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Wicked Academy

[RP Fechada] Thank you for accompanying me.


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Greeks

Thank you for accompanying me.
A presente RP encontra-se fechada com postagem inicial de Alejandro Velásquez Vega, passando-se esta em Avenida Penn em uma tarde de sol com algumas nuvens no céu. Estando no mundo mundo real, não é possível que algum ataque ocorra a um ou ambos envolvidos. Posteriormente pode-se contar com a presença de Bernard Von Kröhling

OBS: Se for possível um ataque do demogorgon (ocorrerá apenas se for no período da noite, contate a staff para que tudo seja combinado com antecedência. Caso não queira o ataque, ignore esta recomendação.

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Greeks


......Happy Hour and a hot guy.


A última aula daquela sexta-feira era o ponto alto de uma tortura que já se estendia por mais de um dia. Planetas e Sistemas Planetários estava a envolver muito além do que as novas descobertas planetárias e a forma como estes corpos celestes se relacionavam em órbitas e galáxias distintas. O último dia de uma semana de estudos era o mais cansativo, e sinceramente as portas para o conhecimento estavam completamente fechadas em minha humilde mente mortal. Ao menos o ar condicionado nos favorecia contra o calor que fritava as plantas na área externa, mesmo assim, meus pensamos estavam anos-luz de distância de todo aquele ambiente. A apresentação de slides se mostrava como um grande inimigo enquanto imagens com movimento simulavam movimentos planetários. Sem escolhas, busco imediatamente o celular no bolso destro da calça jeans, havia silenciado qualquer toque que o aparelho pudesse emitir por educação, desta forma me permito sentir um misto de tristeza e felicidade: Bernard havia me mandado uma mensagem, porém ainda faltavam 45 minutos para o término da aula.

- Oi ^^
- Donde estás?
- Computação e vc?
- Planetas y Sistemas... :/
- Vai fazer algo a noite?
- No. Y tu?
- Não. Mas estou pensando em algo...
- O que seria?
- Happy Hour. Av. Penn - 07:00 PM. Topa?
- Sí claro. Hasta luego Bernard. Fuerte abrazo.

Infelizmente tive que cessar a conversa rapidamente para anotar alguns tópicos importantes referente ao planeta Vênus. O meu desfoque de tão celestial disciplina me fez consumir um pouco mais de dez minutos, o que me permitiu sorrir um pouco bobo diante de toda aquela situação. Um encontro estava marcado. Sempre fui a pessoa mais suspeita para falar de Bernard, e diante dos fatos passados entre nós, sinceramente eu estava lhe devendo uma boa impressão há muito tempo. O jovem loiro sempre foi gentil e cordial com tudo e todos, enquanto eu ainda lhe devia algumas lições sérias de Física Quântica e minha ação mais significante foi abraçá-lo e lhe fazer carícias em um dia chuvoso. Estava com a sensação incômoda no estômago diante de tentar refletir sobre tudo o que havíamos passado e partir em busca de uma forma de melhorar isto.

O sol estava começando a se despedir quando a aula terminou, estava a ponto de furar a garganta do professor com uma caneta esferográfica quando este pediu um relatório a respeito de um planeta de nosso Sistema Solar. Com o material guardado na mochila vinte minutos antes do Docente ter essa brilhante ideia, nem me dei ao trabalho de anotar maiores recomendações, adicionando uma nota em meu celular com os seguintes dizeres "Curriculum Vitae - Planeta Vênus", antes de deixar a sala.

Levei um susto quando verifico o horário através do celular assim que chego a meu dormitório dentro da Fraternidade Grega: 06:17 P.M. Bernard havia dito que aquele seria um Happy Hour tranquilo entre nós, porém eu sabia que o jovem me impressionaria e teria que estar a altura. Mas como? A fim de não perder tempo, larguei a mochila de qualquer forma sobre a cama, busquei a toalha mais próxima e parti para uma ducha rápida. Confesso que a água gelada me acalmou um pouco os nervos e me fez pensar melhor. Estava terminando de calçar os tênis brancos com listrar negras assim que vesti uma calça jeans skinny quando sinto meu celular vibrar no bolso da calça: Bernard havia me mandado uma mensagem apenas para confirmar o encontro, diante disso apenas respondo com um emoji indicando um sinal positivo de mão.

Optando por uma simplicidade despojada, coloquei uma camiseta preta de gola v, busquei a carteira com os documentos do veículo e ajustei um relógio em meu pulso canhoto. Desta vez aproveitando do relógio no pulso, posso suspirar aliviado quando percebo dentro de um Honda negro que tinha quinze minutos para chegar ao local marcado. O percurso era rápido, porém eu não era o único quem estava indo para um Happy Hour na Avenida Penn. Sobre esta: Era definitivamente o ponto chave das proximidades de Weston e de Vanity Valley, uma avenida comercial, composta por lojas de roupas, bares e restaurantes que promovem delícias da gastronomia de todo o mundo. Claramente todas essas informações não foram por mim verificadas com meus próprios olhos, foi algo que simplesmente soube em conversas com outros estudantes da Weston. Chego a avenida com certo esforço, porém ainda poderia ser pontual. Focalizo diversos estabelecimentos tomando atenção especial para as fachadas a fim de verificar onde Bernard estaria. Por sorte - algo que me fez agradecer ao Senhor -, vejo o loiro se acomodando em um assento externo, com um único lugar vago a sua frente. Notava-se à distância o seu apego por seu IPhone, o qual este já fazia uso para se entreter e passar o tempo a esperar um certo Colombiano.

- Hola Bernard. Bíen? - Olho discreto o relógio em meu pulso: 07:00 PM. Nem um minuto a mais, tampouco a menos. Digo isto ao parar o carro próximo a calçada de onde este estava, baixando o vidro do motorista lentamente, revelando assim a minha face. Desço do carro logo em seguida, me acomodando no assento a sua frente após um cumprimento amigável traduzido em um aperto de mãos firme. Apesar de buscar manter uma expressão mais séria, era difícil não notar como o rapaz mostrava bom gosto e requinte em tudo o que fazia, encabulado, coço o queixo por alguns instantes um pouco sei jeito a espera de uma resposta que trouxesse o conforto novamente a mim.


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Happy Hour
A aula estava acontecendo, mas sua mente e dedos estavam ocupados com o celular, as palavras digitadas rapidamente eram enviadas e respondidas dentro da própria sala. Bernard estava em certa euforia após ter tido uma noite muito diferente das outras que teve. Em alguns momentos olhava sutilmente para trás enquanto o latino americano ficava a olhar para seu aparelho até por fim finalizar o assunto com um sorriso no rosto, bem estampado. Ao sinal de aviso da troca de aula saiu olhando uma última vez e piscou sumindo entre os alunos seguindo para sua outra sala onde não encontraria o moreno dessa vez.

De minuto em minuto olhava para os ponteiros que pareciam vagar bem lentamente o deixando um pouco frustrado para acabar logo aquela sequência de aulas tediosas até consegui sair em seu tempo vago que lhe dava uma vantagem de conseguir ir até seu quarto e arrumar-se para o encontro que tanto esperava. Bernard estava bastante confiante e depois da conversa que tivera com o outro sentia que a noite terminaria bem para ambos, assim pensava. Alejandro demostrava ser um homem bem sério e pouco extrovertido, aparentava, mas com relação ao romantismo ele conseguia bater as expectativas do rapaz ansioso.

A roupa que colocava era uma camisa de manga curta com uma estampa tribal em formato de um anjo, a calça jeans com alguns pequenos rasgos estilizando seu estilo com um tênis de cano alto de cor branca, um cordão com seu pingente de crucifixo e anéis os polegares com uma pulseira de corrente prateada. O perfume foi algo singelo, Black Soul da marca Azzahô. Cabelos jeitosos e todo pronto seguiu para o local marcado que tinha informado ao latino. Pegou seu Audi A3 Branco e seguiu para fora da universidade cantarolando uma música que tocava em sua playlist. Ao chegar estacionava e saia olhando a hora, faltava alguns poucos minutos ainda até ele chegar, seguiu para a mesa marcada que era informada pelo garçom e assim se sentou pegando seu iPhone começando a ver suas notificações até que de repente a voz com sotaque diferente o fez olhar para aquele homem a sua frente e se levantar.
- Alê!- apertou sua mão, mas foi ousado a chegar perto dele e depositar um beijo colante em seus lábios.
Para Bernard expor sentimentos era algo muito fácil, diferente de sua irmã, se sentou pouco se importando com o que fossem escutar ou não dos demais ao redor.
- Bem pontual, mocinho... - riu de canto - Gostei...

Os cardápios estavam posicionados para cada um, ficou admirando o moreno por alguns momentos e depois voltou a quebrar aquele silêncio.
- Jurei que não aceitaria, não aparenta ser daqueles que gostam muito de roteiros assim... Sair, conversar e beber... - deu de ombros fazendo uma expressão meio duvidosa.
- Mas quis apostar.
Pegou seu celular rapidamente pedindo um momento e mandava mensagem para sua Camille informando de sua localidade e que não teria hora para voltar e logo ao terminar voltou a dar atenção para o outro.
- Sobre o beijo, achei que poderia demonstrar logo o que realmente pretendo com isso... E explicar o que aconteceu naquela nossa noite...
Suspirou e pressionou seu maxilar ficando mais tenso ao temer pelo o que o outro possa vir a pensar do próprio.
Theme Song: Say you love me - Jessie Ware ;

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......Happy Hour and a hot guy.


Existem momentos em nossas vidas em que devemos apenas deixar o movimento das coisas fluir livremente sem interrupção. Aquele encontro com Bernard era um bom exemplo de momentos assim. Muitas pessoas se questionam a respeito de como é um encontro e como ele funciona, e isso me faz rir muito, mas são poucas coisas na vida que possuem fórmulas e sem sombra de dúvida encontros não se incluíam nisso. Ser você mesmo sempre foi uma boa dica, além de demonstrar educação e um bom sorriso, estava indo bem nesse ponto até que nossos lábios se tocam por atitude de Bernard. Por mais que eu tenha gostado, o ato me abalou as estruturas em certo ponto, e acabei me sentando a sua frente um pouco bobo e sem entender mais nada.

- No puedo deixar alguém tão belo esperando... - Sorri de canto ao pronunciar tal frase, me atentando ao requintado cardápio do local por algum instante, avaliando pelo canto dos olhos o que o outro se ocupava em seu IPhone, nada suspeito, apenas curiosidade, assim como os demais questionamentos que faria após argumentos diversos lançados contra meu rosto, a mais pura curiosidade de um simples colombiano - Porque pensou que no aceitaria? - Por sorte ainda conseguia sorrir, tentando evitar demonstrar demasiado nervosismo.

- Sí, yo te compreendo... - Pronunciei num tom mais grave, concordando e refletindo a respeito de quais intenções Bernard poderia demonstrar, na verdade, estava medindo até que ponto o outro queria chegar, na tentativa de traçar um limite de ações ou simplesmente declarar que o céu era o nosso limite - Fique tranquilo para dizer o que quiser. Afinal, seu ponto de vista tambíen é importante. Acredite, ainda tenho muito pra te dizer... - Movi o corpo um pouco mais a frente, me apoiando um pouco mais sobre a mesa o suficiente para que pudesse dizer num sussurro mais próximo de sua face - ...e te mostrar.

Retomo a posição inicial comportada logo em seguida, coçando o queixo um pouco mais do que o necessário para poder ter uma justificativa para observá-lo mais. Logicamente uma pausa dramática se deu, então tento confortá-lo dando-lhe uma liberdade para agir - Pois bem Bernard. Acho que conhece mais o local do que yo. O que me sugere? - Questiono tranquilo, verificando algumas notificações em meu celular de forma despreocupada, achando deselegante demais o ato para guardar o aparelho em meu bolso da calça logo em seguida. Em dado momento, talvez num movimento quase involuntário, movo minha mão até tocar o punho do loiro, deixando com que meus dedos sentissem o toque de sua pele com lentidão, exibo o sorriso mais tímido do mundo naquele instante. Ao contrário do que este pudesse pensar, ainda haviam muitas barreiras que eu deveria superar.


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Greeks
Happy Hour
O Kröhling abria um sorriso involuntário ao olhar para o latino a sua frente, era como se o admirasse de forma espontânea, nunca pensava que poderia estar diante de alguém tão belo e com pensamentos que pudessem ser, talvez, os mesmos que o do próprio com relação a eles dois. A primeira impressão que teve do outro quando realmente o viu pela primeira vez era de um rapaz calouro que apenas seria mais um do time de futebol americano ou natação que não olharia se quer para o loiro como ele estava fazendo agora e muito menos aceitando aquela beijo que para Bernard significou muito. Na verdade não pensava nem que naquela noite algo tão forte fosse florescer dentro dele mesmo.
- Você é muito modesto me rotulando como uma pessoa bela... Existem muitos mais belos que eu, mas vou aceitar o elogio. - brincou piscando para ele.
- Por motivos como, estudo, não gostar de sair ou de não querer aceitar meu convite. - respondia a pergunta o porquê dele não aceitar.
Abaixou a cabeça meio receoso em querer começar uma conversa franca sobre seu passado, mas preferiu deixar aquele assunto para quando fosse o momento certo e não queria estragar aquele momento tão simples e divertido com seu convidado.

O assunto era levado por fim para afins de ambos os lados, a convicção séria e simples na expressão de Alejandro moldava o loiro e em sequencias de palavras que davam mais auto-estima para o mesmo o tranquilizara de uma forma que o outro não poderia imaginar. Um alívio por dentro fez com que ele soltasse um suspiro quase imperceptível que veio em seguida de um arrepio ao sentir ele próximo de seu ouvido dizendo tais palavras que o fazia ter pensamentos bons e maliciosos em seguida o fazendo ficar levemente corado.
- Então posso ficar seguro de que posso expor o quão boa foi aquela noite que me senti com você, abraçado e se sentindo seguro? - arqueava a sobrancelha demonstrando uma expressão inocente.
- E que estou me apaixonando pelo meu colega de aula que em menos de um mês me fez balançar com seu sotaque e beleza, inteligência e outros fatores além desses?
Olhava para ele de forma receosa com medo do que fosse ouvir, por talvez não ser o que esperava ou pensasse, mas tinha quase noventa por cento de chances de ser o que ele pretendia escutar do outro.
- Alê, como disse antes, meu intuito aqui com você é querer selar um relacionamento simples, por enquanto, namorados seria a palavra certa, mas como namorar alguém que se conhece em menos de um mês? Eu tenho segredos e você com certeza deve ter, mas sempre fui uma pessoa ligada a romantismo, sempre fui bobão e gosto de me entregar para as pessoas que me dão abertura para fazer tal aproximação e você... Naquela noite tudo foi tão... - passou a mão no rosto respirando fundo. - Eu só não quero ter que perder alguém por medo de amar ela...
Colocou as mãos sobre a mesa e começava a mexer nos talheres de forma nervosa tentando se acalmar.

Alejandro estava seguro de si, parecia ver aquilo como uma questão fácil o que deixava Bernard mais tenso, mas era um tenso bom, algo que precisava distinguir rapidamente para não passar vergonha. Com suas palavras ele depois mexeu no celular brevemente o colocando sobre a mesa e então o toque de sua mão sobre o pulso do loiro fez ele relaxar totalmente daquela conversa intensa e cheio de revelações.
- Eu só me perguntava aonde encontraria alguém como você... Vejo que a mudança que fiz me presenteou com aquilo que sonhava.
Virou o pulso fazendo com que as mãos se encostassem e os dedos fossem entrelaçados harmonicamente como uma combinação perfeita de duas metades que precisavam se completar.
Logo soltou a mão dele pegando o cardápio então seguindo com aquele momento.
- Olha, conheço muito pouco daqui, na verdade, minha irmã que falou sobre esse lugar e coloquei no GPS e então pesquisei e vi que aqui servem os melhores vinhos da cidade.
Nesse momento o garçom chegava com a bandeja trazendo duas taças pela metade com líquido em tom carmesim escuro.
- Pedi uma das melhores safras, espero que não se importe. - agradeceu ao garçom logo em seguida fazendo o pedido.:
- Vou querer um espaguete ao molho branco, com folhas de manjericão e uma pitada de pimenta. E você, Alê? - perguntou olhando para o outro que respondia deixando com que o garçom seguisse e assim continuássemos nosso pequeno momento a sós.
- Um brinde ao momento e talvez a um futuro... - as taças se chocavam sutilmente e um gole era dado.
- Fale um pouco de você, como veio parar aqui?
Theme Song: Say you love me - Jessie Ware ;

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Greeks


......Happy Hour and a hot guy.


A meu redor existia uma gama de sentimentos e sensações que por hora, eram difíceis de serem descritos. Aprendi há muito tempo que deveria fazer uma pausa,  inspirar o ar profundamente e depois expirá-lo em modo ritmado, isso consequentemente colocaria em ordem qualquer aceleração exagerada das minhas batidas  cardíacas, que naquele momento, estavam a um milhão por minuto. Viver e/ou ter um sonho realizado é um aspecto da vida que promove coisas maravilhosas da  qual nem sempre estamos preparados, fato que envolve talvez coisas como o desconhecimento e pequenos aspectos de coragem, ou da falta dela. Naquele elegante  restaurante, eu e Bernard, era perfeito, estava livre de qualquer amarra e via em seus olhos o mesmo. Somos humanos, a insegurança um para outro era normal,  porém o toque de nossas mãos ia aos poucos dissipando essa bruma que tentava ocultar o encontro de nossos olhares, e quando isso aconteceu, tudo mudou.

Bernard foi sucinto e humorado o suficiente em responder à minha questão, em certo ponto havia lógica em suas palavras, mas algo em mim me dizia - na verdade  gritava à plenos pulmões -, que ele sabia que aquele era um convite irrecusável. Apesar de tentar não fixar algo assim e impor qualquer peso sobre aquele  maravilhoso ambiente, não pude deixar de dizer - Bernard. Acho que todo excesso é prejudicial. Estava estudiando demás, preciso disso...  preciso de ti... - Soou mais como uma confissão do que como um comentário comum de concordância. Mal-feito, feito. Não havia como retirar  palavras, apesar de que tais palavras eram o meu melhor argumento naquele instante. Apesar disso, estava mais do que claro que aquele encontro iria me  proporcionar muitas surpresas, e estávamos apenas começando.

Bernard me questionava de uma forma tão intensa, que era difícil identificar se aquelas questões eram ou não retóricas. Optei por não o interromper até que  este tomasse fôlego para respirar. Minhas bochechas estavam quentes, e também pude o ver corado em certo ponto, ele sim estava se confessando, palavra por  palavra, e novamente estava surpreso, não tive saída senão sorrir e buscar apoio nele, entrelaçando nossos dedos num toque de mãos sutil, porém essencial.  Meu objetivo principal para com o loiro era mostrar minha disposição ao companheirismo e deixar claro que ele poderia contar comigo em qualquer aspecto que  necessitasse. Que faria por muitas vezes o possível para o ver bem, e consequentemente feliz. Após Bernard abrir seu coração, uma pausa profunda foi dada,  talvez fossem apenas seus aspectos fisiológicos cardiorrespiratórios em ação, porém interpretei isso de outra forma, aquelas perguntas não eram retóricas, e  por mais que isso não fosse exigido através de qualquer frase por ele dita, Bernard queria respostas.

- Bernard. A mim podes dizer o que quiser. És suya opinion. E para mi, és muy importante. Confesso que fiquei curioso a respeito dessa situación,  y... Estoy contente por no ter ofendido-te. De forma alguma... - Segurei sua mão com um pouco mais de força, fechei os olhos por algum tempo, em  busca de ordenar meus pensamentos em palavras que através de minha boca se tornariam frases, dar sentido a sentimentos era uma das minhas maiores  dificuldades, e precisava do apoio daquele loiro para isso - É realmente a única tradución correcta para o que sinto é essa: estoy enamorado por ti,  Bernard. Tenha certeza, isso é recíproco. - Sorri timidamente para ele, meus dedos relaxaram por um tempo, o toque me fez transpirar pelo puro  nervosismo do qual sentia, e acabei por tentar aliviar tal nervosismo mordendo meu lábio inferior, num gesto quase que involuntário.

- Se queres saber como me sinto Bernard, e consequentemente ter um veredicto quanto a ésto... Saiba que tambien soy así como tu. Yo me entrego de  corpo e alma a algo que eu tenha esperanças de que valha a pena. Yo sei que nosso contacto foi repentino, rápido, veloz... Mas pense que também foi intenso,  único, e apaixonante. Todos temos nossos medos, y segredos. Mesmo así... Quero saber de ti: confia em mim? - Era difícil saber se estava pegando  leve, ou pesado, Bernard merecia e talvez quisesse saber o que eu sentia, e tudo o que foi dito através de meus lábios foi uma tradução de pensamentos que  estavam conectados por uma via direta a meu peito, a meu coração.

Após esse momento, nossas mãos perderam o contato, era bom dar uma pausa antes que acabássemos aos prantos. Tanto como eu, aquela era a primeira vez de  Bernard naquele restaurante, porém a experiência dele em agir em locais como esse era totalmente superior a minha. Na Colômbia a cultura das feiras e  comércio de rua é muito mais presente, principalmente em uma cidade turística como Cartagena, dessa forma, deveria deixar com que o loiro conduzisse algumas  coisas - Oh Bernard... No quiero te levar a faléncia. - Dei um riso suave um pouco envergonhado por acabar fazendo-o deixar grande parte de  suas economias ali, naquela noite. Tomei a posse da taça de bom grado, observando tranquilamente e girando levemente o líquido carmesim que preenchia o  objeto até a sua média de capacidade.

- Hm... Um espaguete también, mas ao molho vermelho, com boas doses de queijo mussarela ralado, algumas rodelas de tomates frescos y... pitadas  generosas de pimenta... - Solicitei tranquilamente, vendo o garçom assentir imediatamente e seguir a passos acelerados rumo à cozinha para entregar a  nossa comanda - Un brinde. - Sorri ao fazer aquilo com um vinho tão bom, o gole foi generoso e o vinho fez jus a sua safra, seu sabor estava  muitíssimo bem concentrado, o que me fez saboreá-lo um pouco mais antes de ingerir o líquido - daquele gole -, por completo. - Bíen... Yo vim acá  movido a sonhos, uma buena educación, ser alguém na vida... Optei pela mudança de país para tal por questions como: independéncia, esperanza, liberdad. Mi  mama e mi padre torceram os narizes por algum tempo, mas compreenderam que era por um bem maior, para meu bem. E así tive que luchar, estudiar... Me dedicar  para poder ser aceito em Weston, Gracias a Deus, estoy aqui. Y usted, como veio parar aqui?


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Como se fosse um livro, Wicked Academy terá cada capitulo com tramas inspiradas em diversas séries. E atualmente no nosso Capitulo Dois temos como inspiração a famosa série do Netflix, Stranger Things. Como faremos a ligação entre esses capítulos? Descubra entrando no nosso RPG.

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