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Laboratório de Biologia


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Mensagem por The Vanity em Sex Jun 05, 2015 6:29 pm

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Laboratório de Biologia
O laboratório de biologia é uma das salas de aula mais espaçosas de todo o instituto, comportando 36 alunos e um professor. Uma das paredes é preenchida por completa por uma enorme lousa branca, onde são passadas as orientações e projetadas imagens necessárias para cada lição, enquanto todas as outras estão ocupadas por armários de madeira contendo compostos químicos de dissecação e outros acessórios. Em baixo de cada um dos armários, que ficam presos nas paredes, estão bancadas de granito escuro com pias, balanças, microscópios, fornos e mini geladeiras. As mesas de madeira possuem uma torneira de gás e de ar no centro, e separam os adolescentes em grupos de quatro.



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Biologia pode ser muito divertida quando se tem amigos como Riley Stravinski.

Eu ainda estava radiante, por tudo o que havia acontecido naquela manhã, na piscina da Weston. Jogado em minha cama, eu cobri meus olhos com as mãos e tentava acreditar que aquilo não havia sido um sonho muito bom. Eu tinha certeza daquilo, pois ainda podia sentir o toque dos lábios daquele Greek nos meus. Eu comecei a falar sozinho, em meu quarto, agradecendo pelas coisas boas da vida, mas fui tirado de meu mantra pelo rifle de guitarra que indicava que uma mensagem nova havia chegado em meu celular. Melhor dizendo, o rifle indicava que Riley estava me mandando alguma coisa.

Peguei o celular esperando encontrar algum vídeo tosco de pessoas bêbadas fazendo aquelas coisas que os bêbados fazem ou então alguma música com a legenda "me lembrei de você <3". Mas, para minha surpresa, ela estava me convidando para ir ao laboratório de biologia. Ao que tudo indicava, ela tinha um trabalho pra fazer e estava entediada. Eu, Riley e Tédio formávamos um trio perfeito para aterrorizar qualquer coordenador da escola. Desde quando nós soltamos as rãs do laboratório no corredor da sede Nordic, a inspetoria passou a ficar de olho nos nossos movimentos vinte e quatro horas por dia. Mas o que poderia acontecer de mais naquele dia? Nós no máximo iríamos libertar os pobres ratinhos que eram usados como cobaias... ou algo do tipo.

Me olhei no espelho e vi que meu cabelo estava um lixo, depois de ter sido molhado por cloro. Bem, eu não me importava muito com minha aparência. Desci as escadas da ordem vestido agora com uma camisa preta e shorts com estampas havaianas azuis, além de chinelo de dedos. Eu provavelmente deveria achar que estava na praia. Infelizmente, ainda era a Weston Academy.

Fui para o prédio vizinho e subi até o terceiro andar. Encontrei-me com Riley Stravinski, sozinha no laboratório, debruçada sobre uma mesa de experimentos. Ela provavelmente não havia notado que eu me aproximara, então decidi aproveitar-me da situação.

-Alunos não podem dormir no laboratório. Você vem comigo, mocinha. - Eu fiz uma voz mais grossa do que o normal, para fingir que eu era um inspetor ou algo do tipo.

Depois das costumeiras risadas, pensei no que Riley tinha em mente e lembrei-me que eu tinha um compromisso.

-O que quer fazer, Miss Stravinski? - Perguntei, rindo baixinho. - Não podemos demorar muito. Tenho um en... - Limpei a garganta e tossi, disfarçando a gafe. - Tenho um compromisso, muito importante, para a hora do almoço. 
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Riley não era uma estudante preguiçosa, que fique claro. Tampouco era desatenta com sua educação. Infelizmente, o sistema acadêmico estava em uma colocação beeeem baixa na sua lista de "Coisas Que Me Fazem Mais Feliz". Era por isso, e apenas por isso, que ela estava naquele laboratório, no começo da tarde, em um sábado. Sim, um sábado. Porque, apesar de ser procrastinadora veterana, sabia que precisava apresentar aquele trabalho na primeira aula de segunda-feira e queria poder descansar o resto do final de semana.

Finalizando mais uma página de anotações, a russa baixou a caneta azul e pressionou as laterais da testa com os dedos indicadores. Estava mais ou menos na metade de um experimento que consistia em misturar certos elementos químicos e verificar suas reações com o oxigênio. Era uma parte da Biologia que a atraia, quando misturava-se com a Química. Infelizmente, naquela tarde ensolarada de sábado, nem a mais divertida das experiências conseguia captar a total atenção de Riley. Desistindo momentaneamente, ela puxou o celular de seu esconderijo na gaveta - mesmo estando sozinha na sala, alguns inspetor podia cismar se encontrasse-a mexendo no eletrônico. Verificou rapidamente as notificações das redes sociais e mandou três rápidas mensagens de texto para Thomas, seu colega de ordem e melhor amigo na Weston.

Após as sms, que tinham o mesmo efeito de um chamado de emergência, Riley tentou voltar sua atenção para os tubos de ensaio à sua frente. Cerca de quinze minutos depois, desistiu novamente. Sua mente dava muitas voltas, enchendo-a de questionamentos e hipóteses que simplesmente não podiam ser verificados naquele momento. Com um gemido de frustração, a ruiva cruzou os braços sobre a bancada e baixou a cabeça. Abriu sua porteira mental e sentiu o fluxo de ideias correndo para todos os lados. Sem dar atenção a nenhuma delas, ficou ali, apenas distraída, postergando mais um pouco seus deveres e relaxando a musculatura do corpo.

Fechou os olhos e podia até mesmo ter começado a cochilar devido ao leve calor, se não fosse a voz grave que pôs-se acima de quaisquer devaneios. Levantou a cabeça, assustada, olhando na direção da voz com aquele olhar de quem foi pego em flagrante fazendo algo errado. Felizmente, era apenas seu convidado especial, Thommy. Riley demorou alguns segundos para recuperar-se da surpresa, mas logo reagiu e bateu com a mão no assento ao seu lado, com uma expressão zangada. ― Da próxima vez providencia o caixão, porque você quase me matou de susto. ― Mas logo ria, porque a simples presença do egípcio era suficiente para fazê-la se sentir relaxada e feliz.

Escutava o garoto enquanto organizava seus pertences em cima da bancada, para poder retomar o trabalho. Repentinamente, virou a cabeça na direção dele, levantando uma sobrancelha daquela maneira inquisidora que as pessoas fazem quando captam uma informação escondida em um diálogo. ― E posso saber o que de tão importante o senhor tem para fazer? ― Prosseguiu, flexionando o "senhor" não de maneira sarcástica, mas com uma pequena seriedade amigável no tratamento formal, assim como ele fizera ao chamá-la de "Miss Stravinski". Também deixou claro, tanto na expressão quanto na fala, que entendera que havia algo escondido ali e que precisava ser revelado.

― Eu tenho que terminar isso aqui, não há dúvidas. ― apontou para os tubos de ensaio ― Mas falta pouco, e poderei sair daqui junto com você até a hora do seu... compromisso. ― Riu baixinho, sabia que se o amigo precisasse revelar algo, ele revelaria. Mas não podia negar que estava curiosa para saber do que se tratava. Virando uma página do caderno e recomeçando a escrever, Riley ficou em silêncio por alguns segundos, esperando a resposta de Thomas.

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Biologia pode ser muito divertida quando se tem amigos como Riley Stravinski.

Eu odiava como Riley conseguia captar tudo o que eu tentava omitir em minhas falas. Eu tinha certeza absoluta de que eu havia disfarçado com total perfeição que eu ia falar outra coisa que não era "compromisso". Mas aquela garota conseguia arrancar informações de mim sem o menor esforço. Mas é claro que eu confiava totalmente nela e a transformei em minha fiel confidente e melhor amiga. Sei que ela nunca espalharia nada do que conto a ela.

-Não é nada. Não vou te falar - Eu disse, convencido a não falar.

Depois de contar no que consistia o trabalho dela, ela parou o que estava fazendo e me encarou com aquela expressão de "tem certeza disso?". Tentei fazer cara feia, mas ela foi desmanchada por um riso involuntário.

-Ok, pode parar de insistir. - Eu falei, rindo. - Hoje de manhã, eu tava de boa no meu quarto, todo sedutor em minhas vestes intimas, quando me ocorreu a ideia de ir para a piscina.

Eu narrava aquilo como se estivesse contando o roteiro de uma obra de Shakespeare. Com direito a encenação e tudo o mais.

-Estava eu, todo lindo à beira da piscina, quando vejo alguém se aproximar de mim e me atingir com uma torrente de água. - Eu disse, fazendo uma cara de terror - Então eis que surge um deus grego. Sabe quando você olha pra um cara e pensa sobre o quanto ele é perfeito?

Não, Riley não sabia. Às vezes eu me esquecia de que ela não joga no mesmo time que eu.

-Desculpa. - Falei - Enfim. Vamos sair hoje, estou pensando em comer pizza e ir ao cinema. O que acha, Rils? - Perguntei, pegando um dos tubos de ensaio da mesa e analisando a mistura dentro dele.

-Ah, me conte mais sobre esse trabalho. - Pedi - Hoje eu acordei me sentindo meio bioquímico.

Eu sabia que Avalon era milhões de vezes mais do que eu havia descrito para minha amiga, mas eu tinha receios sobre contar aquilo pra alguem, mesmo que fosse minha melhor amiga.

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Apesar de ter um irmão mais velho, Riley nunca vivenciou as típicas situações de chantaagem emocional que os irmãos praticam entre si, o tempo inteiro. Por isso, ela não era a melhor pessoa para se arrancar uma informação de alguém. Mas se tinha certeza de algo era que, naturalmente, o ser humano é um animal sociável. Dificilmente mantinha algo para si o tempo inteiro, ainda mais se tratando de um acontecimento marcante. A própria russa era assim; não segurava a língua e sempre acabava contando para seu amigo fatos que estavam a lhe incomodar ou admirar.

Por isso, quando Thomas recusou-se a contar o que quase deixara escapar momentos antes, ela mostrou a língua para ele, infantil. Mas caiu no riso quando viu que ele não resistira e desandara a falar. Depois, com expressão séria - e as sobrancelhas levantadas, demonstrando a incredulidade enquanto o rapaz encenava o acontecido -, ouviu-o até ter que fazer um comentário.

― Deus grego? Sério? Não podia ser egípcio? ― ela provocou Thommy. A rivalidade entre as ordens não era algo levado muito a sério por Riley, mas era algo em que o corpo docente do colégio insistia. Acidentalmente, acabava incorporando tal comportamento em seu cotidiano. Depois, riu novamente com o rapaz. Não, ela não sabia como era olhar para um cara e pensar sobre o quanto ele era perfeito, pois fazia isso com as garotas que lhe cercavam - e as professoras também.

Por um breve momento, devaneou sobre a professora de hipismo, aula extra do currículo de Riley. Na verdade, ela ainda não frequentara a aula, pois trocara os horários no dia de hipismo e chegara nos estábulos três horas depois do horário correto. Mesmo assim, pode ver a professora ensinando outra turma e, por Deus, que mulher. Agora a russa, que tinha inventado de faltar certas aulas por prazer, mal podia esperar a classe da próxima semana.

Voltando à realidade, a ruiva levantou a mão cerrada para bater seu punho contra o de Thomas. ― Tudo bem. É perfeito, Thommy. Te conhecendo como conheço, sei que o tal Poseidon já está caído por você. ― Piscou um olho para seu amigo, se referindo ao rapaz misterioso como o deus dos mares, pelo episódio da piscina e rindo. Ah, como o riso fluía leve a seu lado, sem nenhum esforço.

Suspirando, Riley apontou o dedo para os tubos de ensaio à sua frente. Conversar sobre assuntos aleatórios com Thomas era mil vezes melhor do que lembrar que tinha um trabalho para terminar. ― Bem, é um negócio legal, mas eu tô sem saco para isso hoje. ― Torceu a boca, concentrando-se. ― Tenho que misturar esses elementos que estão anotados aqui e ver como reagem em contato com o oxigênio do ar. ― Disse, passando o caderno para seu amigo.

Então, deu um pequeno sorrisinho para ele, que aparentemente dispunha-se a ajudar, pelo menos com ideias. ― Se você me der uma mão aqui, misturando os tubos enquanto eu faço as anotações, posso terminar mais rápido e ainda te ajudar a escolher uma roupa para o encontro. ― Falava a última parte mais brincando do que qualquer outra coisa, era sabido por todos que Riley não era desleixada, mas não importava-se com moda e fora vista na última pool party de chinelos de couro, bermuda, regata e boné virado na cabeça.

Como seu amigo mudara de assunto, a garota supôs que ele não quisesse falar mais sobre "Poseidon". Ela entendia, claro. Por mais sociável que fossem, algumas coisas devem ser mantidas e acalentadas em segredo. Por isso, Riley apenas brindou Thommy com um sorriso doce, entre a conversa. E para que tudo ficasse mais divertido - como a vez onde algumas rãs acabaram sem querer indo parar na sede dos nordics -, ela pegou um livro de química que guardava na gaveta e abriu em uma página marcada. ― Cara, olha isso aqui. ― era uma receita sobre como criar bombas de fumaça caseiras, e todos os componentes estavam lá, apenas esperando para serem pegos, no laboratório de biologia. Dirigiu o olhar mais maroto que tinha para seu amigo, aquele que dizia, sem abrir a boca: "Você está pensando o mesmo que eu?"

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Biologia pode ser muito divertida quando se tem amigos como Riley Stravinski.

Eu inconscientemente havia entregado a informação de que Avalon era da fraternidade Greek, quando fiz uso da expressão "um deus grego". Eu só quis dizer que ele era muito bonito e só depois percebi que fiz um trocadilho involuntário. Eu dei risada sozinho e retruquei a o comentário de Riley.

-Não. Os deuses egípcios são tontos demais pra mim. - Eu respondi, rapidamente, rindo e depois voltando a contar minha história.

Eu adorava os momentos em que a ruiva sorria para mim de maneira travessa. Ela foi a primeira pessoa que eu conheci na vida que realmente fazia com que eu me sentisse parte de uma família. Éramos quase como irmãos... ou algo do tipo. As palavras dela sobre o meu futuro compromisso me aliviaram de tal forma que não sei nem explicar. Ela poderia ter falado aquilo apenas para não me desanimar, mas só de ouvir que existia a possibilidade daquele cara estar "caidinho" por mim, faziam com que cada segundo esperando valesse a pena.

Depois disso, ela me contou o que deveria fazer em seu trabalho. Era mais um daqueles trabalhos idiotas de verificar as reações de elementos químicos com outros. No caso de Riley, com o oxigênio. Me lembro no começo do ano, quando nós tínhamos que apresentar um experimento que provasse a existência do ar. Até hoje eu não me conforme em ter tirado D, depois de soprar na cara do professor. Eu provei, não provei?

Dei risada quando ela disse que iria me ajudar com a roupa que eu usaria no meu encontro. Fiquei imaginando que tipo de desastres a garota permitiria que eu usasse, se eu dependesse somente da opinião dela.

-Não precisa. Eu ainda tenho minha habilidade de moda para escolher roupas decentes. - Eu brinquei. - Apesar de eu estar agora vestido com uma camisa social, shorts havaianos e chinelos de dedo.

Rimos mais um pouco e ela ficou em silêncio. O silêncio da garota só podia significar uma coisa: ideia brilhante. Ela abriu a gaveta que ficava na mesa de experimentos e tirou de lá um livro comum. Ao menos, parecia ser comum, até que ela me mostrou uma receita perigosa ali. Senti a empolgação subir da ponta do meu dedão até meu último fio de cabelo. Por quê? Bem... digamos que eu e ela tivemos uma ideia explosiva. Eu já estava pronto pra topar aquilo, mas me lembrei de algo.

-Olha, isso aqui me deu até tesão. - Eu disse, tomando o livro das mãos dela. Aquele tipo de comentário idiota era típico de mim, quando estava empolgado. - Mas... eu tenho medo de fazermos isso e sermos pegos. Sabe como é... o Poseidon não vai gostar de saber que perdi meu encontro porque fiquei na detenção.

Pensei que ela poderia se chatear com minha recusa em fabricar uma bomba de fumaça. Mas eu realmente queria muito ver aquilo explodir na sede dos Nordics, tal qual as nossas rãs aventureiras. Além do mais, eu não gostava de ser motivo de desapontamento para as pessoas.

-A menos que... - Eu falei, fazendo uma pausa dramática. - A gente sem querer acabe levando as bombas para o nosso quarto e de madrugada, ainda acidentalmente, a gente acenda elas no corredor da Nordic.

Olhei para Riley com um sorriso maroto e esperava que ela aceitasse a ideia.
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Alguns fatos são certos na vida: Dois mais dois são quatro, todos morrerão um dia e, sempre que Riley e Thomas se juntam, acabam aprontando alguma traquinagem. A ruiva sorriu quase maliciosamente ao ver que seu amigo aprovara a ideia da bomba caseira e bateu palmas para expressar sua aprovação. Concordava que aquele não seria o melhor momento para soltar os brinquedinhos nas sedes adversárias - pois Thommy ainda tinha o encontro com Poseidon -, mas a sugestão do período noturno era ainda melhor. ― A fumaça com certeza ativará os detectores de incêndio dos prédios. Imagine os nórdicos acordando encharcados e com o barulho das sirenes... ― Não era maldade em sua voz, apenas diversão... apenas um banho fora de hora para alguns pobres estudantes.

Que Riley estava animada, não haviam dúvidas; tanto que deixou o caderno e os tubos de ensaio de lado para buscar dois pares de luvas e óculos. ― Muito bem, vamos começar já! ― disse, com os olhos brilhando, ao passar um par dos equipamentos de segurança para seu amigo. A criação da bomba de fumaça era bem simples, a parte chata seria esperar a mistura secar completamente, mas disto a ruiva cuidaria enquanto Thommy ia para seu encontro. Indo para o forno, acendeu uma das bocas e colocou um recipiente de ferro para esquentar. ― Okay, vamos precisar de açúcar, nitrato de potássio e bicarbonato de sódio. ― Revirava meticulosamente uma prateleira ao lado do móvel, virando o pescoço para comunicar-se com o egípcio. ― Aqui tem açúcar, você pode encontrar os outros dois ingredientes? ―

Sentia-se como uma cientista, embora bem menos séria. Ao lado de Thomas, misturaram os três elementos na panela, em fogo brando, seguindo as instruções do livro. O que menos queriam era cometer algum descuido e incendiar a panela, chamando a atenção de algum inspetor. Enquanto o rapaz mexia a mistura, Riley procurou caixas de papelão nos armários do fundo do laboratório. Eram especialmente úteis para guardar ratinhos durante as experiências biológicas. Encontrou dois invólucros quadrados, de um tamanho considerável, e colocou-os na bancada. Buscou também papel alumínio, para forrar as caixas, tanto por dentro quanto por fora.

Assim que os ingredientes derreteram por completo, Riley e Thommy despejaram-os dentro das caixas. Enquanto a mistura ainda estava quente, cada um fez um pavio de barbante, grosso e extenso o suficiente para terem tempo de correr na hora de usar, e colaram junto às misturas. Pronto. Agora, precisavam apenas esperar as bombas solidificarem-se e já podiam usá-las naquela madrugada. Retirando os equipamentos de proteção, a russa ergueu sua mão para um high-five com seu amigo. ― Essa é a ciência servindo para os propósitos mais obscuros. ― ela brincou, a voz dramática. Depois, rindo, voltou a sentar-se na bancada, para poder terminar seu trabalho. Faltavam apenas dois elementos e eles estariam livres para fazer o que quisessem.

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Biologia pode ser muito divertida quando se tem amigos como Riley Stravinski.

A aprovação de minha proposta por Riley fez com que um sorriso alegre se fixasse em meu rosto. Era incrível como nós dois pensávamos exatamente as mesmas coisas, como se fôssemos uma pessoa só. Na hora em que eu ia mencionar o alarme de incêndio, ela passou à frente, falando sobre eles. Seria emocionante ver aquela chuvinha em cima de todos eles, principalmente dentro dos quartos.

Fiquei imaginando que tipo de coisas nós poderíamos afetar com nossas tramoias: festas do pijama, noites de sono e até casais tendo uma noite quente. Confesso que senti certo remorso por aquilo, mas esse sentimento passou logo que imaginei a cena das bombas explodindo e o alarme disparando e espirrando água para todos os lados. Eu ri sozinho, apenas por ver aquilo em minha mente.

-Vai ser muito engraçado. - Eu disse, por fim. - A previsão do tempo para hoje a noite é de... chuva.

Aquela piada foi horrível, mas era daquele tipo de comentário que minha personalidade era feita. Imediatamente, ela largou o caderno de anotações e começou a pegar o material. Ela leu a receita para mim, mas eu quis conferi-la no livro. Enquanto ela acendia o fogãozinho, eu conferia os ingredientes que seriam usados. Ela disse ter encontrado açúcar e depois pediu que eu encontrasse os outros produtos necessários. Logo, comecei a olhar nos armários de produtos químicos, tudo o que precisaríamos.

Sem querer, acabei encontrando um vidro cheio de corante na cor verde-musgo... a mesma que simbolizava a nossa fraternidade. Guardei aquilo no bolso e continuei a procurar pelos outros ingredientes. Encontrei o nitrato de potássio em um armário designado às classes de botânica. Alguns alunos tinham aulas de como plantar uma planta e tratar o solo... e aquele produto químico era destinado para aquilo. O bicarbonato de sódio estava em um outro armário. Havia um pacote grande, cheio daquilo, afinal... a experiência mais clássica da adolescência é o vulcão de bicarbonato e vinagre. Nesse mesmo armário, encontrei mais corante verde-Egyptian.

-Estão aqui. Encontrei corante também... aqui no livro diz que se usar, pode ser que a fumaça saia colorida. Imagina a bomba explodindo com fumaça na nossa cor. - Eu disse, encantado. - Dê uma olhada.

Entreguei o livro para ela e, aos poucos, fomos misturando os ingredientes. Era chato esperar tudo derreter, mas logo tínhamos uma panela cheia de uma pasta verde... nosso novo brinquedinho. Ela pediu que eu mexesse aquilo, para não causar um incêndio antes da hora, enquanto ela ia procurar os outros materiais.

Fiquei remexendo aquela gosma fedorenta, imaginando como era possível que aquilo virasse uma bomba. Com mais facilidade do que eu, Riley preparou duas caixinhas que eram casinhas de ratos. Nas aulas que nós usamos aquilo, eu "sem querer" deixei pelo menos três ou quatro camundongos escaparem de suas caixinhas, até que me proibiram de participar das aulas de dissecação. Apaguei o fogo e nós embrulhamos as caixas em papel-alumínio.

Peguei a panela e Riley cuidadosamente colocou-a dentro da caixa. Ela usou uma vareta metálica para fazer um furo, onde nós inserimos um pavio feito de barbante. Fizemos os preparativos finais e deixamos elas endurecendo, embaixo da mesa de experimentos. Depois de um belo High-Five, eu e a garota rimos de nossas travessuras. Era muito bom ter alguém como ela para fazer coisas desse tipo.

-Então... vamos voltar para a ciência que não é obscura. - Respondi. - Ainda temos algumas reações pra anotar, não é?

Fiquei ao lado dela, observando detalhadamente as reações que não tinham graça nenhuma. A melhor de todas que ela fez, foi um produto que produziu um vaporzinho ácido e de cheiro azedo. Me distraí tanto que eu nem via a hora passar, nem me lembrava que eu ainda tinha que me arrumar para um encontro com Avalon.
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Com os preparativos para a madrugada prontos - e melhorados, graças ao corante verde que Thomas encontrara nos armários -, nada mais a fazer senão esperar. Caneta em punho, Riley voltou a descrever os processos químicos ocorridos nas reações restantes. Felizmente, estava praticamente acabando. Poderia reescrever o trabalho com mais calma depois, em seu dormitório.

De vez em quando, lançava olhares para as gosmas verdes, escondidas de olhos curiosos. Elas não tinham um aroma muito aprazível, mas era melhor do que o da reação que estava em ação naquele mesmo momento, no tubo de ensaio. Ela torceu a boca para Thommy. ― Esse seria o tipo de líquido que tenho vontade de dar para o professor de matemática. ― Riu com as bobagens de sempre.

Finalmente, Riley fechou o caderno e espreguiçou-se. Agora sim, tinha o resto do final de semana para procrastinar. Talvez até mesmo desse uma volta na cidade; aparentemente, havia um novo restaurante que iria inaugurar qualquer dia daqueles. Voltou-se para Thomas, demonstrando que havia finalizado seu trabalho, e puxou o celular, para verificar mais notificações. Algo chamou-lhe a atenção na tela: as horas! Riley mostrou-as para seu amigo.

― Não sei que horas você combinou com o Poseidon, mas... ― levantou as sobrancelhas. A última coisa que queria era que seu amigo se atrasasse por um encontro por sua causa.

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Riley finalmente terminou a tarefa. Eu já estava pronto para convidá-la para fazer alguma coisa, mas eu e ela nos lembramos de um pequeno detalhe quase ao mesmo tempo. A garota pegou seu celular e me mostrou as horas: eu deveria estar no refeitório dali a trinta minutos e eu não tinha nem tomado um banho.

-Oh, meu Deus, Riley! - Eu quase berrei. - Eu estou completamente atrasado.

Em desespero, eu não sabia nem o que fazer. Tentei respirar fundo e me despedi dela com um novo high-five. Olhei para nossos experimentos e senti mais um arrepio de excitação percorrer minha espinhas.

-Guarde bem nossos brinquedinhos. Não vejo a hora de chegar a noite.

Eu ri mais uma vez e, em alta velocidade, atravessei a porta do laboratório, indo para o prédio da Sede das Ordens. Seria impossível eu chegar no horário certo... mas eu deveria tentar.

[TURNO ENCERRADO]
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Como se fosse um livro, Wicked Academy terá cada capitulo com tramas inspiradas em diversas séries. E atualmente no nosso Capitulo Dois temos como inspiração a famosa série do Netflix, Stranger Things. Como faremos a ligação entre esses capítulos? Descubra entrando no nosso RPG.

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