Stranger Things Version
Wicked Academy

Pista de Esgrima


Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Mensagem por The Vanity em Sex Jun 05, 2015 1:43 am

avatar
Mensagens : 199

Data de inscrição : 15/03/2015

Staff

Pista de Esgrima
Na extremidade esquerda do ginásio há uma pista de esgrima profissional para os atletas do time da escola. Ladeada por bancos de madeira, para os alunos aguardando sua vez de treinar, e com vista vip das líderes de torcida, não é de todo desagradável. A pista é elevada do chão - cerca de 10 centímetros - e dividida igualmente por uma linha preta pintada (linha central), uma linha tracejada de cada lado (linha de guarda), uma área laranja marcando os dois metros de cada lado e a área cinza no final de cada lado marcando a área de recuo.





Última edição por Mean Girl em Dom Jan 31, 2016 9:02 pm, editado 1 vez(es)

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 7

Data de inscrição : 11/04/2015

EN GARDE!
Francesco terminava de organizar as lâminas sobre a bancada. Respirou fundo mais uma vez, inalando profundamente o ar com cheiro de produto de limpeza que saía do chão recém-esfregado da quadra. “Primeira aula do ano. Primeira aula minha. Primeira aula do primeiro ano. Primeira aula do meu primeiro ano.”, foi o que se passou em sua cabeça quando ele fechou os olhos e buscou tentar se acalmar. O homem tinha conhecimento da postura que deveria ter diante dos jovens, mas era impossível negar suas emoções.

Meu sono foi cortado pelo som lento da introdução da música que eu usava como despertador. Assim que minha mente se encontrou completamente consciente eu sabia que dia era aquele. Era inevitável sentir o nervosismo e a ansiedade se rebelando perto do meu estômago como duas crianças atrevidas. Respirei fundo; uma. Tudo iria dar certo. Duas. Eu era o professor, eu estaria no controle. Três. Não é um reformatório, é um colégio de elite, membros de famílias ricas raramente são indisciplinados ao ponto de causar problemas. Quatro. O último pensamento era mentira, eu tinha ciência de que ser rico não era sinônimo de ser santo – droga. Cinco vezes. Mantenha o controle, mantenha o foco e a atenção.

Inspirei com força pela décima e última vez e com um salto levantei-me da cama. Era hora de me armar, consertar a postura e ir à luta.


Ele conseguia ouvir as vozes contidas aproximando-se da porta da quadra. Aguardava sua turma com o celular na mão, sentado em uma cadeira ao lado da mesa em que se dispunham diversos objetos. Os primeiros alunos a atravessarem o portão olharam diretamente para ele, com uma certa ousadia no olhar e o homem se surpreendeu ao erguer a cabeça e direcionar um sorriso pequeno aos seus alunos.

A área da quadra de esportes reservada à prática e ensino da esgrima estava disposta de forma incomum. Sobre a pista utilizada no jogo estava uma mesa relativamente comprida e a cadeira onde Francesco se sentava. De frente para o assento do professor se enfileiravam mais cadeiras, claramente sendo destinadas aos alunos. O número de cadeiras era igual ao de alunos inscritos na aula.

- Por favor – todos os adolescentes olharam imediatamente para ele, que havia se levantado e agora se colocava à frente da mesa – fiquem à vontade para tomarem seus assentos ou explorarem a quadra. Vamos esperar a tolerância para atrasos antes de começarmos a aula. Não saiam mais daqui para que saibam quando a aula vai começar. – a maioria dos alunos apenas assentiu e iriam se movimentar segundo suas escolhas quando ele ergueu a voz novamente – Ah! E bom dia. – acrescentou, acompanhando a fala de um sorriso sincero.

•••


O italiano lançou um olhar rápido para o relógio do celular apenas para ter certeza e então se levantou novamente da sua cadeira. Tempo de tolerância terminado, era hora de dar início aos trabalhos.

Limpou a garganta.

- Por favor, sentem-se todos os alunos que vão participar da aula de esgrima – sua voz estava alta o suficiente para ser ouvida por todos os estudantes ali presentes e felizmente não demorou muito para que eles estivessem acomodados em suas cadeiras.

O homem então escorou-se à mesa, cruzou os braços em frente ao peito e deu um pequeno sorriso

- Olá, bom dia a todos. Meu nome é Francesco Cesari Gaigher, sou esgrimista profissional, italiano de nascença e a partir deste momento, sou o professor de esgrima de vocês. Antes de começarmos nossos trabalhos eu devo esclarecer que essa aula, infelizmente, não será uma aula prática – as expressões de boa parte dos alunos tornaram-se automaticamente decepcionadas e o homem conteve-se para não rir de suas faces e de uma ou outra frase de indignação – Eu sei que vocês estão ansiosos para poderem tentar atingir o colega do lado com uma espada, ou bater no amigo de longa data com um sabre, mas a aula de esgrima não serve apenas para que vocês aprendam a jogar esgrima. Ela também servirá para que vocês compreendam esse esporte.

Engoliu em seco e respirou fundo, desencostando da superfície de madeira atrás de si e dando dois passos à frente sobre a pista, ficando mais próximo dos adolescentes.

- A primeira regra que eu quero passar para vocês é que não toquem nas armas que a gente vai utilizar nas aulas. Elas não têm fio, a ponta não é tão aguda quanto uma faca – novamente algumas expressões se tornaram um tanto decepcionadas quando ele explicou que as lâminas da esgrima não eram letais, o que o deixou um pouco assustado –, mas isso não significa que elas não possam machucar ou, ainda pior, que vocês não possam danificar alguma delas. Um corte pode ser tratado com um pouco de álcool, algodão e band-aid. Mas uma espada, florete ou sabre sai um pouquinho mais caro para a academia do que alguns itens médicos básicos, então, segunda regra: cuidado ao manusear as armas! – olhou fixamente no rosto de todos os ali presentes, sua voz tratando de passar toda a seriedade dos avisos. – Agora, explicações sobre o tipo de esporte que vocês vão ter aqui.

A esgrima é um dos esportes com raízes mais antigas, remetendo mais ou menos ao começo da utilização das ferramentas pelo homem. Na verdade, ela não começou sua história como esporte, a referência à arte de esgrimir como esporte é relativamente recente. No começo, quando os homens utilizavam pedaços de madeira e posteriormente lâminas de metal para atacar e se defender, a esgrima era uma arte de guerra, uma ferramenta fundamental para a história bélica da humanidade.

Foi na Europa, durante a Idade Média, que ela surgiu como uma arte independente de verdade, com professores especializados, armas específicas, posturas, modos de se combater e escolas. Na antiguidade, ela se mesclava com as outras formas de guerrear e de lutar, ainda que pudesse ser ensinada buscando uma evolução e excelência.

Após o fim da Idade Média a esgrima foi lentamente deixando de ser apenas uma forma de lutar, combater e...” o italiano deu um sorriso enigmático ao olhar para o rosto de uma aluna mais distraída sentada apenas a um metro de si “matar...” a garota olhou para os lados e enrubesceu ao se ver sob o olhar crítico do professor. Ele prosseguiu a explicação sem tirar o olhar de cima dela, com um sabre na mão direita. “...para tornar-se um tipo de diversão.

A aula prosseguia. O professor Gaigher buscava formas de atrair a atenção dos alunos citando nomes famosos da esgrima, curiosidades e entremeando vez ou outra com fatos históricos. Ainda que fosse um apaixonado pela história do esporte, ele sabia que os alunos poderiam sentir-se entediados com tanta falação, por isso ele andava sobre a pista – agora uma espécie de palco – movendo espadas, florestes e sabres distraidamente, fixando seu olhar sobre um ou outro aluno e às vezes pegando de surpresa algum distraído ao apontar alguma das armas para sua face e perguntar-lhe sobre algum fato que acabara de citar. No fundo, Francesco achava aquilo divertido.

- Alguém sabe o que o número 20 tem a ver com a história da esgrima na Era Moderna? – ele perguntou em dado momento. Todos os alunos permaneceram em absoluto silêncio, até mesmo interrompendo conversas paralelas. Eles aparentemente gostaram do mistério – A aula é de esgrima, não de linguagem de sinais para mudos. – deu um leve sorriso apenas para reafirmar sua tentativa de quebrar o clima de tensão, parando de caminhar e apoiando o florete que carregava sobre a palma da mão – Vamos, eu quero ouvir a voz de vocês, apenas tentem.

Timidamente os chutes foram surgindo. O professor apenas negava com a cabeça a cada resposta errada e quando uma resposta se aproximava da certa ele incentivava os adolescentes a pensarem um pouco mais.

- Tem a ver com a prática da esgrima como esporte. E com o nosso país. Vamos, quero ouvir mais chutes. – a competição parecia divertida e não demorou muito para que diversas tentativas de acertar surgissem. Francesco agora sorria, animado.

•••

- Agora, uma parte da aula que vocês devem gostar. – o professor aproximou-se da mesa, com doze lâminas agrupadas, três outras separadas mais acima, alguns papeis e o uniforme que deveria ser utilizado nas aulas práticas – As armas da esgrima. A esgrima é atualmente dividida em três categorias muito fáceis de serem separadas porque elas são classificadas segundo a arma que é utilizada.

Ele pegou as quatro primeiras armas, todas idênticas, e andou a passos lentos até a beira da pista de esgrima, bem próximo dos alunos. Olhou fixamente em seus rostos, um a um, com uma expressão solene.

- Vejam bem. Eu vou deixar que observem as armas de perto, que sintam seus pesos e tamanhos, flexibilidades e materiais. Como eu pedi para que viessem sem o uniforme de esgrima, vocês não trouxeram luvas e eu esqueci de pegar algumas emprestadas da Weston. Por isso, lembrem-se bem das regras do começo da aula. Muita cautela ao segurar as armas, não façam brincadeiras infantis com o colega que depois venham a se arrepender, não testem o fio das lâminas, não aproximem muito as armas do rosto. – a voz de Francesco era tão séria que alguns alunos ficaram assustados – E, acima de tudo, não danifiquem nenhuma das armas, elas são muito resistentes, mas sempre existe a probabilidade de algo dar errado e se algo der errado com alguma delas ou com um colega do lado, algo dará errado com a nota de vocês. Entendidos? – os alunos apenas assentiram e então o professor entregou aos quatro primeiros as lâminas que trazia.

Aproximou-se novamente da mesa e pegou o florete que separara especialmente para que ele pudesse utilizar nas explicações. Respirou fundo e olhou os alunos.

- Agora, eu preciso que alguém venha aqui na frente para que eu possa demonstrar qual área da arma deve tocar qual área do corpo do adversário. – esperou pacientemente que alguém simplesmente erguesse o braço, entretanto todos pareciam ainda um pouco enferrujados. – Já que são todos tão tímidos, eu escolho alguém. – a maioria dos alunos pareceu desconfortável com a possibilidade de ser chamado a frente, mas Francesco sorria enquanto analisava todas as faces até estabilizar seu olhar sobre um garoto alto para a idade, de cabelos castanhos e olhar confiante. Um nordic, aparentemente – Você! – ele apontou com o florete para o rapaz – Venha. – o garoto consertou a postura e abriu a boca para argumentar – Não vai se ferir, venha. – ele encorajou com um sorriso mais largo e franziu a testa – Não precisa ter medo – sabia o que uma acusação sutil de covardia era capaz de fazer em um nordic e logo o adolescente se ergueu de sua cadeira e dirigiu-se ao centro da pista. – Então, primeira arma, ...

...a mais básica e muito usada para os iniciantes, como imagino que a maioria de vocês seja. Florete. É leve, com flexibilidade mediana, os pontos são contabilizados quando se toca a região do tronco do adversário com a ponta da arma.” Francesco estendeu o braço e cutucou de leve a barriga do aluno, que contraiu suavemente os músculos do tronco a espera, provavelmente, de uma sensação ruim “Caso ambos os competidores toquem-se simultaneamente, o ponto é dado ao jogador que estiver atacando.”. Parou em frente aos alunos e girou a lâmina no ar. “É a arma com a qual começaremos nossas aulas práticas.

- Arma seguinte! – depositou o florete em seu lugar anterior e chamou com a mão o primeiro aluno da fileira, um garoto baixo e de óculos, com um olhar um tanto tímido – Pode pegar para mim as quatro primeiras lâminas agrupadas em cima da mesa, as mais pesadas e de guarda arredondada, e distribuir assim como fiz com os floretes? – o garoto, um greek se não lhe enganava a memória, limitou-se a assentir e Francesco lhe agradeceu com um sorriso cortês.

Enquanto os últimos alunos terminavam de observar os floretes e os primeiros recebiam a segunda arma, ele iniciou a explicação.

Espada.” Parou no centro da pista e observou o rapaz nordic que trocava os pesos das pernas “Essa é a arma mais rígida, assim como a mais pesada. Como o florete, pontua aquele que tocar com a ponta da arma, mas diferente dele, com a espada pode-se tocar qualquer parte do corpo, sem exceção.” Parou ao lado do garoto e erguendo o cotovelo, lhe desferiu um golpe na coxa, próximo ao joelho “Ela é boa para pessoas altas, que tenham menos agilidade e flexibilidade porque não é tão necessário nem recomendado manter uma postura muito inclinada, já que qualquer parte do corpo é passível de um golpe. Ela tem uma guarda grande, que recobre a mão exatamente para protege-la do toque do adversário. Em caso de toque simultâneo, pontuam ambos os competidores.

Francesco sorriu ao pegar a terceira e última arma. Retirou da mesa todas as cinco restantes, entregando quatro delas aos alunos enquanto recolhia as espadas.

- A última arma e a arma com a qual mais me identifico. Este é o sabre. – o italiano estendeu o sabe que segurava para o garoto parado ao centro da pista que, mesmo que expressando certo receio, segurou a arma – Hora de atacar, esgrimista – ele murmurou para o adolescente com um sorriso educado e o rapaz sorriu ao compreender que iria fazer o mesmo que o professor fizera anteriormente – Tem mesmo peso que o florete e é um pouco menor. Outra semelhança com o florete é o toque simultâneo, onde só é pontuado o jogador que começou o ataque. A lâmina do sabre é bem flexível e recebe o ponto o competidor que atingir qualquer região acima da cintura exceto as mãos do adversário, o que inclui a cabeça. – o nordic que segurava o sabre preparou-se para dar um toque quando o professor ergueu a mão – Entreanto, com um detalhe a mais diferente da espada e do florete: é ponto caso se utilize a ponta da arma ou o comprimento da lâmina, a lateral do sabre, como em um corte. – então, subitamente, sentiu o choque da parte chata do sabre em sua testa. Olhou para o garoto a seu lado e tentou não rir ao ver os alunos também contendo as risadas com a brincadeira – Sim, dessa forma, só que com o corte do sabre – ele acrescentou e voltou a seriedade anterior – Por isso essa modalidade pode ser considerada a mais complicada. Exige muita agilidade, é cheia de movimentos rápidos e intensos.

Com um sorriso suave o homem retirou o sabre da mão do aluno engraçadinho e indicou que ele fosse se sentar. Mas visivelmente não ficara incomodado por ser golpeado na testa por um estudante, era interessante ver os alunos se soltando mais.

- Bem, miei allievi, a aula está encerrada. Os últimos a receberem os sabres, coloquem-nos em cima da mesa por favor. Procurem saber mais sobre a esgrima e venham preparados para a próxima aula que será um pouco menos... parada do que essa – Francesco deu um sorriso com o canto dos lábios e fez uma pequena reverência ao estilo da esgrima. – Foi um prazer ensinar a vocês hoje.

Virou-se para colocar o sabre sobre a superfície de madeira atrás de si e deixou que lhe escapasse dos lábios um pequeno sorriso. No final, a primeira aula nem foi tão complicada quanto imaginava.


LEIAM, FUNDAMENTAL:
Well, primeira aula postada, extremamente chata, eu sei, mas o objetivo é apresentar a matéria para vocês. Sem tarefa? Nada disso! Como pedido em post, vocês devem estudar a matéria que escolheram fazer. Não é uma tarefa em especial, não devem apresentá-la diante da turma, mas quando estiver lendo os posts, quero perceber que sabem o que é a esgrima, por isso, citem fatos que não foram citados no meu post, curiosidades, detalhes, qualquer coisa que saibam sobre a prática de esgrimir e se nada souberem, pesquisem. Novamente, não precisam falar isso diante da turma, mas demonstrem de alguma forma que querem mesmo aprender e entender esgrima, fiquem a vontade para afirmar que eu citei algum fato que gostaram, mas que não está em meu post. O objetivo é que demonstrem estarem interessados.

Digam o que acham do esporte, como se sentem. Mergulhem nisso de cabeça. O melhor post será aquele que estiver melhor escrito, mas que também narrar de forma mais interessante seu contato com a aula. (Ou seja, não basta postar super bem, mas escrever que foi, assistiu a aula e pronto). Boa sorte.

FOR THE PRINCE // HAVE COURAGE & BE KIND
WHAT KATY DID

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 58

Data de inscrição : 08/04/2015

Nordic





Esgrima - 1

"É preferível suportar os males que temos do que voar para aqueles que não conhecemos." disse Shakespeare, e ele estava certo. Entretanto eu nunca fui o tipo de garota que consegue seguir o caminho certo. Sempre me arrisquei, mesmo sabendo que no final poderia quebrar a cara. Talvez tenha sido essa minha tendência errática e um tanto suicida que tenha me feito chegar aqui, nesse colégio. Eu sofria em casa, sim, mas lá era o meu território, sabia todas as entradas e saídas, as rotas de fuga, os atalhos e até mesmo as armadilhas. Não me sentia viva lá, mas pelo menos sabia como sobreviver. Agora me encontro aqui, nesse lugar desconhecido. Um verdadeiro labirinto, com caminhos falsos, encruzilhadas e miragens. Ilhada dentro de mim mesma.

-----------------------------------------

Meu sono foi interrompido pelo clássico barulho do despertador, alto e irritante, mas cumpria bem sua função, me manter acordada, me despertar para a vida, literalmente falando. Após piscar algumas vezes abri meus olhos fixando minha visão no teto branco. Finalmente havia chegado o dia, era hora de me abrir para o mundo. Encarar os outros, sem medos ou inseguranças. Sendo como Susan ou como Kaíra, meu leão interior há muito adormecido queria rugir, e eu não iria mais impedi-lo de saciar sua vontade.  

Levantei-me rapidamente, de forma um tanto robótica. Tinha o costume de acordar bem mais cedo que isso, apesar de em casa fingir dormir até mais tarde, como "Susan" faria. Era bom finalmente ter um pouco de liberdade para ser, e redescobrir, quem eu realmente era, pelo menos em meu minúsculo dormitório. Olhei distraidamente o calendário colado a parede, minha primeira aula extra seria esgrima. Papai quase me forçou a fazer tal curso. Não seria minha primeira, segunda, nem terceira escolha, mas tinha que obedece-lo. Segundo ele a falecida Susan era uma esgrimista como poucas. Mesmo não possuindo quase nenhum conhecimento sobre essa atividade eu iria me esforçar e mostrar que tudo que ela fazia eu poderia fazer muito melhor.

[...]

Ser melhor que Susan, isso era o que me motivava, era o que não me deixava desistir, era o que não me permitia jogar a toalha, podia até beijar a lona, mas sempre levantava antes do final da contagem regressiva. Fechei os olhos e suspirei movendo a cabeça de um lado para o outro, alongando o pescoço, enquanto me movia para dentro da quadra, junto ao primeiro grupo de alunos. O professor como esperado já estava lá, notei a ansiedade de alguns colegas quando ele nos dirigiu a palavra, diferentes deles eu não sentir nada. Nem ansiedade, nem emoção, muito menos medo. Apenas o mesmo vazio de sempre ocupava o meu corpo.

Sentei-me na cadeira livre, mas próxima de onde se localizava a mesa do professor, não queria perder nenhum detalhe. Respondi ao cumprimento de "bom dia" dele, mas não falei com nenhum de meus colegas. Não por timidez e sim por está muito focada em meus objetivos. Tinha recebido a melhor educação que o dinheiro do meu pai poderia comprar, entretanto meu individualismo me isolava dos demais, arrisco dizer que até mesmo me cegava. Afinal sempre considerei a distancia entre mim e minhas metas como uma linha reta... Amizades, festas e namoros eram apenas curvas desnecessárias e fáceis de se evitar. Na primeira vez que me permitir virar em uma delas, eu derrapei. Esse era um erro que eu não tinha a mínima intenção de repetir.

Assim que os outros alunos chegaram e se colocaram em seus lugares o professor começou a se apresentar e a explicar como seria a aula. Não teríamos aula pratica logo de cara, como eu já imaginava, por isso a informação não me abalou. Peguei um caderno que estava dentro de minha bolsa e comecei a tomar nota de que considerava importante registrar do que ele falava, sem me deixar distrair por seu sotaque levemente puxado. Eu sempre tive uma boa memória, mas se até o melhor dos computadores falham, porque o mesmo não poderia acontecer comigo? Era sempre bom está garantida.

Quando o professor começou a andar de um lado para o outro com as armas que futuramente usaríamos nas aulas, tive o intuito de pegar meu iPhone para fotografar, não queria deixar nada passar, entretanto me contive, não queria chamar mais atenção que o necessário. Queria ser apenas uma telespectadora, avaliar bem os meus rivais antes de dar o primeiro passo. Entretanto não pude esconder a admiração em meu olhar ao analisar as armas que ele mostrava.

Sua pergunta não era muito difícil de responder, entretanto me mantive quieta, queria saber até onde ia o nível de conhecimento dos meus colegas em relação a atividade em questão. Após vários chutes e alguns acertos o professor mudou um pouco sua postura assim como o ritmo da aula. Quando ele se aproximou com as armas vi meus colegas se adiantarem para tocar nos artefatos, mas eu me mantive imóvel, quase não respirei. Até que finalmente o professor se calou.

Me aproximei das armas olhando-as com certa fascinação. Ele estava certo, elas eram resistentes, mas sabia que tinha colegas que poderiam facilmente danifica-las por besteira. Após analisar rapidamente, reconheci o Florete, que provavelmente seria a que eu começaria a usar nas próximas aulas. Quando chegou a minha vez, segurei o florete pelo punho e passei o dedo indicador suavemente pela casoleta, sentindo a textura da mesma. O professor logo voltou a se manifestar com um florete em mãos, convidando um aluno para ajuda-lo em uma demonstração. Ninguém se ofereceu. Internamente comecei a ponderar se todos haviam adotado a mesma estratégia que eu ou se eram apenas covardes!?! Bem, aquilo não importava no momento, pois o professor escolheu o aluno que iria ajuda-lo.

Quase não pisquei observando atentamente cada movimento e palavra do professor, durante sua demonstração. Logo veio a segunda arma, a espada. Após senti-la, tomei nota discretamente, escrevendo a diferença que sentir entre uma arma e outra, sem deixar de dar atenção ao que o professor falava. Por fim, chegou a vez do sabre, que visivelmente era a arma mais flexível de todas, tendo origem na cavalaria oriental e ocidental. Fiz o mesmo que havia feito com as primeiras armas, admirando as semelhanças e diferenças que existiam entre elas.  Perto do final da demonstração o aluno nórdico chamado anteriormente tentou bancar o engraçadinho, acertando o sabre no professor. Fiz sinal de negativo com a cabeça, não apreciava distrações, muito menos durante as aulas. Tudo tinha seu tempo. Assim que o professor finalizou a aula, recolho as minhas coisas e me retiro tão discretamente quanto entrei.


humor: concentrada!Com: colegas de classe!?!clothes: Aqui
tks, the raven@cg!

Voltar ao Topo Ir em baixo

Mensagem por Aaron T. Rodgers em Qua Jul 08, 2015 2:15 am

avatar
Mensagens : 66

Data de inscrição : 05/07/2015

Egyptians
Studing...
It's fucking boring.
Tic tac, tic tac, o barulho do relógio pendurado na parede era o único som audível no quarto de Luuk. O garoto que recém havia despertado, encontrava-se muito entediado. Sabe, antes de ir morar nos Estados Unidos, De Jong tinha uma vida muito corriqueira, como a de um super star, afinal ele era membro da família real holandesa, mas depois que foi banido do reino, sua vida mudou completamente, agora passava o dia todo vagando à toa pela escola ou então ficava deitado escutando as músicas do seu cantor favorito, Avicii (ele não é bem um cantor, já que só manda as batidas e não costuma soltar muito a voz, mas isso é irrelevante no momento) e isso aos olhos do garoto não era muito empolgante. Mas hoje finalmente Luuk iria ter algo diferente, sua primeira aula de esgrima, mesmo sabendo que provavelmente ela seria chata e explicativa como todas as primeiras aulas são. Durante o tempo que viveu no seu país natal, ele até teve duas ou três aulas desse esporte, mas geralmente não prestava atenção nelas, mesmo assim De Jong imaginou que graças a isso estaria um pouco a frente dos demais. Enfim, o garoto tomou uma ducha rápida, vestiu uma roupa qualquer limpa e arejada (o professor pediu para que não levassem o uniforme de esgrima, o que era mais um indício de que aquela aula seria teórica), e por fim deixou o seu dormitório a passos largos, por mais que ele não admitisse, estava nervoso e ansioso.

♣♠♣

Chegou na quadra e logo fuzilou o suposto professor com seus olhos, sinceramente aquele homem não tinha cara de professor, parecia relativamente novo demais para exercer tal profissão. De Jong logo achou seu lugarzinho e aconchegou-se, tentando relaxar antes da aula, o que com todo aquele nervosismo não era nem um pouco fácil. "Calma Luuk, é o professor que deveria estar nervoso, não você, seu burro." pensou rindo de si mesmo em seguida. Finalmente após um longo tempo de espera todos os alunos chegaram e a aula começou.

- Olá, bom dia a todos. Meu nome é Francesco Cesari Gaigher, sou esgrimista profissional, italiano de nascença e a partir deste momento, sou o professor de esgrima de vocês. - disse o homem sentado atrás da mesa. "Ele disse italiano? " disse o greek mentalmente "Ótimo, é bom saber que não sou o único que gosta de pizza e lasanha nessa escola" pensou o garoto que também tinha descendência italiana. - Antes de começarmos nossos trabalhos eu devo esclarecer que essa aula, infelizmente, não será uma aula prática. - prosseguiu o professor confirmando as previsões de Luuk e fazendo com que várias "carinhas" tristes surgissem.

Pois bem, Francesco continuou sua aula impondo duas regras e explicando o porquê delas, enquanto De Jong começava a entrar nos seus típicos devaneios profundos. Como todos sabem, até pouco tempo o garoto sofria de um transtorno de múltiplas personalidades, que felizmente foi parcialmente curado após alguns meses de tratamento, porém o que a maioria desconhece é que essas personalidades continuavam vivíssimas dentro do menino, conversando com ele mentalmente as vezes. "Porque esse professor idiota não cala a boca." murmurou uma das personalidades, que chamava-se Chuck e era um pouco grosseira, "Sei lá, mas olha só todas essas gatinhas...Deveríamos chamar alguma delas para sair." disse a outra, chamada pelo greek de Drew. "Ei, porque não voltamos para a Holanda?" questionou Chuck, "Fique quieto, desse jeito não consigo decidir qual gatinha é a mais gostosa." retrucou Drew, um pervertido de primeira classe. Os dois começaram a brigar mentalmente, o que de certa forma era bizarro e só foram interrompidos quando Luuk decidiu agir "Ei vocês dois, calem a boca. Não consigo me concentrar."

Quando finalmente conseguiu prestar atenção só na aula, De Jong aprendeu coisas fascinantes que não sabia sobre o esporte, como por exemplo que a esgrima nem sempre foi uma arte, mas sim uma maneira de defesa e não conseguiu segurar uma risada quando descobriu que houve um caso de morte dentro do esporte, sério, como alguém consegue se ferir com uma espadinha molenga igual aquela? Por fim ficou um tanto quanto desapontado com o seu país de origem quando soube que nenhum holandês havia faturado um título mundial de esgrima.

No momento em que Francesco questionou a relação do número vinte com o esporte, Luuk hesitou em responder. Por mais inteligente que ele fosse, não gostava de demonstrar isso aos outros, a não ser em  situações realmente necessárias, o que sinceramente não era o caso. De Jong sabia que alguns alunos da escola eram realmente burros por assim dizer, mas alguns chutes beiravam o ridículo. Um aluno chegou a dizer que uma vez um esgrimista matou 20 vacas com apenas um golpe, dai a relação do número com o esporte.

Enfim, a aula foi continuado em um ritmo alegre e descontraído, bem diferente do que o garoto inicialmente pensara. Quando por fim o professor permitiu que os alunos pudessem tocar nas armas, o holandês aguardou sua vez e finalmente manuseou o florete, deslizando-o por sua mão. Focou na lâmina, escorregando-a entre os seus dedos, de certa forma brincando um pouco com ela. Foi quando avistou a espada em cima da mesa e largou o florete na hora. Durante o tempo em que tivera aulas de esgrima na Holanda, Luuk sempre quis manusear a espada, mas seu tutor nunca permitira, pois segundo ele aquela era uma arma para pessoas mais experientes; será que na nova escola ele finalmente poderia usá-la? Talvez.

Francesco convidou um jovem nordic para fazer a demonstração do florete e logo em seguida distribuiu a espada, para o delírio do greek que estava bem focado na aula. Quando finalmente pode tocar a arma, logo sentiu que ela era bem mais pesada do que a anterior e que sua ponta também era diferente. De Jong não conseguiu conter um sorriso na hora em que o professor disse que a espada era mais adequada para grandalhões como ele. Depois da espada e do florete veio o sabre, bem leve igual ao florete, só que claramente mais flexível e pequeno. Parecia perfeito para golpes rápidos e ágeis, pois permitia tanto ataques frontais com a ponta da lâmina quanto laterais.

Quando o professor encerrou as demonstrações, tanto da espada como do sabre, o holandês pode tirar algumas conclusões a respeito das armas. Primeiro que o florete era ideal para ataques leves e sutis, a espada para golpes mais precisos, como na mão ou no pé, e o sabre perfeito para estocadas rápidas e instintivas. Para a tristeza de Luuk, Francesco decidiu encerrar aquela aula por ali, sem dar a mínima chance do garoto usar a espada. Ainda assim, De Jong ficara surpreso com a primeira aula, esperava algo monótono e chato, mas acabou conseguindo algo legal e interessante. Por fim fez algumas anotações no seu caderno e saiu do local bem animado com o que aprendera.

Legendas:

Pensamentos - Luuk
Pensamentos - Personalidade 1(Chuck)
Pensamentos - Personalidade 2 (Drew)
Falas NPC 1


Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 230

Data de inscrição : 08/04/2015

Greeks
Aula de Esgrima - I
The first of all
O
lhei com certo tédio para a área gramada a minha frente, já havia passado tanto da minha vida por ali que até meu passatempo preferido de descobrir os segredos da Weston já estava ficando chato. Talvez a única coisa que conseguia quebrar essa monotonia era irritar os membros das outras facções ou ocasionalmente praticar bullying com algum dos nerds espalhados por aí.

Estava nessa divagação quando ouvi o sinal tocar ao longe e apesar de ficar tentado a matar a aula sabia que minha mãe arrancaria minha cabeça fora com certos requintes de crueldade caso descobrisse, então me levantei e joguei a mochila nas costas, parando apenas para pegar a folha amassada que mostrava meu horário. Eu iria precisar correr para conseguir chegar a tempo da aula de esgrima do outro lado do campus.

Entrei correndo no ginásio e quase escorreguei na beirada da quadra antes de conseguir me recompor. Parei ao lado de um garoto que não me parecia muito desconhecido e joguei minha mochila em um dos degraus da arquibancada. Passei o olhar superficialmente sobre os outros alunos e finalmente o fixei sobre o professor que mais parecia um almofadinha da suprema corte do que um instrutor de ensino propriamente dito.

Me aboletei em uma das cadeiras e inclinei meu torso em direção aos joelhos, apoiando-me ali com os cotovelos. Entre todo o blah blah blah do homem as únicas coisa que consegui absorver era que ali iríamos aprender o que qualquer poderia descobrir jogando no google, que mesmo estando numa escola onde qualquer aluno poderia colocar uma recompensa pela cabeça dele o professor ainda se preocupava com o preço irrisório de um sabre, florete ou o que for. E ele tinha razão sobre querer espetar o sabre em alguém mas no meu caso não era espetar o colega ao lado e sim a moita que ele chama de cabelo.

Puxei o celular do bolso e comecei a utilizá-lo discretamente enquanto ouvia por cima o que ele falava, mandei uma mensagem para um colega meu dizendo que preferia estar na aula de artes, no qual era uma negação do que estar ali naquele local mais morto que George Washington.

Assim como eu a grande maioria parecia estar entrando numa grande poça de tédio já que a conversa paralela era palpável. Estava no meio de uma batalha em um dos jogos do celular quando ouvi a conversa geral ser substituída por um silêncio. Olhei ao meu redor para ver o povo com cara de pasto e o professor aguardando por alguma coisa. Me virei para o garoto ao meu lado e perguntei o que aconteceu sendo agraciado com a pergunta que o “professor” havia feito.Me controlei para não expressar em voz alta o meu pensamento de que já que ele era o professor ele que deveria responder as coisas e não os alunos mas apenas fiquei quieto.

A parte seguinte da aula passou com o professor espetando um aluno com cara de bobo da corte, que provavelmente seria um dos nordics pelo jeito de ser. Eu me sentia como se estivesse no zoológico e o professor fosse um daqueles pavões bem coloridos se exibindo para as fêmeas, que no caso eram os alunos. E quando o bobão bateu com o sabre na testa do homem quase passei por cima do meu desgosto pelos nordics para ir cumprimentá-lo pelo o que eu queria ter feito.

Em geral a prática da esgrima é muito interessante, ainda mais para mim que tive que aprender durante os múltiplos acampamentos para ricos que minha mãe me mandara para não ter que ficar com ela, esse também era o motivo pelo qual eu havia escolhido essa matéria como minha principal. Mas se todas as aulas fossem como essa eu acabaria trocando para algo como hipismo ou rugby.

Recebi o sabre em minhas mãos e toquei com certa reverencia seu corpo a manuseei com cuidado para sentir seu peso e equilibrá-la com o corpo. Mas antes que pudesse me sentir confortável com o equipamento ouvi que a aula estava encerrada. Dei de ombros e coloquei o sabre junto aos outros sobre a mesa.

Antes de me retirar me perguntei se eu teria alguma dificuldade para trazer minha Rapieira para a Weston. Já que meu mestre favorito, Girard Thibault a utilizou em sua época. Peguei minha mochila na arquibancada e comecei a caminhar calmamente para fora do ginásio, puxando meu celular novamente e discando um numero já conhecido.
robb stark

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 186

Data de inscrição : 21/06/2015

Greeks
Nothing to fear inside
Suas pernas estavam cansadas, tinha mexido elas descontrolavelmente por vinte minutos, seus braços mexiam perto da superfície, a água era boa e quente, mas mesmo assim seu corpo possuía uma certa fragilidade não era a primeira vez esse contato íntimo com a água, o problema era os dois metros abaixo dela.   "– O que você quer ser Levinsky? Fraca? Balance esses pés ou irá afundar e ninguém te salvará "

A ruiva acordou num salto, inspirando profundamente e sabia a causa disso, tinha acabado de sonhar com sua mãe e quando isso acontece, ela sabe que são lembranças. Levinsky aprendeu a nadar de um jeito peculiar, seus irmãos tiveram professores para todos os esportes que tinham conhecimento, mas a menina? Ela não, tudo tinha que ser perfeito e rígido e Naritza, sua mãe, sabia fazer isso da maneira mais perfeita... A ruiva passou a mão em sua testa, estava completamente molhada, só havia uma lembrança que poderia ter provocado tal reação "Natação para iniciantes com: Mamãe".

Apesar de tudo, esse ensinamento foi muito bom, claro que um pouco daquele amor maternal também poderia ter sido aplicado, mas Levi teve interesse por todos os esportes e então o espírito competitivo nasceu, ser melhor que seus irmãos nos esportes que foram treinados por profissionais, era um estilo de vida... Seu corpo estava mergulhado na banheira de seu pequeno banheiro, seus cabelos ruivos boiavam em meio às espumas, nada naquele lugar poderia ser comparado ao que havia na casa de seus pais, o lema da vida da família Zhirkov era "quanto maior o espaço, melhor" e com certeza, um casal poderia fazer sua morada completa em um dos banheiros da mansão.

Para a garota aquilo pouco importava, sentir que aquele lugar, somando seu quarto e o minúsculo banheiro, era o seu mundinho e aquilo era o que a ruiva desejava, era o que tentava falar para seus pais, sendo a única filha, sendo menina e não ter ninguém para compartilhar tudo o que teve com uma irmã e de sua idade, era como viver em uma solitária por quatorze longos anos, mas agora ela estava aqui, com quinze rodeada de meninas que passavam pela mesma coisa, talvez não com o mesmo pensamento. A garota optou por roupas que deixassem seu corpo livre para qualquer movimento, ou seja, legging de uma malha mais grossa e preta, regata azul e um casaco de malha esportiva na mesma cor de sua regata.

Dessa vez ela estava acompanhada por mais pessoas de sua ordem, alguns ficaram com ela para a matéria que teriam junto, outros tomaram seus devidos caminhos, foi estranha a escolha de suas matérias, dois esportas, um conhecido e já praticado e esse, esgrima, já sabia a quantidade de alunos que estaria nessa matéria e Greeks, com certeza seria a minoria, mas não estava lá para isso e sim para conhecer algo que lhe despertou curiosidade, algo que ela seria melhor que seus irmãos e contar vantagem na cara deles quando estes vierem lhe encher a paciência, não só com eles... Levi adentrou na pista de esgrima e analisou tudo, absolutamente tudo, desde o ginásio, a construção, detalhes nas paredes, os bancos, o lado das líderes de torcida e as pessoas que já estavam no local esperando pela fala do professor.

– Bom, não pode ser tão ruim assim, pelo menos não é a minha mãe... - A ruiva tirou o casaco e o amarrou na cintura, deixou seu cabelo cair em seus ombros e o arrepio fora de imediato, para sua surpresa o professor, Francesco Cesari Gaigher é italiano, parece que boa parte dos alunos e professores eram de algum outro país, típico de uma escola de elite, o costume de praguejar em russo já tinha ido em sua fala, mas ficado em sua mente, ás vezes ela franzia o cenho pra focar seu pensamento em uma linha de tempo onde só existissem coisas do momento, como a aula, e afastar todos os nomes de "baixo calão" que vinham repentinamente, esse desejo descomunal de xingar alguém ou qualquer coisa... Bem, ela não sabe explicar de onde veio.

"Ta legal, agora pense o que você sabe sobre esgrima...", a menina cruzou os braços na frente de peito, franziu o cenho e olhou para o que o professor estava fazendo e apresentando, é um esporte Olímpico desde 1896, o primeiro campeão foi o grego Ioannis Georgiadis, ela sorriu pensando nos Greeks... "Exija mais de você Levi!", então ela levou o dedo indicador e o polega até sua boca, em uma posição de "estou pensando muito, pensando fortemente". Pinturas egípcias e gregas mostram guerreiros empunhando espadas, mas claro que isso era bem mais simples naquela época e não se tratava de um desporto e sim de sobrevivência, ser um guerreiro e não apenas se esquivar, e "apontar"... Até isso chegar nas escolas, alemãs e italianas. Até hoje existe apenas um caso de morte no esporte, aconteceu no Campeonato Mundial de Roma, em 1982. O combate era entre o alemão Reinhold Behr e o russo Wladimir Smirnov, campeão mundial de florete. Em uma ação entre os dois, a lâmina do florete de Behr quebrou, na continuação, o florete do alemão acabou atravessando a máscara de Smirnov, acertando o rosto do russo, nessa hora Levi olhou para o professor, Francesco falava agora sobre os tipos de "armas"  

O que ela sabia agora, tinha lido na noite anterior e procurado entender mesmo sendo da ordem dos que sabem tudo, isso não se aplicava à ela, bem, isso não se aplicava na maioria dos Greeks, Levi era da classe dos Greeks que preferiam buscar entender sobre tal assunto, estudá-lo, saber como funciona e se dedicar ao máximo em cima do mesmo e sabendo disso seu espírito competitivo era alimentado, essa era a Greek. Mas voltando ao assunto das armas, a ruiva então se desviou de seus pensamentos para "decorar" a fala do professor sobre os instrumentos que seriam utilizados durante o período das aulas, explicou sobre a importância de se tomar o devido cuidado e sobre como manusear, o florete, arma de fácil manipulação, leve e flexível, exige agilidade e rapidez, se joga com mais delicadeza no toque, no torso somente.

O uso da conhecidíssima expressão "touché", que remonta ao toque da espada no adversário. Antigamente a expressão era frequentemente utilizada no esporte, pois não havia os sensores eletrônicos. Assim, o grito era a forma que o atleta tinha para requerer a pontuação.  A esgrima é a única modalidade em que nenhuma parte do corpo do atleta fica exposta. Uma calça feita de kevlar, o mesmo material de coletas à prova de bala, uma proteção chamada meia-manga, uma jaqueta (também de kevlar), uma luva na mão que leva a arma e a famosa máscara feita com malha de aço são os uniformes dos competidores. As mulheres ainda têm que usar um protetor de seios. O combate amistoso entre dois esgrimistas é chamado de assalto já o salto curto em direção ao adversário é chamado de balestra. Agora sobre o número 20...


Foi possível tocar no material que iríamos usar, era o que faltava para ela, se sentiu bem mais confiante quando teve sua "participação" conhecendo as armas, a espada era mais cheia de regras, a postura teria que ser redobrada, seu campo de ataque ao oponente pegava o corpo inteiro, no geral era utilizada por pessoas de estatura mais alta, que não possuíam muita agilidade, com certeza ela não usaria essa arma tendo seus 1,67cm de altura, claro que não era aquela espada de guerreiros e tudo mais, mas se bem que ela gostaria de se sentir uma guerreira, já que tinha conhecimento do Hipismo, medievalismo a agradava muito, assim como gladiadores e amazonas, apesar de serem romanos... Mesmo com o apesar dos apesares, ela ainda cogitou a ideia de algum dia ser capaz de brandir uma espada medieval.   

Ainda prestava atenção na aula quando a palavra sabre, "sabre de luz", a ruiva sorriu, fechou os olhos e tratou de prestar atenção nessa última parte, Francesco fez pequenas demonstrações, e o sabre, com certeza deixou a menina fascinada era um duelo mais violento e ágil, perfeito para "treinar" com seus irmãos, mas com um sabre de luz tudo ficaria perfeito, Levinsky não pode deixar de imaginar o que ela falaria quando estivesse com um sabre em mãos e claro, seria uma fala bem nerdesca. Assistindo as apresentações e ficando atenta nas explicações fora o bastante pra que aquele esporte "desconhecido" fosse  para o número cinco da sua lista de "cinco coisas para jogar na cara de sua família", no término da aula voltou a colocar seu casaco, prendeu seu cabelo e desejou que na próxima aula ela tenha oportunidade de aprender na prática.         





Última edição por Levinsky Täz Zhirkov em Sex Jul 10, 2015 9:53 pm, editado 1 vez(es)

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 47

Data de inscrição : 05/07/2015

Nordic
Fencing
Abri meus olhos naquela manhã com certa dificuldade já que na noite anterior tinha ficado acordado até tarde fazendo absolutamente nada, só olhando para o teto e percebendo o quão pacata estava minha vida. Puxei o ar, como se aquilo me desse forças para sair da cama, e levantei caminhando direto para o banheiro fazer minha higiene matinal. O tempo ali não foi muito longo tendo em vista que minha primeira aula naquele dia era esgrima. - Pelo menos alguma coisa boa. - Disse a mim mesmo enquanto abotoava os botões do cardigan cinza que estava sob uma camiseta branca. Aproximei meu rosto do espelho olhando bem pra minhas feições e fiz uma pequena careta, dando meia volta e pegando meu maço de cigarros o colocando dentro do bolso.

Não tinha muitas pessoas ali. Cinco, me incluindo, no máximo. Passei por eles sem dirigir a palavra ou o olhar a ninguém, mas não passei despercebido. - Tinha que ser nórdico. - Comentou um e virei meu corpo em direção ao mesmo arqueando a sobrancelha. Como diabos ele sabia se eu era nórdico ou não? - O que ta olhando poste ambulante? - Piadas sobre minha altura: Check. Sem me dar ao trabalho de responder apenas dei uma leve risada em deboche, não ia perder meu tempo com gente daquele tipo então pulei um pequeno muro que tinha ali e que dava acesso a uma escadaria. Subi a mesma de dois em dois degraus até o final dela. Ali eu poderia observar quando o professor chegaria e fumar um ou dois cigarros em paz.

Traguei a nicotina sentindo aquela onda de prazer percorrer meu corpo no segundo cigarro do dia. Tinha se passado algum tempo, pessoas tinham chegado, mas nada do professor. Observei algumas delas entrando na sala e levantei apagando o cigarro no degrau e bicando-o para longe. Desci a escadaria sem pressa enquanto colocava uma bala de hortelã na boca. Eu podia ser um viciado, mas cheirar a cigarro: Jamais. Pulei o pequeno muro, passei os dedos entre os cabelos que acabaram por cair no rosto e entrei na pista.
A primeira coisa que chamou minha atenção foi a grande mesa que ali tinha, repleta de objetos claros da esgrima. A segunda coisa foi o homem, relativamente jovem, sentado ao lado da mesma. Enruguei minha testa, acho que já o conhecia de algum lugar, mas não conseguia lembrar-me de onde. Antes que eu me sentasse, pude ouvir o mesmo levantar e dizer que éramos livres para conhecer a quadra se quiséssemos, mas eu já tinha feito aquilo antes então apenas me sentei numa cadeira mais afastada, não era de ficar na frente da classe.

Pouco tempo depois o professor pediu a todos que sentassem. "Olá, bom dia a todos. Meu nome é Francesco Cesari Gaigher, sou esgrimista profissional..." É claro! Assim que ouvi seu nome lembrei-me que meu antigo professor tinha mostrado uns vídeos e dentre eles estava o de Francesco. Um murmúrio foi ouvido assim que ele disse que aquela não seria uma aula prática. Era algo óbvio, me perguntei que cabeça de vento pensaria que sairia lutando na primeira aula. Rolei os olhos cruzando os braços na altura do peito, prestando atenção.

A aula passou de forma bem divertida até, Francesco nos explicou sobre como a esgrima surgiu e suas finalidades, coisas que eu já tinha aprendido antes, mas nunca é demais relembrar. Podia ver a paixão pelo esporte pelo cuidado que ele tinha ao manusear os floretes, sabres e espadas. Aquilo era bom, me lembrava claramente do meu segundo professor de esgrima que não sabia praticamente nada e estava ali somente pelo dinheiro. Mas, chegou um momento em que eu estava meio distraído anotando algumas coisas no caderno quando a pulga coçou minha orelha ao ouvi-lo perguntar sobre o número 20 e a esgrima. Ok, o que diabos o número 20 tinha haver com o esporte?

Permaneci calado apenas ouvindo as pessoas darem chutes atrás de chutes. Estava calado pensando e buscando na memória alguma coisa que eu tenha lido ou que Mestre Valentim tenha nos contado, mas nada veio a minha mente durante longos minutos até que quando comecei a pensar nos estados unidos e suas ligações com a esgrima um lapso veio na minha mente, então apenas levantei minha mão indicando que iria falar.  - O neurologista Graemme Hammond defendia o exercício físico como tratamento para distúrbios nervosos. E esse tratamento foi implantado nos soldados traumatizados depois da primeira guerra mundial, o que deu uma grande visibilidade para a esgrima naquela época. Graemme também foi campeão dos estados unidos pela folha em 1981, espada por três anos que, se eu não me engano, foram 1889, 1891 e... - Olhei pra cima enquanto contava nos dedos os anos tentando me lembrar do ultimo e ao consegui estalei os dedos. - 1893. Foi também pelo sabre em 1893 e 1894. – Completei. - Eu, particularmente – coloquei uma mão no peito ao me indicar - acho que um de seus grandes méritos foi ter participado dos jogos olímpicos de 1912 mesmo sendo eliminado na primeira rodada, tendo em vista que ele já tinha 54 anos. - Terminei de falar o que sabia do neurologista, mas me toquei que não falei a relação dele com o número 20. - Ah! E a relação é que ele serviu por 20 anos na Associação Americana de Neurologia.

A aula seguiu com o professor dizendo que os alunos teriam o primeiro contato com armas e não pude deixar esboçar um sorriso, interno, com isso e manter meu olhar confiante. Eu adorava esgrima e adorava, principalmente, suas armas. São armas que, normalmente, pessoas não dão nada para elas, mas podem fazer um grande estrago. Francesco chamou um voluntário, mas não fiz menção de me levantar, queria ver como os iniciantes se sairiam ali, mas como eu sou um cara sortudo demais ele apontou pra mim e me chamou. Eu arrumei minha postura na cadeira e ia falar que já tinha noção de esgrima, mas ele me interrompeu. "Não vai se ferir, venha. Não precisa ter medo." arqueei a sobrancelha para aquela acusação de medo e em silencio me dirigi ao centro da pista.

Mas que caralho, eu odiava ficar na frente da turma e ser usado como exemplo. Francesco explicou sobre o Florete, tudo que eu já sabia então eu estava, realmente, distraído ali. Céus, pra que diabos ele vai precisar de mim? Senti a ponta do florete no meu abdômen e por instinto o contrai, como sempre fazia na hora de me defender. A explicação terminou e completei sua frase mentalmente junto com ele "Caso ambos os competidores toquem-se simultaneamente, o ponto é dado ao jogador que estiver atacando." Depois ele chamou um segundo garoto, visivelmente mais baixo que eu e pediu para que distribuísse a espada. Eu, naquele momento, estava entediado. Eu queria segurar na porra das armas e estava ali parado fazendo absolutamente nada. Troquei o peso das pernas, já não ouvindo muita coisa do que o professor falava, pois estava olhando a menina a minha frente passar a mão pela lamina. Vocês sabiam que essa era a única arma tradicionalmente que as mulheres usavam em muitas competições? Pois é.

Troquei o peso das pernas pela milésima vez e logo senti um pequeno golpe nas minhas coxas. Quem visse, diria que tinha sido algo forte, mas na verdade apenas deu pra sentir a espada. Nesse momento senti uma grande admiração pelo professor, não era fácil controlar uma lamina daquele jeito. Lembro-me das maiorias das competições ter usado a espada, justamente pela minha altura. Peguei uma das que ali passavam tocando-a no vinco e sentindo a rigidez da lamina. Ela era um pouco mais pesada que a que eu treinava, mas aquilo era bom. A terceira arma a ser apresentada a turma foi o sabre. Eu adorava aquela arma, era leve assim como o florete e nos dava a possibilidade de trabalhar nossa agilidade. Infelizmente sai das aulas de esgrima, graças a vagabunda da minha mãe, quando estava começando a pegar a técnica do sabre. Meus pensamentos foram interrompidos assim que vi o professor me estendendo o sabre. O olhei com certo receio. Eu teria que lutar com ele? Ali e agora? Fala sério, o cara era um profissional! Mas abri um sorriso quando vi que era apenas para fazer uma demonstração, assim como ele tinha feito antes.
Preparei-me para dar um toque, mas Francesco ergueu a mão, me fazendo parar com a mão no ar. Bufei. Ele continuou a falar e assim que terminou, não pensei duas vezes e atingi sua testa com a parte chata do sabre. Era pra demonstrar o golpe, claro. Ouvi risos da turma e não pude deixar de rir junto, tinha sido engraçado afinal de contas. Logo em seguida ele tirou o sabre das minhas mãos e falei baixo. - Foi mal professor. - Meu tom ainda era meio divertido e pude perceber que ele não tinha ficado chateado com aquilo.

Depois que me sentei, foram poucos segundos restante de aula até que Gaigher finalizasse a mesma. Tinha sido uma aula boa, era sempre bom relembrar todas as regras e um pouco da história da esgrima. Me levantei, colocando as mãos dentro do bolso da calça e marchando a passo lentos para fora da pista. Senti meu Iphone vibrar no bolso de trás e assim que o peguei revirei os olhos. O nome "Joanne" - minha mãe - brilhava na tela. Respirei fundo e atendi. - Vamos cortar a boa educação porque eu sei que você não me ligou pra saber como eu estava. Vamos direto ao ponto: O que você quer? - Disse secamente passando entre alguns alunos e indo em direção ao meu quarto.
#tags | XX words | notes ©


Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 36

Data de inscrição : 05/07/2015

Nordic
Sword-Play...
Acabara de sair da cama, com muita dificuldade – Como sempre  –. Havia dormido tarde noite passada, trocando mensagens inúteis com pessoas que não verei por muito, muito, muito tempo. Gente que talvez nem se lembravam mais de mim, desde que saí de Londres. Estava cansada de morar naquele cubículo que sou obrigada a chamar de quarto. Como alguém consegue viver nessas condições? Estava me perguntando isso desde que chegara. Eu odeio lugares pequenos, como iria morar naquele cubículo?.  Esfrego meus olhos e vou para o banheiro fazer minha higiene pessoal e me preparar para a aula de esgrima. Hoje não precisava usar uniforme de esgrima, só terá uma breve introdução da matéria e etc.
[...]
Algum tempo depois saio do banheiro já vestida, e com uma toalha na minha cabeça, cobrindo meus cabelos totalmente encharcados. Tiro a toalha e passo o pente pelos cabelos lentamente, sem nenhuma pressa e nem medo de me atrasar para a aula. Termino de pentear os cabelos e os deixo soltos. Ouço o som de meu celular vibrando e ignoro completamente. Coloco meus fones de ouvido e vou para a aula.
Estava caminhando completamente despreocupada e com um olhar vazio e talvez um pouco sombrio para os que passavam em minha frente. Eu precisava urgentemente fazer amigos e me socializar um pouco, mas isso ia depender muito de minha timidez e minha força de vontade. Chegando a pista de esgrima, tiro os fones de ouvido e os guardo no bolso de minha calça jeans rasgada, junto ao meu celular. Já haviam poucos alunos por lá, sentados em cadeiras que estavam organizadas em fileiras. Me sento em uma na frente, longe da maioria dos alunos e das conversas paralelas que eu não queria saber e nem ser incomodada pelas mesmas. Estava perto demais do professor, mas pelo menos estava longe dos engraçadinhos da sala. E hoje eu acordara sem paciência nenhuma para piadinhas. Cruzo os braços e estico as pernas, esperando a aula começar. – “Que saco...” – Penso. Estava numa guerra, aonde lutavam meu sono vs. Minha vontade de prestar atenção na aula.

Poucos minutos se passaram e chegaram mais alunos. Estava numa quadra repleta de adolescentes, mas mesmo assim me sentia sozinha. Sei que pode ser loucura, mas essa era minha realidade na Academia Weston. Minhas únicas companhias nessa maldita escola eram meu celular, meu fone de ouvido e meus desenhos. Quando minha mãe estava viva, dizia que não ia conseguir ser nada na vida e com esse meu mal humor constante ninguém ia gostar de mim. E acho que há possibilidade dela estar certa. Meus pensamentos são interrompidos pelo olhar crítico do professor enquanto o mesmo dizia a palavra “Matar”. Ok, eu não estava prestando atenção alguma a aula, mas era só o primeiro dia, e era só uma explicação sobre o esporte, e eu não estava bem para ouvir explicação de nada. Nesse momento queria só ir deitar e descansar.

Uma pergunta foi feita pelo professor. Não via nenhuma mão sendo erguida para tentar um chute. Muito menos a minha. Não queria errar e pagar mico logo na primeira aula. Um pequeno tempo se passara e era a hora de ver as armas. –“Agora sim eu gostei.” . –. Abro um sorriso e estico o pescoço para prestar atenção nas mesmas.  Alguns alunos foram até lá tocar nas armas, eu fui uma das últimas a fazer isso, mas consegui, pelo menos.

Algum tempo depois o professor chamara um aluno da nordic para demonstrar aonde devemos acertar a espada no adversário. Nessa parte da aula eu estava mais atenta. Mas ainda assim estava quase caindo de sono. Ele demonstrou 3 espadas diferentes. Ambas muito interessantes. Não entendia muito sobre esgrima, e estava na Weston para isso, só que mais para aprimorar minhas habilidades em desenho.

Logo a aula chegara ao fim. Sei que desta vez não havia feito nada de produtivo na mesma, na próxima vez eu durmo cedo antes de vir para a aula, o que eu suponho que ajudaria muito. Saio da quadra e vou para meu cubículo para descansar.


Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 72

Data de inscrição : 30/06/2015

Nordic


First Class

Fencing.

Terminei de me banhar e saí do banheiro com a toalha enrolada na cintura. Iria ou não vestido com o uniforme de esgrima? Eu realmente não sabia como proceder, até que lembrei que o professor pedira para que fôssemos com nossos trajes casuais, não era necessário o uniforme de esgrima. Dei um tapa de leve na testa ao recordar disso. Primeira aula seria teórica com certeza, afinal nem todos conhecem o desporto, era preciso que todos os alunos estivessem inseridos dentro do assunto para a aula fluir bem, certo? Mas para aqueles que já praticavam, que era o meu caso, a aula só serviria como complemento, talvez eu até aprenda coisas novas, nunca se sabe. Embora eu estivesse um pouco familiarizado com o esporte, admito estar um pouco nervoso. Esgrimir não era nada fácil, um esporte tão elegante requer bastante paciência, postura e inclusive foco. Eu não sei como esse professor pretende ministrar suas aulas e também não conheço seu gênio, mas espero que ele não seja um tipo difícil, o que eu menos preciso agora é de alguém gritando em meu ouvido durante as aulas, muito menos quando estou com um florete ou um sabre em mãos (eu não curto muito jogar com espadas, até porquê são pesadas pra mim). Peguei meu celular e saí do quarto. Coloquei os fones no ouvido antes de sair da sede de minha ordem. Fones no ouvido eram uma ótima maneira de evitar contato com o mundo, e era exatamente isso que eu queria no momento, escapar, de qualquer maneira. Apertei o botão em meu fone fazendo a faixa do player executar. – Clocks. – Sussurrei baixinho dando um pequeno sorriso. Eu curtia bastante Coldplay e músicas como Clocks, que transmitiam certa paz, eram perfeitas no momento, o efeito relaxante era praticamente imediato.  Aumentei o som e continuei caminhando.

Estava quase perto do ginásio quando senti que a música parava de soar em meu ouvido. Olhei para trás e lá estava Margo parada com um sorriso besta em sua face. Revirei os olhos pausando a música, mesmo que eu quisesse continuar apreciando minha maravilhosa e relaxante canção, aquela baixinha não deixaria de jeito nenhum. Na verdade eu pretendia falar com ela, ficar conversando com fones seria falta de etiqueta demais e eu não queria ser mais mal educado do que sou habitualmente. Queria companhia, um rosto conhecido vai amenizar a tensão da primeira aula. – Será que dá pra ser menos inconveniente? – Perguntei à Margo que removera meus fones. Ela respondeu com suas tiradas rápidas e tentou me educar assim como na primeira vez em que nos encontramos.  – Olá, bom dia. Satisfeita?  – Disse sem olhar para ela, eu pretendia me socializar sim, mas não disse nada sobre ser mais simpático.

Chegamos no ginásio, estava prestes a adentrá-lo quando sinto alguém puxar-me pela camiseta. Margo passou na minha frente acenando com seu sorriso cínico nos lábios dizendo “damas primeiro”.  Me contive para não arrastá-la para fora daquele ginásio pelos cabelos. Suspirei pesadamente “Por que essa baixinha tem que ser tão irritante?” Pensei enquanto olhava para os alunos que já se encontravam ali. Não fiquei encarando muito ninguém, apenas passei os olhos avaliando meu colegas de classe e parei ao encarar o professor que estava sentado atrás de uma mesa posta bem acima da pista de esgrima. Eu não tinha me dado conta de que ele estava ali, e agora fitando-o percebo que já vi algumas competições na qual ele (Francesco se não me engano) estava envolvido. Meu professor de esgrima era um pouco mais velho, meu pai acreditava que experiência era tudo, por isso ele sempre gostara de contratar pessoas mais velhas para me ensinar alguma atividade, ele acharia uma heresia eu ter um professor tão novo, por mais profissional que ele fosse. “Meu pai” Pensei rindo baixo, jamais irei me acostumar com a ideia de que Carl não era meu pai de fato. Balancei a cabeça negativamente tentando esquecer esse assunto, eu vim a esta aula justo para isso, focar em outras coisas que não sejam problemas familiares. Voltei ao mundo real quando o professor começou a falar algo, peguei o assunto pela metade então nem prestei muita atenção, mas creio que era algo sobre tolerância de atraso. Olhei para a menina ao meu lado, ela conversava animadamente com alguém ao lado. Olhei para ela com o canto dos olhos, o que eu estava esperando? Que ela fosse puxar assunto comigo depois da minha demonstração de falta de educação? Acho que agora ela desistiu de vez em tentar algum contato comigo. Cruzei os braços olhando para o nada quando senti alguém me cutucar. Olhei para o lado fingindo indiferença, na verdade eu esperava ser inserido na conversa o quanto antes. Margo, com seus olhos claros e brilhantes me encarava perguntando se eu conhecia o esporte. Assenti desviando meu olhar do dela, não sei o motivo, só sei que precisei evitá-los. – Na verdade eu conheço, eu tinha aulas antes de vir pra cá. – Respondi coçando a nuca, isso sempre acontecia quando eu estava envergonhado. Ela animou-se dizendo que eu poderia ajudá-la com as aulas. Umedeci os lábios e voltei meu olhar para ela. Balancei a cabeça negativamente. – Sei tão pouco quanto você, mas posso tentar ajudar. – Disse dando de ombros, concordaria com aquilo por hora, embora eu seja péssimo para tentar ensinar algo. Ela agradeceu e eu sorri voltando minha atenção para o professor que agora se erguia da cadeira e iniciava sua aula.

[...]

Rapidamente os espaços vazios começavam a se preencher, o professor dera inicio se apresentando (ele era de fato Francesco Gaigher, bem que seu rosto me era familiar) e deixando claro o que todos já deveriam saber: a aula não seria pratica. Ouvi Margo se lamentar dizendo algo sobre querer me acertar com um florete. Não disse nada, apenas respirei fundo e continuei a prestar a atenção no professor. Mas a fala seguinte do docente só fez com que as implicâncias aumentassem, olhei para a pequena e sádica Margo, ela dava umas risadas contidas. Por que ela era tão agradável em alguns momentos e tão insuportável em outros? Para o bem estar dela é bom que não me irrite nas aulas seguintes, o florete pode não ser pontiagudo o suficiente, mas eu o faço ser letal caso seja necessário.  O professor começou com todas as regras de praxe que todo professor de esgrima parece ditar. Não tocar nas armas, de inicio isso parece meio estúpido, afinal como você irá aprender a esgrimir sem tocar nas armas. Mas meu professor também só me deixara pegar em alguma quando teve certeza que eu havia pesquisado tudo que ele ordenara sobre o esporte, ele era muito chato em relação a isso.  Outro ponto que Francesco tocara foi sobre o manuseamento das armas, eu perdi as contas de quantas vezes eu estraguei a ponta de uns dos meus floretes, principalmente quando eu pegava escondido para treinar quando o treinador atrasava ou quando arrancava a fita isolante da ponta sem saber porquê. Olhei para Margo quando o professor começou a narrar a história do desporto. Ela parecia que iria cair de sono a qualquer momento e eu estava torcendo por isso, seria ótimo vê-la levando bronca na primeira aula.

A aula prosseguiu com o professor dizendo coisas interessantes sobre esgrima, por exemplo, como a prática surgiu da necessidade de se defender, virou o esporte que conhecemos hoje e se reinventou na arte. Esgrima artística era algo perigoso, pois os atores atuavam sem as proteções, mas era um espetáculo bonito de assistir. Ele também citou nomes de esgrimistas famosos como os irmãos Nadi,  o húngaro recordista de medalhas de ouro, Aladár Gerevich e sobre um caso de morte (aliás o único) que ocorreu no esporte. Também foi citado nomes de esgrimistas da atualidade como Fabrice Jeannet e Matteo Tagliariol, campões mundias de esgrima na modalidade espada (uma das modalidades que menos me agrada). Tomei um susto quando ele apontou um sabre para o meu rosto, por mais que eu estivesse atento aos seus movimentos, eu não esperava por isso. Ele me questionou acerca de um tópico que ele comentou e eu respondi sem graça enquanto ele abaixava a arma me encarando. – Ér... você falou sobre Ramón Fonst, um dos prodígios do esporte que levou a primeira medalha de ouro para os latino americanos. – Engoli em seco enquanto o Francesco assentia e saía andando. Margo abafou um riso olhando em minha direção. Sorri cinicamente para ela e observei o docente fazer o mesmo com outra pessoa, fazendo perguntas sobre o que ele havia acabado de dizer. “Maluco” pensei ainda o observando. Ele continuou a aula perguntando qual a relação do número vinte com o esporte. O silêncio que pairou pelo ginásio foi unânime, ninguém se manifestou no primeiro momento. Após um comentário de Francesco alguns foram tomando coragem para arriscar algumas respostas. Acredite, entre ouvir as respostas e o silêncio, eu optava pelo silêncio. Respostas demasiadamente absurdas surgiram dentro daquele ginásio, tive que me conter para não rir de algumas. “Será que ninguém nunca ouviu falar do Dr. Hammond?” Sim, eu sabia a resposta, mas não queria dar uma de sabichão, estava farto de ser zoado pela Margo hoje.  Finalmente um ser em plena sanidade mental conseguiu responder corretamente, virei para encará-lo, não o conhecia pessoalmente, mas sabia que ele era de minha ordem, já o vi andando pela sede. O garoto respondeu corretamente e eu assenti concordando mentalmente quando ele citou a participação do Dr. Hammond nos jogos olímpicos de 1912 apesar de sua idade avançada. Queria envelhecer como ele, fazendo o que eu gosto.

[...]

Eu já estava começando a achar que aquela aula estava longa demais para uma primeira. Talvez alguns alunos nem retornem para a segunda, eu com certeza estaria aqui de qualquer forma. O professor continuou sua aula falando sobre as modalidades do desporto:  florete, espada e sabre. Ele passou algumas armas para que nós pudéssemos ver, mas não sem antes nos lembrar da primeira regra. Enquanto ele ditava as regras novamente (num tom muito mais rígido que no inicio, diga-se de passagem) eu pegava o florete que me foi passado pelo garoto da frente, Margo brincava manuseando o seu. Lancei um olhar sério para ela enquanto ela ria fingindo me atingir. - Qual parte do “não façam brincadeiras infantis” você não entendeu? – Questionei erguendo uma sobrancelha vendo-a passar a arma para outra pessoa, me chamando de mal humorado. - Não queira me irritar, eu ainda estou com um florete nas mãos. – Devolvi o sorriso à ela quando ela sorriu cinicamente para mim e passei minha arma para trás também.

Olhei para frente novamente e o professor já estava com um florete nas mãos convidando um aluno para que pudesse auxiliá-lo na demonstração. Pensei em ir, mas pensei demais. O professor acabou selecionando alguém antes que eu pudesse me manisfestar, e esse alguém era o nórdico da resposta do vinte. Francesco explicaria quais lugares as armas deveriam acertar para que valesse a pontuação, é, esgrimir não era só atingir o inimigo a esmo (com exceção da espada) cada arma tem sua área e para pontuar você precisa atingir ali. Começou pelo  florete, citando as características da arma e dizendo onde ela deveria acertar. Passou para a espada (como a odeio, é pesada e deselegante) fazendo o mesmo que fizera com a arma anterior, detalhando características e tocando no corpo do aluno voluntário onde a arma deveria atingir para que a pontuação fosse marcada. Peguei a espada que me fora passada e passei rapidamente para trás, era pesada demais, além do que você pode atingir qualquer parte do corpo do adversário que irá pontuar, qual a graça nisso? A graça de esgrimir é justamente você ser preciso e ágil em seus golpes, justamente o que você não tem nessa modalidade.

Finalmente chegamos aonde eu queria, o sabre. Meu sonho era esgrimir com um sabre em mãos, estava muito acima do meu nível, precisaria de bastante treino, mas um dia eu chego lá. Peguei a arma admirando-a, me cerifiquei que o professor não estava olhando e flexionei a lâmina ciente de que levaria uma bronca caso ele visse. Margo me chamou a atenção dizendo que eu quebraria a lâmina da arma. Olhei para ela com desdém. - Não seja tola, isso não quebra à toa. – Proferi passando a arma para trás. O professor explicava sobre como adquirir uma pontuação com o sabre. Atingir o adversário com a ponta da arma requeria bastante agilidade. Tentei não ri quando o nórdico fez o professor tomar um choque devido a corrente elétrica que passa pelo sabre, é uma maneira de saber se os pontos são válidos ou não na esgrima, creio que ele irá falar sobre isso nessa aula... ou na próxima, já que ele arrancou o sabre da mão do nórdico que o acertara na testa e encerrou a aula. Ele não parecia irritado nem nada, achei legal da parte dele.  Ergui-me enquanto  o professor encerrava a aula se despedindo. Sorri para ele e fui para a saída do ginásio. Nem percebi quando foi que Margo apareceu, mas ali estava ela saindo junto comigo. Ela citou que a aula não havia sido tão chata quanto ela imaginava, e disse que queria voltar para a próxima. - Eu também, creio que já iremos manusear as armas na próxima. – Dei um sorriso sugestivo que ela poderia interpretar de várias maneiras, inclusive como ameaça.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Mensagem por Sebastian Tucker em Ter Jul 14, 2015 9:31 pm

avatar
Mensagens : 54

Data de inscrição : 06/07/2015

Greeks

Fencing
.
Desolation comes upon the sky

Aquele som maldito de alarme tocava e eu rezava pra alguém da casa ou até mesmo algo sobrenatural o desligasse por mim, me dando mais alguns minutos – ou horas – de sono. “We did everything right, now I'm on the outside...” Algumas pessoas colocam músicas que gostam no alarme, mas eu sou diferente. Coloco aquela música que não suporto porque me obrigo a levantar e desligar - não me entendam mal, eu até gosto do Calvin Harris e da Ellie Ouro, fui a shows, os conheci e cantei Outside até sentir a garganta arder, mas temos que concordar que é uma música chata pra caralho, principalmente com a voz da Ellie martelando na nossa cabeça logo de manhã; Porém, hoje era um dia difícil. Extremamente difícil. Eu tinha ido dormir as 4:00 e alguns quebrados da manhã estudando sobre esgrima porque eu realmente não conhecia nada sobre o esporte e não queria chegar na aula como um bagre. E quando você começa a ler fica difícil parar.

Respirei fundo levantando de uma vez e indo até o celular desligando o alarme e podendo sentir a paz que o silencio me proporcionava. Não pude deixar de sorrir com aquilo e abri meus olhos devagar olhando as horas, coisa que tirou toda minha calma. Eram 06:47, o alarme era para as 06:00 ou seja, ficou tocando Outside por 47 minutos até eu conseguir ouvir. Sim, meu sono é MUITO pesado. Eu tinha exatos 13 minutos para tomar banho, escovar os dentes, escolher uma roupa descente e chegar na aula. Conseguiria? Talvez. Não sei dizer como consegui, mas 7:03 eu já estava saindo do dormitório. Estava trajando uma blusa branca com a manga ¾ e esta na cor vermelha, uma calça jeans escura e um mocassim preto.

Entrei na pista de esgrima atordoado depois de correr até ali, já que tinha me perdido. Pra minha sorte a aula não tinha começado, alguns alunos estavam vasculhando o lugar e outros sentados. O professor estava sentado ao lado de uma grande mesa repleta de armas típicas de esgrima. Depois de agradecer mentalmente por não ter chego atrasado, abri minha bolsa preta no estilo carteiro e tirei o carregador do celular dali. – Licença professor. – Falei, me abaixando e colocando o plug do mesmo na tomada que estava atrás da cadeira dele. Conectei meu Iphone e o equilibrei no rodapé do ginásio. Assim que olhei pra cara das pessoas que estavam ali ergui uma sobrancelha. "Sério que aquelas pessoas vão aprender esgrima?" Foi meu pensamento e então sentei numa das primeiras cadeiras, colocando meu caderno de anotações na carteira junto com uma caneta azul.

O professor – que descobri se chamar Francesco – iniciou a aula com a informação que eu já esperava: Não seria prática. Quando o mesmo comentou sobre atacar o colega do lado me virei e vi a mesma garota da minha audição de música. “Bom, prof, ela eu atacaria, mas com uma espada diferente.” Pensei após piscar pra loira que me deu o típico cumprimento da garota que ta afim: Olhou, fingiu que não tinha me visto, sorriu, jogou o cabelo pra trás e deu um “oizinho” com os dedos enquanto inclinava o corpo na minha direção. Entretanto, embora eu quisesse tirar ela da classe pra ela ser minha esgrimista particular, virei meu corpo pra frente para prestar atenção na aula. Ela não fugiria. O momento seguinte foi Francesco explicando sobre como as armas eram afiadas e para tomarmos cuidado, pois uma daquelas sairia caro pra Academia. Ah, claro, se matem, mas não estraguem as armas! Ri internamente com aquilo.

Francesco prosseguiu com a aula dando algumas informações importantes sobre o esporte. Nada que eu já não tivesse lido na noite anterior, mas não deixei de anotar tudo que ele falava. Como, por exemplo, esgrima era um dos esportes mais antigos da humanidade. Quero dizer, ela nem sempre foi um esporte, antes era usada como prática de defesa e suas armas serviam para a caça também, tendo em vista que a maioria dos homens andavam com seus instrumentos de caça pra cima e pra baixo e quando tinham que se defender, usavam aquilo para tal. A aula passou de forma bem divertida até, o professor sempre buscava um modo de atrair nossa atenção ou arrancar um pequeno riso com alguma piada boba. Mas ai ele acabou com meu humor quando perguntou a relação do número 20 com o esporte. Cara, eu não gosto de não saber. É sério, isso me tira todo o humor pro resto do dia.

Respirei fundo e antes de falar qualquer coisa passei na mente tudo que eu sabia sobre esgrima, mas nada que pudesse me dizer algo sobre o número vinte. Foi então que lembrei do Dr. Hammond que serviu por uns 20 anos na Assosiação Americana de Neurologia e era um esgrimista. Quando ia falar a voz de um garoto ecoou e instintivamente olhei pra trás. Após sua explicação fiz uma careta em aprovação, mas completei. – Ele foi, quero dizer, é considerado o pai da esgrima Americana, né? Ele sempre dizia que pra você ter uma mente sã, é necessário ter um corpo saudável. O que é grande verdade tendo em vista que esse tratamento que ele usou anos atras é muito utilizado hoje.– Disse apenas para o professor entender que eu gozava da mesma resposta. Depois desse pequeno debate tinha chegado à hora de, finalmente, colocarmos a mão na massa. O professor apontou para o rapaz da resposta e o chamou para frente. Agora, olhando de perto – tendo em vista que ele estava entre mim e uma garota – ele parecia estar com dor. Me lembrava uma fuinha ou doninha. Whatever.

Assim que segurei a primeira arma, Florete, pude ver que era uma lâmina trapezoidal e bem flexível. Peguei minha caneta fazendo um desenho – mal feito – da arma e anotando a sensação de segura-la. Parecia nos dar bastante agilidade nos golpes já que ela era bem leve. E, é claro, era boa para as mulheres competirem. Atualmente elas só competem com floretes e espadas. A segunda arma foi a espada. Quando a segurei, senti logo a diferença de peso e espessura. O professor disse que era a melhor para pessoas altas e levantei meu olhar a tempo de vê-lo dar um golpe na perna do garoto. Ok, não tinha reparado, mas ele era da minha altura mais ou menos. "Pelo menos eu não vou me sentir tão deslocado perto de tanta gente minúscula." Pensei, voltando para o caderno e anotando a diferença entre segurar uma arma e outra, frisando que deveria pesquisar mais sobre ela. A ultima arma foi um sabre. Sou muito nerd em relacionar com Star Wars? Que seja.

Pelo que entendi o sabre é a arma de duelo mais violento e ágil. A sua lâmina é mais flexível de todas três e exige muita rapidez e uma preparação física muito grande, pois o duelo é muito rápido considerando que o toque pode ser feito não só com a ponta, mas com a lâmina também. Um barulho ecoou enquanto eu escrevia todas minhas impressões e levantei os olhos vendo o professor com uma cara engraçada, a turma rindo o garoto da frente da turma também rindo. – O que aconteceu? – Perguntei pra loirinha bonita do meu lado e ela explicou que o menino tinha dado uma “sabrada” na testa do professor. Ri atrasado, mas ri. A aula se deu por encerrada pouco tempo depois. Tinha sido bem produtiva e instrutiva, achei do caralho. Principalmente porque primeiras aulas costumam ser muito chatas, vide aula de química.

Guardei minhas coisas na bolsa, busquei meu celular e o desbloqueei vendo algumas mensagens não lidas. “Ei, você.” Virei meu corpo na direção da voz. Era a garota loira da aula e estava tímida de uma forma até fofa, dei meu melhor sorriso e passei meu braço por seus ombros. – E ai, tem que aula agora? – Perguntei enquanto a encaminhava pra fora dali.

_____________________________________________________________________________
Notas: -
-
-
with: -
_____________________________________________________________________________


thank you secret from TPO.

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 30

Data de inscrição : 05/07/2015

Nordic
class

ANOTAÇÕES
A esgrima é uma dança
e as espadas são amantes

Sabe aquele momento em que o tédio toma conta de você por completo e que parece estar afundando na cama? Então, era desse jeito que estava. Não havia tido uma boa noite de sono, mas não tinha deixado isso abalar minha animação por ser o primeiro dia de aula também. Arrumei cabelo em rabo de cavalo alto quando me sentei na cama, ainda coberta pelo edredom. Ainda faltavam algumas horas para a primeira aula começar e eu definitivamente estava ansiosa demais para dormir. Deixei as cobertas andando torto pelo dormitório/cubículo até a chegada no banheiro, se passasse mais um minuto naquela posição anterior era possível que fosse engolida pelas cobertas e voltasse a dormir. Fiz minha higiene pessoal com toda a calma e paciência do mundo, o que era no mínimo estranho já que eu não era calma e muito menos paciente. Assim que terminei o banho, coloquei minha roupa – uma calça jeans preta toda rasgada na parte das coxas, uma blusa azul marinho e uma blusa xadrez vermelha – e calcei meus inseparáveis tênis all star. Deixei meus cabelos soltos mesmo e saí do meu quarto com o celular na mão.

Estava mais do que ansiosa para a aula de Esgrima, tinha assistido algumas aulas com um professor que meu pai tinha pago. Ele fazia qualquer coisa para me ocupar e me manter longe dele, e as aulas extras eram a forma mais fácil de me manter longe sem precisar me trancar num internato maluco. Contudo, eu não havia tido muitas aulas antes de vir para Weston, mas sabia o bastante para não boiar quando falavam sobre o assunto. Estava quase chegando na pista de Esgrima quando avistei o Caçador, de longe pude avistar que ele estava com os fones de ouvido então nem me incomodei em chamá-lo, mas isso não queria dizer que eu não ia perturbá-lo, irritar Hunter havia se tornado minha nova forma de passar o tempo. Com um sorriso zombeteiro nos lábios me aproximei do garoto por trás e puxei seus fones, fazendo com que ele olhasse para trás e consequentemente para mim. Como a pessoa totalmente sem educação que ele era não me deu nem bom dia antes de me chamar de inconveniente, como se ele não fosse também. — Cadê meu bom dia? — Comecei com as minhas tentativas inúteis de educá-lo, o garoto era mais mal educado que toda a minha família junta, mas eu não iria desistir. — Mal humor já a essa hora da manhã, Hunt? — Soltei uma risadinha baixa e comecei a caminhar com ele ao meu lado, em direção a pista.

Esperava que Hunter fosse me deixar entrar na pista primeiro, como um perfeito cavalheiro. Mas não foi bem assim. Ele estava pronto para entrar quando o puxei pela camisa, fazendo com que ele voltasse para trás. Passei na frente dele revirando os olhos. — Damas primeiro, meu caro — Adentrei a quadra de esgrima tendo certeza que o moreno atrás de mim estava querendo me matar, mas eu não me importava nem um pouco com isso. Observei os meus colegas de classe de cima abaixo, eu gostava muito de observar as pessoas e tentar lê-las, era uma coisa que eu fazia desde pequena. Mas não fiquei encarando por muito tempo, eu podia gostar de observar as pessoas mas com todo esse tempo eu sabia que elas não gostavam de ser observadas. Meus olhos pararam no docente que estava sentado na maior mesa ali. Ele não me era estranho, eu tinha a sensação de já tê-lo visto em algum lugar, porém não conseguia me lembrar. Eu nem tentei muito também, só quando ele falou que era para nos sentarmos e esperarmos a tolerância de atraso. Me sentei ao lado de Hunter sem muito ânimo, o garoto tinha um humor matinal do cão e eu não sabia lidar com gente mal humorada, normalmente só ajudava a fazer o humor delas piorar. Ouvi alguém falar ao meu lado que seria divertido assistir às aulas, principalmente quando começasse as partes das lutas. — Oh eu também acho! Vou adorar chutar a bunda de alguns aqui com um florete e... Ser chutada também — Falei com a garota ao meu lado. Eu estava tão animada que podia sentir meus olhos brilharem e não demorou muito tempo para que eu engatasse numa conversa animada com a garota. Conversa que não durou muito já que a menina logo saiu de perto de mim para se juntar a sua turma.

Como não teve outro jeito eu resolvi voltar para o meu novo passatempo: Irritar o Hunter. Quando me virei para olhá-lo ele estava sério, olhando para o nada e de braços cruzados. Ele era tão rabugento que dava vontade de repuxar os lábios dele para o lado com os meus dedos só para arrancar um sorriso. Cutuquei o braço dele e ele se virou para mim, com indiferença é claro. Ele parecia ser indiferente a qualquer coisa. — Hey, você conhece bem o esporte? — Perguntei fitando os olhos escuros dele. Ele olhou em meus olhos também, mas não por muito tempo e eu não entendi porque diabos ele tinha desviado o olhar, mas não deixei que isso me abalasse. Ele conhecia o esporte, ele tinha praticado mais que eu e isso seria bom para mim. — Você pode me ajudar com as aulas! Não pode? — Não teria como ele negar, pois se o fizesse eu daria um jeito de convencê-lo a fazer o contrário. Mas para a minha surpresa ele não me negou ajuda, abri um sorriso enorme. — Obrigada — Agradeci antes que ele se virasse para o professor. Me virei também e postei toda a minha atenção no docente que agora iniciava a aula.

O professor se apresentou como Francesco Gaigher e somente o nome dele foi suficiente para que tudo viesse a minha mente com um estalo. Ele era um especialista em esgrima e eu já tinha o visto em algumas competições. Gosh, eu teria aula com um esgrimista profissional! Minha animação só durou até que o professor dissesse que a aula não ia ser prática. — Só porque eu queria acertar o Hunt com um florete — Me lamentei baixinho, mas não tanto para que Hunter não ouvisse. Achei que ele ia corresponder as minhas zombarias, mas não, ele continuou imóvel como uma pedra. — Claro, vou adorar acertar o Hunt com um sabre, com toda a certeza — Sorri maldosamente, concordando com o que o professor Francesco tinha falado. Só de pensar nas possibilidades eu ficava cada vez mais animada. E eu sabia que estava irritando o garoto ao meu lado com isso, ele provavelmente estava pensando em várias maneiras de me matar nesse momento. E então o professor começou a citar todas as regras chatas, mas necessárias. Primeiro: Não podíamos tocar nas armas. Franzi a testa ao ouvir essa, como iríamos praticar sem tocar nas armas? Meio sem noção. Ele falou em como as armas da esgrima não eram letais, coisa que me deixou meio decepcionada. Eu era dona de uma mente doentia, eu sei. E depois disso veio a segunda regra: Manusear as armas com cuidado. Bah, como se eu fosse fazer algum tipo de merda com alguma daquelas armas.

Eu comecei a sentir meus olhos pesarem assim que o professor começou a dar algumas explicações sobre a esgrima. Não me leve a mal, a aula não estava completamente chata. É só que eu tinha um pequeno probleminha em ficar parada e ouvir alguma coisa por muito tempo. A impaciência corria pelas minhas veias. Mas eu peguei os fleches de algumas coisas que o professor falava, ele me lembrava muito o meu antigo professor. Tirando a parte dele apontado as armas que nem um maluco para algum aluno, esperando que esse aluno respondesse algo sobre a esgrima. Sério, ele estava começando a me assustar com aquilo. Ele pegou Hunter de surpresa e eu fui obrigada a segurar o riso quando o garoto respondeu ao professor ainda meio atordoado. Seria mais legal ainda se ele não soubesse responder, mas isso infelizmente não aconteceu. Depois daquilo eu comecei a prestar mais atenção, não queria ter uma arma apontada bem na minha cara. Prestei mais atenção quando ele falou sobre os tipos de esgrima, que eram três: A Esgrima Medieval, Esgrima Artística e a Esgrima “normal”, além da que levava a cadeira de rodas, que era destinada apenas aos portadores de deficiência física motora.

Depois disso prestei mais atenção na parte das Cortesias, os esgrimistas eram obrigados a saudar o público, o adversário e o júri. No inicio e no final da partida. Era tanta coisa para assimilar que eu fiquei meio perdida no assunto, com isso eu sabia que teria que estudar um pouco sobre o assunto quando voltasse para o dormitório. O professor continuou a aula perguntando sobre o número 20 e que relação esse número tinha com a Esgrima. Essa pergunta foi o bastante para fazer a sala cair num silêncio profundo, para nos ajudar o professor deu uma dica, mas eu nem me movi para responder. Eu não fazia a mínima ideia de qual era a relação de um com o outro e não estava nem um pouco a fim de passar vergonha tentando dar um palpite qualquer. Mas não demorou muito para que um espertinho respondesse a pergunta corretamente, o espertinho era da minha ordem. Sabia disso porque já tinha o visto perambulando por lá.

[...]

Finalmente a parte da aula que eu mais queria se iniciou: Explicação sobre as armas. O professor ainda teve a gentileza de passar algumas armas para que pudéssemos observar de perto, mas não sem antes recitar as regras que ele tinha dado no inicio da aula. Peguei o florete que me passaram sem prestar atenção no professor que recitava as regras, eu já as tinha ouvido uma vez, não ia fazer qualquer besteira. Mas isso não me impediu de manusear a arma, meio que brincando com ela. Isso fez com que Hunter me olhasse de cara feia e reclamasse, revirei os olhos para ele e passei a arma para outra pessoa. — Seu mal humor é adorável — Zombei, o que só fez com que ele se irritasse mais e até me ameaçasse com a arma que estava nas mãos dele, ameaça que eu respondi com um sorriso cínico.

Voltei minha atenção ao professor, que agora estava pronto para nos dar uma demonstração de como usar as armas. Eu não era totalmente ignorante no assunto, estava ciente de que na esgrima havia lugares certos de acertar para que você conseguisse os pontos. Um nórdico se juntou ao professor para ajudar na demonstração e eu sorri enquanto a primeira arma era utilizada: O florete. Era a minha arma preferida, pois era leve e fácil de manusear, para conseguir os pontos com o florete era necessário acertar a ponta pelo tronco do adversário. A segunda arma a ser utilizada foi a Espada, essa era mais pesada e mais difícil de manusear, mas eu não a odiava, simplesmente por era mais fácil de conseguir pontos com ela. Usando a espada todo o corpo do adversário é um alvo válido, peguei a espada e nem a olhei direito só passei para trás, enquanto ouvia as explicações do professor e juntava com tudo o que eu sabia. A terceira e última arma era o Sabre, eu gostava dessa também. Hunter pegou a arma com adoração, parecia até que tinha algo sagrado em suas mãos e isso me fez querer rir da cara dele. Ele chegou até a flexionar a lâmina. — Sabe que se você quebrar ela vai ter que pagar né? — Encarei o garoto com tédio e peguei a arma quando me foi passada, ignorando Hunter que agora tinha me chamado de tola. Eu sabia que a arma não ia se quebrar tão facilmente, só tinha falado para irritar ele, o que era fácil demais.

Ouvi atentamente o professor enquanto esse explicava como a pontuação funcionava com o Sabre, tínhamos que atingir o adversário com a ponta ou a lateral da lâmina. Dessa vez ele tinha escolhido um nórdico para a demonstração, o que eu não esperava era que o Nórdico fosse atingir o professor bem na testa com o Sabre, fazendo com que o professor tomasse um choque. Tentei conter as minhas risadas enquanto observava o professor arrancar a arma do Nórdico com um puxão, ele não parecia irritado com o que tinha acabado de acontecer muito pelo contrário: ele estava relaxado. Com isso ele deu fim a aula. Me levantei da cadeira num pulo e lancei um sorriso ao professor que estava se despedindo dos alunos, e sem demora segui Hunter – que parecia alheio a minha presença – para fora do ginásio. — A aula não foi tão chata quanto eu imaginava — Comentei me virando para olhar o moreno. Ele me lançou um sorriso cheio de intenções, más intenções e disse algo sobre manusear armas na próxima aula. Oh, o garotinho estava me ameaçando ou era impressão minha? Bom, iria descobrir na próxima aula.

Voltar ao Topo Ir em baixo

avatar
Mensagens : 7

Data de inscrição : 11/04/2015


Esgrima

Semana 1 - correspondente em off ao dia 06/07 até o dia 20/07.

Pontuação Individual - Egyptians

-

----------------------------------

Pontuação Individual - Greeks

- Sebastian Tucker - 03 Pontos
- Levinsky Täz Zhirkov - 02 Pontos
- Luuk De Jong - 03 Pontos
- Henry Daniel Grey - 02 Pontos

----------------------------------

Pontuação Individual - Nordic

- Margo Köhler Stemford - 03 Pontos
- Kaíra Susan McCarthy - 02 Pontos
- Anna Hool McCready - 02 Pontos
- Gabor Kocsis Balzer - 05 Pontos
- Hunter Schulz Rutherford - 04 Pontos

----------------------------------

• Pontuação Geral •

Egyptians - 00 Pontos

Greeks - 10 Pontos

Nordic - 16 Pontos

----------------------------------

• Status da Pontuação •

- Aguardando Registro! ( x )
- Pontos registrados! (   )

Observaçõezinhas Especiais:
Hunter - Você e o Gabor me deixaram muito confuso @_@ Seu post acabou sendo o segundo melhor apenas porque ele se inseriu (literalmente rs) na aula. Mas parabéns, cara!

Gabor - Parabéns! Post bem escrito. Usou algo que eu descrevi para se colocar mais na aula. Deve ter pesquisado horrores para encontrar uma resposta para a charadinha do post.

Kaíra - Inteligente o equilíbrio entre a fidelidade com o personagem e o meu pedido para que demonstrassem interesse no assunto. Já te falei isso, mas achei legal.

Levin - Gostei de ter muitas informações sobre o esporte no seu post, mas algumas vezes elas ficaram flutuando, como se tivesse simplesmente dado Ctrl C + Ctrl V direto da fonte. Mas valeu o esforço ;)

A todos, parabéns por terem postado!
Quanto a resposta da pergunta sobre o número 20... Gente, vocês realmente deram o sangue para responder essa pergunta KKKKKK Algumas deram uma verdadeira aula, mas a resposta é:

Eu esqueci de falar no post uma curiosidade muito interessante: a esgrima é um dos quatro esportes que é praticado desde a primeira Olimpíada da Era Moderna, a de 1896, em Atenas, o que a confirma de uma vez por todas como um esporte de verdade, digno de ser uma modalidade da estreia do maior evento esportivo da modernidade. Infelizmente nenhuma americano ganhou medalhas das competições de esgrima do ano (os Estados Unidos nem mesmo tinham representantes nessa modalidade). Mas o país não decepcionou na primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos! Os atletas estadunidenses levaram o maior número de primeiras colocações da edição - 10 no total - e no quadro geral de medalhas só perderam para as 46 do país anfitrião, a Grécia, que tinha um pouco mais do dobro das 20 medalhas conquistadas pelos Estados Unidos da América :D




Voltar ao Topo Ir em baixo

Conteúdo patrocinado

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum
.
PARCEIROS & AFILIADOS

WICKED ACADEMY
Como se fosse um livro, Wicked Academy terá cada capitulo com tramas inspiradas em diversas séries. E atualmente no nosso Capitulo Dois temos como inspiração a famosa série do Netflix, Stranger Things. Como faremos a ligação entre esses capítulos? Descubra entrando no nosso RPG.

Tema por Mariana e Patrick.