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Wicked Academy

Estacionamento


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Mensagem por The Vanity em Sex Maio 08, 2015 7:49 am

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Estacionamento
Além de estacionamento, aqui se encontram uma das entradas do Institutos. As vagas ficam demarcadas com tinta branca no chão, apenas nas laterais do estacionamento, enquanto o centro serve como passagem para os pedestres. O clima caótico, depois das aulas e nos finais de semana, vez ou outra podem causar alguns acidentes, mas nada fatal, apenas leves batidas que resultam em alguns carros arranhados e faróis quebrados.  





Última edição por Mean Girl em Dom Jan 31, 2016 7:17 pm, editado 1 vez(es)

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Nordic
#start
wicked queen
flawless
don't you wanna live, don't you wanna be
Tempo. Mesmo quando parece impossível, o tempo passa. Ele havia passado de modo tão ligeiro ao meu ver que quando minha mente permitia-se vagar em lembranças do passado pareciam mais uma espécie de sonho reprisando acontecimentos de um longo e perturbador dia, não uma vida inteira, não quinze anos de minha história.

No céu, um véu rosado se estendia, encobrindo os últimos raios do sol no findar da tarde nova-iorquina. O ruído das buzinas – abafado pelos vidros fechados do utilitário negro e luxuoso de meu pai – pareciam ser o único barulho dominante nas ruas da Upper East Side. Era estranho, e pouco engraçado o fato de me sentir tão bem com todo o cenário turbulento de uma Nova-Iorque em mais um dia comum. Nada daquilo parecia com todo a calmaria e comodidade que era os arredores europeu no qual vivi perambulando por toda a infância, nada espelhava aquilo que cresci vendo, mas eu não me sentia estranha. Não por estar numa cidade nova. O motivo daquela queda de temperatura interna e todo o morder de lábios era o simples fato de que em alguns dias eu ingressaria em um dos melhores institutos norte-americano, e  teria como companhia minha irmã; Mary Elizabeth. Cabelos negros, olhos tão escuros quão, pele pálida e um sorriso tão largo e alvo que faria sorrir a pessoa mais rancorosa do mundo. Eram estas coisas que recordava de Mary, de uma Mary com oito anos de idade, foi a última vez que a vi em minha frente.

Assistir aos pais se divorciarem quando se é criança, perder a proximidade com sua irmã gêmea e ter que dar adeus a tudo que tinha para viver uma nova vida no outro lado do mundo não soa saudável para uma menininha de oito anos, uh? Talvez por este motivo eu tenha sido tão perturbada naqueles anos, abusando dos outros, agindo de forma tão imprudente, causado problemas em cada canto da França e adjacências. E como se fosse combinado a principal vítima de todos aqueles anos escuros olhou-me pelo espelho interno do automóvel. Os olhos escuros fixaram-se nos meus azuis, como se pudessem ler meu interior somente com aquele singelo contato. Meu pai. Eu havia o escolhido após a separação, havia decidido ser a filha de Matthew Buccleuch, o artista plástico em ascensão. "Pelo trânsito caótico chegaremos atrasados para o encontro com Margarett e sua irmã, Ange. Iremos para o apartamento, depois pegamos um trem para Filadélfia e chegaremos a Vanity Valley para conhecermos o lugar, ok?" Sustentei o olhar de meu pai por um instante após o findar de suas palavras. Eu havia detectado nervosismo em sua voz? Eu não era a única aflita em um reencontro familiar após sete anos, afinal. Bufei. — Acorde-me quando chegarmos em nossa nova casa. — Murmurei, deixando meu corpo cair no assento, permitindo-o afundar o súbito torpor que me tomava.

· · ·

Uma semana mais tarde.

"Amëlie? Você está me ouvindo?" O grito rouco de meu pai quase me fez soltar o celular de susto. Pisquei, induzindo-me ao despertar do súbito devaneio que tinha enquanto encarava a grandiosa edificação do outro lado da calçada. Weston Academy continuava tão magnífico e intimidador, como eu recordava desde minha visita uma semana atrás.  Naquele dia não fora meu pai a me levar para o vilarejo, foi minha mãe quem correu conosco pela estação de metrô para a Filadélfia. Metrô, ew. Pelo menos um metrô era melhor que o Subaru de minha mãe, e não tinha engarrafamento em uma pista de trem. "Amëlie?" Ouvi mais uma vez, rolando os olhos antes de bufar impaciente.   — Papai, você não precisa me ligar de dois em dois minutos. Maggie ... minha mãe já foi embora, Mary já entrou no instituto. Eu passei em uma cafeteria antes, já estou nos portões.  Ligo para ti mais tarde, boa exposição ai em Ohio. Amo-te. — Pressionei o botão para finalizar a chamada sem nem dar a chance de uma resposta de meu pai, apenas estalei um beijo para ele antes de jogar o celular na pequena bolsa sem alça da Chanel e usar as mãos para puxar as duas grandiosas malas enfileiradas a minhas costas. — Respire. Erga o queixo. Não mostre fraqueza. — Sussurrei baixo, como um ligeiro mantra antes de atravessar os poucos metros que me separava do instituto, de meu novo destino.



____________

❝ baby be the class clown. i'll be the beauty queen in tears.

H BY H.

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Mensagem por Timothy G. Keynes em Dom Jun 28, 2015 1:51 pm

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Egyptians

CHEGAR É PRECISO

I hear the birds on the summer breeze, I drive fast, I am alone in the night, been trying hard not to get into trouble, but I i've got a war in my mind. So, I just ride, I just ride, I just ride, I just ride. Dying young and I'm playing hard that's the way my father made his life an art.
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Começar sempre é difícil, toda vez que você dá inicio a algo novo tem aquele nervosismo, aquele frio na barriga, aquela súbita vontade de fazer xixi, mesmo que você tenha acabado de fazer, as vezes nem é de fato algo tão novo assim, mas algumas coisas parecem que sempre são inéditas, como se houvesse uma espécie de redenção toda vez que você que você passa por isso, acho que dá pra citar como exemplo disso aqueles segundos antes de subir num palco, andar num brinquedo de parque de diversões que te faz lembrar de premonição 3, conversar com aquela pessoa especial, principalmente quando sabe que a conversa vai ser cheia de tensão por fatores diversos. Enfim, chegar numa escola nova também tem todo esse sentimentalismo, claro, não é a primeira vez que entro numa escola, mas vão ter pessoas diferentes, matérias diferentes, políticas diferentes, um travesseiro diferente. É muita mudança!

Então aqui estamos nós, um táxi me deixou no estacionamento da escola, foi uma viagem bem desconfortável, ele parecia ser um cara legal, mas eu não! Não que eu seja uma pessoa antipática, geralmente não sou, mas essa sensação que já descrevi me deixa tão estranho que não foi possível estabelecer diálogo com o motorista. Não acho que eu estava deixando a melhor boa impressão do mundo na população local, e se essa cidade seria minha casa pelos próximos anos eu precisava relaxar e mudar isso. No estacionamento eu olhava pro grande prédio que agora seria minha escola, minha casa... talvez meu lar? Era bem imponente, eu já tinha vindo aqui antes com meus pais, mas sozinho parecia mais assustador, engoli e seco e caminhei rumo à escola afundando as mãos nos bolso da calça, era de manhã e fazia frio, o echarpe enrolado em meu pescoço não era o suficiente pra conter o vento, podia sentir meus lábios ficando roxos, esse clima inconstante da Filadélfia era assustador, hoje pode estar fazendo um frio de nevar e de repente amanhã faz um calor do Saara.

Nas minhas costas a mochila na qual eu carreguei o lanche e algumas ultimas coisas que gostaria de trazer para a vida nova, já que a maior parte das coisas já estava aqui, o que também não é tanta coisa assim, devido a falta de espaço, acho que perdi o foco, que seja, essa mochila aí parecia ainda mais pesada nos ombros por causa do frio, apressei os passos na direção da escola esperando que lá dentro estivesse mais quente, no fundo ainda tinha algum receio de ver todos meus novos colegas, mas na verdade eu sabia que ia lidar bem com isso, sempre fica fácil depois do primeiro susto
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Mensagem por Anna Hool McCready em Qui Jul 23, 2015 9:40 pm

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Nordic
Hello Friends ;3
Estava dormindo tranquilamente com a cabeça  enfiada por baixo de meu travesseiro quando sou acordada pelo som de meu celular vibrando. – Uh?- Solto um grunhido e aperto os olhos, que ficam irritados por causa da claridade do aparelho. Era uma mensagem de Hunter. Deixo um sorriso malicioso escapar e me levanto da cama num pulo, quase escorregando no piso de madeira. Pego algumas peças de roupa e as jogo em cima de minha cama de forma totalmente desorganizada. Incrivelmente a ideia de invadir uma festa me fez esquecer totalmente o sono. Logo avisto um vestido de festa que já não usava a muito tempo, porém ainda servia perfeitamente em mim. Afinal, não tinha crescido nem engordado muito desde que o usara pela última vez. – Sabia que seria útil! – Disse, com um sorriso nos lábios e vou para o banheiro tomar um banho rápido para me trocar.
[...]
Alguns minutos depois saio do banheiro, com uma toalha enrolada na altura de meus seios, a jogo em cima da cama e visto minha langerie rapidamente e logo o vestido. Era um vestido com saia na  altura no joelho, com bastante renda, chegando a ficar um pouco cheio. E sua parte de cima era de alcinha e tinha alguns enfeites bordados e uma fita com uma rosa preta na cintura. Coloco um sapato prateado de salto alto, para tentar fingir que sou alta pelo menos por uma noite. Não posso negar que eu prefiro muito mais meu all star do que esse sapato, mas como era uma festa...Minto, era uma “invasão de uma festa” e tinha que fazer isso e passar despercebida, não poderiam nem sequer desconfiar que eu era uma nórdica.  Espirro um pouco de meu perfume pelo meu pescoço e pego meu celular, e saio de meu cubículo.  

Estava caminhando animada, seguindo o som da música alta da festa e o cheiro de álcool, drogas e diversão. Sei que eu mal havia interagido com algum dos egípcios, mas tudo bem. Eu ainda tinha Clary e Hunter para fazerem essa insanidade comigo e estava feliz por isso. Agora só falta Margo e Paul para fecharmos a gangue. Quando já estava bem próxima, uma mensagem de Clary chega em meu celular. Ela  tinha um outro plano para esta noite. Era algo bem mais insano do que invadir uma festa. Volto para meu cubículo rapidamente, se fosse mesmo fazer aquilo não podia estragar esse vestido, mesmo que nunca mais o use.

Chegando ao local, abro a porta e percebo que algo estava errado. – Mas que porra...? – Digo, baixo enquanto voltava a observar o local direito. Dou de ombros até encontrar uma foto de Hunter e Clarissa e um bilhete.

“Pegamos suas tintas, vlw flw <3 “

- Mas o que?! – Meus pensamentos já os mataram mentalmente. Como eles podiam invadir meu quarto dessa forma? Ah, eles estavam fritos. Ou não... Era por uma boa causa, eu acho. Deixo a foto e o bilhete em cima da minha escrivaninha e abro novamente meu guarda-roupa, pegando um jeans escuro rasgado no joelho, uma camiseta da banda System of a Down e visto meu all star preto de cano longo. Saio correndo do dormitório novamente, desta vez tranco a porta antes de ir embora antes que mais algum engraçadinho entrasse para pegar mais alguma coisa minha sem minha permissão. Pego meu celular no meio da correria e digito uma mensagem para Clary.

“Aonde vcs estão?! :v “
E ela logo responde.
“Nosso plano já era, vai pro estacionamento! Bjs :3 “
Leio a mensagem e corro para o local. Eu estava realmente empolgada hoje. Apesar de que sair com meus amigos era bem melhor do que ficar deitada vegetando na cama a noite inteira. Rio e chego ao local, encontrando os dois totalmente encharcados e Hunter reclamando sobre seu celular. – O que aconteceu?- Digo, rindo e colocando a mão na boca. – E porque estão todos molhados? – Ri novamente, e me apoio em um dos carros que estavam no local. O fato deles estarem totalmente encharcados me fez esquecer o fato deles terem invadido meu quarto, nem liguei mais pra isso e fiquei rindo a toa.



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Toda a animação, a excitação e euforia para o ralo.

Depois de ter roubado algumas tintas de Anna, tirando uma foto descolada e deixado um bilhetinho, eu e Hunter saímos correndo para a piscina. Mas, na volta percebemos que a música estava bem mais baixa, e os barulhos dos alunos estavam relativamente baixo. Nos entreolhamos, imaginando que, provavelmente, alguém havia descoberto sobre a festa e, sorrateiros, fomos até a entrada da piscina para saber o que que realmente tinha acontecido. Ótimo, a diretora estava lá, dando um belo sermão sobre a festa. Perfeito. Mas é claro que, o que está ruim, sempre piora.

"...um email será encaminhado para o pai de cada um. Iremos verificar as câmeras para saber todos que estiveram aqui."

Eu senti meu sangue gelar. Imediatamente passei a imaginar meu pai recebendo essa noticia. Ele já não tinha o suficiente para me culpar? Claro que tinha, mais eu já estava acostumada em como a minha vida poderia ser uma vadia as vezes. Passei as mãos na testa, sentindo-a lisa de suor. Não. Eu estava indo muito bem, eu não quero sugada novamente para a vida medíocre que levava ao lado dele, pensando o quanto era bom. Não, não era. Não queria vê-lo novamente. A nossa ultima despedida ainda me fazia ter pesadelos o suficiente.

Dei meia volta, correndo pelo campus da escola. Eu queria chorar, gritar, qualquer coisa que me fizesse sentir mais leve. Mais não o fiz. Ok, estava sendo dramática demais, mas eu tinha lá os meus motivos. Mas eu não queria mais pensar nisso. Ele não merecia. Parei, respirando fundo. Não adiantaria nada eu ficar desse jeito, então, eu esqueceria, ou faria o máximo para esquecer. Respirei novamente, sentindo o coração desacelerar.  Me virei para Hunter, quase havia me esquecido de sua presença. Ele estava  parado atrás de mim, com uma cara estranha. Mas eu não conseguia ler sua feição.

- Ei - Chamei. O clima estava tenso. - Só porque a festa acabou, não significa que não podemos nos divertir. - Sugeri, com um sorriso. Não era mais aquele sorriso maníaco de momentos atrás, planejando contra os Egyptians, não. Era algo mais terno. O vi confirmar com a cabeça e, então, peguei o celular do bolso, vendo uma mensagem de Anna. Olhei ao redor, estávamos na área do estacionamento, então,  pedi para que ela viesse até aqui. - Anna está vindo, que tal a pegarmos de surpresa? - Apontei para as tintas espalhadas no chão.  Me abaixei para pega-las, quando Hunter puxou meus ombros para trás. - Filho da puta! - Gritei, de costas ao chão. E então, começamos a rir, não como antes, mas o suficiente para aliviar o clima.

Fiquei esbarrada no chão, olhando para o céu. Não, não tinha estrelas, nem lua, nem nada. Mas ainda sim, para bom olhar para toda aquela imensidão escura. Hunter havia ficado quieto também, e eu presumi que ele fazia o mesmo. Até ele me cutucar, apontando para a entrada do lugar. Pegamos um pouco de tinta, escondendo o resto atrás de nós antes que Anna cruzasse em nossas frentes. Ela começou a rir de estamos totalmente molhados - embora eu até tenha esquecido desse fato. - Nós entramos assim no seu quarto, boneca. - Mostrei a língua para ela, antes de olhar sorrateiramente para Hunter. Ele piscou, essa era a deixa. - E, se você ficou brava por termos entrado no seu quarto, me desculpe, mas você vai adorar isso ainda mais. SURPRISE! - Gritei, correndo até Anna com as mãos cheia de tinta e passando em seu rosto, cabelo.  Achei que, definitivamente, Anna iria nos matar de uma vez, mas ela apenas nos olhou travessa, correndo até as tintas e pegando um pouco para si, jogando atacando Hunter e eu.

Em poucos minutos, o estacionamento virou um ringue de luta, onde os risos se acentuavam e quem pintasse mais o outro seria o campeão.


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Estava tão animado, havia dias que eu não me sentia assim. Andar livremente pelo campus, munido de toda aquela tinta e acompanhado de Clary me deixava um pouco mais liberto, estava experimentando uma liberdade a qual e nunca tive e nunca sonhei em ter, liberdade que eu almejava provar algum dia quando fosse mais velho talvez, mas que agora era distante para mim por ser mais novo e ter a vida controlada por meu pai. "Distante uma ova" pensei sorrindo à toa. A tal liberdade estava ali, diante de mim, eu só precisava deixar de ser tão correto e agarrá-la antes que a mesma escapasse por entre meus dedos.

Caminhamos ainda animados, mas meu sorriso começou a desaparecer quando percebi que meus ouvidos não captavam mais a música alta e nem a euforia juvenil que se encontrava ali a poucos minutos atrás, antes que Clary e eu saíssemos para retornar à nossa ordem. Olhei para Clarissa dando de ombros, será que haviam sido pegos ou estavam aprontando mais um de seus trotes contra outro intruso? Resolvemos checar de qualquer forma. Nos aproximamos e de longe já dava para captar expressões faciais nada felizes e animadas como as que encontramos quando estivemos ali pela primeira vez. Uma voz feminina claramente irritada se sobressaía, abafando quaisquer vestígios de música que restara da festa na piscina. Parei de caminhar quando observei a diretora, parada diante de uma mesa regada de químicos. Dei dois passos para trás e já ia puxar Clarissa para corremos dali o quanto antes, mas as palavras seguintes que saíram da boca da diretora me fizeram congelar. Nada mais me incomodava, nem mesmo minha roupa molhada, nada. A única coisa que se passava pela minha mente era meu pai recebendo aquele email. Já conseguia ouvir o sermão daqui ou ao menos imaginá-lo com tanta convicção que soava real para mim. Engoli em seco, meu pai não deixaria que eu saísse impune dessa, ainda mais se a diretora citasse as drogas e as bebidas alcoólicas nesse email que ela pretendia enviar. Por mais que eu não tivesse consumido nada, meu pai não me perdoaria, não mesmo. Uma animadora de torcida passou por nós de cabeça baixa e eu mordi meu lábio inferior escondendo minha raiva. Meu pai via minhas conquistas com muita dificuldade, agora as minhas falhas... ele parecia quase desejá-las, ele anseia por um deslize meu e eu o cedi essa noite. Continuei contendo minha ira, agora já estava feito, não tinha mais volta. Ergui minha cabeça encarando Clary que parecia aflita também, só desejo que o pai dela seja mais compreensivo que o meu. Assenti fazendo um sorriso surgir em meus lábios após ouvir o que ela tinha dito. – É, ainda dá pra salvar a noite. - A vi tirar seu celular do bolso mais uma vez, dei uma última olhada para o local da festa e respirei fundo. Não me arrependi de ter invadido aquela festa, só me arrependi de não ter gozado dela tanto quanto gostaria. Nosso plano havia ido por água abaixo, mas ainda tínhamos a noite ao nosso favor. Olhei para Clary quando ela questionou sobre pegar a Anna de surpresa. - Claro, vamos nessa. – Clarissa abaixou-se para pegar as tintas que estavam no chão e eu a puxei pelos ombros, fazendo-a cair de costas no chão. Ignorei sua ofensa e  ri à beça observando a morena estirada no chão olhando para o céu como se houvesse algo de interessante nele. Resolvi acompanhá-la nessa vibe, talvez olhar pro nada aliviasse a tensão da bronca que eu levaria no dia seguinte.

Continuei deitado observando o véu negro que nos cobria. Deitar no chão do estacionamento estando todo molhado não era bem o plano que eu tinha em mente, mas qualquer coisa era melhor do que ficar se lamuriando por algo que já não há mais conserto. Desviei o olhar do céu por alguns instantes, tempo suficiente para ver Anna se aproximando de nós.  – Lá vem a Anna. – Disse cutucando Clary enquanto me erguia rapidamente, escondendo uma saca de pó vermelho que tinha em mãos e bloqueando as restantes que estavam atrás de mim. Anna já aproximou zombando de nós por estarmos molhados. – É gata, não sei se você viu, mas seu quarto também está encharcado. – Pisquei para a morena ao meu lado e meu sorriso aumentou a cada palavra dita por Clary. – Surprise. – Gritei junto a minha cúmplice e começou a jogar o pó vermelho nas duas, sujando seus cabelos e roupas, sim, eu havia traído Clarissa, mas não demorou muito para que ela me desse o troco sujando todo meu tórax de tinta vermelha, já que eu estava sem camisa.  Anna aproveitou nossa distração para nos sujar ainda mais. – Você me paga. – Corri atrás dela atirando mais do pó vermelho em sua direção. Não demoraria muito para que aquele estacionamento ficasse da cor de nossa ordem. - Isso merece uma trilha. – Eu disse em meio aquela guerra de tinta líquida e em pó. Tirei o celular de Clary do bolso dela. – Hum, desbloqueado... Que perigo. – Sorri indo para a playlist antes que ela arrancasse o celular de mim. Deslizei o dedo olhando para as músicas até que achei uma. - Uou, MGMT. – Cliquei em cima do título da canção e deixei que Kids soasse e estendi o celular em direção à sua dona. Ela o pegou e eu aproveitei para soprar um pouco do pó vermelho no rosto dela. Ri me afastando de Clarissa e escapando das investidas de Anna. Eu só queria me divertir até desmaiar para encarar o dia seguinte.


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Mensagem por Anna Hool McCready em Sex Jul 24, 2015 7:22 pm

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Estávamos rindo igual três idiotas e correndo pelo estacionamento ,que nesse momento se encontrava totalmente vermelho. – Vou matar vocês! – Disse, entre risadas e  me abaixando para pegar tinta e jogar neles. Eu não me divertia desse jeito faz tempo. Agora sim tenho certeza de que esses dois poderiam sim, ser meus novos melhores amigos. Eu ria igual uma criança boba ao acertar um pouco de tinta no rosto de Hunter, logo ele veio atrás de mim e eu corri em direção a Clarissa e me pus atrás dela. Eles armaram muito bem para mim. Sei que a maior parte de meu estoque de tintas estava sendo jogado em nós e seria muito difícil tirá-la de nossos cabelos mas o que importa agora? Somos jovens e queremos diversão!

Tudo estava saindo perfeitamente. Uma guerra de tinta, uh? Nunca pensei que faria algo igual. Pelo menos não com as restrições que meus pais punham contra mim. “Não pode isso, não pode aquilo.... Isso não é coisa pra nossa classe social... “ Blá blá blá. Hunter pega o celular de Clarissa e põe uma música legal. Continuamos brincando com as tintas por um bom tempo, até a mesma acabar. De repente , nos encontrávamos todos caídos no chão, gastando o restinho de tinta que me restava. – Cara... Será que vamos ter problemas por sujar o estacionamento? – Pergunto, parando de rir um pouco. Estava jogada no meio do estacionamento com duas pessoas que acabei de conhecer mas já considero pacas. Uau, quem diria! Logo eu que nunca fui de fazer desordem e sempre ficava na minha desenhando ou apenas mexendo no celular.



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- Talves estejam ocupados demais cuidando dos estragos da festa para dar atenção a três adolescentes felizes brincando no estacionamento. - Dei os ombros, respondendo a resposta de  Anna. Estavamos os três estirados no chão, sujos de tinta dos pés a cabeça. Não queria nem imaginar como seria dificil para me limar quando chegasse ao meu quasrto, Uh. - E, bem, o que seria mais um problema para quem já está ferrado mesmo, né? - Ri semgrala. Nessa altura do campeonato, mais um problema ou outro não faria muita diferença para meu pai. Eu já estava totalmente ferrada e, apesar de imaginar o que me aguardava, de ter recebido muito mal a informação de que meu pai ficaria sabendo de meus atos na academia, agora, parando para pensar melhor, eu não me sentia tão mal assim. Eu não me sentia arrependida do que fiz. pela primeira fez, eu estava errando por uma escolha minha e não por uma escolha de meu pai. - Hoje foi... Inacreditavel. Meu pai provavelmente irá me matar, nós temos que limpar a piscina e, se bobear, o estacionamento também, mas foi incrivel. - Murmurei boba, olhando para o céu escuro. Horas atrás, minha mente estava tão vazia quanto o céu, mas agora, imagens de tudo o que eu fiz hoje rodavam e rodavam em um replay sem fim, me fazendo rir sem motivo algum. - Eu acho que nós deveriamos fazer essas coisas mais vezes. Eu não sei como era a vida de vocês antes de virem para cá, mas a minha não era legal. Mas eu vejo uma chance de mudar as coisas enquanto estiver por aqui. E eu quero mudar, eu... - Eu não quero ter que me preocupar em ser o que meu pai quer que eu seja. Não mais. - Ah, parem de me ouvir. Eu acho que deixei a noite piegas. - Comecei a rir, escutando os dois se juntando a mim. Logo, o resto da tinta estavam vindo em minha direção. - Ei, não é para tanto. Vocês poderiam me mandar ficar quieta. - Resmunguei, limpando o excesso de tinta, enquanto sorria observando Anna e Hunter.


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Cai sentado no chão do estacionamento e suspirei jogando minhas costas no chão, lentamente, obviamente, afinal eu não queria, além de ficar sujo de tinta, ficar também com a coluna fodida. Continuei rindo com elas até que os risos foram diminuindo, gradativamente, e tudo que restara daquele momento fora nossos corpos sujos de tintas e o estacionamento igualmente vermelho. Virei meu rosto para Anna ao ouvir sua pergunta e sinceramente, eu não estava me importando com mais nada, eu já havia me ferrado essa noite, uma coisa a mais ou a menos não fará tanta diferença assim. – Quem se importa? Dei de ombros e balancei a cabeça positivamente ao ouvir a resposta de Clary. Depois de toda aquela farra, três adolescentes cobertos de tinta vermelha seria a coisa menos preocupante naquela noite. Acompanhei o riso de Clarissa ao ouvir sua pergunta retórica. Felizmente Anna não compartilhava da mesma sensação que nós dois, porém ela parecia compreender de alguma forma, devido o tom de voz de Clary talvez, parece que a ficha dela caiu somente agora, estávamos fritos, e a recepção do email seria o óleo que iria começar a nos fritar. Virei-me para a morena que me acompanhara até a festa quando ela começou a nos lembrar o quanto estávamos ferrados. Ri a cada palavra dita, cada gesto de Clary mostrava o quão satisfeita ela estava consigo mesma. Essa noite fora de fato incrível, mesmo que tenha durado tão pouco, foi nosso momento de redenção. Clary e eu nos libertamos das amarras que nossos pais criaram e no processo Anna acabou meio que fazendo parte disso. – Também acho. - Concordei com Clary. Minha vida em Pittsburgh não era tão ruim, eu tinha amigos, mas poucos eram verdadeiros... na verdade apenas dois eram. O restante eram apenas interesseiros a procura de status ou uma promoção para seus pais. Mas mesmo com meus amigos de verdade eu não poderia me divertir desta maneira, pois assim como eu eles viviam uma vida regrada. Já com essas jovens nórdicas não, tudo era diferente, com elas eu me permitia ver o mundo de um outro ângulo, de um ângulo que eu só sonhei em ver quando estivesse na faculdade. Imaginem um cubo mágico, perfeitamente montado, com todas as suas cores no lugar. A Weston Academy fora aquilo que embaralhara meu cubo mágico, deixando as cores todas fora de seus respectivos lugares e acredite, eu não queria que ninguém tentasse resolver esse cubo, eu gostava daquela bagunça, estava perfeita.

Clary continuou falando até se interromper por achar que estava falando em demasia. Anna e eu rimos dela e jogamos o resto de tinta que tinha num pote em cima da morena faladeira. Continuamos a rir de sua situação e de seu comentário enquanto ela se limpava. - Essa noite está bastante agradável minhas queridas padawans, mas creio que tenhamos que partir antes que nos vejam na cena do crime. – Rolei meu corpo para cima delas passando por cima de ambas como um rolo compressor e peguei o celular de Clary novamente. Desta vez a morena nem se importou, e eu espero que ela não se importe jamais, pois agora que estou sem celular provavelmente irei usar bastante os delas, por isso é bom fazer amizades. Abri a câmera do celular e tirei várias fotos nossas sujos de tintas e em várias posições e expressões que fariam com que gargalhássemos depois. – Bem, se não há câmeras por aqui, o que eu duvido muito, há as evidências de tudo no seu celular agora. – Disse devolvendo o aparelho de Clary, mas aproveitei para rolar em cima delas novamente, arrancando gargalhadas e xingamentos com minha atitude.

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Mensagem por Anna Hool McCready em Sex Jul 31, 2015 1:45 pm

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Estava me divertindo como nunca. – Também. -  Disse, após Hunter concordar com ela. Clarissa falava coisas sobre estar morta quando seu pai recebesse o e-mail descobrindo que ela esteve na festa dos egípcios. E falou mais também. Admito que não estava prestando muita atenção. Estava deitada no chão do estacionamento coberto da cor carmim. Coloco meus braços por baixo da minha cabeça e continuo ouvindo Clary falar. Eu não me lembro de viver uma noite incrível como essa com meus amigos em Londres, apesar de eu não ter muitos amigos lá. Eu tinha somente 3, ou quatro. A maioria só se aproximava de mim por causa do meu dinheiro. Era raro eu encontrar pessoas boas naquela escola, mas agora é diferente. Realmente vir para a Weston não foi tão ruim como eu pensava que seria. Mesmo eu tendo de vir para cá por motivos que nada me agradavam. Aliais, quem iria gostar de sua própria tia lhe deixando de lado e querendo se livrar de você o colocando em uma escola interna, huh? Acho que ninguém.

Enquanto eu estava presa em meus pensamentos Clary parou de falar pois achava que falava demais. Eu e Hunter começamos a rir, junto com ela. E jogamos o último pouco de tinta que ainda nos restava todo em cima dela. E rimos mais. – Verdade, temos que ir logo, antes que a diretora nos veja aqui. – Disse, concordando com Hunter.  Hunter havia rolado por cima de mim e de Clary para pegar o celular dela. Ficamos tirando fotos sujos de tinta por alguns poucos minutos. E agora Clary tinha uma prova em seu celular que fomos nós que fizemos essa bagunça no estacionamento. – Porra Hunter! – Disse, em um tom de voz um pouco mais alto. Novamente ele havia rolado sobre nós. Logo comecei a rir um pouco mais baixo e me sentei, levando as mãos para meu cabelo e sentindo a tinta no mesmo. Sei que seria uma merda para tirar isso do meu cabelo, mas pelo menos me diverti bastante com eles. Esses jovens estavam realmente se tornando meus amigos, e eu gostava disso.

- Gente, é melhor irmos logo. – Disse, me virando para eles com um olhar um pouco triste. Eu não queria ir embora. Não mesmo. Mas realmente é melhor, antes que nos vejam aqui. Já demos sorte de não haver câmeras por aqui, agora vai que alguém nos veja e nos denuncie para a diretora. O que creio que não seria nada legal. Principalmente para Hunter e Clary, que já estavam ferrados demais por causa da festa, e a diretora estava muito irritada, então creio que ela os suspenderia, ou coisa pior.

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Data de inscrição : 06/07/2015

Nordic
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We got no class and we got no principles.
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- Sai daqui, seu gordo! - Gritei entre os risos, enquanto Hunter rolava em cima de mim e de Anna. Claro que apenas sujar de tinta não seria o suficiente, ele tinha que demonstrar todo o seu amor esmagador, literalmente. E ainda teve a coragem de pegar meu celular novamente para gravar nossas peripécias! Ah, mas não é como se eu me importasse muito, eu estava gostando muito disso tudo. - Isso é meio insano. - Murmurei fazendo algumas caras e bocas com os outros dois nórdicos. Hoje minha galeria de fotos tinha atingido um número altíssimo de provas contra a minha pessoa, talvez colocaria uma senha quando chegasse, só para prevenir. Mas não apagaria aquelas fotos. Na verdade, estava morrendo de vontade de revelar algumas e coloca-las na parede do meu quarto, já que, com tanto posteres de aventuras fictícias, algumas minhas dariam um tchan, huh? Peguei o celular que o rapaz me estendia, sorrindo, para ser, mais uma vez, esmagada. - Hunter! - Eu e Anna gritamos juntas, ouvindo as gargalhadas de Hunter, para logo nos juntarmos a ele. - Ah, Anna, não seja tão estraga prazeres, sabemos que temos que ir embora. Nem parece que curtiu nossa bagunça - Fiz um bico, que deve ter saído muito engraçado, já que os dois desataram a rir. Ao levantar, nos olhamos, com vestígios de sorrisos em nossos lábios. Nenhuma palavra foi dita, mas estava bem explicito naquele ato o quanto nós três havíamos apreciado a companhia um do outro. Eu não poderia estar melhor e, esses dois não sabia o quanto eu estava agradecida por esta noite. Esse era o começo, o meu começo, e o de uma forte amizade, eu espero.

Hunter foi quem quebrou o silencio, puxando eu e Anna pelo pescoço, dizendo que já estava na hora de ir embora. Partimos do estacionamento tentando não fazer barulho, já que estava muito tarde e seria péssimo se nos pegassem, mas era difícil, principalmente quando os elementos em questão eram três incompetentes piadistas que não conseguiam se manter quietos.


[Clarissa, Hunter e Anna saíram do lugar.]
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thank you secret from TPO.

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