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Wicked Academy

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Mensagem por The Vanity em Sex Maio 08, 2015 5:31 am

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Biblioteca
A biblioteca do Instituto é um lugar extremamente calmo onde os alunos e até mesmo os professores, se reúnem para realizar suas pesquisas, estudar ou apenas fugir um pouco da rotina agitada do colégio. Ela é composta por uma variedade de livros, que vão desde contos infantis a livros acadêmicos mais avançados, que leigos dificilmente vão entender. Possui também uma área que dá acesso aos registros privados da escola, apenas funcionários possuem permissão para manusear tais arquivos.



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Mensagem por Brooklyn Kinsley em Seg Jun 22, 2015 2:36 am

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for a pessimist...
i'm pretty optimistic


A
inda não tinha como saber se tratava-se de um sonho ou um pesadelo. Claro, a situação era como um prisma; dependendo por qual faceta fosse observado, uma perspectiva poderia ser analisada. Antes de decidir-se em usar a lógica do pessimismo ou do otimismo, decidiu utilizar a do realismo: seu ensino médio desenrolaria-se em um cenário deveras distinto de Manhattan. Na realidade, todo o ambiente parecia ter sido esquecido pelo tempo.

Enquanto o veículo percorria seu caminho até os limites do instituto onde estudaria pelos próximos quatro anos, Brooke batucava seus dedos em seu quadril direito. Seu olhar vagava, desinteressado, pelas construções no trajeto. A Filadélfia ainda a assustava, mesmo depois de quatro anos na cidade. Havia uma característica, ainda indefinida pela morena, presente nos habitantes; uma certa peculiaridade que a afastava. Ou talvez fosse apenas sua própria psique, que negava contatos mais profundos com grande parte dos indivíduos, resquício de quase meia década convivendo com hostilidade dentro do lar que habitava.

A voz do taxista tirou-a de seus devaneios ao anunciar o final do trajeto. Com um leve sobressalto, Brooklyn puxou sua carteira da mochila a seu lado, pagou o motorista e saiu com seus pertences. Retirou um mapa levemente amassado do bolso e pôs-se a procurar o local que seria seu quarto pelos próximos anos.

[...]

Ela verificava tudo com a costumeira postura apreensiva. Já desfizera as malas, guardara as roupas e, até mesmo, decorara levemente seu quarto. Agora, chegara a hora de conhecer o território. Percorrera calmamente os prédios, sempre com o mapa em mãos. Tentava memorizar cada localização. No terceiro andar do prédio principal, a garota guardou o mapa. A biblioteca era o cômodo restante para sua visitação.

Abriu uma das portas lentamente, sem fazer ruídos. Por dentro, o local era impressionante, até mesmo para Brooklyn, que nunca fizera questão de viver cercada de livros. Caminhou por entre as estantes e as mesas, parando na estante de literatura ao final de um dos corredores. Um informativo de seu professor de literatura já deixara-a ciente dos títulos que leria no semestre.

Encontrou o primeiro da lista na segunda prateleira daquela estante. Poderia baixar uma versão digital do título em seu notebook ou na sala de informática da academia, mas já estava ali mesmo, então por que deixar para depois? Impulsividade era sua marca registrada. Brooke pôs-se na ponta dos pés para alcançar o livro, esticando o braço, mas mesmo assim não foi suficiente. Franziu o cenho. Já podia tocar a borda inferior do exemplar, bastava apenas se esforçar um pouco mais...
 


#turno fechado #library #first day

Well, what's the problem?

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Mensagem por Sebastian Tucker em Seg Ago 03, 2015 4:23 pm

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OH, NO
.
Desolation comes upon the sky

"O período da história dos Estados Unidos, que se estende de 1754 até 1783, é marcado pelo crescente movimento da população das Treze Colônias Norte Americanas pela independência. As relações entre os colonos americanos e os britânicos passaram a deteriorar-se rapidamente.

Desde meados do século XVIII, tanto as colônias francesas quanto as colônias britânicas na América do Norte expandiram-se. Eventualmente, tanto a França quanto o Reino Unido reivindicaram o território que se estendia dos Apalaches até o Rio Mississippi. Em 1754, a Guerra Franco-Indígena teve início, entre a colônia francesa de Nova França e as Treze Colônias britânicas. Esta guerra, por sua vez, é considerada parte de um conflito mundial, a Guerra dos Sete Anos. Diferentes tribos indígenas participaram na guerra, algumas ao lado dos britânicos, e outras ao lado dos franceses. Em 1763, o Reino Unido saiu venced..."

Estava sentado ali a umas quatro horas fazendo o maldito trabalho de História onde eu tinha que fazer um pequeno resumo de tudo que aprendemos sobre a história dos Estados Unidos e sinceramente? Achava aquilo um saco. A história do Reino Unido é muito mais interessante de ser estudada. Enfim, continuando com meu relato, estava ali a quatro horas quando meu notebook fez o imenso favor de desligar sozinho e como se não bastasse isso, ele não ligou de volta. Aquela semana estava sendo o cão pra mim, tudo estava dando errado; Meu pai cortou minha mesada, não autorizou minha saída para fazer o catálogo da H&M e perdi uma grana fodida com isso. Tudo bem que eu não sou um pobre coitado onde os pais se matam de trabalhar pra conseguir as coisas, mas sem mesada e sem poder sair desse inferno de colégio eu iria arrumar dinheiro como?  Nunca gostei de depender de ninguém pra conseguir meu dinheiro, sempre gostei de conseguir com meu mérito e agora me acontece isso? Ta, ok, provavelmente você ta se perguntando o porquê disso tudo e eu te respondo: Uma babaca da minha antiga escola mostrou para eles um vídeo no qual me mostrava quebrando algumas regras na antiga escola. Qual é, era uma zoação entre amigos e o colégio poderia muito bem reparar os estragos pelo fogo nos armários.

Anyway, sem notebook eu não poderia ficar. Peguei meu celular e digitei uma mensagem rápida pra minha mãe:

Mensagem:
Como você já sabe, seu marido cortou meus trabalhos e minha mesada por conta de uma vagabunda qualquer, então eu não tenho dinheiro nem pra comprar papel higiênico pra limpar a bunda. Meu notebook quebrou e não posso ficar sem um. Favor enviar um o mais rápido possível ou o dinheiro. Ou pode mandar uma babá trazer pra mim. Obrigado.

Att,

Seu filho.
"

Um pouco dramático? Talvez. Eu ligava? Não. Embora toda aquela merda tivesse acontecendo comigo, eu ainda tinha que terminar o trabalho e o único lugar com computadores por ali era a biblioteca. Fui até um espelho próximo e analisei minha figura no espelho. Calça jeans, blusa branca com pequena listras horizontais na cor azul. Meu cabelo estava extremamente bagunçado então peguei uma touca preta e vesti juntamente com um slip on qualquer que encontrei jogado próximo a porta. Coloquei o celular dentro do bolso traseiro, busquei o caderno de historia e meu pen drive.

Não demorei muito para chegar à imensa biblioteca da Weston e devo confessar que é uma das maiores que já vi. Claro que vou demorar a encontrar alguma biblioteca maior que a da casa da Rainha porque, puta que pariu, da pra se perder lá dentro! Avistei os computadores enfileirados e fui até um deles onde coloquei o caderno ali para marcar lugar. Olhei para cima e todas as sessões estavam escritas no alto de cada prateleira. "Filosofia, Matemática, Geografia, Música, Esportes, Artes..." Fui andando enquanto olhava para cima e lia mentalmente as sessões escritas no alto. - Com licença, a Senho... - Comecei a falar um pouco mais alto para a bibliotecária, mas senti um corpo se chocar contra o meu e barulho de alguns livros caindo. – Perdão! – Me apressei em dizer, abaixando para pegar os livros caídos no chão e na medida que eu ia subindo o olhar, pude perceber que era uma garota. Uma garota com um belo corpo, cabelos longos, lábios vermelhos muito bonitos e... Espera. Não, não podia ser. – O que diabosvocê ta fazendo aqui? – Perguntei surpreso, no momento em que vi aqueles olhos azuis tão conhecidos por mim me encararem. Era oficial: Aquela era a pior semana da minha vida.

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Biblioteca


Os alunos reclamavam pelos empurrões que recebiam da jovem moça dos cabelos cor arco-íris que com os livros nos braços, apressava-se para chegar até a biblioteca. Estava com trajes de dormir que eram camuflados- ou ela pelo menos pensava que estava- com um casaco preto. A calça cheia de planetas flutuava e a blusa fina por debaixo, mostrava-se ser uma amante das estrelas. Passou entre um rapaz moreno com pressa, mas seu óculos caiu contra o chão. Chutou o projétil com vigor para dentro da sala e calou-se indo sentar bem na mesa que dava de queda, um espaço fácil para ir para fora. A mão pálida, averiguava o estado da lenda dos óculos dados pelo orfanato há pouco dias e ela parecia já tê-lo quebrado :

- Droga... - Sussurrou. - Já quebrei. - Completava. Tentava olhar mais para frente e não via muita coisa. Parecia embaçar, mas com alguns esforços via, os vultos convergirem depressa a sua esquerda.
 

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Mensagem por Shane Arshrad Hurtz em Seg Ago 03, 2015 5:38 pm

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Entre todo aquele clima de guerra que rondava a Weston por causa de Nórdicos e Gregos, nós egipcios pareciamos ser os únicos que continuavam a levar nossas vidas como sempre, mesmo depois do fiasco da festa na piscina. Escondido no meu moletom eu tentava entender alguma coisa daquelas cartas estelares que só me confundiam cada vez mais.

Depois de algumas horas de estudos inúteis me ergui para ir busca um copo de café ou agua para que fosse mais simples continuar aquilo. Quando estava saindo pela porta uma garota entrou meio que tropeçando, meio que caindo e cheguei a um ponto de achar que estava sob efeito de algum alucinógeno, não era possível que aquelas malditas estrelas tivessem saído dos livros e estavam me perseguindo agora.

Sentei novamente na minha cadeira que coincidentemente ficava na mesma mesa que ela havia jogado seus materiais e vendo sua dificuldade com aqueles óculos enfiei a mão na minha mochila e comecei a fuçar tirando depois de um minuto ou dois uma caixinha. -Não sei se usa o mesmo grau que eu, mas vai que dá alguma sorte. - comentei dando de ombros ao tirar o óculos de armação branca da caixinha e entregando para ela.

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Última edição por Lee Han Chang em Sex Ago 07, 2015 4:17 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Mia Waldorf em Seg Ago 03, 2015 6:01 pm

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What goes around comes back around
#10 .  music: aqui with tucker
Acho que peguei matérias demais pra fazer nesse ano letivo. Estou atolada de provas, treinos, ensaios, trabalhos, seminários... Atividade que não acaba mais! Mesmo não frequentando as aulas como minha mãe e a diretora Megera, digo, Miranda, querem, não sobra tempo para estudar tudo. Olhei desolada pra pilha de listas de exercícios sobre a estante do meu quarto. Sobre elas, o relógio apontando que em 15 minutos iniciaria o treino das cheerleaders. E, para completar, pregada na parede ao lado da pilha estava uma nota amarelo marca-texto alertando do trabalho de Geografia avançada pro dia seguinte. Minha madrugada seria muito animada: só eu, minhas cobertas e uma dissertação sobre o relevo dos Estados Unidos.

Vesti o usual uniforme das cheers da Weston, uma saia-short de malha fina e um top de alça, mais o casaco da ordem, estilo college, verde com um “E” no peito esquerdo e o desenho de um lobo nas costas. Além disso, estava com meus usuais tênis brancos e polainas cinzas. O cabelo deixei para prender na quadra, porque ainda estava molhado devido ao banho recém tomado. Contudo, antes de ir ao meu destino, precisava buscar um livro de Geografia na biblioteca pra fazer o trabalho quando voltasse ao dormitório. Eu estava pensando seriamente em copiar o trabalho só pra ter uma noite de sono bem dormida, mas meus amigos não pegam essa aula e, pelo cheiro de cannabis vindo do corredor, duvidava que algum vizinho tivesse feito a dissertação.  Por isso, corri – literalmente, pra já me aquecer pro treino – até a biblioteca, fones de ouvido no máximo ao som de Justin Timberlake.

- “Don't wanna think about it. Don't wanna talk about it. I'm just so sick about it.” – cantei baixinho para não levar bronca da bibliotecária enquanto procurava nas prateleiras uma obra que fosse me ajudar. O bom da biblioteca da Weston é a variedade. Já havia escolhido dois livros para locar, mas são tantas opções de autores que eu poderia fazer unidunitê pra escolher o terceiro e último. E era exatamente essa decisão madura e precisa que estava realizando quando esbarrei em alguém. Não consegui equilibrar as doutrinas no acidente estabanado. Ainda tentei pegá-los no ar, mas só consegui derrubar mais três livros que estavam na prateleira e meu celular com fone de ouvido e tudo. Expirei pesado enquanto me abaixava pra juntar os livros e notei que, gentilmente, a pessoa em que rudemente esbarrei estava me ajudando.

Entretanto, quando encarei aquelas mãos, não consegui mais me mover. Merda, não podia ser, não aqui, não fazia sentido. Não, não, não! Relutei em confirmar minha suspeita de quem seria o dono das mãos grandes que juntavam os livros espalhados no chão. Como a esperança é a última que morre, resolvi checar, almejando que estivesse errada. Levantei meu olhar, a respiração presa, e encarei o rosto familiar. Merda. Lá estava ele com aquela estrutura óssea perfeita demais, pele perfeita demais, traços perfeitos demais, esse ar de James Dean. Eu não sabia o que fazer, mas jogar o único livro que estava em minhas mãos no meio da cara dele parecia ser uma ótima ideia. - Eu estudo aqui. – respondi sua pergunta de modo automático, soltando o ar preso. Minha ficha até então não tinha caído. – Você... – comecei a falar, mas a bibliotecária fez um “shiu” que me obrigou a sussurrar. – Você cruzou o Pacífico só pra infernizar a minha vida de novo?

De todas as pessoas desagradáveis do mundo, uma das que eu não gostaria que voltasse pra minha vida é o filho da mãe do meu ex namorado. O universo só podia estar de zoeira com a minha cara pra mandar o infeliz pro meu país, pro meu colégio. Espero que ele esteja só de passagem, visitando alguma garota que ele namora enquanto tem mais umas três namoradas em outras cidades. Eu estava muito bem com a ideia consagrada pela minha mente de que ele havia ido pra faixa de Gaza tirar umas fotos e acabou sendo bombardeado por um israelita maluco.  Infelizmente, como meus olhos podiam ver muito bem, ele está não só vivo, como diante de mim novamente.

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Os cadernos eram separados perpendicularmente, de acordo com a ocasião que no qual ela necessitava vizualizar. Era pacífica, tinha um dote surpreendente pro raciocínio mesmo que tardou muito tempo para conseguir falar e parar com sua bulimia deprimente. Num instante, ergueu seus olhos desatentos como sempre, e viu uma caixa pequena na altura de sua testa. Mais acima, um garoto bonito também, de olhos puxados e pele alva, algo que vinha parecer da ásia lhe oferecia num gesto solidário. Ela olhou aquilo e olhou seu óculos e refletiu. Nunca gostava de pegar as coisas do outros, tinha uma educação antes de chegar ao orfanato, bem rígida algo que não permitia cometer deslizes :

- Agradeço muito... - Sussurrou. - Mas não. - Negou abaixando a cabeça para desviar o olhar.- Acabaria quebrando os seus também. - Riu para não demonstrar tamanha frustração. - Sou bem relaxada... - Murmurou. Sua vista azul, ergueu-se outra vez para ele e assim, viu um copo acima da mesa dele e ao ladinho meio que de canto, um papel azul entre-aberto com alguns resquícios planetários. Sua íris brilhou e a mão, enfatizou serenamente, batidas pequenas contra a mesa :

- Astronomia... - Sorriu de revés. - Vejo que não sou a única a ter pouco problema com estes mapas... - Conclui torcendo que fosse uma maneira rebuscada no positivo. 
 

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Mensagem por Sebastian Tucker em Qua Ago 05, 2015 8:34 pm

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OH, NO
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Desolation comes upon the sky

"Rule number two: Just don't get attached"

Na vida de um cara existem diversas coisas que podem estragar seu dia, sua semana, seu ano ou até mesmo sua vida. Dou como primeiro exemplo drogas, que pode estragar a vida não só de um homem, mas como de qualquer pessoa. Depois vem a pior coisa que pode acontecer com um cara: Broxar. Não tem nada que possa bater isso, exceto uma coisa. Uma coisa que é o terror do nosso mundo atual porque é tão imprevisível que não conseguimos saber o que querem dizer e aquilo que querem que façamos. E essa coisa, meus caros, é mulher. Se uma mulher te odeia: Tenta saber o motivo, seja legal e mude a opinião dela a teu respeito.

Se essa mulher for tua ex ou se tu já fez alguma coisa de ruim pra ela: Troca o nome, implora perdão! E se, pro teu azar, juntar as duas coisas? Parceiro, só tenho uma coisa pra te falar: Sai da frente, muda de pais, some do mundo ou se mata antes que ela faça o trabalho sentindo prazer em te ver sofrer. E foi o que eu fiz. Não, claro que não me matei, mas mudei de pais. Tudo bem que fui obrigado a me mudar pra cá, mas isso não muda que, mesmo sem querer, me livrei do problema. Pelo menos era o que eu pensava até aquele momento.

Colocar em palavras o que senti no momento em que vi minha ex namorada naquele uniforme de líder de torcida minúsculo com aquelas malditas pernas torneadas, típicas de bailarina, a mostra e aqueles malditos lábios naturalmente vermelhos praticamente piscando com um letreiro onde dizia “Me beija de novo”, não é fácil. Não é nada fácil. Ela, como sempre, me respondeu como se fosse a coisa mais obvia do mundo o fato de estudar ali! Mas é claro, de todos os internatos dos Estados Unidos meu pai tinha que me mandar justamente pra esse. Obrigado pai, me lembre de não levar flores no seu enterro. Eu também não pude deixar de arquear uma sobrancelha e soltar uma leve gargalhada debochada com sua pergunta. – Mas é claro! – Me exaltei e a bibliotecária fez outro “shiu” só que dessa vez direcionado a mim. – Eu claramente não tenho mais nada o que fazer da vida pra atravessar o atlântico só pra poder te encher o saco. – Sussurrei sem nunca deixar o tom sarcástico desaparecer. – Eu realmente devo ter tacado pedra na cruz pra merecer isso como castigo. – Frisei o “isso” a indicando com o queixo e não pude deixar de olhar em seus olhos, mas puta que pariu! Péssima ideia. Péssima ideia Sebastian. Lembra do quando eu disse que não tinha coisa pior do que ter feito mal a uma ex e ela te odiar? Pois é, eu tava errado. O pior é se a tua ex ficou ainda mais gata depois que vocês terminaram. Parceiro, tu ta fodido.

Nota mental: Nunca, jamais, em hipótese nenhuma olhar nos olhos ou pra boca de Mia Waldorf.

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Mensagem por Mia Waldorf em Qua Ago 05, 2015 10:00 pm

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What goes around comes back around
#10 .  music: aqui with tucker
Quando eu saí da minha academia de dança, da minha cidade, de perto dos meus amigos e fui mandada pra terra do Drácula, a promessa da minha mãe era de que tudo seria novo. Novo estilo de dança, novas amizades, novos ares, novo tudo. E eu estava gostando do novo. Talvez eu devesse ter pisado mais o pé, ter ficado mais revoltada... Talvez eu seja adaptável demais. Mas a questão é que, apesar do sistema excessivamente vigilante, eu estava gostando da Weston. Do pessoal da minha ordem, da variedade de personalidades no colégio, da diversidade das expressões artísticas e até mesmo do café fraco demais desse lado do país. Então chega esse sorrisinho sarcástico e estúpido pra me assombrar. E não tem nada de novo nesse sorriso. Muito pelo contrário, sua familiaridade depois de tanto tempo é até preocupante. Como se a presença dele não fosse o bastante pra me importunar, ainda tinha o sotaque que fica especialmente insuportável vindo dele. Sotaque usado, inclusive, pra dar ênfase numa chacota em resposta a minha pergunta.

Sua expressão era tão presunçosa que cerrei os dentes de raiva. Como ele podia ser sarcástico comigo depois de como as coisas foram deixadas? Mas, por outro lado, eu não esperava mais dele, é típico esse tipo de ação, mesmo eu não estando acostumada a ser o alvo. Talvez por isso eu fiquei surpresa quando ele se referiu a mim como “isso”, abrindo a boca com expressão ofendida. – Você é tão... previsível! – cuspi como se dissesse um palavrão. – Falar com essa pompa como se eu tivesse feito alguma coisa errada! – sussurrei de um jeito estridente, se é que isso é possível. Eu não podia acreditar na cara de pau. Na verdade, eu ainda não podia acreditar que ele estava mesmo ali. A qualquer momento eu acordaria desse pesadelo. O pior foi perceber o modo como ele passou a me olhar, aquele jeito que ele fazia sempre que me buscava pra gente sair, um jeito ousado demais pra uma biblioteca. – Para com isso, Tuck! – briguei, puxando o zíper do casaco college para cima. Só então percebi que usei o antigo apelido devido aos velhos hábitos e completei seu sobrenome com um -...er! Tucker. Quando você vai embora do meu colégio? – perguntei para mudar o foco, puxando os livros que ele tinha pego do chão pro meu colo.

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Mensagem por Sebastian Tucker em Qua Ago 05, 2015 11:38 pm

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OH, NO
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Desolation comes upon the sky

"Rule number two: Just don't get attached"

Previsível? Previsível era me chamar de previsível como se aquilo fosse a maior ofensa que ela pudesse jogar na minha cara e ainda mais previsível era trazer aquele assunto à tona. Sim, eu trai Mia, mas e daí? A gente mal se via! Ela esperava o que? Que eu a mandasse flores toda semana, passasse horas no telefone todos os dias, fizesse juras de amor e publicasse no Facebook ou Twitter? De jeito nenhum. As coisas não funcionam desse jeito pra mim. Sebastian Tucker não é um cara desse tipo. Eu queria responder algo como “Não fiz nada.” “Não é nada disso que você tá pensando!” ou “Foi ela que me beijou!”, mas não ia. Eu peguei mesmo, comi mesmo e faria de novo. Qual é? A menina era gostosa e dava em cima de mim todo mísero dia. Eu não transava a uns três meses e queriam que eu ficasse esperando até quando? Todos me julgam como se o que eu fiz fosse a pior coisa do mundo.

Entretanto, se existia uma coisa que eu não conseguia parar de pensar, mesmo com a menina – no qual eu nem lembro o nome – em cima de mim, era Mia. Eu tenho que admitir que quando estava com ela, mesmo depois de longos períodos longe, eu sentia algo diferente. Algo que eu não tinha sentido antes com nenhuma outra garota. Apesar de tudo, Mia costumava ser uma garota com quem eu me divertia.  Ainda me lembro dos caras me zoando, dizendo coisas como “Tucker foi fisgado.” “Quem foi a guerreira que quebrou o coração do Tucker?” “Tucker namorando? Alguém, por favor, me diz que ele também gosta de homens!” Tudo no tom mais afeminado possível, claro.

Argh. Ela tinha mesmo que ser tão bonita? Não consegui não passar os olhos por todo seu corpo, dos pés a cabeça, como costumava fazer assim que a via na porta de casa me esperando. Ouvi o antigo apelido sair daquela boca deliciosa e não contive o riso por ver o desespero dela em tentar corrigir. Os livros agora estavam abraçados a seu corpo tampando uma boa visão que eu poderia ter. Ela conseguia me provocar sem fazer nenhum esforço e eu não ficaria para trás nisso. Primeiro umedeci meus lábios, eu sabia que ela adorava quando eu fazia aquilo involuntariamente e então puxei, sem delicadeza, Waldorf pela cintura. Os livros eram a única coisa que nos separavam além da nossa diferença clara de altura. Aproximei meu rosto do dela, esquecendo a minha nota mental de não olhar pros olhos ou pra boca daquela garota (já que agora meu olhar não se decidia em qual dos dois prestar atenção) e entrei com a mão por dentro do casaco college, apertando de leve aquela cintura fina. Eu sentia a respiração dela ficando cada vez mais pesada e seus olhos assustados me olhando.  Meu rosto foi se aproximando cada vez mais e minha boca quase se encostou à de Mia, mas embora eu quisesse muito fazer aquilo, não era o momento. Dei o meu golpe baixo: Eu sorri. Sorri olhando pra ela com aquele sorriso safado, o que eu sabia que era bem pior. – Ah, baby – frisei o antigo apelido – você é tão tolinha. – Desfiz o sorriso e fiz uma cara como se estivesse com dó. – Eu. Estudo. Aqui. – Falei pausadamente, como se ela não fosse capaz de entender aquilo e eu estivesse fazendo um favor enorme em lhe explicar. E, é claro, sem nunca desgrudar nossos corpos, embora ela tentasse sair.

Tenho que admitir que estava gostando daquilo. Tanto da parte de provocar Mia quanto de apertar aquela cintura novamente. E foi o que eu fiz. Firmei a pegada quando ela tentou sair pela milésima vez. – Quem sabe a gente não pode relembrar os velhos tempos e estrear o armário do zelador? – Arqueei a sobrancelha em sugestão, soando completamente divertido. Era certo: Se eu tinha alguma dúvida de que  Mia Waldorf queria me matar antes, agora eu tinha plena certeza.

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Mensagem por Mia Waldorf em Qui Ago 06, 2015 12:49 pm

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#12 .  music: aqui with tucker

Não costumo me preocupar com a opinião alheia, mas naquele momento eu desejava com toda a força do meu ser que todos estivessem ocupados demais na biblioteca e não notassem aquele pequeno drama. Eu não queria que os outros soubessem que eu tinha um passado com ele, apesar de sentir que isso seria inevitável. Tucker foi meu primeiro namorado sério e também minha primeira e única desilusão, pra piorar, da maneira mais repugnante e imperdoável que minha inexperiência e inocência jamais imaginariam. Eu sabia que um namoro a distância seria difícil depois que passamos um tempo juntos em Londres, até por que eu conhecia bem como ele era. E, sinceramente, eu não cobrava muito dele, não tinha crises de ciúmes, sempre fui tranquila por também gostar de ter a minha liberdade. Bem, tranquila até demais já que ele me traiu com uma garota da companhia de dança de Londres que eu havia apresentado - e sabe-se lá quantas mais.

Nós só havíamos cortado completamente o contato e, por isso, o ter ali como se tudo fosse igual era irritante. Porque nada estava igual, eu não sou a mesma pessoa, minha vida também mudou completamente. Talvez eu esteja dando complexidade demais pra um namorico de dois imaturos, mas ele me fez sofrer. E olhá-lo agora me lembrava disso. Quando o vi umedecer os lábios daquela maneira, mesmo tendo taquicardia, eu sabia ser um truque. Eu o conhecia o suficiente pra saber que ele não estava sendo natural, mas provocativo. Tive a certeza quando ele me puxou pela cintura contra si. Não sabia se seu toque estava frio ou se minha pele estava quente, mas a diferença de temperatura me fez arrepiar. Eu estava sem reação naqueles segundos do seu rosto tão perto do meu, assustada com a proximidade que eu jurei pra mim que nunca mais aconteceria. Mas bastou seu sorriso de escárnio pra me tirar do transe e me fazer voltar a cerrar os dentes de raiva.

Ele falou comigo se eu tivesse alguma incapacidade mental e ainda destruiu minha esperança de o ter longe dali, tudo de uma só vez. - A Weston abaixou muito o nível pra deixar alguém como você estudar aqui. - respondi tentando me desvencilhar dos seus braços, mas pra minha agonia, ele não deixava. Eu estava prestes a gritar "assédio sexual" em plena biblioteca em silêncio quando ele voltou a abrir aquela boca idiota só pra falar mais besteiras. Foi a gota d'água no meu copo transbordando de estresse. - Vai querer voltar pro armário depois de tanta angústia pra sair? - disse em um falso tom sério, o olhando como uma leoa prestes a estraçalhar o pescoço de uma zebra com os dentes. Por mais idiota e sem noção que fosse, desafiar a heterossexualidade do "machão" com certeza o irritaria. Ainda sem conseguir me desvencilhar dele, estiquei o braço para a prateleira e peguei o maior livro que pude alcançar. - Me solta! - falei, batendo com o livro na cabeça dele e me libertando. Depois de me afastar do imbecil, levei bronca da bibliotecária pelo barulho, acabaríamos sendo expulsos. - Só... Esquece que eu to aqui, eu esqueço que você ta aqui e a gente leva o colégio sem precisar se falar, ok? - disse ao guardar os livros que derrubei nas prateleiras, exceto os de geografia que eu precisava.
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Mensagem por Shane Arshrad Hurtz em Sex Ago 07, 2015 4:38 pm

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Dei de ombros quando ouvi a recusa e voltei a guardar a caixinha de óculos dentro da mochila. -Eu uso lentes, então se quebrasse eu não ligaria. São mais para emergências. - comentei aleatoriamente ao ouvir o porque da recusa dela. Depois disso voltei a olhar para as cartas estelares abertas e fiz uma cara de “que porra é essa” antes de passar a mão sobre o rosto e apoiar o rosto na mesa.

-Nem me fala nessas malditas coisas, quanto mais olho mais parece que nunca vou entender nada. Essa aula não devia ser sobre signos ou algo assim? - perguntei com a voz meio abafada pela madeira. Coloquei a toca e olhei para a garota antes de fazer uma cara de ”pois é”. -Sou mais do tipo de escrever sobre as coisas do que desvendar os mistérios do universo... Sou Lee. - disse estendendo minha mão por cima da mesa e entre as pilhas de livros para cumprimentar a moça.

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Aaly, o compreendia. Mesmo que as estrelas e o universo fossem a sua paixão, não podia negar que aquilo fosse tão complicado de desvendar. Ele estendeu a mão e ela meneou a cabeça positivamente levantando-se da cadeira um tanto turva e apertou olhou para o chão :

- Aaliyah... Prazer. - Sentou-se novamente na torcida que ele também compartilhasse da mesma mesa. - Vim aqui revisar a matéria de astronomia e se quiser se juntar... - Disse baixo. - Fique a vontade. - Bateu com uma das unhas nos livros. - Desculpa dizer isso, mas... Nasceu aqui nos EUA? - Pausou com as sílabas esganiçadas. - Não faço amizades tão fácil então não me julgue. - Ergueu as duas mãos como "rendição" e uma face leve de descontração. 


 

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Mensagem por Sebastian Tucker em Sex Ago 07, 2015 10:19 pm

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Greeks

OH, NO
.
I got that James Dean thing that u like
Quantos anos ela tinha? Dez?  Primeiro veio o típico argumento de nível, na tentativa de me diminuir de qualquer forma. O que, convenhamos, é muito batido. Entretanto, a gente podia aceitar vez ou outra, mas a “ofensa” seguinte me fez arquear a sobrancelha e fazer uma expressão como se dissesse “Sério, isso?” Mia atacou minha masculinidade, me olhando com ódio nos olhos e tentando pela milésima vez se soltar. Claro que eu não a deixaria escapar dali tão facilmente, né? Porém a filha da mãe me tacou um livro pesado na cabeça depois de praticamente gritar para que eu a soltasse. – Outch! – Esbravejei com a mão na cabeça, se aquilo fizesse um galo, Waldorf iria se arrepender e muito. A bibliotecária não tardou em dar uma bronca na baixinha invocada, o que me fez prender um riso.

Revirei os olhos com o comentário dela. Claro que eu iria fingir que não a conhecia, mas não agora e não ali. Mia Waldorf sempre acha que pode dar a ultima palavra. – Sempre achando que pode dar a ultima palavra. – Debochei com um riso falso. Observei-a guardando os livros na prateleira e dei a volta em torno do corpo dela. – Pode deixar que vou ficar bem longe de você. – Peguei um livro e abri numa página qualquer virando de costas pra ela, fingindo que não estava nem ai. E então olhei de canto de olho para verificar se a bibliotecária ainda estava de olho nela, sorri ao constatar que não e estiquei o braço para um livro alto e grosso no alto da estante, o puxei rapidamente fazendo com que o mesmo caísse fazendo um barulho estrondoso e se ela não tivesse sido rápida, provavelmente teria caído na cabeça dela. A biblioteca inteira olhou na nossa direção e eu fingi uma cara de assustado, peguei o livro e coloquei de volta na prateleira. – Eita, menina. Mais cuidado, aqui é um lugar pra estudar e não ficar dando show e derrubando as coisas. – Neguei com a cabeça na direção da bibliotecária que tinha dado uma bronca ainda maior na garota, como se concordasse com tudo que ela tinha acabado de dizer. Que se dane as regras, eu não iria deixar aquela garota em paz. Não hoje.

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Mensagem por Mia Waldorf em Sab Ago 08, 2015 10:41 am

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What goes around comes back around
#12 .  music: aqui with tucker
Quantos anos ele tinha? Sete? Foi a reação mais infantil que ele já teve em todo esse deplorável tempo que o conhecia. Fazer uma bagunça e colocar a culpa no outro, sério? Só faltou dizer "corto o pescoço, mas não conto quem foi" enquanto aponta pra mim fingindo cerrar o próprio pescoço com o dedo. Ele não poderia ser mais ridículo. Pra piorar, havia chamado a atenção de todos que estavam em volta, algo que eu queria evitar ao máximo por não querer ser vista com ele - tudo que eu não preciso é dar explicações. E além disso, fez com que a bibliotecária brigasse ainda mais comigo. Desde que cheguei na Weston tentava agradar a senhora para poder ficar com os livros locados mais tempo que o permitido. Adoro ler, mas demoro por falta de tempo livre, então precisava de certo favoritismo da mulher pra burlar a regra. Tucker acabara de me prejudicar nesse quesito.

Estava claro que ele e seu enorme ego não me deixariam em paz. Sebastian estava precisando calçar os bons e velhos chinelinhos da humildade, colocar seu rabinho de raposa entre as pernas e parar de achar que o centro do universo é o seu umbigo. Eu tenho coisas mais importantes pra fazer da minha vida do que perder meu tempo com ele. Se o loiro está disposto a ficar me torrando a paciência, só me resta tentar resolver o problema agora e cortar o mal pela raiz. Claro que, dessa vez, sem queimar o meu filme com a bibliotecária. Coloquei meus livros separados na mesa ao lado da estante que estávamos e, sem que a mulher dos livros visse, puxei Tucker pela sua camisa de marca. Eu não ligava se era 100% algodão, ou com fios de ouro, da Calvin Klein ou de onde Judas perdeu as  botas.  Ele que superasse caso o elástico da camisa relaxasse. - Vem comigo. - sussurrei imperativamente, minha voz carregada de ódio. Não dei tempo para contestação, com rapidez, o puxei pra longe da bibliotecária e das mesas de estudo, pra trás da estante mais isolada da biblioteca. Olhei para os lados, em busca de algum intruso, mas não havia ninguém por perto.

- Escuta aqui... - Comecei a falar, empurrando-o contra a parede e andando na sua direção com as mãos na cintura. - Eu to cansada dos seus joguinhos. E eu sei que é difícil pra alguém egoísta, egocêntrico e com um enorme complexo de superioridade como você entender, mas eu não quero você na minha vida. - A cada adjetivo que disse para caracteriza-lo verdadeiramente, bati com o indicador no seu peitoral, enquanto meus olhos fuzilavam os seus. - Se eu pudesse, pediria um mandato de segurança pra você ficar pelo menos 100 metros longe de mim sempre. O mínimo que você pode fazer depois de tudo é respeitar o desprezo que eu sinto por você. Capisce? - Dei um sorriso forçado depois da pergunta em italiano. Meus braços cruzados era o que me separava dele enquanto eu esperava sua concordância para poder sair dali. Eu provavelmente já estava atrasada pro ensaio das cheers por causa desse idiota.

GO EGYPTIANS! X

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Mensagem por Sebastian Tucker em Dom Ago 09, 2015 3:52 am

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Greeks

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Depois daquela bronca, eu estava até disposto a parar com a implicância e terminar meu trabalho de história. Por sorte, o livro que eu estava segurando e fingindo ler era justamente sobre algum Americano famoso pro País. Seria legal colocar algo sobre ele nas curiosidades, sempre ganhava ponto extra por mostrar interesse e mostrar diferença. Mas no segundo seguinte eu já estava sendo puxado pela minha camisa, sem ter muito tempo de pensar em alguma reação porque a doida da minha ex namorada me jogou na parede de uma forma agressiva e começou a me caracterizar com alguns adjetivos que eu não negava, mas quando disse que eu tinha complexo de superioridade com o dedo no meu peito, não pude deixar de rir. Primeiro: Ela falando aquilo com uma mão na cintura e outra empurrando meu peito com o dedo era extremamente bonitinho e engraçado. Segundo: Se existia alguém com complexo de superioridade ali, era ela. A morena então cruzou os braços na frente do peito me olhando com aquele olhar emanado em ódio e deboche.

Gargalhei sem me importar com ninguém e logo senti a mão dela na minha boca. Eu até poderia tirar ela dali e rir ainda mais daquela cena, no mínimo, ridícula que tinha acontecido, mas se a bibliotecária me pegasse ali, toda minha moral com ela iria embora. Respirei fundo, tirando a mão dela da minha boca com certa agressividade, fechando minha expressão. Mia era muito prepotente e como eu disse antes, ela se achava a certa e só queria falar e nunca ouvir. Mas não naquela vez. Inverti nossas posições, jogando-a contra a parede e a prendendo ali com meus braços que estavam esticados e com a palma grudada na parede, uma em cada lado da cabeça de Mia. A morena não teria muita dificuldade de sair dali se quisesse. – Primeiro de tudo, Waldorf, quem começou a dar escândalo não fui eu. Quem começou com as palavras duras e deboches não fui eu. Quem começou com essa porra de jogo não fui eu. – Enquanto eu falava, apertava meu punho na parede, controlando a raiva que crescia dentro de mim. – Eu te avisei desde o começo que não era um cara de namorar e que não sabia como decifrar o que sentia, não disse? Nunca te escondi nenhuma história antiga de duplos casos e nunca te escondi nada, absolutamente nada! – Depois de fazer a primeira pergunta, não dei tempo pra ela responder. Era algo retórico. Tinha certeza que estava vermelho e provavelmente as veias do meu pescoço estavam saltando devido a intensidade que dava em cada palavra, embora tivesse falando baixo para que somente ela ouvisse. – Não tenho culpa que você morava a kilometros de distancia de mim e eu tinha que me aliviar durante nossas conversas nas madrugadas! - Fala sério, tudo bem que um sexo por telefone é até legal as vezes, mas sempre? Isso não sustenta um cara. - Não tenho culpa de você ter entrado naquela porra de sala justamente quando estava acontecendo tudo, não tenho culpa de você não ter me ouvido ou me atendido mesmo eu ligando milhões de vezes. – Depois disso, acabei dando um soco involuntário, não muito forte, na parede e me afastei dela, ficando de costas e passando a mão no cabelo em um sinal claro de nervosismo.

Tudo aquilo era muito confuso ainda. Eu não podia simplesmente negar pra mim mesmo que aquela praga teve importância da minha vida e foi, sem duvida, minha melhor amiga durante todo tempo em que estivemos juntos.  – Eu te contei coisas que ninguém nunca vai saber ou sequer imaginar. Eu... – Essa frase saiu em um tom muito baixo, não posso afirmar se ela realmente ouviu. Fechei os olhos e respirei fundo. Estava numa linha onde de um lado, algo me puxava para pedir desculpa enquanto o outro lado me puxava para simplesmente esquecer que ela existe e ligar o foda-se pra existência dela naquele colégio. Por um lado, eu queria aquela garota de volta, mas queria aquela Mia que conheci e não aquela ali que estava atrás de mim. Droga.

Estava decidido: Eu odiava Mia. Odiava como ela me deixava confuso e bagunçava a porra toda na minha cabeça.

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Mensagem por Mia Waldorf em Dom Ago 09, 2015 8:12 pm

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#14 .  music: aqui with tucker

Incrível a capacidade que ele tem de nunca me levar a sério. Eu estava finalmente me abrindo com ele sobre o que sentia, mas só porque estava falando o que ele não gostaria de ouvir, recebo em troca a porcaria de uma gargalhada. Era isso que eu teria dito se tivesse atendido uma de suas diversas ligações ou respondido alguma das centenas de mensagens de voz. Precisei colocar a mão na sua boca pra impedir que aquele som estrondoso chamasse atenção pro local afastado que estávamos, sendo retirada com agressividade por ele. E a agressividade foi intensificada de um jeito que eu não esperava, com ele trocando de posição comigo e me colocando contra a parede, literativa e figurativamente.

Petrificada, observei seu rosto virar um pimentão e sua artéria do pescoço supitar enquanto ele falava de um jeito medonho. Entretanto não era o sua expressão nervosa que me incomodava, mas sim suas palavras. Tucker tem a incapacidade de admitir culpa. Está tão fechado dentro de sua ideia de perfeição que não é capaz de reconhecer que ele erra. Não é capaz de acreditar que ele vacila. Talvez eu tenha mais princípios, não sei. A questão é que suas desculpas só convenciam a si mesmo. Colocar a culpa num instinto humano sendo que somos racionais e podemos controlar nossas ações não faz sentido algum.  Colocar a culpa na distância, uma condição que ele aceitou conviver, também não. Muito menos fazia sentido colocar como se ele não tivesse outra opção, porque ele tinha. Ele escolheu me machucar, ele estava ciente de que sua escolha iria me ferir. E ele diz que eu sou a culpada por descobrir quem ele realmente é?

Por um instante, quando ele se afastou e ficou de costas para mim, eu acreditei ser ele aquele garoto que me prometeu o mundo e me contou seus pensamentos. Precisei reprimir o impulso de abraçá-lo e tranquiliza-lo dizendo que estava tudo bem. Mas assim não o fiz, porque seria mentira. -Tuck...- Chamei calma, estava abraçando meu próprio corpo e não esperava que ele olhasse pra mim. - Não me leve a mal, não quero fazer esse papelzinho ridículo de mulher traída, até porque meses já se passaram e não é o ato em si que me enoja.- Expliquei encarando o chão - Nós concordamos em lutar por nós, não foi uma decisão unilateral da minha parte continuar juntos estando longe. Se não estava funcionando pra você, era só ter me dito e acabado com tudo. Você escolheu me machucar e eu acreditava que você nunca faria isso, porque eu pensava que você sentia algo por mim quando claramente eu era uma distração. - Eu não podia olhá-lo nos olhos. - Eu só quero colocar uma pedra nisso tudo e agora, com os pingos nos is, podemos dar um fim definitivo. - Talvez eu tenha dado mais explicação do que ele merecia, até porque ele não ligava, entraria em um ouvido e sairia por outro. Eu só não queria ter uma DR, não sou esse tipo de garota. Mas precisava mostrar que não é injustificada a minha decepção e o fato de que, daqui pra frente, ele sempre seria uma presença desagradável.

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Mensagem por Sebastian Tucker em Ter Ago 11, 2015 7:54 pm

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Greeks

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Eu consegui senti um arrepio percorrendo todo meu corpo quando ouvi aquele apelido saindo em um tom tão calmo da boca dela. Tão familiar. Não sei te dizer o porquê disso ter acontecido e nem explicar o porquê de me afetar tanto. Talvez fosse saudade de quando eu tinha alguém para conversar sobre tudo, sem nenhum pudor ou dedo. Talvez fosse falta da amizade dela ou talvez fosse somente falta del... Não. Eu tinha que parar com esses pensamentos. Não era certo. Primeiro: Ela me odeia e mesmo se eu ainda sentisse alguma coisa - o que não é o caso e não adianta colocar algo diferente na minha cabeça - não daria certo. Eu fui um filho da puta. Eu sou um filho da puta. Esse é o meu jeito.

Sim, nós tínhamos tomado a decisão de continuar o namoro a distancia juntos, mas eu não imaginava que sentiria tanta saudade. Eu posso justificar tudo das piores maneiras possíveis, posso dizer as piores palavras e tratar Mia da pior maneira possível, mas lá no fundo, eu sei que isso é só uma desculpa. Sempre fui um cara meio frio com relacionamentos. Comia um aqui, outra ali, duas acolá e assim era a vida. Mas com a Mia não era assim. Quando nós estávamos juntos, eu não sentia vontade de ficar com mais ninguém. Droga, eu já não sei nem o que to falando. Eu não sei lidar com sentimentos, eu não sei distinguir o que eu sinto, eu não sou um cara de sentir. Eu não sei lidar com toda essa confusão e embrulho no estomago por conta de uma garota. Tinha certeza de duas coisas: 1 - Mia tinha certeza que eu não estava nem ai pra ela e que era somente uma distração, porém eu não faria esforço pra mudar isso porque, mesmo se eu quisesse, eu não sei nem pedir desculpas direito, quanto mais falar alguma coisa que sinto. 2 - Eu tinha que convencer a mim mesmo que não estava nem ai pra Mia.

Assim que ela terminou de falar, me virei e a vi com o rosto virado para o outro lado. Eu tentei diversas vezes começar a falar, mas nada saia da minha boca, deixando um silencio que pareceu uma eternidade. Não fazia a menor idéia de como fazer aquilo, então eu teria que ser simples e direto. Inspirei e expirei forte, podendo ver um pouco do cabelo dela voar. - Tudo bem. Se a gente se ver, vamos passar direto um pelo outro. Se tivermos alguma aula juntos, ficaremos mais separados um do outro possível. Fingiremos que o outro não existe. - Senti um incomodo na boca do estomago ao dizer isso, mas não entendi o porque ou o que seria. Talvez eu precisasse ir ao banheiro. Ou talvez... Não. Respirei fundo novamente e umedeci meus lábios. - Como você disse, precisamos de um fim definitivo e é esse. Não tem muito o que falar. – É, era isso. Esse era o fim. - Adeus, Mia. – Sem pensar duas vezes, comecei a andar para evitar qualquer outra reação, mas não consegui ir direto. Voltei dois passos, envolvi uma mão no pescoço dela e a puxei pra perto dando um beijo demorado no topo da sua cabeça, como eu gostava de fazer antes. Virei às costas, voltei até a ala de computadores para pegar meu caderno que tinha deixado lá antes e sem olhar para trás fui para o meu quarto. Seria um longo ano, tinha certeza disso.


Interação entre Sebastian e Mia na biblioteca finalizada.

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