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Wicked Academy

Piscina Coberta


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Mensagem por The Vanity em Qui Jun 04, 2015 9:03 pm

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Relembrando a primeira mensagem :


Piscina Coberta
A piscina do instituto fica atrás do prédio principal, dentro de uma construção separada de tijolos, com o teto de vidro para melhor aproveitar a claridade natural e economizar o máximo de energia. Por ser um local coberto, é possível realizar treinos em qualquer época do ano, faça chuva ou faça sol. O espaço é ocupado, além da piscina de fato, olímpica com cinco faixas para competições e aquecida quando necessário, por uma arquibancada lateral, um banheiro para a platéia, dois vestiários no modelo padrão e um depósito de materiais variados - "espaguetes", pranchas de natação, entre outros.





Última edição por Mean Girl em Dom Jan 31, 2016 7:23 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Qui Jul 30, 2015 8:33 pm

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Confesso que eu já estava começando a me sentir culpado por estar ali, no lugar errado e na hora errada. Se bem que... pelo pouco que eu havia visto, talvez a minha surpresa boa fosse a presença do garoto. Ele ainda insistia nas desculpas pelo acidente, mas eu apenas sorri novamente, de modo que o tranquilizasse e demonstrasse que não havia motivos para constrangimento.

-Não se preocupe com isso. - Falei, calmamente - Acredite, essa também é a primeira vez que eu começo uma conversa com alguém, por isso eu já peço desculpas se eu por acaso te espantar com algum comentário estranho. - Dei risada de mim mesmo.


Ele se apresentara como Avalon Vygotsky. Claro, ele sabia que seu sobrenome não era tão comum, mas para quem convive com pessoas com sobrenomes do tipo "Winbledeaux" e "Stravinski", aquilo não era nada.

-É um prazer, Mr. Vygotsky. - Eu respondi, rindo. - Sou Thomas Bolhke Eckhart, ou apenas Thom, Thommy... ou qualquer outro apelido digno.

Ele estendeu a mão, ainda trêmula, para mim. Segurei-a num típico apeto de mãos britânico, firme e forte. Dei uma risada bem baixa, voltando a sorrir. Ainda era bem visível o quanto ele estava embaraçado pelo que fizera comigo. Na verdade, eu senti que devia ficar lá e conversar mais com ele. Avalon parecia ser um rapaz legal, além de bonito. Quem sabe o que poderia resultar daquela relação?

-Então... - Eu falei, tentando convencê-lo a não fugir de mim. - Pelo que vi, você gosta de natação, certo?

Aquela com certeza foi a pior forma de puxar assunto com alguém. Fiquei esperando que ele dissesse "sim" e saísse correndo, com medo de mim. Mas eu pelo menos haveria tentado ser sociável, não é?



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“O calor das mãos dele é intenso, assim como seu aperto. O que poderia ser mais inusitado do que isso? Avalon Vygotsky fazendo um amigo...”

Eu não sabia o que estava fazendo, mas algo devia estar certo. Simplesmente porque Thomas ainda não havia fugido de mim. Thomas... Era um lindo nome. Mas àquela altura, confesso que ele poderia se chamar Vivacious, e eu ainda acharia maravilhoso. O calor que o toque de sua mão transmitira para a minha era incrível, principalmente porque me passara uma segurança com a qual eu não estava acostumado. Sorrindo, acabei ficando mais confortável perto dele, e agradeci aos céus por não estar tendo problemas de sono naquele instante.

- Não se preocupe em me espantar, Thom. – Travei um pouco ao chamá-lo por um apelido, mesmo que ele tenha permitido. – Ahn, mil perdões se estou sendo invasivo. É mania da minha irmã mais nova, encurtar os nomes. Mas acho que Thom é um apelido bonito. Combina com você. – O quê?! Não podia acreditar que havia dito aquilo! – Não que eu esteja reparando, nem nada, sabe... – Deus, definitivamente ele iria acabar pensando que eu era um tipo de pervertido ou coisa do tipo. Talvez o pobre Thomas estivesse com pena de mim, porque eu estava soando patético até para mim mesmo! E isso era alguma coisa, definitivamente...

Graças a Deus, aquele menino era um gentleman. Educado como um britânico, e tudo o mais. Ele perguntou-me sobre a Natação, e aliviou totalmente a turbulência que eu estava sentindo. Acho que era um tipo de complemento, que eu sentia em relação às nossas personalidades. Ele era bem mais tranquilo do que eu, e me transmitia uma calma que eu não sentia. Por mais que minha aparência fosse sempre serena e equilibrada, por dentro eu era um ser humano totalmente desequilibrado. Uma avalanche de emoções.

- Na verdade, minha relação com a Natação envolve mais necessidade, do que prazer. – Afirmei, tentando explicar o que eu dizia sem tocar no elefante branco chamado narcolepsia. Se minhas atitudes malucas não haviam sido o bastante para afastá-lo, aquilo seria. Então, melhor não comentar. – Exercícios são bons para a saúde, não é? Mas confesso que se eu pudesse escolher, seria sedentário como o Garfield. – Sorrindo, senti as covinhas de meu rosto se contraindo. Fazia algum tempo que eu não me divertia tanto com alguém, sem minha irmã por perto. Alaska era minha única amiga até então. Será que eu havia conseguido outro?

Lari!


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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Qui Jul 30, 2015 9:19 pm

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Conforme nós íamos conversando, eu notei que ao mesmo tempo que ele aparentava ser mais tímido e introvertido que eu, nós também nos parecíamos muito, por outro lado. Por exemplo, aquela "cantada involuntária" que ele me deu é o tipo de coisa que eu não só hipoteticamente faria, como geralmente eu faço. A diferença é que eu na maioria das vezes fujo, mas meu novo companheiro pareceu insistir em mim e isso era bom... muito bom, eu diria. Eu quis corresponder ao comentário dele, da mesma forma, mas primeiro eu queria conhecer os limites do diálogo, antes de qualquer coisa. Apenas sorri para ele e admito, fiquei um pouco corado de vergonha.

Ele me explicou que ele era, de certa forma, obrigado a praticar natação. Mas senti que ele havia omitido algo em sua fala. É claro que eu não invadiria a privacidade dele e tentaria arrancar informações a qualquer custo, porém confesso ter ficado curioso.

-Eu sempre fui sedentário, até eu descobrir que meus avós maternos e paternos morreram de infarto. - Ri daquilo, como se não fosse uma tragédia. - Depois disso, fiquei com medo e comecei a praticar exercícios físicos. Inclusive natação.

Encarei a água da piscina. Os garotos que estavam ali decidiram sair e deixaram Avalon e eu a sós. Eu esperava que aquilo não fosse uma deixa para que ele fosse embora também. Eu realmente estava gostando de conversar e conhecer aquele garoto.

-Podemos nadar juntos agora... - Eu parei minha frase, aquilo me soava como algo meio íntimo. - Ou... ou qualquer dia desses. - Limpei a garganta, corado e por um momento, fiquei com medo de olhar para a expressão dele.  

Grande, Thomas! Você realmente não consegue passar mais de cinco minutos conversando com alguém sem fazer algum tipo de besteira. Meus parabéns.



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“ Pensei que sabia algo sobre terroristas... Até conhecer Thomas Eckhart. Como alguém pode ser tão angelical e tentador, ao mesmo tempo?”

Para ser sincero, não sabia como ele ainda estava falando comigo. Contudo, aos poucos era cada vez mais fácil ignorar aquela sensação de ansiedade por falar com alguém pela primeira vez. Senti-me verdadeiramente confortável próximo a ele. Era como se já nos conhecêssemos. A forma como ele ficara corado com minha cantada involuntária, lembrava bastante como eu mesmo ficaria numa situação daquelas. Além disso, ele tinha um jeito de dizer as coisas, que me fazia querer continuar ouvindo. A voz dele era um pouco rouca, e ele nem percebia como seu sotaque tornava aquilo sensual. Ele tinha que ser britânico. Talvez eu perguntasse isso a ele, depois.

- Oh céus, isso é terrível! Sinto muito... – Tive de me controlar para não rir. Era mórbido que estivéssemos rindo da morte dos avós dele? Cobri minha boca com uma das mãos, envergonhado. – Perdão, mas você disse isso de um jeito... – Passei a mão nos cabelos, os empurrando para trás. Olhei rapidamente para o corpo do rapaz, reconhecendo que ele de fato, devia se exercitar muito bem.

Notei que o resto dos garotos e as meninas da arquibancada haviam ido embora. Nenhum deles parecera prestar atenção em nós, mas deviam ter planos melhores naquele sábado que estava apenas começando. Eu, por outro lado, fora surpreendido por completo. Não queria estar em nenhum outro lugar. Mas será que Thomas sentia-se da mesma forma? Não queria forçá-lo a ficar por perto, apenas porque era educado demais para me mandar ir embora.

- Ahn, nadar juntos? – Aquilo me pegou de surpresa. Uau. Não que eu tivesse muita experiência, mas eu não esperaria por essa. Mordi meus lábios outra vez, me sentindo uma pilha de nervos. Mas eu precisava ficar calmo. E se tivesse uma crise de sono sozinho com Thomas? Eu não queria que ele me visse daquele jeito. O que eu devia fazer? Que se dane. Eu havia sido infeliz por quinze anos. Merecia um pouco de risco. – Por que não agora? – Percebi que ele estava nervoso, pois limpara a garganta sem me olhar nos olhos. Sorri um pouco. Afinal, éramos mais parecidos do que eu pensara. Obedecendo a um instinto meio louco, toquei em uma das mãos dele, e me aproximei de seu rosto. – Você precisa tirar a roupa, antes de entrar. – Avisei, sorrindo com a expressão corada dele.

Sem esperar por uma resposta, levantei-me e pulei na piscina. Não estava mais usando os óculos, porque não ficaria com a cabeça sob a água. Sorrindo e olhando para a borda da piscina onde ele estava, acenei chamando-o para dentro. Se aquela não era uma grata surpresa, eu não sabia o que era. E, por mais que Thomas e eu só nos conhecêssemos a pouco, sabia que ainda nos veríamos por um longo tempo...

Lari!


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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Qui Jul 30, 2015 9:53 pm

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Avalon ficou um pouco sentido por rir quando falei sobre a morte dos meus avós, mas eu me esqueci de que ele não conhecia a minha história de vida. É claro que eu não faria um resumo, a menos que ele pedisse. Só que realmente não havia necessidade de segurar as risadas ou se sentir culpado.

-Não se preocupe, Avalon. - Eu falei, sorrindo amigavelmente. - Eu mal conheço meus pais, quem dirá meus avós.

Por sorte, assim como eu havia sido com ele, Avalon foi compreensivo com as coisas que eu dizia e pareceu aceitar o convite imediatamente. Não o convite para outro dia, mas para aquele exato momento. Isso era bom, porque meu objetivo inicial era realmente me divertir na piscina e não ficar de bobeira com os pés na água.

Eu nunca senti vergonha de me despir na frente dos outros, mas por algum motivo, eu hesitei um pouco naquela hora. Chacoalhei a cabeça, afastando os pensamentos bobos e desabotoei a camisa molhada, deixando meu tronco nu. Como eu provavelmente ia nadar "profissionalmente" junto ao meu novo amigo, também tirei o shorts, ficando apenas com minha sunga.

Entrei na água vagarosamente, me acostumando à temperatura fria, depois mergulhei todo o meu corpo, ficando submerso por alguns segundos e voltando à superfície completamente molhado. Mais uma vez, agitei a cabeça para livrar-me do excesso de água.

-Uma competição de mergulho para esquentar? - Sugeri, sorrindo novamente. - Estou louco para vencer alguém hoje.

Claro que falei brincando, apenas para incitá-lo a ir se divertir comigo. Dentre todos os alunos da Weston, acredito que eu seja o que menos se importa em vencer qualquer tipo de competição. Eu esperava que Avalon também se parecesse comigo naquele quesito, ou acabaríamos fazendo aquilo virar uma grande briga.



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Mensagem por Avalon M. Vygotsky em Sex Jul 31, 2015 10:16 pm

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“A água naquela piscina não me parecera tão fria, até que ele se juntou a mim...”

Observei-o enquanto entrava na piscina, depois de despir-se. Constrangido pela beleza dele, senti minhas bochechas arderem como brasa, e desviei um pouco a atenção, nadando para disfarçar. Era quase como estar preso em um daqueles animes românticos. A única diferença era que eu não era bonito como um protagonista de shoujo. Esfregando os olhos outra vez, reprimi um bocejo. Eu estava sentindo-me um pouco cansado. Mas não podia deixar Thomas pensar que era por culpa dele. Tampouco podia jogar minha narcolepsia no colo do primeiro amigo que eu tinha feito.

- Humm, desenvolva o funcionamento desta competição de mergulho. Não que eu tenha alguma chance de vencê-lo, é claro. – Ri, tirando os cabelos do rosto mais uma vez. – De qualquer modo, prometo que se eu ganhar, não conto pra ninguém. – Pisquei, aproximando-me um pouco dele.

Era engraçado como o sol fazia as pequenas gotículas de água brilharem em seu corpo, como pequenas joias. Ele também tinha a pele muito branca, mas não pálida como a minha. Eu estava me divertindo bastante com aquele menino de senso de humor rápido, e uma capacidade quase sobrenatural para compreender minhas esquisitices. Era a primeira vez naquela escola, em que eu me sentia realmente feliz. Acho que não esqueceria aquele momento, pois a sensação de se descobrir um amigo é algo extremamente poderoso. É algo capaz de mudar a dinâmica de como nos sentimos, fazendo com que as coisas pareçam mais fáceis de lidar.

- Sabe... Obrigado por ser legal comigo. Sei que não somos da mesma Ordem, e que comecei isso tudo lhe causando problemas. Então, obrigado. – Céus, eu devia soar muito chato me desculpando toda hora. Tinha que admitir que estivesse sendo inseguro. De todo modo, eu queria que ele soubesse que seus gestos gentis haviam sido notados, e que eu era grato por ter sido tão bem recebido. – Você é a primeira pessoa na Weston a me fazer sentir bem vindo. Fico muito agradecido.

Lari!


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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Sex Jul 31, 2015 10:46 pm

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Ele pediu gentilmente que eu estabelecesse as regras da nossa pequena competição. Pensei um pouco naquilo. É claro que eu imaginei um regulamento completo para uma simples brincadeira, afinal; fazia parte do meu perfeccionismo. Mas para não revelar minha chatice perto de alguém tão legal como ele, decidi fazer um resumo bem simples.

-Vamos fazer algo simples. Está vendo aquelas bandeiras? - Apontei para algumas bandeirolas penduradas como se fossem um varal acima da piscina, marcando exatamente o meio da mesma. - Vamos mergulhar e irmos até lá sem tirar a cabeça da água. Quem parar ou chegar por último, perde. Pode ser?

Depois de responder à minha pergunta, o garoto agradeceu por eu ser gentil ou ao menos legal. Eu realmente não entendia porque ele se sentia tão sozinho. Eu é que tive a sorte de poder ter ao menos uma amizade com um cara como Avalon. Ele era bonito, simpático e parecia ser inteligente. Por que eu não seria no mínimo educado?

-Ser legal com caras legais... essa é minha obrigação - Eu ri, de modo bobo - - Eu que devo te agradecer por ainda não ter fugido de mim.
Eu realmente estava feliz em tê-lo ao meu lado. Era com certeza um novo amigo, mas algo nele parecia ser especial... e isso era muito bom.


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“A água naquela piscina não me parecera tão fria, até que ele se juntou a mim...”

Olhando na direção que ele havia indicado, assenti com um sorriso. Não era muito distante, e com a experiência que eu tinha de todos aqueles anos treinando em casa, certamente me ajudariam a vencer. Contudo, eu não estava me sentindo exatamente animado, ou enérgico. Energia. Essa era a palavra chave. Já devia ser quase onze da manhã, então não era de se admirar que a primeira crise de sono estivesse chegando. Céus. Eu só esperava que meus olhos não estivessem ficando vermelhos. Piscando um pouco, tentei me concentrar no que Thom dizia. Era estranho chamar um garoto que eu acabara de conhecer por um apelido, mas eu não me sentia desconfortável com ele. Era fácil como respirar, ser eu mesmo perto daquele amigo quase estranho. Ou melhor. No meu caso, era fácil como dormir.

- Okay. Já entendi as regras. Só não vá esperando um grande desafio. Não sou o melhor nadador do mundo... – Avisei, pensando que eu poderia soar como alguém que sempre se coloca para baixo. Mas não era o caso. De todo modo, seria melhor do que soar como alguém prestes a desmaiar de sono, literalmente. Era esquisito me sentir solitário, mas era o tipo de coisa que um segredo daqueles podia fazer com a gente. Erguer muros. – Bem, de todo modo eu não tenho motivo algum para fugir de você, então não precisa me agradecer por isso. – Ele era muito fofo. Aproximei-me dele, olhando-o de maneira gentil. Sabia que como uma pessoa educada, ele ficaria paralisado com uma invasão de espaço pessoal daquelas. E, como eu já fizera aquilo antes com resultados agradáveis, sabia que ele cairia no mesmo truque outra vez. – Espero que você não fique cansado com nosso esforço, Thom. – Claramente, a frase tinha duplo sentido.

Rindo, mergulhei na água e iniciei a corrida antes de uma ordem formal. Céus, eu estava caindo de sono, com certeza ele me venceria facilmente. Mas era engraçado provocar alguém tão educado e certinho daquele jeito. Eu mesmo era assim, na maior parte do tempo. Mas com Thomas, eu podia ser uma versão menos polida de mim. Sem me esforçar para falar ou agir adequadamente. Acho que é assim que nos sentimos com os amigos. Ainda que algo no seu olhar fosse magnético. Assustador, para um esquisito como eu. Com o fôlego preso e meus membros movendo-se sob a água, quase pude ouvir meu coração ressoar sob a luz do teto solar. Mas, se não havia perigo, então por que ele batia tão rápido?

Lari!


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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Sab Ago 01, 2015 7:54 pm

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Eu pude notar que Avalon começava a assumir uma expressão de tédio ou sonolência. Tentei não pensar que aquilo era por causa de mim e preferi acreditar que o garoto havia acordado muito cedo ou algo assim. Tentando não demonstrar isso, sorri para o rapaz, assim que ouvi ele concordar com nossa competição.

Eu não subestimei a capacidade dele, com certeza, ele seria um oponente forte numa competição de verdade. Me preparei para mergulhar, mas percebi que ele se aproximara de mim, gentilmente. Senti-lo perto de mim fez com que um arrepio percorresse todo o meu corpo. Não era um arrepio de medo ou terror, mas algo bom, como se me aquecesse.

"Espero que você não fique cansado com nosso esforço, Thom." Essa frase me acertou em cheio. Se o objetivo de Avalon fosse me conquistar ou seduzir, ele com certeza estaria no caminho certo. Me repreendi por levar aquilo para um lado não muito bonito da minha mente. Sem reação, eu apenas dei uma risada, estreitei um pouco meus olhos e respondi, tão baixo que era quase um sussurro.

-Não se preocupe com isso, Ava... eu não me canso tão rápido.

Em seguida, ele riu e mergulhou. Eu esqueci meus pensamentos por um segundo e também mergulhei. Aquilo parecia uma simples brincadeira entre amigos, mas só para minha mente. Em meu coração, eu tinha certeza que não era só uma amizade que nascia ali.
 


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Mensagem por Avalon M. Vygotsky em Dom Ago 02, 2015 12:07 am

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“Meu peito ardia depois do esforço. Mas isso não impedia meu coração de bombear o sangue ardente em minhas veias. Dentro d’água e aparentemente frio, ninguém poderia dizer que meu corpo queimava...”

Tive se segurar o riso enquanto nadava. Felizmente, não demorou muito até que eu alcançasse o local indicado por Thomas como a linha de chegada. Colocando a cabeça para fora da água, respirei profundamente. Acabei rindo mais ainda, ao ver que Thom havia vencido, e já estava esperando do lado de fora. Ele fora incrivelmente rápido. Ou eu fora lento. De qualquer forma, eu não me sentia nem um pouco triste pela derrota. Muito pelo contrário, tive plena certeza de que não poderia estar em lugar melhor, naquele instante. Sacudi os cabelos para espantar um pouco da água, notando que apesar de estarmos perto do meio-dia, a atmosfera de piscina começava a esfriar. Isso poderia significar uma mudança repentina de temperatura, o que não era nada atípico, na Pensilvânia.

- Uau, Thom! Você é bem rápido! – Elogiei, sorrindo. – Desculpe a brincadeira pra distraí-lo, viu? Prometo que não sou invasivo dessa forma o tempo inteiro. – Eu estava cansado, e minha voz um pouco lânguida, arrastada. Mas estava muito feliz. Caminhei para perto dele, dando algumas braçadas na piscina. – Sabe, está ficando um pouco frio aqui. O que acha de nos secarmos e conversarmos um pouco no sol? – Lembrei-me de algo que poderia ser um pretexto para um próximo encontro. O que era perfeito. – Sabe, eu vim para cá sem um celular. Preciso comprar um novo, para poder conversar com minha irmã. Será que seria pedir muito, convidá-lo para visitar as redondezas comigo, quando formos liberados no fim de semana? Eu não conheço nada direito, e mesmo que você também não, eu me sentiria mais seguro junto com um amigo.

Sorri, esperando sua resposta. Na verdade, eu meio que estava aproveitando a proximidade para analisá-lo melhor. Não apenas o seu corpo ou beleza, mas principalmente a sinceridade em seus olhos. Havia certa inocência bem humorada ali. Um nervosismo menor que o meu, mas ainda assim semelhante. Por alguma razão misteriosa, eu simplesmente queria conhecê-lo melhor. E não conseguia explicar como um estranho fora promovido ao meu primeiro amigo numa velocidade tão grande. Também, não era como se eu quisesse explicar qualquer coisa, naquele momento.

Lari!


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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Dom Ago 02, 2015 12:35 am

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Além de ter levado um golpe sujo, eu ainda mergulhei sem óculos de natação. Eu tinha tudo para perder a corrida, mas mesmo assim, eu apenas segui o mergulho, soltando bolhas de ar até sentir que ia me afogar, então nadei até a superfície e notei que havia passado um ou dois metros das bandeirolas. Fiquei esperando que Avalon estivesse lá para rir da minha cara, mas por incrível que pareça, não encontrei ninguém.

Instantes depois, ele surgiu à minha frente. Ele estava ofegante como se tivesse acabado de correr 2000km, sem parar. Achei estranho aquele cansaço e confesso que fiquei preocupado. Eu pensei em deixar para lá, mas eu não podia vê-lo assim e nem ao menos perguntar o que havia de errado. Quando eu ia falar, ele me interrompeu. Com seu jeito fofo e apaixonante, ele me parabenizou por ganhar a competição e desculpou-se pela brincadeira feita anteriormente. Finalmente, saímos da piscina e fomos nos secar, conforme ele sugeriu.

Eu saí primeiro e dei a mão para o ajudar a subir pela beira da piscina, para que ele não precisasse nadar até as escadinhas. Passei as mãos pelos meus cabelos, os arrumando para trás. Enquanto caminhávamos para fora da cobertura, ele me fez uma proposta irrecusável. Perguntara-me se eu gostaria de acompanhá-lo num fim de semana livre para ir comprar um celular na cidade. Como eu poderia falar não, depois de encarar os olhos do rapaz, que apesar de sonolentos, eram quase uma criptonita para mim?

-É claro que eu te acompanho, Avalon. - Respondi, sorrindo bobamente. - Eu realmente não tenho muito conhecimento sobre os arredores... mas eu tenho um GPS. Já deve servir para algo, não é? - Silenciei-me por alguns instantes e me peguei imaginando como seria agradável passar um dia ao lado dele. - Vai ser legal. - Completei, um pouco corado por causa de meus pensamentos.

O sol passou a nos iluminar e secar nossos corpos. Àquela hora, eu sentia como se houvesse um imã que me atraía para o garoto. Eu sabia que iria querer vê-lo de novo, mais e mais vezes. Lembrei-me, então, de como eu notei que ele havia se cansado na piscina.

-Avalon, vou te fazer uma pergunta estranha e talvez invasiva, mas... - Limpei a garganta, com ar preocupado. - Você dormiu bem esta noite?

Ok. Depois de falar uma merda dessas, se Avalon não fugisse agora, ele não fugiria de mais nada. Eu realmente fiquei com medo de perguntar aquilo. Não queria que meu dom de estragar as coisas fosse usado tão cedo.


 


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Última edição por Thomas B. Eckhart em Seg Ago 03, 2015 7:51 pm, editado 2 vez(es)

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“Eu não o conheço. Então, como posso sentir que está tudo bem em deixá-lo saber tudo sobre mim? Talvez não seja apenas a sua amizade que eu deseje...”
Quando ele me ofereceu sua mão para que saíssemos da piscina, simplesmente senti meu corpo arrepiar-se em resposta ao seu toque. Por sorte, estava mesmo frio. Então pude disfarçar a tempestade sob minha pele, e a confusão dos meus sentidos. Sentamos bem próximos, depois. Eu estava quase completamente seco, e já sentia a massagem do sol, que com seus dedos quentes acariciava meus membros. Eu amava aquela sensação de calor, de vida. A forma como ele olhou para mim, antes de responder, foi totalmente inesperada. Bem, eu não me considerava feio. Tinha espelhos. Mas nunca pensei que pudesse ser atrativo para alguém tão lindo quanto ele. Bem, pode ser que eu estivesse exagerando, mas as coisas são assim quando você se sente atraído por alguém. Seu cérebro corrige qualquer defeito que a pessoa possa ter. Mas naquele caso, eu acreditava que isso nem fosse necessário.

- Com certeza, vai ser incrível. – Concordei, sorrindo comigo mesmo. Depois de alguns instantes, ele voltou-se para mim e fez a pergunta que abalou completamente a minha confiança. Mas por algum motivo, tudo o que pude ouvir em minha cabeça, era a voz de Alaska. Ele sempre dissera que ter uma doença, não é algo de que devemos nos envergonhar. Eu era normal, e ela gostava de mim exatamente daquela forma. Então, se eu quisesse ter algum amigo de verdade, precisava ser sincero. Mas, Deus! Eu estava completamente apavorado. – Bem... Sobre isso... – Respirei bem fundo e encarei Thomas por algum tempo. Uma espécie de aperto se formou em meu peito, com o pânico crescendo. Senti lágrimas arderem nos meus olhos, e os sequei rapidamente. – Desculpe. Eu estou sendo um idiota. – Ri, com certa pitada de desprezo próprio. – Eu dormi bem, sim. Mas sou narcoléptico, o que significa que meu cérebro não compreende que já estou descansado. Então ele desliga, algumas vezes por dia. É por isso que faço exercícios, e tomo energéticos. Meu pai conseguiu que a diretora Miranda me permitisse manter um estoque particular, no meu quarto. Já que é questão de saúde...

Por alguns momentos, não soube mais o que dizer então eu encarei minhas próprias mãos. Suspirando, olhei firmemente para Thomas. De qualquer forma, a verdade era a melhor escolha. Se ele zombasse de mim, então simplesmente não era quem eu havia imaginado. Eu não podia esconder aquilo para sempre, então também não me importava que a escola toda ficasse sabendo. Eu só queria ser livre, e a liberdade começava com o fato de ser verdadeiro comigo mesmo.

- Bem, por causa disso eu nunca vou poder tirar carteira de motorista. Mas eu já estive pior, sabe? No início eu não tinha controle algum sobre minhas crises. Agora, já estou com você há algumas horas, sem adormecer. Isto é um avanço. – Rindo, dei de ombros. Uma das minhas especialidades era tirar algum humor de momentos tensos. – Vai, pode zoar. Já viu o Soneca, da Branca de Neve? Aquele anão é o primeiro desenho animado narcoléptico do mundo. Meu favorito. – Ri mais um pouco, mordendo o lábio inferior. – Acho que a Bela Adormecida não conta, né? Ela se curou, depois.

Apesar das minhas piadas, o assunto era sério. Eu só não queria que Thom percebesse o quanto aquilo me afetava, e gerava insegurança. Ainda que ele não parecesse do tipo que zomba dos sentimentos dos outros, eu era bem protetor com relação à minha condição. Mas com ele, não havia ficado na defensiva. Bem, isso devia significar alguma coisa. Para começar, eu não entendia porque ele se interessara tanto em saber sobre mim. Convenhamos. Eu não era nem um pouco interessante, em termos gerais.

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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Dom Ago 02, 2015 2:00 am

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Eu sabia que deveria ter ficado quieto. Mas é claro, Thomas, você sempre tem que falar exatamente sobre o que não deveria ser falado. Quando ele me falou da narcolepsia, eu imediatamente associei aquilo à algo relacionado ao consumo de drogas. Me assustei ao ouvir a palavra, mas logo me aliviei ao ver que se tratava de uma doença.

Conforme Avalon ia me contando o que acontecia, ele parecia tentar levar aquilo com bom humor. Enquanto eu o ouvia, eu não sentia pena e nem nada do tipo. Só algo se remexeu dentro do meu peito e eu senti que eu deveria pegar o garoto no colo, levar para o meu quarto e cuidar dele eternamente. Pela primeira vez, ele me pareceu frágil... e isso foi fator decisivo para que eu sentisse meu coração bater mais rápido e minha respiração pesar. Eu nunca havia sentido aquilo... eu poderia estar me apaixonando pelas palavras, pela voz, pelo rosto de Avalon, mas eu também poderia estar tendo um infarto. Era um sentimento completamente diferente para mim, mas muito bom.

Quando ele parou de falar, eu fui quem ficou mais sem reação. Eu pigarreei, engoli em seco e tentei falar alguma coisa, mas por sorte, ele deve ter notado meu desespero e tornou a me contar um pouco mais de sua história.

-Soneca... - Eu fugi um pouquinho do assunto. - Ele também era meu preferido.

Ele citou a Bela Adormecida e isso me fez lembrar de como a princesa da história foi curada: pelo beijo de um príncipe. Quem sabe funcionasse com o Avalon? Eu ri interiormente, por pensar naquilo. Foi algo que fugiu do meu controle. Enfim, tentei responder da melhor maneira que pudesse.

-Poxa, Avalon... isso é triste. - Foi meu comentário genial. - Eu nunca tinha ouvido falar de narcolepsia. Confesso que quando você falou, achei que tinha algo a ver com drogas. - Eu ri, mas não teve graça. - Eu imagino como deve ser ruim, mas eu fico feliz em estar sendo uma boa distração pra você. Vou anotar isso na minha lista de grandes feitos.

Suspirei e encarei mais uma vez o rosto do rapaz. Oh, meu Deus! Eu tinha que parar de fazer aquilo, antes que ele notasse que eu corava toda vez que o encarava. Decidi falar qualquer coisa.

-Ah, e sobre a Bela Adormecida, a cura dela foi o beijo do príncipe, não é? Porque eu... - Eu falei aquilo sem pensar, depois cobri a minha boca e desviei o olhar. - Desculpa, eu... hã, foi só... - Engasguei e olhei para ele, quase desesperado. Eu realmente esperava que Avalon fosse esperto o bastante para saber o que fazer, porque eu, sinceramente, não era.
 


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“Por que eu sentia como se estivesse prestes a morrer? Por que meu peito ardia, quando na verdade eu não podia estar mais feliz?”

Ri alto, quando ele mencionou que havia associado o nome da doença com drogas. Foi exatamente a mesma coisa com os meus pais. Eles ficaram chocados, e me fulminaram no consultório de meu neurologista, no Queens. Isso até ele explicar o que realmente era a doença. Depois disso, eles só deixaram de ligar pro que eu fazia. Entretanto, eu tinha a ligeira impressão de que com Thom, seria diferente. Eu sabia que ele podia estar um pouco desconfortável pelo meu desabafo, então tentei deixá-lo mais tranquilo, demonstrando com uma expressão corporal relaxada, que eu não havia ficado ofendido com sua pergunta. Apesar de não compreender a razão, estava feliz pelo fato de que ele estava ali, a sós comigo. Era uma situação completamente nova para alguém como eu, mas não posso dizer que era ruim de maneira alguma. Ele disse que estava feliz por ser uma distração para mim, e acabei tendo de me controlar para não ficar vermelho.

- Bem, eu não diria exatamente distração. – Afirmei. – Ter te conhecido está sendo mais como uma bateria, para mim. Apesar de estar cansado, quero ficar acordado porque estou gostando muito de conhecê-lo melhor. – Confessei.

Ele pareceu ficar vermelho como um pimentão, e eu só posso dizer que ele era o garoto mais fofo que eu já tinha visto na vida. Não sei, simplesmente era como se ele soubesse exatamente o que fazer para se tornar mais atraente, ainda que fosse um instinto puramente natural. Quando ele mencionou a Bela Adormecida e seu príncipe, paralisei completamente. Era sério? Não consegui acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Ele ficou totalmente sem jeito em seguida, mas eu estava radiante por saber que provocava o mesmo efeito nele, que ele em mim. Enquanto ele tentava me olhar e parecia desesperado, tomei a atitude mais corajosa da minha vida. Inclinei-me em sua direção, aproximando-me da cadeira em que ele estava sentado. Lentamente, encostei meus lábios nos dele, fechando os olhos. O beijei gentil e delicadamente, respirando com dificuldade pela proximidade.

- Por favor, se eu entendi errado, me desculpe. Se não quiser mais falar comigo, vou entender. – Pedi, olhando-o nos olhos depois de afastar-me um pouco. Agora, eu estava praticamente ao lado dele. – Mas, se entendi certo, acho que vamos precisar tentar mais algumas vezes... Porque eu continuo com sono... – Rindo, afastei-me dele, voltando para a minha cadeira. Eu estava morrendo de vergonha, mas não me sentia tímido ou envergonhado. Afinal, não havia mais ninguém ali. E eu não me importava com os boatos de uma blogueira fantasma, ou coisa parecida. Que tipo de fantasma perde tempo fofocando?

Naquele momento, deixei qualquer ressentimento pelos meus pais, ir embora. Eles haviam me afastado da minha irmã mais nova, que eu amava. Mas francamente, Alaska sempre seria a minha melhor amiga, e sempre pertenceríamos um ao outro. A única diferença, é que agora eu tinha uma vida, e conhecia outras pessoas além dos empregados de casa. Ou seja, eu jamais aceitaria voltar. Não depois de conhecer Thomas.

Lari!


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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Dom Ago 02, 2015 10:56 am

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Eu tinha boas notícias: eu não estava tendo um infarto. Eu provavelmente havia me apaixonado por Avalon e agora não tinha mais volta. Eu era a bateria dele, eu o mantinha acordado... eu era especial pra ele, de alguma forma, e isso fazia com que eu me sentisse aquecido, como se psicologicamente, eu vivesse dentro de um abraço eterno do garoto.

Tudo isso se confirmou quando, em vez sair correndo ou provocar uma crise de sono proposital, como eu esperava... Avalon aproximou seu rosto do meu e me beijou. Eu nunca havia sentido o que senti naquele momento. Tenho certeza que foi o melhor beijo da minha vida, porque ele foi simples, mas extremamente significativo, de muitas formas. Eu sentia meus ouvidos latejarem pelas batidas aceleradas do meu coração, nossa respiração mudou ao nos aproximarmos e o toque dos lábios dele não tinham nem mesmo comparação. Não havia nada que pudesse tirar a minha felicidade naquela tarde de sábado.

Quando nosso curto e delicado beijo cessou, eu senti que o rapaz levara meu coração consigo. Eu estava trêmulo e aquilo era tão bom que não estava cabendo tantos sentimentos em meu corpo... por isso, eu devo ter parecido bravo ou algo assim. Um pouco amedrontado, ele acreditou haver entendido mal o que eu quis dizer com a minha péssima cantada. Imediatamente, eu sorri, na verdade, eu dei uma risada nervosa. Ele pareceu se aliviar com minha reação e anunciou que meus dotes de príncipe deveriam estar precisando de assistência técnica.

-Foi só a primeira vez. - Eu falei, dando risada, um pouco mais calmo. - A gente tenta de novo mais vezes. Uma delas tem que funcionar, não é?

Antes que ele pudesse ir se sentar, eu aproximei-me novamente dele e o dei um "selinho". Creio que agora Avalon tenha ficado ciente de que eu iria querê-lo cada vez mais. Não era minha culpa, nem dele. Mas quando o cupido lança sua flecha em dois corações solitários... os resultados são maravilhosos. Ainda exalando felicidade, olhei para o garoto em sua cadeira.

-Ei, a gente pode ir para a cidade mais tarde. - Convidei, como se nada tivesse acontecido. - Podemos ir a alguma pizzaria ou a um shopping center... vamos fazer algo juntos. Dizem que os passeios noturnos por aqui são mais bonitos. - Fiz uma pausa, depois me lembrei da proposta que Avalon fizera anteriormente. - Ah, e claro, podemos ir comprar o seu celular.

O celular não importava para mim, pelo menos não naquele instante. Se Avalon me convidasse para ir limpar os estábulos com ele, eu iria de sorriso estampado no rosto, porque estaríamos juntos e só aquilo já era o suficiente para me fazer feliz.
 


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“ São os melhores começos que ficam na memória. A partir daquele dia, eu nunca mais veria a piscina da Weston, com os mesmos olhos.”

Para minha surpresa, Thomas parecia feliz. Ele ficou muito surpreso com o beijo, mas ao invés de afastar-se de mim, retribuiu meu carinho, com um sorriso maravilhoso. Thom era exatamente o tipo de garoto com quem eu teria um relacionamento. A risada nervosa dele, e o senso de humor, tornavam mais fácil apenas gravitar ao seu redor, como se uma energia invisível me atraísse até ele. Como eu era um Greek, gostava de pensar que Afrodite escolhera aquele por quem eu deveria me apaixonar. E, embora paixões à primeira vista fossem algo dos romances clássicos, eu gostava de pensar que era possível. Como uma semente que é jogada em um campo, e que só crescerá caso seja protegida e bem tratada. Depois de brincar comigo sobre a cura através de seu beijo, ele indagou-me sobre ir até a cidade, mais tarde. É óbvio que eu aceitaria, pois minha timidez era a única razão para que eu tivesse feito o convite para a semana seguinte. Além disso, eu queria muito falar com Alaska o mais breve possível. Principalmente, para contar sobre esse garoto incrível que eu tinha conhecido. E, agora que eu havia o beijado, apenas podia dizer que gostaria de conhecê-lo cada vez mais. Sobre seu passado, seus costumes, seus hobbies e gostos pessoais. Tudo isso.

- Eu adoraria ir com você até a cidade, mais tarde. – Disse, pegando uma das mãos dele com as minhas. Aquele gesto foi o bastante para tirar um pouco da minha atenção. A sensação da pele dele contra a minha. – Tenho certeza de que vamos nos divertir bastante. – Pensei um pouco, então soltei uma risada. – Eu só vou precisar dormir por meia hora, antes do almoço. Realmente, nesse momento sinto como se eu fosse desmaiar, se eu fechar os olhos por mais de um minuto. Você é a única razão pra eu estar acordado. – Confessei, acariciando a mão dele distraidamente. Sorrindo, pisquei algumas vezes, controlando a vontade de esfregar os olhos. – Bom, acho que podemos começar a preparar as coisas para irmos, não acha? Ainda temos que pedir autorização, e tudo o mais... – Levantei-me, oferecendo a mão para ajudá-lo. – Como estou sem um celular, podemos nos encontrar em frente à sede das Ordens, depois do almoço. Ou podemos almoçar juntos, aqui na Weston. Assim não tem perigo de um chegar antes do outro, também.

Eu tinha plena consciência de que estávamos a sós naquele lugar, em roupas de banho, e extremamente tensos pela nossa proximidade. Ainda assim, depois de tornar aquilo tudo real, eu meio que estava travando, com medo de que eu fosse acordar a qualquer hora. Mas, apesar das minhas dúvidas, estava radiante com aquela situação. Thomas fora a melhor coisa que me acontecera na Weston, e eu sabia que não importava nem um pouco se éramos de ordens diferentes, ou qualquer coisa parecida. Eu não fizera nem um amigo Greek, então aquela coisa de fraternidade não significava muito para mim, de todo modo.

- Pronto para ir, ThomThom? – Brinquei, criando um apelido carinhoso para o nome dele. Já que eu era o Soneca. Sorrindo, encarei seus olhos azuis com intensidade. Talvez eu só estivesse tentando me sentir mais próximo deles.

Naquela manhã de sábado, eu me sentia contente como no Natal. Para ser sincero, ela não poderia ter sido melhor. E era exatamente isto o que me assustava um pouco. Principalmente em um internato como aqueles. Logo, todos ficariam sabendo, e fatores externos poderiam agir sobre nossa recente e ainda indefinida relação. E conhecendo meus instintos derrotistas, eu temia que minha insegurança pudesse afastá-lo de mim. Mas isso era uma preocupação futura e desnecessária naquele momento de descoberta. Apenas as muitas brincadeiras do meu cérebro maluco, tentando me fazer passar vergonha. Até então, isso não era nenhuma novidade, mas dessa vez eu não deixaria nada estragar minha alegria. Nem eu mesmo.


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Mensagem por Thomas B. Eckhart em Seg Ago 03, 2015 7:29 pm

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Eu não sabia se prestava atenção no que Avalon falava ou se me preocupava em sentir o toque dele em minhas mãos. Poder sentir aquilo e saber que era real e não uma alucinação ou algo do tipo. Meu coração não desacelerava de forma alguma e parecia que ele ia perfurar minha caixa torácica e sair saltitando alegremente em torno da piscina. Eu realmente comecei a trabalhar com a possibilidade de consultar o meu cardiologista mais cedo. Repito: nunca, em toda a minha vida, eu senti algo tão bom quanto aquilo.

Avalon falava algo sobre dormir na hora do almoço... ou algo do tipo. Mas eu só conseguia pensar "por favor, vamos fazer aquilo de novo, eu te imploro". Saí de meu devaneio quando ele comentou estar com muito sono e novamente dizer que só estava acordado por minha causa. Aquilo era bom, pois fazia eu me sentir importante na vida de alguém e eu só conseguia sorrir a cada vez que ele dizia aquilo.

-Você é muito fofo. - Eu respondi. Era estranho pensar que alguns minutos atrás eu teria me repreendido por dizer aquilo e agora eu queria apenas gritar para a Weston inteira ouvir "o Avalon é muito fofo!"

Avalon acariciou a minha mão e um arrepio percorreu minha espinha, se espalhando por todo o meu corpo. Não havia um só pelo que não se eriçara ao sentir o toque suave das mãos dele nas minhas. Inconscientemente, eu segurei a mão dele com firmeza, mas sem feri-lo, obviamente. Ele disse que ainda precisávamos nos preparar para sairmos, mas eu tinha uma autorização permanente para sair aos sábados, contanto que estivesse de volta no domingo. Afinal; a mansão de mamãe não ficava muito longe do território. Mas é claro que, a menos que ele pedisse (o que era muito pouco provável), eu não iria levá-lo para conhecer minha "família".

O garoto se levantou e eu usei o apoio das mãos dele para me levantar também. Em seguida, as soltei delicadamente, eu não era tão possessivo assim. Sem dar espaço para minhas manifestações, ele logo me convidou para almoçar com ele. Havia outra opção, mas eu nem me lembro mais qual era. Era óbvio que eu iria escolher a opção em que eu pudesse passar mais tempo o conhecendo melhor.

-Ei, Avalon. Não se preocupe com as autorizações. Eu tenho tudo sob controle, pode deixar que avisarei a diretoria que você estará comigo. Tenho permissão permanente para sair aos fins de semana. - Eu sorri, tranquilo. - Ah, com certeza você já imagina que eu prefira almoçar com você, não é mesmo?

"ThomThom". Nunca pensei que apenas a repetição do meu apelido fosse criar um novo nome, que significaria tanto para mim. Eu ri baixinho depois de ouvir aquilo. Mas é claro, se eu era o ThomThom, eu também criaria uma apelido pra ele. Aliás, eu roubaria a ideia dele. A partir de agora, Avalon seria carinhosamente apelidado de "Soneca".

Já era quase 13h. Rapidamente, fiz alguns cálculos mentais e cheguei à conclusão de que estaríamos na Filadelfia por volta das 16h. Teríamos tempo de procurar um bom celular para Avalon, fazer algumas outras compras pessoais que eu tinha em mente e depois, pela noite, poderíamos ir jantar numa pizzaria, pegar uma daquelas últimas sessões de cinema, enfim... eu tinha muitos planos para a noite e eu já palpitava de alegria e ansiedade.

-Vamos pegar nossas coisas no vestiário, depois eu te acompanho até a sede das ordens. Não seria legal que sua bateria te abandonasse no meio do caminho, não é? - Eu brinquei, dando uma risada baixa.

A essa altura do campeonato, o garoto já parecia ter bebido três garrafas de vodka, mas ele apenas estava com sono. Aquilo era bonitinho, mas também engraçado. Eu o ajudei a pegar suas roupas e vesti-las, assim como fiz com as minhas. Levei-o até a entrada da Sede dos Greeks e olhei ao redor, para ver se ainda estávamos a sós. Um pouco hesitante, eu dei um beijo rápido no canto da boca dele e falei ao seu ouvido, sorrindo:

-Nos vemos mais tarde... Soneca.

Eu ri da minha própria brincadeira e, exultante, subi as escadas até a sede dos Egyptians. Entrei em meu quarto e me joguei na cama, sem poder conter minha animação... e quase chorando de felicidade.

[TURNO ENCERRADO]
 


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