo. Ela sequer notou se ele hesitava ou não, mas caso ele o fizesse, novamente não lhe traria surpresa. Ele era um menino medroso e inocente, talvez tivesse medo de fantasmas e histórias de terror.

-Se não quiser conversar comigo, vamos conversar com eles. -Ela abriu um sorriso, o observando em tom desafiador. Ergueu uma sobrancelha por fim. -A não ser que esteja com medo, é claro.


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Ouvi atentamente o que Amira falava. Enquanto ela demonstrava, acompanhei suas indicações, vendo o alfabeto completo, os números, o sim e o não e o adeus. Sua explicação tinha sido clara e eu tinha entendido perfeitamente, mas o que me fez ficar com um pé atrás não foi o medo de espíritos ou algo do tipo e sim o que poderia acontecer. Claro que eu nunca tinha feito nada do gênero antes, mas pelo modo como Amira falava, ela já conhecia muito bem aquilo. Então me perguntei o motivo disso. Confesso que muitas coisas passaram pela minha cabeça, de boas à ruins, mas no final eu balancei a cabeça em afirmação.

- Entendi. - Ela colocou a ponta dos dedos na peça e me olhou, respirei fundo e imitei seu gesto. Eu tinha que viver e parar de ser um garoto medroso e assustado. Eu não gostava desse meu eu e duvido que alguma pessoa gostasse. Amira soltou uma piadinha desafiadora que me fez revirar os olhos. Eu ia mostrar pra ela que não era um garoto assustado. - Não estou com medo. Na verdade, estou até curioso. - Menti, mas fiz uma cara de confiante, o que fez os olhos da loira arregalarem em surpresa e eu abri um sorriso. Ok, quem sou eu e onde está o Adolf?

Não teria problemas nenhum. O pior que poderia acontecer seria meu avô aparecer para o chocolate quente, mas convenhamos, Hitler deve ter coisas melhores para fazer no inferno do que vir falar com seu único neto, não é mesmo? É isso mesmo. E agora Deus, se eu estiver errado, peço que me ajude e mantenha ele longe e qualquer espirito que não seja... Parei de falar mentalmente quando senti Amira mexer a peça em círculos. É agora. Não tem mais volta.

Seja o que Deus quiser.





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Amira ergueu uma sobrancelha, um tanto surpresa com a resposta confiante de Adolf, mas não sabia se ele realmente dizia a verdade quando alegava não sentir medo. Amira havia se apavorado das primeiras vezes em que havia jogado, mas o sentimento de adrenalina de se comunicar com o desconhecido era simplesmente viciante. É claro que existiam explicações científicas para aquele jogo, para os fenômenos que ocorriam, mas não deixava de ser emocionante, e ela amava. Adrenalina. Era uma sede que Amira tinha certeza pela qual morreria um dia.

Os dedos dela estavam leves sobre o triângulo assim como os de Adolf. Amira fez silêncio, deixando-o se alastrar e então passou a movimentar o objeto em círculos, parando-o no centro do tabuleiro, o mantendo assim. Ela fechou os olhos, respirou fundo, e então se concentrou, observando as mãos paradas no centro do jogo. Os olhos de Adolf estavam vidrados sobre o Ouija e aquilo chegava a ser quase adorável. Se ela não estivesse tão concentrada quanto ele, teria sorrido.

-Tem alguém aqui? -Ela perguntou, mas não obteve resposta. As mãos, assim como o triângulo, ainda estavam paradas e o silêncio era quase pesado. Amira esperou cerca de três minutos de silêncio, antes de perguntar de novo. -Tem alguém aqui?

Ela se lembrou da primeira vez em que havia jogado aquilo. Ela havia perguntado quatro vezes antes de realmente conseguir movimentar o triângulo e já estava se sentindo ridícula por perguntar para o "nada" se existia alguém ali. Ela estava quase desistindo quando funcionou e desde então ela havia ficado viciada no sentimento daquele "hobbie". E Adolf parecia como ela quando jogou pela primeira vez. Mais três minutos e nada de uma resposta. Amira respirou fundo e então limpou a garganta, arranhando por causa da quantidade de bebida que ela havia ingerido naquela noite.

-Tem alguém aqui?

Seis minutos e então funcionou. O triângulo se arrastou pelo tabuleiro lentamente, de forma quase dificultosa, indo até o "SIM". Amira observou Adolf para se certificar de que ele não estava movendo a peça, porém por sua expressão de susto, a menina pensou que não. E ela também não estava. A peça voltou até o centro do tabuleiro e então um sorriso se formou no rosto da loira. Seu peito batia forte, seu estômago estava um pouco contraído e ela sentia aquele sentimento delicioso de adrenalina, estava elétrica. Ela jamais se cansaria daquilo.

-Nos diga o seu nome. -Ela pediu. A peça se movimentou novamente, agora um pouco mais fortemente, deslizando para o "NÃO". Amira torceu o nariz, soltando um suspiro. Ela odiava aquilo. -Espírito teimoso. -Ela resmungou, abrindo um sorrisinho. -Tudo bem. Pode nos contar com quantos anos você morreu? -Pediu. A peça deslizou sobre o tabuleiro, fazendo-a prender a respiração. Era engraçado como ela não conseguia sentir o atrito entre a peça e o tabuleiro, de forma com que ela parecia estar quase flutuando. Era quase mágico. Os olhos azuis se focaram nos números quando eles formaram um 17. Amira apenas assentiu. -Quando você morreu? -Novamente a peça se movimentou, parando sobre o número 1, 9, 4, e 0. -Você morreu na guerra?

Ela perguntou curiosa, reconhecendo a data como o meio da segunda guerra mundial. A peça escorregou para "SIM". Amira abriu um sorriso animado. Ela não conseguiu segurar sua animação ao fitar o rosto de Adolf, o olhando em expectativa.

-Vamos descobrir se ele é um espírito mentiroso. -Ela sussurrou para Adolf, ignorando quando a peça se moveu até o "NÃO". -Quantos anos Adolf tem? -Ela perguntou, conforme a peça se locomovia ao 2 e então ao 1. Amira olhou para o rapaz, em uma pergunta silenciosa se ele estava certo. -Quando é o meu aniversário? -Ela perguntou então, vendo o triângulo se arrastar ao 2, 1, 0, 3, 2, 0, 0 e 1. -Certo. -Ela respondeu animadamente, encarando Adolf em total excitação. -E você? Pergunte alguma coisa!

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Como se fosse um livro, Wicked Academy terá cada capitulo com tramas inspiradas em diversas séries. E atualmente no nosso Capitulo Dois temos como inspiração a famosa série do Netflix, Stranger Things. Como faremos a ligação entre esses capítulos? Descubra entrando no nosso RPG.

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