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Wicked Academy

Arquibancada Coberta


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Mensagem por The Vanity em Qui Jun 04, 2015 10:46 pm

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Arquibancada Coberta
Os bancos da arquibancada coberta são melhor conservados por não estarem em contato constantes com as forças da natureza, e bem mais confortáveis. Feitos de plástico cinza escuro, cores neutras para abrigar torcedores de todos os times, sem assento ou divisórias passam a sensação de união entre os alunos ali sentados na hora dos jogos. São seis fileiras por arquibancada, dispostas em degraus diferentes da mesma seção, que suportam cerca de vinte alunos cada. Há seis seções diferentes pelo ginásio inteiro.





Última edição por Mean Girl em Dom Jan 31, 2016 10:04 pm, editado 1 vez(es)

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L
á estava eu, no meio da noite nas arquibancadas com risco de ser pega e suspensa, ou expulsa! Quando se acorda no meio da noite e fica encarando o teto de seu quarto, trilhões de ideias de como se matar passam pela sua cabeça, e eu precisava afasta-las de mim. Eu apenas levantei da minha cama, pequei minha case com violino dentro e sai porta afora, tomando cuidado para não ser pega. Eu não lembro como cheguei à arquibancada, só lembro de um instante estar no corredor feminino da Nordic e no outro estar aqui, sentada com meu violino no colo.

Se eu tocasse eu poderia ser pega, mas e se não? E se? Eu apenas pequei algumas folhas em branco e um lápis dentro da case e comecei a compor algumas músicas, não era fácil mas também não era impossível, só precisava me concentrar, e então a coisa fluía sem nem mesmo perceber. Eu estava dedilhando as cordas do instrumento com calma, tentando não faze muito barulho, uma missão difícil. Eu sorri quando as notas começaram a soar como eu queria e resolvi arriscar. Fiquei de pé na arquibancada e posicionei o arco e o violino, enquanto pensava nos pros e contras de fazer isso. Se me pegassem, estaria ferrada. Mas não podemos viver apenas de ''e se?''.

Movimentei os pulsos lentamente enquanto pressionava as notas sem fazer força e vibrava meus dedos na hora certa, até que a minha lá arrebentou. Olhei para a corda e me sentei novamente, derrotada. Só podia ser brincadeira, certo? Meu dia já não estava muito bem, e isso ainda acontece. Apoiei a cabeça nas mãos e suspirei, fechando os olhos e tentando acreditar que o universo não estava conspirando contra mim.    



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Mensagem por Daniel Ludke em Qua Jul 08, 2015 6:40 pm

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Chapter one

Violine and Coffee


Madrugadas eram as horas mais criativas, definitivamente.

Daniel encarava a escrivaninha com certo orgulho. Espalhada por toda sua extensão encontrava-se uma folha de tamanho razoável, quase que completamente desenhada. Os edifícios de Londres realisticamente representados, entrecordados pelo Tâmisa. Esfregou as lateirais das mãos nas barras da calça escura, sem se importar com as manchas de carvão e tateou cegamente por cima da mesa em busca de seu velho e cansado copo de café, que acompanhava-o em todas as suas vigílias. Ele até mesmo conseguira trazer uma pequena máquina para dentro de seu quarto, tamanha era sua aficção pela bebida.
Ora, ele nunca imaginou que pudesse odiar café. Não realmente. Mas aquele conceito espalhou-se como o líquido escuro sobre a folha alva quando seus dedos executaram a manobra errada sobre a xícara, derrubando-a. Praguejou todos os nomes, em todas as línguas que conhecia, e decidiu, após alguns segundos de contemplação dolorosa, que deveria sair dali imediatamente.
----------------
Suas aulas começariam dali algumas horas, mas ele simplesmente não se importava com isso. Caminhou calmamente pelos corredores, esgueirando-se e escondendo-se como um gato ao primeiro sinal de movimento, até poder encarar a imensidão azul do céu, pontuado por estrelas de aparência infinita. Ele logicamente preferia Londres, mas tinha de admitir que jamais tivera uma visão tão limpa da abóbada celeste. E teria continuado em sua contemplação, se não fosse uma nota alta e clara de violino, vinda das arquibancadas. Porém o som foi abruptamente interrompido, seguido de um lamento.
-Hm... Corda arrebentada? - questionou ao que conseguiu chegar perto o suficiente de uma figura feminina absorta em sua própria frustração. Sentou-se ao lado dela calmamente, ignorando o espanto alheio. - Estraguei meu desenho com café hoje, derrubei-o. - declarou, simples, e estendeu o copo de plástico - Aliás, você quer?






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H
avia tempos que eu sentia falta de Munique, a minha casa. Mesmo sendo infeliz, eu não estava sozinha, não como aqui estou. Praguejava em minha língua enquanto perguntava a Deus por que ele mandava tanta coisa ruim na vida de uma pessoa quando escuto uma voz ao meu lado e meu coração palpita rápido demais enquanto o menino loiro de olhos azuis se senta ao meu lado e me oferece o copo de café, apenas nego com a cabeça.

Olho para meu violino e de volta para o rapaz. -Foi a minha lá...-Respondo olhando em seus olhos e desviando para meus dedos calejados. [color#000066]-Meu nome é Daenerys...e você? O que faz a essa hora perambulando pela escola?-[/colo]Questionei olhando para seu rosto e rindo travessa. -A suja falando do mal lavado.-Ri de leve, mexendo no cabelo nervosamente. -O que você estuda por aqui? Digo...Você pretende levar algum destes para sua vida?-   



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Mensagem por Daniel Ludke em Qua Jul 08, 2015 7:43 pm

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Chapter two

Violine and Coffee

Daniel deu de ombros, e voltou a sorver seu café calmamente, direcionando olhares vez por outra para observá-la. Pelo sotaque, ele presumiu que ela não era daquela região. E percebeu também que ela parecia nervosa. Provavelmente - presumiu - por ter sido pega a uma hora daquelas fora de seu quarto.
-Eu imagino que existam cordas novas na sala de música, não? - franziu o cenho levemente - Então você poderia arrumar isso. - esticou as pernas e pendeu a cabeça para trás, relaxando sua postura. Ainda estava chateado pelo desenho, mas, o que poderia fazer? - Daniel. Daniel Ludke, mas você pode me chamar do que quiser, na verdade. - deu mais um gole de café e fechou os olhos - Sou relativamente novo, por aqui. - explicou - Então... É estranho estar longe de casa. Ainda tenho problemas para dormir.
As orbes negras encararam o teto enquanto a ouvia. Ela tinha uma risada engraçada. Quase musical. - Hm... - voltou a se endireitar, encarando o copo - Artes, astronomia e... Música. - apontou para o violino - Nós seremos companheiros de classe, eu presumo? - bem, aquilo parecia o óbvio, mas ele gostaria de se certificar - Ia ser bom ter um rosto conhecido por lá.








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im, a sala de música realmente possuía cordas para diversos instrumentos, mas não era isso.-Eu não me importo com a corda é que...-Suspirei alto, cansada -Tudo tem dado errado para mim nos últimos anos...Queria saber por que...-Eu sempre me culpei por tudo na minha vida que dava errado. Sorri para Daniel, guardando minhas coisas. -Eu tenho problemas para dormir desde os 6 anos...a música é a única coisa que consegue me acalmar...Com certeza vai ser bom te ver na sala de música, que instrumento você toca? Ou só canta?-Ergui uma sobrancelha para ele. -Mas qual seu verdadeiro dom? Eu toco violino, piano e Cello, minha pequena zona de conforto. E você, qual a sua?-

Cruzei as pernas e me ajeitei. -Então Daniel, o que está achando da escola?-Pergunto, olhando direto para seus olhos.  



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Mensagem por Daniel Ludke em Qui Jul 09, 2015 8:36 am

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Chapter three

Violine and Coffee

Dan franziu o cenho – Não pense tão negativamente. – bebericou mais um pouco de seu café – Para cada coisa que dá errado, uma dá certo. – explicou – É tudo uma questão de como você quer enxergar o mundo, eu acho. – deu de ombros – A sua corda arrebentou, mas o lado bom é que você encontrou um cara maluco no meio da noite que poderia ser um tarado da machadinha, até onde você sabe.
Era bastante interessante ver alguém lhe fazendo tantas perguntas. De onde ele viera, com todas aquelas crianças absurdamente ricas e fúteis, quase ninguém fazia algum esforço para conversar. Na verdade, ele realmente acreditava que os alunos da Wicked seguiriam aquele mesmo padrão, mas Daenerys mostrou-se diferente.
-Ah, eu toco, sim. Piano, guitarra, violão e flauta. – meneou a cabeça – E canto também. Mas não poderia dizer que sou excelente. - apontou para a garota - Eu deixo isso para os verdadeiros talentos da música. – sorriu de canto, revelando uma covinha em sua bochecha esquerda – Meu verdadeiro talento são as artes plásticas. Pintura, fotografia, desenho, escultura, qualquer coisa.
-Hm... – coçou a nuca pensativamente – Eu nunca estudei em uma escola, e sempre fui um fracasso social... Então ainda não posso dizer se gostei daqui, ou não. Por enquanto, é apenas tudo muito estranho.








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O
uvi suas palavras atentamente, analisando-as e pensando em tudo o que ele dizia. No final apenas sorri e ri de suas ultimas palavras. -Você poderia ser um serial killer mandado para matar todos desse colégio, até onde eu sei.-Ri de minha própria teoria, mas logo fiquei séria, olhando para ele com as sobrancelhas erguidas. -Você não é um serial killer, é?-Continuei encarando ele por alguns segundos até cair na gargalhada e voltar a ficar séria depois de meu excesso de risadas, ficando ruborizada com o que o menino disse.-Talento ta música? Eu? Que nada! Tudo o que faço é me esforçar e tentar dar o meu melhor, como a minha mãe.-Suspirei baixo, fechando os olhos e os abrindo em seguida, olhando para ele com um sorriso nos lábios. -Sou boa apenas com instrumentos, cantando parece até mil gatos sofrendo de dor.-Eu disse, fazendo uma careta enquanto proferia as palavras e logo depois suspirando pesadamente. -Artes? Uma vez eu fui tentar esse negócio de artes, mas um bebê desenha melhor que eu.-Ri e olhei para ele -Mas você...você parece entender de Picasso enquanto eu entendo sobre Beethoven...    



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Mensagem por Daniel Ludke em Sex Jul 10, 2015 5:57 pm

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Chapter four

Violine and Coffee


Daniel fitou-a sério enquanto ela ria, mas acabou por deixar-se rir junto. Sua risada soou fraca e metálica, devido a sua raríssima utilização. Era muito estranho ver uma garota falando com ele. Realmente muito estranho. Em geral elas apenas reviravam os olhos para ele e seguiam andando, o que o levou a perguntar-se se Daenerys não estaria sob o efeito de algum alucinógeno ou algo do tipo.
-Claro que é. - rebateu - Eu só pude ouvir uma nota, mas imagino que toque divinamente bem. E o nome disso é talento. - piscou para ela e sorriu - Hum... Meu avô é pintor. - comentou, ao que a outra falou sobre sua mãe. Franziu o cenho levemente - Você parece ter uma voz boa para cantar. - observou - Pelo menos, quando fala, soa mais como Adele, do que como gatos sofrendo de dor. Mas eu nunca ouvi um deles falando, então não tenho certeza. Dizem que garotas com violinos às duas e meia da manhã podem encher você de porradas se falar alguma coisa inapropriada, então, eu estou me prevenindo.
Virou o copo, bebendo o que estava dele, e colocou-o de lado - Sim... Desenhar não é difícil, veja bem. Na verdade, qualquer coisa pode ser um bom desenho. Já viu aqueles quadros com traços jogados aleatoriamente? Bem, aqueles artistas são muito ricos. - ponderou.









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u me sentia confortável conversando com ele, depois de anos sem ter uma alma viva para conversar você se sente estranho conversando com outra pessoa sem ser os seus bichinhos de pelúcia mas logo você se acostuma e se sente até bem, conversando com algo pensante. -Então diga isso para meu pai, quem sabe ele escuta.-Comentei ao ouvi-lo comentar sobre ''talento''. -E seu avo serviu de inspiração para você artes foi algo que surgiu de dentro do seu coração e te guiou até aqui?-Perguntei movimentando as mãos do peito para o ar como se algo estivesse saindo e ''explodindo'' no ar. -Eu não sei, eu posso até cantar bem, mas a minha verdadeira paixão é o violino e músicas orquestradas, canto eu deixo para os profissionais. E eu acho que dizem isso de nós porque temos um arco, e podemos usa-lo para machucar também.-Comentei levantando uma sobrancelha e ficando séria por uns instantes, logo depois rindo. -Você nasceu para artes, então acha fácil. Mas eu nasci para a música e acho fácil, assim como tem gente que acha difícil pintar um quadro ou tocar um instrumento.-Comentei.      



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Mensagem por Daniel Ludke em Dom Jul 12, 2015 3:10 pm

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Chapter five

Violine and Coffee


Aquela era, sem dúvida, a pergunta mais difícil que lhe fora feita até agora - Você me pegou. - respondeu sinceramente, e pôs-se a pensar sobre a questão enquanto ela continuava a falar - Acredito que um pouco dos dois. - confessou - Meu avô jamais obrigou-me a, você sabe, pintar e coisas do tipo. Esse era apenas o trabalho dele, e eu o acompanhava de perto em sua rotina.
Ao longe ele podia ouvir um coro de grilos, o que soava de maneira até reconfortante. - O interesse pela atividade dele foi despertado bem cedo, até. Inicialmente eu tentava imitá-lo usando giz de cera e papel, depois passei para materiais mais... Complexos, digamos, já retratando as coisas pelo meu ponto de vista.
Assentiu diante da última afirmação e apoiou o cotovelo na perna, pensativamente - Não quero soar invasivo, mas... O seu pai... - observou a reação dela antes de certificar-se de que poderia continuar - Ele tem algum problema com a sua música?






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S
uspirei, era realmente difícil falar sobre meu pai e meu trágico passado. -Não é só com a minha música, Daniel. É com todo e qualquer tipo de música.-Fechei olhos, respirando pesadamente. Era um assunto complicado.-Meu pai é um grande empresário em Munique, e minha mãe era uma famosa cellista. Eles se conheceram por acaso, se apaixonaram inesperadamente e se casaram...então eu nasci.-Continuei com olhos fechados caso contrário as lágrimas iriam descer. -Eramos uma família feliz, minha mãe fazia suas turnês pelo mundo mas voltava para casa o mais rápido que podia e ficava com papai e eu. Quando eu tinha seis anos, o carro dela caiu da ponte e ela morreu afogada, depois disso meu pai fechou a sala de música da nossa casa, me tirou de qualquer curso que eu fazia e começou a beber e se drogar...Eu não podia fazer nada.-Suspirei, apertando os olhos. -Toda noite ele saia e voltava de madrugada com uma mulher diferente, eu só ouvia os gemidos e gritos do meu quarto, ele nunca mais se dirigiu a mim como ''filha'' ou coisa do tipo, sempre pelo meu nome, como se eu fosse uma qualquer. Mas...teve uma noite que eu entrei em seu escritório e peguei as chaves da sala de música, o lugar preferido da mamãe naquela casa...-Eu nunca conversei sobre aquilo com ninguém, era bom estar desabafando. -Quando ele chegou de madrugada e me pegou tocando violino...achei que ele fosse brigar ou me bater, mas ele só chorou. Depois desse dia eu voltei para meus cursos, fui obrigada a ter aulas de etiqueta e ir à eventos de sua empresa. A imprensa e os jornais começaram a criticar el não ter arranjado uma esposa depois de 4 anos da morte da minha mãe, então ele se casou, eu não convivia com eles, ficava trancada na sala de música praticando e praticando...até que ele resolveu me mandar para cá, para nunca mais ter que me ver de novo e poder recomeçar sua nova fica com sua nova família...-olhei para os meus pés, suspirando aliviada. -Eu não consigo dormir com a luz do meu quarto apagada porque eu o vejo na porta com um cinto na mão e cheirando à álcool.-  Abracei meus joelhos, escondendo meu rosto.             



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Mensagem por Daniel Ludke em Ter Jul 14, 2015 11:05 am

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Chapter six

Violine and coffee

É impressionante como atmosferas podem mudar tão rapidamente. A garota, que antes mostrava-se animada e risonha, fechava-se a cada palavra proferida, lutando contra as lágrimas e suas lembranças tão dolorosas. Daniel sentiu todo o seu ânimo esvair-se junto ao dela, seu âmago preenchendo-se de um pesar profundo.

Ora, se havia algo que Ludke podia compreender, ainda que de maneira diferente, era o sofrimento e os danos praticamente irreparáveis que um pai podia causar.

Hesitou por alguns instantes, sem saber exatamente se deveria mostrar algum consolo ou não. Ele ainda não a conhecia bem o suficiente. Talvez ela rejeitasse qualquer sinal de compaixão ou empatia, ou talvez ela se sentisse melhor. Naquele momento Daenerys era uma incógnita. Decidido a arriscar-se, o rapaz esticou o braço e tocou delicadamente em seu ombro, pronto para retirá-la a qualquer sinal de repulsa.

- Você jamais pode fazer de uma pessoa o seu tudo. – replicou calmamente, após um tempo – Quando ela se vai, o que lhe resta? – afagou levemente o ombro alheio – Seu pai claramente desejava fugir de todas as lembranças dolorosas, e você, dentre todas elas, era a prova mais real e mais vívida de que sua mãe um dia pertencera a ele. – recolheu o braço e repousou-o na perna – Porém, eu ainda acredito que você possa ser capaz de fazê-lo acordar para tudo o que está perdendo. Talvez não agora... Mas um dia, talvez, você se sentirá pronta o suficiente para enfrentá-lo.







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uvir suas palavras me confortavam e me faziam sentir acolhida como a muito eu não sentia, Daniel estivesse certo e um dia eu terei de encara-lo cara a cara, mas não sei se saberia o que fazer quando esse dia chegasse. Não sabia nem mesmo se conseguiria olha-lo nos olhos. -Nenhum pai deveria fazer essas coisas a seus filhos. É cruel demais.-Levantei a cabeça e passei as mãos no cabelo e por enfim encarei seus olhos. -Você foi a primeira pessoa para quem eu contei isso, nem mesmo os demônios sabem disso. O que eu sempre contava as pessoas quando perguntavam sobre minha família, eu dizia que minha mãe havia morrido e meu pai resolvera me mandar para cá para me tornar uma musicista tão boa quanto ela, eu nunca contei para ninguém nada disso.-Sorri para ele nervosamente, o mundo parecia girar mais rápido do que deveria, e depois de um longo suspiro dado por mim, eu mudei de assunto. -Você sabe o meu passado, mas eu não sei nada sobre o seu.E ai?-   



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Mensagem por Daniel Ludke em Qua Jul 22, 2015 11:57 am

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Chapter seven

Violine and coffee

Daniel assentiu, a sobrancelha se erguendo e denunciando sua surpresa – Você é maluca. Mascarou sua história para as pessoas ao seu redor, mas a revelou para um maluco que apareceu no meio da noite lhe oferecendo um café, e que você ainda não sabe se é um tarado da machadinha, ou não. – devolveu a ela um sorriso brilhante – Bem, se algum dia eu decidir matar todos os meus companheiros de escola, você – apontou para ela – minha cara, estará a sã e salva.

Riu alto quando ela lhe perguntou sobre sua vida – Bem, não há maneira de contar isso sem que pareça que eu bebi um coquetel de alucinógenos. – disse-lhe – Infelizmente, você não é a primeira pessoa para quem a conto, mas pode ser a primeira que acredita nela. – deu de ombros – A primeira coisa que precisa saber, para entender algumas coisas, é que meu pai pagou por mim. – olhou para as próprias mãos – Já fazia muito tempo que meus avós desejavam um neto, e meu pai, por sabe-se lá qual razão, decidiu ir pelo caminho mais burocrático. Encomendou-me em um centro de manipulação genética.

- Para resumir a ópera, que envolve eu ter sido planejado como se fosse um avatar de The Sims, e não um ser humano... – fez um gesto vago, como se contasse como era feito o sabão em pó – Assim que tive idade o suficiente, meu pai me entregou para meus avós. E eu estive com eles até... Bem, até agora. – franziu o cenho, como se tentasse pensar em mais alguma coisa – Não há muito para se contar, depois disso. Passei os últimos quinze anos trancafiado dentro do condomínio onde morava. – refletiu - O que talvez explique minha péssima capacidade de socialização. – olhou para ela com ligeira surpresa, como se não tivesse notado sua presença até aquele momento – Ah, você já está liberada para me chamar de lunático, me atacar com o violino, ou algo do tipo. – sorriu outra vez.








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orri para ele e dei risada. -Se você fosse um tarado da machadinha já teria me atacado à muito tempo, não acha?-Olhei para meus próprios pés enquanto ouvia sua história. Isso explicava por que ele era daquele jeito e acreditar naquilo era mais fácil do que parecia, pelo menos para mim. -Bem...o seu pai nunca teve vontade de se casar com uma mulher ou coisa do tipo? Digo, será que ele é tão frio a esse ponto? De não amar o próprio filho ou alguém além dele? -Suspire um tempo enquanto pensava. -É como diz o ditado. ''Cada um tem o que merece''. Mas nem sempre é algo bom.  



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Já passava das onze da noite e a arquibancada estava vazia. Ao meu lado, descanava uma gafara de absinto dentro de um saco de compras, fechada. Eu havia conseguido - de uma maneira nada legal - durante a semana, afim de repetir a dose da ultima festa com os meus companheiros de ordem, mas havia sido dias tão exaustivos que eu nem me lembrei que havia comprado a bebida. Mas, hoje, depois de ter quase ter esquecido praticamente que meu pai estava ciente do que havia feito, ele finalmente me contactou. Não tinha vindo me ver pessoalmente como eu imaginei que faria mas, talvez, eu fosse insignificante o suficiente  para ele não se importar de viajar até aqui. Mesmo assim,  seu recado no meu celular não havia sido nada gentil. Na verdade, ele basicamente deixou bem claro que se eu saísse da linha ele simplesmente me deserdaria da família. Rápido e eficaz, como tirar uma erva daninha de seu jardim. Eu estava com tanta raiva e mágoa naquele momento que eu não conseguia sequer pensar direito. Apenas peguei o embrulho onde a garrafa se encontrava e planejei me embebedar o suficiente para fazê-lo passar a maior vergonha da sua vida. Da minha vida. Eu não me importava mais. Procurei pelo lugar mais vazio da Weston e acabei na arquibancada, que não estava sendo usada hoje dia e passei o resto do dia chorando. Por tudo o que eu fui, por tudo o que ele queria que eu fosse e por tudo que eu não podia mais ser. Eu já tinha atingido meu limite. Chorei o suficiente para me sentir aliviada por hora, o suficiente para não prosseguir com o planinho da vergonha para chamar a atenção. É. Em vez disso, saquei o celular e mandei uma mensagem para o pessoal, pedindo para que viessem até a arquibancada para desperdiçar algum tempo em conjunto. Eu só queria ter a sensação que pertencia a algo e, por mais improvável que pareça, eu me sentia assim perto daquelas pessoas, que pareciam ser tão iguais a mim.


[Post entre Hunter Rutherford e Clarissa Arnecker. Se quiser participar dá um toque e tals. ~]
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Hey Clary, refrain


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E mais uma vez eu não tinha nada para fazer. Estava cansado de ficar em meu quarto, mas também não queria sair dele, pois tentava evitar com todas as minhas forças qualquer contato com Margo. Consequentemente eu acaba evitando todos os poucos amigos que eu tinha por ali, pois eles sempre mantinham contato com a dita cuja e como eu estava sem celular era impossível contactá-los de outra maneira. Sentado, diante do monitor, assistindo a mais um episódio da minha serie preferida, seria assim que eu passaria o restante do dia. - Não acredito que ele vai voltar pra ela. - Pronunciei enquanto suspirava, eu sinceramente desisto dessa personagem. Enquanto eu assistia ao cara fazer papel de trouxa mais uma vez, ouvi duas batidas na porta. Olhei para a mesma com um desinteresse, eu não estava nem um pouco à fim de atender, eu queria apenas ficar socado nesse cubículo até que as férias ou algum bendito feriado surgisse para que eu pudesse sair daqui direto pra casa. Resolvi ignorar a porta e foquei novamente no papel de trouxa do protagonista da serie. Outras duas batidas, mas não liguei, seja quem for irá desistir. Outra batida, a pessoa era insistente, mas na terceira tentativa elas sempre desistem. Ok, aquilo já estava me irritando. Com um empurrão eu consegui ir até a porta sem precisar ergue-me da cadeira, benditas rodinhas e bendito espaço pequeno. Abri a porta do meu quartinho e deparei-me com um homem com um boné escrito FedEx. Primeiramente ele procurou por alguém na altura de seus olhos, mas como não encontrou ele resolveu abaixá-los e fitou-me sentado na cadeira com rodinhas sorrindo não tão amigavelmente para ele.
- Hã, olá, você é o senhor... - Ele tirou um papel do bolso enquanto segurava uma caixinha enrolada num envole pardo. - Hunter Schulz Rutherford? - Apenas assenti e ele entregou-me a caixinha junto com dois papéis e uma caneta. - Assine aqui e aqui, por favor. - Assinei onde ele havia indicado e devolvi os papéis e a caneta fechando a porta sem dizer absolutamente nada, meu humor não estava lá essas coisas. Comecei a rasgar o embrulho sem muita delonga, estava curioso. Quando finalmente terminei de rasgar todo o papel pardo, deparei-me com uma caixa de celular. Finalmente! Os deuses tiveram pena e resolveram me presentear com algo realmente útil. A última coisa que eu recebi dos correios fora um maldito despertador que não só me acorda, mas deve acordar a ordem inteira pela manhã, e quem enviara fora meu tio como punição pela... isso não vem ao caso agora, eu preciso por esse celular para funcionar imediatamente.

Foram horas esperando o aparelho carregar, depois perdi mais algum tempo recuperando os contatos que se foram com o antigo aparelho. Só tenho a agradecer por existir backup de contatos no email, isso me salvou de uma enorme enrascada. Assim que pus meu antigo chip no novo aparelho eu pude oficialmente dar olá a uma vida normal a qual eu sentia bastante falta aliás. Eu tinha vontade de ver tudo ao mesmo tempo, e eram muitas mensagens e notificações, então decidi priorizar as mais recentes, no topo estava uma de Clary. Era um pedido, ela nos queria na arquibancada sei lá pra quê. Resolvi ir, embora fosse uma mensagem convidando mais pessoas, não tinha a menor chances de Margo está ali no meio, as duas não tinham muita intimidade. Decidi encontrá-la, mas antes fui me banhar, eu estava há tanto tempo naquele quarto que acabei aderindo ao cheiro dele.

Caminhava em direção as arquibancadas, eu nunca estive por ali, era um local da escola que eu não havia explorado ainda e essa era uma boa maneira de sair do tédio. Avistei Clary sentada numa cadeira, esperava encontrá-la sorrindo ou animada como sempre, mas não fora isso que aconteceu. Ela parecia meio cabisbaixa, sequer notou quando me aproximei dela, portanto resolvi pregar uma peça nela. - O que a senhorita está fazendo aqui a essa hora?! Menos vinte pontos pra sua ordem. - Gritei engrossando ainda mais minha voz, o que fez com que Clary desse um curto salto e quase deixasse um embrulho que carregava consigo cair. Dei risadas quando ela finalmente soube que se tratava apenas de mim. Claro que não faltou xingamentos, mas eu apenas ria da cara dela, caindo num banco bem ao seu lado. - E aí, o que tá rolando? - Indaguei suspirando fundo enquanto lançava uns olhares suspeitos para o embrulho em formato de garrafa que a garota tinha em mãos. - O que você tem aí Clary? - Não precisou que ela dissesse absolutamente nada, sua expressão já dizia por si só. - Você pirou? Onde foi que arrumou isso? - Eu nunca fui de sentir medo, mas confesso que um friozinho me subiu pela espinha. O que será que estava se passando na cabeça dela pra surgir com isso dentro da escola? Será que já levar uma advertência na primeira semana não bastou para que ela abrisse os olhos e visse que maneirar de vez em quando era legal? Ela estava levando a parada de se libertar bem a sério mesmo, até demais.

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It's like the alcohol making my head spin
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A cabeça inclinada para trás fazia meus cabelos caírem como cascatas pelas minhas costas, enquanto eu apoiava meus pés na cadeira da frente. Eu observava a ponta do meu tênis subir e descer com velocidade, uma mania que aparecia sempre que eu tinha que esperar por algo. E minha cabeça, bem, ela estava longe, muito longe. Em minha infância, para ser exata, quando eu era uma filha perfeita para meu pai. Mesmo naquele tempo, nossa relação parecia tão confusa. Eu tentava, mas não conseguia enxergar o que ele queria de mim, mesmo se me esforçasse o  máximo. Isso, claro, até alguém gritar ao meu lado. Menos vinte pontos? Meu coração disparou imediatamente com a abordagem brusca, principalmente pelo conteúdo dela. A garrafa que estava em meu colo quase saltou para o chão, o que me fez acordar para o mundo e pegá-la antes que se espatifasse. Olhei ofegante para o lago, rezando para não ter sido pega quando eu vi Hunter rindo de minha cara. - Seu babaca. - Comecei meu monólogo de xingamentos, enquanto o moreno apenas ria ainda mais de mim. Passei os dedos pela testa, enxugando-a, já que havia até começado a soar - Nunca mais faça isso, quase que eu parto dessa para outra! - Terminei, vendo-o se sentar ao meu lado. Logo seus olhos pararam no embrulho, cheios de curiosidade. Ah, sim, minha fada verde. Me virei, ficando de frente para Hunter e sorri cheia de malícia par ele, que torceu o rosto em uma careta de preocupação, provavelmente deduzindo o que eu tinha ali. - Uh, você está com medo, Caçador? - Disse devagar, provocativa, enquanto o rapaz arqueava a sobrancelha para mim. O sorriso malicioso se desfez aos poucos, dando lugar a um sorriso mais terno. Quase meigo. - Essa é a fada verde. - Abaixei o embrulho, mostrando o líquido verde claro em uma garrafa sem embalagem. - Eu soube como consegui-la enquanto estávamos naquela festa egípcia, pegando as bebidas. Na hora foi apenas uma conversa aleatória que escutei, mas, no domingo, eu acho que ainda estava com o espirito rebelde. - Pausei, lembrando da noite que joguei fora todos os meus conceitos de certo ou errado. Olhei para Hunter, sua expressão estava meio distante, e me perguntei se ele também havia se lembrado - E então eu fui atrás do cara das bebidas para conseguir algo para mim. - Eu ri dessa parte, me lembrando do dia. Hunter se juntou a mim, não sem deixar claro o quanto fui imprudente. Dei os ombros. - Eu tinha planos de pegá-los desprevenidos e embebeda-los até que saíssem pelados pelo campus - Dei um soquinho no braços de Hunter quando este me interrompeu, dizendo que de imprudente havia passado para pervertida. O mandei ficar quieto, com um bico. - Enfim. Mas meu pai entrou em contato por causa da festa, sabe? Então as coisas esfriaram. - Minha voz falhou levemente na última frase, já que lembrar das palavras do meu pai ainda me deixavam abalada,por isso tratei de sorrir zombeteira para o moreno, para que ele não percebesse. Hunter me olhou com um misto de incredulidade e divertimento, me fazendo rolar os olhos. - Ah, para. Qual é, Hunt. Você nunca caiu nos braços do álcool, nem eu. Não é uma boa hora? Estamos entre amigos. - Pisquei, pidona, enquanto via o rapaz rir de mim. Porém, havia algo a mais em sua expressão, uma preocupação quase séria. - Mas, claro, se isso for trazer problemas entre você e seu pai, eu entendo. Não o quero em problemas. - Disse meio incerta, já que não sabia o motivo dessa preocupação.

[Post entre Hunter Rutherford e Clarissa Arnecker. Se quiser participar dá um toque e tals. ~]
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thank you secret from TPO.

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Nordic
Hey Clary, refrain


Don't carry the world upon your shoulders

Ignorei todas as provocações de Clary, ela não iria me convencer, não daquela maneira. Arqueei uma sobrancelha enquanto a morena sorria explicando-me sobre a bebida e como a obteve. - Fada verde? Sério? - Pronunciei entre risos, aquele nome soava familiar para mim, mas não me recordo de tê-lo escutado na festa, muito menos de ter ouvido alguém dizer onde conseguir tal bebida, a memória de Clary era realmente muito boa, quer dizer, pelo menos para o que não prestava ela era. Ri quando ela disse que fora atrás do cara de quem ouvira falar sobre a tal fada verde. - Não acredito que fez isso? Isso foi loucura, Clary. - De fato, fora loucura procurar um completo estranho para perguntar sobre uma bebida ainda mais estranha, mas eu não duvido muito que eu teria me juntado à ela se tivesse sido chamado. Abri a boca perplexo ao ouvir seu comentário seguinte, sério que ela faria aquilo? - Não acredito nisso! E eu aqui me preocupando com você, sua pervertida. - Ri ainda mais da expressão que a garota havia feito, mas meu riso fora diminuindo ao ouvir o que Clary dizia. Pelo visto ela também havia passado por maus bocados com seu pai, mas pela cara dela dava para perceber que ela não estava nem um pouco à fim de falar sobre isso, o que é ótimo, pois eu também não tinha a mínima vontade de fala sobre este tópico também, tratando-se de pais eu prefiro não comentar muito, ainda mais com a confusão que há em minha família. Mas voltando para o assunto principal, a fada verde. Eu estava meio receoso em relação àquilo, será que ela pretendia mesmo levar tudo adiante? Eu nunca ingeri nenhuma bebida alcoólica em toda minha vida, embora meus "amigos" sempre forçassem a barra para que eu tomasse um gole, mas eu nunca cedia. Ouvia o que Clary dizia e mesmo assim continuava inseguro, aquilo tudo era novo pra mim, e embora a minha nova versão quisesse provar a fada verde, a versão antiga lutava impondo o maldito medo por novidades. Quando a morena disse sobre causar problemas ao meu pai e a encarei, não se tratava sobre ele, não mais, na verdade eu estou pouco me importando com ele agora, especialmente após o encontro no Vanity's. - Eu não sei se quero provar isso. - O desapontamento de Clary era nítido, mas antes que ela pudesse dizer algo para me alfinetar eu ergui minha mão interrompendo-a. - Mas irei dar um único gole pois aprecio o seu esforço para consegui-la. - Sorri enquanto observa Clary sorri para mim dizendo que sabia que eu não a desapontaria. No fundo, bem no fundo eu estava curioso para saber o sabor daquela coisa, mas se eu passasse mal ou me encrencasse quero que ela fique ciente de que a farei pagar duramente.

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