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Wicked Academy

[RP ABERTA] You shall not be sober! — Pool Party


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You shall not be sober!

Egyptian supremacy, bitches!
Era a noite de uma sexta-feira, cerca de 20:15, quando uma horda de egípcios invadiu a piscina coberta. Carregavam alto-falantes, mochilas com bebidas e outras guloseimas, e sua tão famosa animação. O motivo daquela pool party inesperada? Nenhum em especial, só vontade de celebrar a breve liderança no placar das ordens e saudar o faraó honorário, mesmo que ainda não oficializado, Noah.

Esta é uma RP aberta para todos os egípcios. Penetras estão avisados que sofrerão trotes severos caso sejam pegos. Música alta pacas está tocando, garrafas passando e putaria rolando solta. Enjoy.


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I like us better when we're wasted!
#3 . music:AQUI look:AQUI
O convite já rodava desde o dia anterior na ordem dos egyptians: festinha na piscina para integração. Eu, claro, não perderia por nada nesse mundo. Já tinha providenciado com chantagens e cobrança de favores – já que não é fácil entrar com bebida na Wicked Academy - duas garrafas de fiu fiu, uma de stock e outra de ciroc pra levar como contribuição. Todas as garrafas guardadas na minha mochila esportiva da nike que carrego pros treinos das cheerleaders.

Tomei um banho quente e relaxante antes de ir e, como de costume, passei meu perfume Miss Dior. Vesti um conjunto branco com listras pretas de saia alta e top cropped. Por cima, um quimono estampado. De acessórios estavam um maxi-colar com pedras e penas, várias pulseiras e anéis. Calçando uma sandália gladiadora dourada e, por debaixo da roupa, um biquíni tomara-que-caia branco. Meu cabelo deixei solto, com suas ondas naturais caindo nas costas, e de maquiagem passei apenas um batom nude. (link look)

Saí da sede da ordem com outros colegas, chegando junto um grande grupo na festa. Além da mochila cheia de água benta nas costas, trazia uma caixa de fósforos e, em mãos, um megafone das cheerleaders. – A MELHOR DESORDEM É A DOS EGYPTIANS! AU! – dei o gritinho do Franklyn Aguiar depois de ter anunciado gritando nossa chegada. Uma música eletrônica que não reconheci a princípio já tocava alto, o ritmo contagiando meu estado de espírito. Quando visualizei a tina de gelo, para manter as bebidas geladas, fui até lá e coloquei as que tinha trago no recipiente, exceto a stock.

Com a stock e a caixa de fósforos em mãos, gritei novamente, dessa vez sem o megafone. – Quem quer começar? – As pessoas olharam desconfiadas pros fósforos na minha mão e eu ri. – Calma, não vou colocar fogo na escola, é pra bebida! – Resolvi fazer uma demonstração. Coloquei o líquido azul na boca, sem engolir, mantive a boca aberta. Então, acendi um fósforo e coloquei o fogo na boca, apagando o fósforo em seguida. Labaredas azuis saíram da minha boca, até que engoli o líquido que desceu quentinho e de imediato já bateu um grau. Não havia risco de se queimar se uma pessoa com o mínimo de experiência colocasse o fogo na boca e para isso eu estava lá. – Mais algum voluntário corajoso? – disse sorrindo e piscando para algumas pessoas que estavam em volta.

GO EGYPTIANS! X

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unsustainable
All teenagers scare the living shit out of me, They could care less!
Nadia observou seu reflexo no espelho de corpo inteiro pendurado na porta do guarda-roupa uma última vez, dançando daquela maneira ridícula e descoordenada que você faz quando está sozinha. Cantava baixinho, acompanhando a letra de Little Talks, que tocava alto em seu computador, embora não o suficiente para abafar as conversas, gritos e risadas no corredor do primeiro andar. O prédio inteiro vibrava de energia com a festa de última hora, todos animados pela expectativa de se divertirem. A loira havia sido uma das organizadoras, e a mensageira que espalhou a notícia e os convites para os egípcios na tarde anterior. Apesar de odiar a Wicked com todas as forças e desejar sair dali com todo seu ser, estava decidida a aproveitar ao máximo a experiência. E que maneira melhor de fazer memórias do que uma festa?

PARA-PA-PA-PA-PA-PA-PA! HEY! — Gritou, desafinada. Rebolou pelo quarto, desviando dos livros jogados e as peças de roupa espalhadas pelo chão, pegando sua câmera polaroid e a coroa de flores pelo caminho. Guardou a câmera na bolsa, onde já estavam alguns chicletes, tinta que brilha no escuro e uma bóia inflável em forma de pênis sorridente, e colocou a coroa na cabeça, ajeitando o visual no espelho.

Até que não estava ruim. Os cachos loiros estavam presos em um coque bagunçado, como sempre, e enfeitados com a coroa de flores. O rosto permanecia natural, apenas retocado por uma maquiagem discreta, e emoldurado pelos óculos de grau indispensáveis para a noite. Vestia uma blusa de renda preta, regata e mais curta do que estava acostuma, e um short jeans rasgado de cintura alta, acompanhados de um quimono estampado. A roupa escondia o biquini preto imitando o couro, simples e bonito. Sandálias de couro marrom, a bolsa à tira-colo, várias correntes douradas e brincos discretos em todos os furos - dois em cada orelha. O resultado final fora bem satisfatório.

Fechou o laptop, desligando a música, apagou as luzes do recinto e saiu para o caos, um sorriso enorme estampado no rosto. Juntou-se à um grupo com cerca de oito jovens que caminhava até a piscina, berrando o hino das animadoras de torcida da ordem de modo energético e contagiante. Nadia nunca vira nada parecido, tantas pessoas unidas pelo simples fato de terem sido selecionadas para a mesma fraternidade. Obviamente era um sistema falho, que aumentava as competições típicas de todo colegial, porém também tinha seu lado positivo.

Adentraram o espaço onde a festa acontecia e logo foram recebidos com um grito tão alto que se sobressaia da música eletrônica ensurdecedora.

A MELHOR DESORDEM É A DOS EGYPTIANS! AU! — A multidão uivou de volta, e Winbledeaux juntou-se ao barulho, imitando o mascote dos Egyptians, o lobo.

A batida logo se apoderou do corpo da loira, guiando-a em uma dança solitária, apesar de agradável. Moveu-se até o isopor cheio de bebidas e pegou uma lata de cerveja para si, observando o movimento com o canto do olho. Notou um clarão a alguns metros e, ao virar para ver da onde surgira, surpreendeu-se com uma das animadoras de torcida, Mia, talvez, assoprando fogo como um dragão. Nadia fora rápida como um relâmpago, tirando uma foto no momento certo. A câmera instantânea imprimiu a imagem rapidamente. Com um sorriso maroto, guardou a foto na bolsa e tirou o pote de tinta fosforescente da lá.

Aproximou-se da garota em chamas, ainda meio que se remexendo ao ritmo da música, e colocou a mão em seu ombro para chamar sua atenção.

Cara, cê parece um dragão sexy! — Berrou, rindo. Tomou um gole de sua bebida e levantou a tinta com um olhar malicioso — Sou Nadia. Sabe o que ajudaria? Isso. — Apontou para as pernas nuas dela, já imaginando um padrão de linhas que combinasse com a roupa da menina, um desenho que lembrasse uma cinta-liga — Posso?
fuck
Nadia is at the pool party with the other egyptians. She's listening to Teenagers and she's wearing this.


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Egyptians


BENJI
Justanotherguyonthis messy world and is not confused at all.

"Amigos, eles são meu verdadeiro tesouro"

R
ealmente. Estar em uma Escola para Ricos era diferente. Meus pais ficavam repetindo: "Uma oportunidade única". E isso ficava soando na minha cabeça sem parar. A escola era linda, e as pessoas incrivelmente belas.Não posso dizer que me senti envergonhado algumas vezes com meus tênis doados, jeans sem marca famosa e meu sweter da GAP.

Eu tentava apenas não chamar atenção ouvia com atenção as conversas, pensando que eu nunca seria inserido naquele mundo de luxo e beleza. Afinal, parecia que a palava "Bolsista" estava estampada na minha cara. Eu mesmo já trombara com um aluno que se eu der mole vai me prejudicar e muito. Michael-alguma-coisa, grego.

"N2R: Não cruzar caminho com o capeta de novo"

Mas eu não queria ficar me fazendo de coitadinho. Afinal, eu não era. Ganhei bolsa pelos meus dotes artísticos e pela inteligencia. (Okay, mais pelos dotes, e isso Amex nenhum pode comprar).

Estava no meu quarto quando escutei alguns alunos falando sobre uma festa.

F.Y.I

"Timothy e Nadia, dois egípcios muito simpáticos. Timothy sempre que via alguém gritava, feliz. Eu queria ter seu jeito irreverente e tão legal. Para mim o Egípcio mais legal. E Nadi, ela tinha sido um amor comigo. Na aula de matemática ela notara que meu notebook tinha queimado, eu não poderia comprar um novo. Milagrosamente quando cheguei ao meu quarto no dia seguinte depois das aulas, encontrei um sobre a cama. E não era um comum, nem se meu pai vendesse nossa casa eu consegueria comprar. Toda vez que ela passa por mim, ela sorri gentilmente e é simpática e doce. Uma fada madrinha".

Eles falavam de um festa. Meu coração pulsou, mas a animação foi contida. Eu não seria convidado. Eu sou uma reles sombra para aqueles ricassos. Voltei para o quarto e quando chequei meus e-mails eu vi. O CONVITE.

WOW!!!
Fui convidado, minha primeira festa UpperS.
Mas o que eu vestiria? Okay, festa da piscina. Shorts. Eu não duvidava que os shorts, bikinis, bebidas e música seriam as mais descoladas possíveis. Apesar do medo, não quis perder a chance. Tomei um banho. Vesti uma bermuda cargo do exército, chinelos, peguei minha toalha, e uma camisa polo da BananaRepublic. (A coisa mais cara do meu guarda-roupa).

Observei as pessoas saindo, e meio que no fim de um grupinho os segui tentando não chamar atenção. Eu estava com vergonha. Todo magrelo, cabelos grandes, e barba por fazer. Cheguei ao local, e uma belíssima líder de torcida anunciava a festa.

F.Y.I
Era tudo deslumbrante, até mesmo festas non-oficialis. Latim para ZORRA DESCOLADA

Mia estava animando a multidão de alunos que estava realmente comemorando. Estava distribuindo uma bebida flamejante. Peguei minha máquina fotográfica e comecei a tirar fotos. Eu estava feliz, e me sentia em casa. Ser um egípcio era deslumbrante, todos aqueles colegas eram como faraós e imperatrizes de seus destinos. O deus Sol os tornava quase dourados.

Me sentei em uma espreguiçadeira e continuei tirando fotos.
robb stark

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Data de inscrição : 19/07/2015


T.G.I.F.
look

Era incrível o clima em que toda a irmandade estava imerso, pareciam estar comemorando a vitória sobre as outras duas, mas era só a festa inicial daquele ano letivo. A festa parecia estar acontecendo ali mesmo no corredor da irmandade, apesar do local indicado ser a piscina coberta. Tal era a algazarra dos membros que não tardou para que Hakyla se juntasse ao clima contagiante quem embalava os corredores e todos os lugares da ordem. Não lembrava exatamente de que modo o convite da tal festa chegara até ela e não ligava muito para isto. É claro que não deixaria de participar, os membros de sua irmandade contavam com sua presença de algum modo e – mesmo que se tratasse de um trote para os calouros – gostaria de ter conhecimento de como eram as festas por ali, então valeria a pena o risco.

Ela não era do tipo que negaria uma festa, muito pelo contrário, mas sabia que alguns cuidados deveriam ser tomados. Tanto cuidados quanto seus remédios. Malditos remédios. Não poderia negar a vontade que sentiria de ingerir algumas doses de bebida alcoólica, mas ao mesmo tempo estas doses poderiam cortar o efeito de seus medicamentos. Recorreu a leitura da bula e chegou a uma resposta final: moderação seria a palavra de ordem, infelizmente. Não sabia muito bem o que vestir, mas de qualquer modo se tratava de uma festa a beira da piscina e mesmo duvidando de que fosse de fato dar algum mergulho, vestia por baixo seu biquíni e uma roupa mais simples por cima. Nada muito extravagante e chamativo, somente confortável.

A menina ria das piadas e contagiava-se com a alegria iminente do restante do grupo. Gritos de brado serviam para animar os Egyptians. Por tudo o que era visto, aquela noite entraria para a história. Era uma festa de comemoração e o pessoal da ordem parecia levar a premissa muito a sério. Jogou o cabelo para o lado e se encantou ao ver que o local escolhido, a piscina coberta, já se encontrava no clima. A música era ouvida de longe, devido a sua altura e isto foi o gás de animo que faltava na garota. Sua única esperança era a de não ser a primeira a ser atirada na piscina. Aqueles eram os membros de sua nova família e ela tinha que aprender a festejar com eles. Pegou um dos copos de cor vermelha e com bebida em seu interior, ingeriu uma dose ou duas, e erguendo o copo para o alto, riu enquanto bradava a alto e bom som o nome da ordem juntamente com alguns participantes. Sua voz acompanhando o som de outros risos e as batidas da música alta.


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Data de inscrição : 08/03/2015

Egyptians

CAMISETA

Olá, meu nome é Timothy e estou escrevendo alguma coisa aqui embaixo, provavelmente é um texto confuso que tenta ser claro, mas na ânsia por dar informação eu acabo me perdendo e deixo tudo confuso, enfim... Só queria mudar o que estava escrito aqui nas letrinhas pequenas, por isso estou escrevendo isso, bjks!
__________________________________________________________________________________

Os últimos dias tinham sido um tanto turbulentos, mas era uma turbulência positiva, depois de termos virado piada na boca das ordens rivais pelo jeito trivial e espontâneo de ser, agora nós egípcios assumíamos a liderança do placar! Isso devia estar fazendo muito grego chorar, até por que devemos a eles essa posição, se não fosse o filhote mimado da diretora querendo chamar atenção, eles ainda estariam empatados conosco. Claro que nossa trivialidade exigia que tais circunstâncias fossem comemoradas, e a primeira festa egípcia não podia ser menos do que a melhor que aquela instituição já tinha visto!

Estava no meu quarto quebrando a cabeça com alguns exercícios de biologia quando meu celular vibrou sobre a escrivaninha, era uma mensagem de Nadia convocando a todos para uma festa na piscina, quem precisava entender Darwin?! Vesti uma bermuda qualquer com e camiseta branca, o horário da festa estava próximo, quando sai do meu quarto vi que muitos dos outros membros da ordem caminhavam frenéticos pelos corredores, garotas preocupadas com chapinha, maquiagem, cor do biquíni... Eu nem sequer tinha pego toalha. Logo um grupo grande saiu rumo à piscina coberta, eram liderados por Mia que tinha uma megafone em mãos e ia gritando frases loucas o percurso todo, típico de líder de torcida, assim que chegamos no local da festa a "desordem" se formou, drinks incendiários pra um lado, tinta pra outro, gente bonita em toda parte.

Era um ambiente bem intimidador se você não está acostumado com essa vida de raves e baladas, e confesso que eu não estava, beber e dançar loucamente numa festa nunca fez muito meus estilo, por mais que eu goste de frequentá-las. Em determinado momento vi alguém que parecia ainda mais deslocado que eu, Benjamin, um garoto fofo e simpático que parecia sempre estar sorrindo por coisas bobas, ele se encontrava sentado numa espreguiçadeira tirando fotos de todos ao redor, fui até o garoto que parecia só conseguir enxergar o mundo através da lente de sua câmera e me joguei ao seu lado passando um braço sobre seu ombro - E Aí, estão ficando boas! - disse mantendo meus olhos fixos na lente do rapaz, pela qual agora podíamos ver uma garota tropeçando numa garrafa de vodka.


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Data de inscrição : 22/06/2015

Egyptians



high, all the time


Riley mal enrolara a toalha ao redor do corpo quando escutara as três batidas na porta de seu quarto. Caminhando entre o vapor, os cabelos encharcados e os pés descalços, ela atendera ao desconhecido com um riso inquisidor no rosto. Era um dos empregados do instituto, com um pacote razoavelmente grande da FedEx em mãos e levemente confuso com a visão da estudante seminua.

A russa assinara o termo de recebimento e fechara a porta com um sorriso, dando pequenos saltos até chegar à escrivaninha. A encomenda não tinha identificação no campo de remetente, mas os selos postais indicavam a postagem primária em Moscow. Ora, apenas uma pessoa na Rússia preocupava-se o suficiente com Riley para enviar um presente transoceânico. Rasgando as laterais do papelão, ela abriu o pacote e encontrou um urso panda de pelúcia, com uns cinquenta centímetros de altura. Seu material era extremamente fofo de se tocar, e ela abraçou o brinquedo antes de descobrir o pequeno pedaço de papel que acompanhara-o. Era um bilhete escrito em russo.


Ri, sestra.

Nunca desanime. Eu te amo. Aproveite o presente.

Dimi

Riley sorriu fracamente, enquanto algumas lágrimas teimavam em subir para seus olhos. Dimitri, seu irmão mais velho, era o único membro da sua família que realmente se importava com a ruiva. Infelizmente, ele estudara em colégios militares durante sua vida inteira, o que afastara-o do convívio com a pequena. Triste, mas feliz, a garota levantou o urso panda. Ele tinha um preenchimento interno cheio de bolinhas, o que tornava muito gostoso o ato de ficar apertando-o.

Subitamente, ela sentiu algo diferente no meio no enchimento. Eram formas circulares, mas... Maiores do que as comuns. Franzindo as sobrancelhas, ela virou o animal de costas. Um zíper aguardava, fechado, naquilo que seria a coluna do panda. Curiosa, puxou o zíper e revistou o enchimento. O conteúdo fê-la soltar uma exclamação de surpresa. Dois pacotes plásticos, com pílulas redondas e quadrados coloridos. Ela sabia do que se tratava, pois em um passado muito distante, Dimitri já fora pego utilizando das mesmas substâncias. Ecstasy e lsd.

Ela entendeu o porquê do "aproveite o presente" no bilhete e fechou os olhos, agradecendo fortemente a seu irmão em pensamento. Aqueles pacotinhos viriam a calhar na festa dos egyptians, que, pelo horário no relógio, acabara de começar.

Novamente saltitando pela caverna que chamava de quarto, colocou Halestorm para tocar enquanto procurava onde diabos enfiara os biquínis quando arrumara seu guarda-roupa. Acabou encontrando o seu preferido, um preto com bordas vermelho-escuras. Por cima, vestiu um short jeans cinza-escuro, curto o suficiente para integrar-se na festa, com rasgos na coxa esquerda, e uma regata justa com o símbolo do Batman. Calçou suas sandálias de couro, colocou seus alargadores e encaixou um boné vermelho dos Yankees virado na cabeça, deixando o cabelo solto secar naturalmente.

Sua maquiagem era simples, apenas um delineador a prova d'água que lembrava a maquiagem dos antigos egípcios, pela maneira que marcava os olhos. Nos bolsos, guardou seu maço de Marlboro Blue Ice e um pequeno tubinho metálico indefinido, que guardava dois baseados, pois como poderia aproveitar uma festa colegial sem maconha? Não esqueceu dos pacotes de lsd e ecstasy, e sentiu-se protegida, pois a barra levemente comprida da regata cobria seus bolsos. Desligou o celular, as luzes e saiu quase correndo até a piscina, tamanha a ansiedade que sentia.

A euforia já a atingia enquanto juntara-se aos demais egyptians que dirigiam-se para o local da piscina, fazendo a maior algazarra possível, uivando, batendo palmas e esfregando na cara dos nordics e greeks o quanto iriam divertir-se aquela noite. Era a primeira vez que Riley sentia-se realmente integrada aos outros estudantes de sua ordem, e a sensação era maravilhosa.

A área da piscina tinha uma energia tão contagiante que Riley não conseguia parar de dançar enquanto caminhava de um lado para o outro. A cada egyptian com quem cruzava olhares, abria um sorriso tão largo que poderia causar estranheza nos que a conheciam do cotidiano. Mas aquela era uma ocasião especial e merecia ser aproveitada. A russa logo tratou de arranjar um copo e enchê-lo de álcool. A sensação do líquido descendo pela sua garganta era como alguém que atravessara um deserto e finalmente recebia um copo de água gelada. Ou seja, era perfeito.

Riley circulou pelos arredores, até encontrar rostos mais conhecidos entre os seus. Visava aproximar-se de Nadia, que conversava com Mia, ambas suas companheiras na classe de música. Abriu espaço entre os presentes até alcançar as garotas, tocando no braço da loira para indicar sua chegada.

― Hey, baby. ―, deposita um beijo leve na bochecha de Nadia, levando a mão direita até os bolsos do short e retornando com os dois pequenos pacotes plásticos. ― Olha o que eu trouxe pra gente. E tem mais algumas... surpresinhas ainda. ― Sorriu maliciosamente para as egyptians, na penumbra. ― E, meu, eu preciso experimentar esse troço do fogo. ― ela pede, em tom brincalhão, ― Mas você tem que me ajudar para eu não me machucar. ― finaliza rindo, antes de levantar o copo e uma sobrancelha.


valeu @ carol!


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I like us better when we're wasted!
#4 . music:AQUI look:AQUI
A animação da minha ordem só me fazia agradecer aos cosmos por pertencer àquele grupo. Mesmo os mais tímidos, que preferiam ficar afastados da confusão, estavam sorrindo e conversando. Essa vibe alegre era tudo que eu precisava pra gostar um pouquinho da Wicked. Ainda sinto falta da American Ballet Academy, mas a fritação ajuda a superar esse “fim de namoro” e talvez não fosse tão difícil fazer amigos aqui quanto pensei ao chegar. Logo veio Nadia, da minha aula de música, dizendo que eu parecia um “dragão sexy” por causa da bebida flamejante e eu cai na gargalhada. – Eu lembro de você, ukulele da revolta! – disse animada tocando um ukulele imaginário. – Sou Mia. Manda a ver com tinta, lets glow!

A ideia da tinta fluorescente era ótima, ficaria muito psicodélico quando todos estivessem pintados. Estendi a perna de bom grado e deixei que Nadia fizesse listras, como um desenho tribal, fechando a volta da minha perna como uma cinta-liga. – Agora vou ficar com as pernas abertas até secar pra não borrar! Bom que se um boy vier eu já to pronta! – disse abrindo as pernas na coreografia da dança do acasalamento, o que deveria ser uma cena muito ridícula, mas na ordem estávamos entre amigos, então sem problemas.

Logo chegou uma ruiva, estilo rock star, que logo reconheci também da aula de música. Foi ela quem tocou depois de mim, tão profissional no piano que humilhou meus humildes dedilhados anteriores. Cumprimentou Nadia, mostrando uns pacotes que, de intrometida que sou, meti o nariz pra ver o que era. – Eu já estava achando ruim ninguém trazer narguile, mas você trouxe algo melhor. – disse em tom baixo, dando um sorriso malicioso ao ver o pacote de bala. Aquela festa seria um transtorno, eu já podia prever! – Meu nome é Mia, lembra dele pra me chamar quando for usar. – continuei falando para depois escutar o pedido da ruiva para experimentar a stock. – Riley, né? Ajudo você sim! Achei que ninguém mais teria a coragem de provar! É só engolir quando eu mandar e não fechar a boca antes disso.

Ordenei que ela abrisse a boca e despejei a quantidade de uma dose do líquido azul. Acendi o fósforo e olhei animada pra Nadia, sempre fui fã de pirotecnia. Coloquei o fogo no líquido, apagando o fósforo de imediato. As labaredas azuis saltaram lindas da boca da Riley. – Fecha a boca! – gritei empolgada quando o fogo azul já estava alto demais. E, ainda bem, não senti nenhum cheiro de queimado. Deixei a stock de lado e peguei uma garrafa de heineken, bastante distraída nesse meio-tempo porque meu corpo viciado em dança estava me implorando pra aproveitar a música. Voltei minha atenção pras meninas e dei um gole na cerveja antes de falar. – Nós podíamos fazer alguma brincadeira, pra conhecer melhor o pessoal da ordem. – sugeri. Eu queria mesmo saber mais sobre as pessoas dali, todos pareciam ser bacanas e seria bom pelo menos saber o nome de todos.


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Greeks

MIKE
"YOU ARE THE ONE I WANT"

A escola não poderia estar mais entediante. E a recente perda de pontos por causa dos babacas nórdicos, me deixava louco. Mas prometi não fazer nada que prejudicasse hoje. Escutei rumores de festa, e uma mega gata com um megafone também foi uma boa dica. Me esgueirando eu cheguei ao logal da festa. A piscina estava cheia de egípicios se divertindo, e eu tinha que concordar que eles sabiam fazer uma festa. Mas quem chamava minha atenção estava logo ali, bebendo e conversando com uma menina. Líder de torcida gostosa, era aquela menina que se destacava na multidão.

Peguei uma bebida de algum nerd por perto, tirei a gravata do uniforme que me identificava como grego, me aproximei da rainha da festa.  - Só posso dizer que estou hipnotizado, o que devo fazer para conseguir seus beijos essa noite? - perguntei chegando junto segurando seu corpo, puxando a mim e falando ao pé de seu ouvido devido a música alta.

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Última edição por Michael Saint-Millano em Ter Jul 21, 2015 11:54 pm, editado 1 vez(es)

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unsustainable
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Realmente aquela noite entraria para a história. Seja pelo bem ou pelo mal, o que quer que acontecesse nas próximas horas marcaria o ano letivo daqueles egípcios e, com sorte, da escola inteira. Nadia sempre fora uma amante de festas, apesar de nunca ficar muito alta ou usar coisas muito fortes, sabia curtir sem chegar aos extremos. Esse seu lado era um verdadeiro mistério, se levar em conta sua existência não popular. Gostava da energia, dos corpos se tocando, das cores; via tudo pelos olhos de uma artista. Por isso trouxera a tinta e a câmera, a vida é uma arte, e ela queria adequá-la aos seus desejos. Começando pela belíssima perna de Mia.

Lançou um sorriso carregado de malícia para a cheerleader, ficou de joelhos e pegou a perna estendida com a mão esquerda, deixando os dedos passearem pela pele lisa e macia, subindo até a coxa, onde iria trabalhar. Com a mão direita, abriu o pote e deixou-o ao seu lado, no chão. Molhou o indicador no líquido pastoso e brilhante, e traçou as linhas assimétricas que formavam uma bela cinta-liga. Contente com o resultado, levantou-se e usou o excesso de tinta no dedo para pintar bolinhas fosforescentes em baixo dos olhos de Mia. Escutou os comentários da "cliente", soltando uma gargalhada meio descontrolada. Imitou a dança do acasalamento realizada por ela, seguindo o ritmo ao fundo.

Desse jeito você vai ter que tomar cuidado não só com os boys, mas com as girls também! — Nadi levou a lata aos lábios e tomou outro gole de cerveja. Ao longe conseguiu observar mais alguns conhecidos entrando no local, entre eles um rapaz adorável que tivera empatia instantânea, Benjamin. A loira encarou-o, usando a força da mente para fazê-lo olhar em sua direção e acenou que nem uma boba. Timmy, outro colega, aproximou-se de Benji, e Dia acenou para ele também.

A música eletrônica que tocava era conhecida, e tinha um drop excelente. Winbledeux gritou o ritmo como um louca - TAN-TAN-TAN-TAN-TATATATATATA - e pulou, balançando cabeça e os quadris, o braço levantando a lata como se fosse a tocha das Olimpíadas. Seus olhos estavam fechados e ela apenas sentia a vibração, sem se importar com a dança ou se parecia pirada. Não tinha intenção de parar, até que uma mão tocou sem ombro, e a voz familiar da russa encheu seus ouvidos. Nadia virou-se na velocidade da luz, e seu sorriso alargou-se de orelha a orelha.

Bonjour, Ri! — Passou o braço pelos ombros da ruiva, puxando-a para um meio abraço e obrigando-a a se mexer também. Olhou para o pacotinho mágico da ruiva e riu baixinho, os olhos brilhando — Parece que o Papai Noel chegou mais cedo esse ano. Um doce não faz mal a ninguém, nem cárie dá... — Sem pedir permissão nem nada, puxou Riley e Mia, tirou a polaroid da bolsa e tirou uma selfie espontânea. Balançou a foto para que a imagem saísse — As surpresas sempre saem melhores.

Afastou-se das duas para observar os truques de uma distância menos assustadora, principalmente porque odiava fogo. Mas devia admitir, aquilo era foda. Nadia soltou um grito de animação quando Riley virou um dragão, batendo palmas entre pulos e movimentos de dança inconscientes. A batida mudou, marcando o início de uma nova música, e a loira puxou as amigas para dançar. Estava sendo devidamente humilhada por Waldorf, por motivos óbvios, mas estava se divertindo. Tomou outro gole da bebida, preparando-se para responder Mia, quando um rapaz desconhecido se aproximou com aquele jogo de pegador barato.

Dia observou-o com cuidado, desde a roupa até a postura diferente. Aquele não era um egípcio, disso tinha certeza. O baú escondido ao lado do alto-falante mais próximo atraía-a como um imã, o "armário dos trotes", como apelidou ao arrumar a piscina para a festa. Ah, aquele estrangeiro ia ter.

Você deve se achar muito inteligente vindo aqui e pensando que não íamos perceber... — Riu, passando o dedo pela bochecha do rapaz, e segurando seu queixo para que ele mirasse em seus olhos. Com uma expressão triunfante, pegou o megafone da amiga e gritou — TEMOS UM IMPOSTOR!

Algum egípcio ia se divertir muito com o penetra.
fuck
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Greeks

MIKE
"VAI TUDO TOMAR NO OLHO DE OSÍRIS"

A garota com quem eu falava resolveu me ignorar. Quando dei por mim percebi que Nadia tinha chamado a atenção dos seus amigos egípcios.  Eu estava em desvantagem numérica, nada que eu não encarasse mas retirada estratégica era a melhor opção. Dou um beijo na garota e outro em Nádia. - Valeu, pela conversa...estimulante. - digo dando um sorriso para duas. Sai dali sem problemas andando porta a fora indo para minha Ordem.

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Egyptians
                            pool party
A dança ritmada ao som de Jackie And Wilson, embora completamente desajeitada, cessara quando o meu celular tocara, não era a música de ligações, era a de e-mails. Eu deixara as notificações ativadas. Na exata hora em que li o convite, pensei "Puta. Que. Pariu." Pausadamente, aquilo renderia uma perda de pontos enorme para os Egyptians.

Então ponderei, se limpássemos tudo antes de sairmos, não daria muita briga, e as drogas e bebidas, bem, seriam escondidas. Sorri de soslaio, soltando o celular na cama e indo direto para o guarda-roupas. O banho já fora tomado à pouco, tanto que a toalha branca ainda estava enrolada em minha cintura, meio desnecessário, já que o quarto era privado, mas já era costume. Deixei que a toalha caísse, buscando no armário uma sunga, logo, encontrei-a. Cabia bem em mim, era escura, com listras verticais brancas. Visto-a e pego um shorts jeans mais maleável, que ficava ainda acima dos joelhos e tinha dois bolsos dos lados. De camiseta, pego uma regata preta, com o símbolo da marca no peito. Os chinelos pretos já estavam ao lado escrivaninha. Calcei-os enquanto penteava o cabelo de forma deajeitada, então, juntando o celular e mandando uma mensagem para a Nadia, de quem eu recebera o e-mail.

Estou indo aí, por favor, não destruam tudo.

Abro a porta do cubículo, assustando-me quando vejo quatro caras parados na minha frente, carregando um tipo de liteira aberta, com um trono de madeira. Os caras eram fortes, também estavam de regata e bermuda. Os quatro eram colegas da ordem.
— O que significa isso? — Pergunto, fazendo uma cara de desconfiança.
— Fomos instruídos a levá-lo para a festa, faraó. — Disse um deles. Faraó. Não consigo evitar um palavrão, e logo em seguida, um sorriso.
— Ok então. — Eles gesticulam para que eu me sente no trono, e assim o faço, involuntariamente pegando o celular e entrando no Instagram, para registrar uma selfie do momento.

Eles então me levam em direção à festa na piscina coberta, a noite estava bela, e daquela distância da cidade, era possível ver muito mais estrelas. Se fosse ao ar livre, convocaria todos para uma sessão de aplausos às estrelas. Mas, como não é...

Dava para ouvir o som altíssimo desde o prédio principal, ponho-me a imaginar se nenhum dos professores estava reparando, ou ouvindo. Logo que a batida eletrônica acaba, começa uma música diferente, aos poucos metros que faltavam, ela era perfeitamente audível. Dark Horse.

Todos os jovens da minha idade já tinham ouvido essa música uma vez na vida, ela até que era legalzinha, contando o fato de que era de uma cantora pop. Então, a ficha cai. Pelo jeito, a festa não era só para celebrar a grande vantagem que a Egyptians estava tendo sobre as outras ordens, mas também, era em minha homenagem, provavelmente pelo meu afinco em lutar pela liderança da ordem. Estava tudo conectado. Trono, quatro caras, Faraó, Dark Horse. Egyptians. Não deixo de sorrir, de fato, a melhor ordem era aquela.

As portas se abrem, e no refrão da música, os quatro caras me conduzem para dentro, tomo um olhar altivo, digno de um verdadeiro faraó, mas logo, deixo-o de lado, rindo um pouco. Eles param, e colocam a liteira no chão, eu me levanto, apoiando as mãos nos braços do trono, e dizendo um Obrigado a eles. Eles assentem e se dispersam. Rodo os olhos pelas pessoas presentes, à essa altura, Dark Horse já tinha acabado, então, vou direto na direção de Nadia, que estava com uma ruiva, acho que era a Riley, da aula de música que eu faltara, e a morena Mia. Ambas tinham um olhar sério, então chego logo nelas, dizendo:
— Certo, Nadia, aquilo foi incrível. Você é uma ótima organizadora. — Sorrio para ela, logo dizendo. — Mas olha o que temos aqui. Riley e Mia, Oi, amores. — Digo, com uma voz de falsa surpresa, mas sorrindo verdadeiramente para as duas.
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Egyptians


BENJI
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"Amigos, eles são meu verdadeiro tesouro"

M
ais e mais pessoas chegavam a festa. A música e as luzes faziam da atmosfera um lugar mágico. As meninas sensuais eram musas como as ondas do mar, suaves e um espetáculo de beleza porém possuiam uma ferocidade nos movimentos; assim como o mar nas rochas. Os rapazes também não ficavam atrás. A beleza de ser Egípcio está na diversidade de pessoas. Mas a pluralidade daquela festa nos transformava em uma massa sortida de encantamento. Mais conhecidos da ordem vinham e iam, brincavam e dançavam.

Tirei ótimas fotos daqueles que queria intimamente me tornar amigo. Minhas bochechas coraram assim que Nádia acenou.

OMG + WOW
Ela me reconheceu?!!! OMG ela me reconheceu!!!

Acenei de volta em um sorriso simpático. Tirei uma foto dela, sorrindo e acenando, aquela foto ia para meu quadro. Fotos eram lembranças registradas. E uma ligação para saber que aquilo tudo realmente estava acontecendo.

Riley chegara perto de Nádia, e capturei a cena de um beijo incrivelmente amigável. Estava distraído, foi quando Timothy se aproximou e me abraçou os ombros. Enrubesci e tirei-lhe uma foto para me desvencilhar de seu abraço. Tirei uma foto de seus olhos e sorriso.

N2R
Vai para parede de fotos também.

Ele me fez uma pergunta que me fez sorrir. Olhei o display e abaixei o canhão da lente.

- Sim, muito boas. Depois eu passo a foto para galera. Se eles quiserem é claro. - disse sorrindo. - Você é o Timothy, né?

"LOSER*MOMENT!!"
DÃAAAAAAA

- Sou Benjamim Hathaway. Muito prazer. - digo desviando o olhar e fotografando uma pequena confusão mais a frente. - Hmm, será que tem refrigerante por aqui? - perguntei

Não pude completar meu raciocínio por que um belo rapaz chegava em uma liteira, como se fosse um faraó de verdade. Saquei a câmera e ajustei o foco da lente. Tirei algumas fotos dele. Seria ele o idealizador da festa?

FYI
Numa escala, eu seria 0 e aquele guri, seria tipo 10 na escala HighSociety. Com certeza o trono dos egípcios pertencia a ele. Pelo que eu me lembrava das aulas ele era Noah. Mais um dos figurões magnatas da escola. Saber quem ele era era normal.

O rapaz altivo caminhou até Nádia e as meninas. Olhei para Timothy e sorri.

- Acho que ainda não fomos apresentados, senhor... - deixei a pergunta pairando no ar.
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Friday Night
Friday ◥◣ Crazy Night ◥◣ Egyptians Rules

◥◣ Is Friday, friday ♪

Fiquei deitado na cama observando a fumaça do cigarro subir sensualmente. Sorri soprando mais um pouco, aos poucos o quarto ia se preenchendo com todo aquele ar tóxico. Parei para pensar pela primeira vez em algo que sequer passou por minha cabeça: "E se houvesse ali um alarme de incêndio?". Bufei soltando um pouco mais de fumaça, não estava nem um pouco preocupado com isso, se houvesse ou não agora já era tarde demais para tomar alguma iniciativa, e eu não apagaria o meu cigarro pois era o único que eu tinha em mãos. Estava estirado na diagonal com a cabeça apontada para o chão e começando a sentir os efeitos de se ter sangue demais na cabeça. Embora aquilo fosse incômodo eu estava demasiado cansado até mesmo para mudar de posição. Cansado entre aspas, eu não havia feito nada o dia inteiro, não assisti aula alguma, não fiz amigo algum e bem, tudo o que tenho feito desde que cheguei foi me afundar em meu pequeno - ou melhor dizendo minúsculo - quarto e vegetando. O único contato que eu tive aqui dentro fora com um garoto, cujo o nome eu desconhecia. Conheci o individuo durante o teste para a atividade de música. Conversamos um pouco, não foi uma conversa muito produtiva, mas acabou com ele me cedendo um cigarro que eu fumava agora. Tossi um pouco e como eu estava numa posição não muito agradável, a tosse transformou-se num engasgo. Ergui-me rapidamente e deixei o cigarro escapar de minha mão. Comecei a tossir feito um louco, olhei ao redor procurando algo que pudesse cessar aquela crise idiota de tosse, não havia nada, exceto... Tirei as plantas do jarro, atirando-as para longe e bebi a água respirando fundo. Pus a mão no tórax e fiquei de pé com o jarro na mão sentindo o alívio de não haver nada trancando minha garganta. Respirei aliviado, mas o alívio não fora tão duradouro. Virei-me quando me dei conta de que havia largado o cigarro aceso em qualquer canto. Olhei para cama e lá estava ele a queimar o lençol branco. Joguei o restante da água em cima do cigarro para apagá-lo, não que aquilo fosse necessário, pois só havia feito um furinho escuro no lençol, mas em minha fodida mente aquilo soava como o quarto inteiro em chamas. Eu sou conhecido por agir abruptamente e creio que isso jamais irá mudar. - Mas que merda. - Murmurei depositando a jarra em seu devido lugar e avaliando todo o estrago. Agora eu não poderia continuar deitado tranquilamente já que minha cama estava toda molhada. Tirei o lençol enrolando-o num bolo e atirando numa sexta dentro do banheiro (a porta estava aberta e o quarto é tão minúsculo que é possível fazer isso). Estava prestes a virar o colchão quando ouvi um barulho de mensagem vindo de meu celular. Olhei para todas as direções procurando-o, digamos que quando se trata de celular eu não tenho o mínimo de cuidado com o meu, o deixo jogado em qualquer lugar mesmo, por isso esse já é o quinto modelo que eu possuo só nesse mês. Eu não me importaria de viver sem um, os odeio, sinceramente, mas meu pai insiste que eu tenho que carregar o bendito para cima e para baixo. Continuei procurando o celular, o som de mensagem era contínuo, não parava enquanto o sms não fosse lido, configurei dessa maneira justamente por ter essa mania de deixar meu aparelho jogado em qualquer canto. Abaixei para verificar e lá estava ele. Quase tive que me enfiar embaixo da cama para pegá-lo, não me pergunte como ele foi parar lá, nem eu mesmo sei. Peguei o celular assobiando despreocupado e deslizei o dedo para ler a mensagem. - Festinha na piscina?- Franzi o cenho ao ler a mensagem de um número cujo o dono eu desconheço. "Como conseguiram meu número?" Foi a primeira coisa que me veio na mente quando li aquilo, a segunda coisa foi "Será?". Estava em dúvida se iria ou não para aquela festa, digamos que eu não sou tão sociável quanto aparento ser. Eu curto uma festa, claro, mas só quando há alguém que eu conheço nela, o que não é o caso. Enfiei o celular no bolso. Parei para pensar no convite tantas vezes que o "será?" acabou virando um "talvez", um "nada mal" e finalmente tornou-se um "vamos ver qual é" em poucos segundos. Saí do meu quarto deixando o colchão molhado, até eu voltar já deve ter secado, suponho.

Aquela noite com certeza pertencia aos Egyptians e você conseguiria constatar isso com a quantidade de pessoas da ordem que caminhava em direção a piscina. Enfiei minha mão no bolso, o boné na cabeça e caminhei lentamente, afastado, observando as pessoas e ouvindo a boa música que tocava no fundo. Era tão fácil reconhecer os egípcios: povo menos burguês da academia inteira e possíveis estudantes de humanas no futuro. Ouvia os gritos de alguns estudantes, era a primeira vez que eu estava tendo um "contato" com as pessoas de minha ordem e acredite, eu já os achavam incríveis. Aproximei-me lentamente daquele amontoado de egípcios, haviam umas garotas gritando animadas, puxando um coro incrível que uivou com elas no final. Sorri observando tudo aquilo de uma distância segura. Dava tempo de voltar para meu dormitório e eu queria e não queria ao mesmo tempo. Não tinha porquê fugir, eu pertencia àquilo de alguma forma, mas meu lado antissocial gritava dizendo que era melhor se esconder no quartinho e na cama molhada. Cruzei os braços observando uma garota com um fósforo em mãos dizendo algumas coisas. Me aproximei mais para ver o que ela estava prestes a fazer. Fiquei boquiaberto ao ver que se tratava de uma bebida flamejante que a guria sequer hesitou em beber. Confesso que tive medo que ela se queimasse e a farra tivesse fim ali, mas ela era experiente e sabia o que estava fazendo. Logo uma loira surgiu ao lado da morena flamejante, não muito depois uma outra garota com piercing no septo e cabelo de um vermelho tão vivo que eu achei que outra chama havia sido criada ali, também se junto as outras duas. Aproximei-me delas, sentindo o ritmo da música e me controlando para não sair dançando ali no meio e provavelmente passar vergonha.

Tudo acontecera tão rápido, primeiro um garoto de outra ordem foi pego pela loira do trio ao qual eu me aproximava, logo após um outro foi trago numa liteira até a festa ao som de um hit da Katy Perry, sério? Por tanto tempo eu andei? As coisas aconteciam muito rápido por ali e eu não conseguia acompanhar tudo. Me deixei levar pela música alta e me aproximei das garotas experts em bebidas flamejantes, que agora estavam acompanhadas de um garoto também. - Ahn, olá. - Acenei timidamente para os quatro e logo após apontei para a bebida. - Será que eu posso provar essa parada? - Indaguei coçando a nuca, aos poucos minha vergonha ia passando, talvez por ter sido bem recebido pelas garotas, pelo menos, de minha ordem que além de animadas, pareciam frequentar locais badalados assim o tempo inteiro. - Você vai ter que me ajudar, pois não faço a mínima ideia de como fazer isso sem sair daqui queimado. - Virei-me para a morena que havia feito aquilo primeiro e arranquei alguns risos delas, a garota de piercing no septo riu dizendo que acabara de dizer o mesmo, mas que aquilo não era tão perigoso quanto ela imaginava. Ela parecia estar curtindo bem a sua onda, sorri sentindo-me um pouco mais solto, é, eu estava em casa.

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Egyptians

CAMISETA

Olá, meu nome é Timothy e estou escrevendo alguma coisa aqui embaixo, provavelmente é um texto confuso que tenta ser claro, mas na ânsia por dar informação eu acabo me perdendo e deixo tudo confuso, enfim... Só queria mudar o que estava escrito aqui nas letrinhas pequenas, por isso estou escrevendo isso, bjks!
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Devo ter assustado o rapaz com minha súbita aproximação, de imediato ele se afastou apontando a câmera pra mim e fazendo algumas fotos, não ficava muito a vontade na frente de câmeras, mas respondi ao gesto com algumas caretas que deveriam ser divertidas, sinceramente espero que ele não tenha registrado aquilo de verdade. Ao longe vi que Nadia acenava para Benjamin quando eu cheguei, por polimento, educação ou a palavra que preferir, o cumprimento se estendeu à mim, a garota logo voltou sua atenção a outra colega da nossa ordem. Benji corria continuava tirando fotos ao redor quando se apresentou formalmente, ou só se apresentou depois de perguntar meu nome – Sei quem você é – Respondi com um sorriso piscando simpaticamente pro rapaz, tive a impressão de que ele tentou mudar de assunto tentando encontrar refrigerante – Deve ter, eles gostam de misturar isso com vodka – mal completei a frase quando toda a atenção se voltou pra porta de entrada da piscina.

Dark Horse começava a tocar como trilha sonora para o rapaz que era carregado por quatro  egípcios musculosos numa daquelas cadeiras que quatro pessoas carregam uma, o menino era  Noah, nosso líder, I guess. A entrada triunfal foi realmente algo que surpreendeu, nem sabia que tínhamos esses objetos na escola, devem pertencer ao material do teatro, mas não importa. A cena toda acabou com o rapaz descendo junto das garotas que organizaram a festa, o que também não importa. minha atenção se voltava para Benjamin – Sabemos nossos nomes, acho que já é um começo. Er... e você sabe que não precisa, na verdade nem faz sentido, me chamar de senhor, neh? somos coleguinhas de ordem, Benji – disse em resposta ao seu questionamento sobre sermos apresentados lhe dando um soquinho no braço, lembrando do que ele tinha dito antes de Noah surgir, segurei sua mão – Mas vem comigo, vamos procurar um pouco de refrigerante ou qualquer coisa pra tomar – disse saindo pelo meio da multidão puxando-o comigo enquanto tentava encontrar algum lugar que tivesse bebidas naquela festa.



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Egyptians



high, all the time


A Stravinski não era a maior fã do mundo de música eletrônica, mas não tinha como não se entusiasmar com os integrantes daquela ordem. Prova disso eram seus pés que saltitavam, sem desencostar a ponta dos dedos do chão. No meio da bagunça, abraçou Dia e Mia para uma selfie, onde semicerrou os olhos, franziu o nariz e repuxou o lábio superior... em resumo, fez uma careta para a foto.  Mordia o lábio inferior enquanto tentava manter um diálogo com as egyptians no meio da barulheira e das luzes piscantes. ― Pode deixar que separo a tua parte na hora de usar, Mia. ― A ruiva pisca para a morena, sempre com aquele sorrisinho cativante no canto do rosto.

Depois deixou o copo em algum apoio, virando-se para Mia, para que pudesse experimentar o licor que "pegava fogo" na boca. Estava um pouco nervosa, não podia negar, mas acreditava que a garota era experiente o suficiente para não recolher cobaias aleatórias para treinar a demonstração. Afinal, Riley vira a morena fazendo isso também, logo antes de aproximar-se. Permaneceu parada, a coluna ereta e a cabeça inclinada para trás, com a boca aberta. Quando Mia acendera o fósforo, a ruiva quase cedeu à tentação de fechar os olhos, mas a curiosidade era mais forte. Quando as labaredas subiram, ela quis gritar, mas não achou que seria uma boa ideia. Por isso, apenas assistiu o espetáculo, maravilhada, e fechou a boca de imediato ao ouvir a ordem da Waldorf.

O líquido desceu quente em sua garganta, e a sensação e o sabor eram indescritíveis. Riley inspirou profundamente uma vez, deixando o álcool fazer seu efeito onde precisava fazer, e soltou um pequeno gritinho, aprovando a experiência. ― Wow! ― Logo já estava rindo e dançando com as garotas, antes que um desconhecido aproximasse-se de Mia e tentasse, sei lá, xavecá-la? A russa não podia ouvir o conteúdo da conversa, mas não aprovava a atitude - pudera, não era lá muito fã do sexo masculino. Mas, antes que pudesse intervir com Nadia, a loira já tomara a frente e enfrentara o tal rapaz.

Riley cruzou os braços e gargalhou quando a francesa puxou o megafone e anunciou a presença do invasor. Logo, ele vai embora, claramente intimidado, o que deixou a russa um pouco chateada; esperava um pouco mais de diversão naquela cena, não podia negar. Dando de ombros, puxou uma garrafa de cerveja de alguém e tomou longos goles, passando a língua nos lábios para secá-los (?). Antes que pudesse retomar a sugestão de Mia, de realizar alguma brincadeira para conhecer os outros estudantes, a música é abruptamente trocada para Dark Horse.

Uma centelha de confusão trespassa o olhar da Stravinski antes das portas do local abrirem-se e entrar, carregado por quatro rapazes, um outro, magro, de nossa ordem. As peças juntaram-se em um átimo. Dark Horse, aquela liteira improvisada, os "escravos"... E o faraó. Era Noah, Noah Braückeroux, um egyptian que a maioria da ordem escolhera como representante - ainda que não-oficial, embora aquela entrada talvez fosse uma espécie de pronunciamento de candidatura.

Ela não pode deixar de cantar Dark Horse a plenos pulmões, junto com muitos outros jovens. Aparentemente, a música dera mais um up no ânimo de todos, que agora passara dos cem por cento, certeza. Então, Riley pensou nos pacotinhos plásticos, agora novamente escondidos em seus bolsos. Não tinha muita certeza que de direção gostaria de tomar aquela noite, a agitada ou a psicodélica? Não importava muito, na realidade. O que importava, apenas, era a companhia da irmandade. Por isso, quando Noah aproximou-se, ela foi animada ao respondê-lo. ― E aí, Vossa Majestade? ― Não tinha certeza se aquele era o pronome correto de tratamento, mas considerando que faraós não existiam há um bom tempo, deveria ser, pensou, sorrindo para si mesma.

Logo, mais outro garoto aproximara-se da rodinha que já parecia uma pequena reunião ao lado de muitas bebidas. Ele também fora atraído pelo show pirotécnico de Mia, isso ficou óbvio assim que começou a falar. Riley riu, respondendo-o quanto ao perigo das chamas. ― É só impressão que você vai virar churrasco, relaxe. ― Sorriu abertamente para o rapaz, que não se apresentara, mas parecia meio tímido. Após ele também experimentar o licor, a russa tocou os ombros de Mia e Nadia, que estavam a seu lado. Queria chamar a atenção de todos no meio da algazarra. ― Seguinte, galera. Tem opções pra quase todos os gostos aqui. Se não tiver o que vocês querem, eu compenso de outra forma. ― Ela riu, indicando a brincadeira nas palavras.

Sob uma superfície plana, deixou o ecstasy, o lsd e o maço de cigarros, puxando um baseado para fumar enquanto decidia o que fazer a seguir. ― Sirvam-se. Se quiserem distribuir para outros egyptians no salão, fiquem a vontade. Só sejam discretos, cês sabem, né? ― Deu de ombros, se algo de ruim acontecesse, a ruiva definitivamente não tomaria a culpa sozinha, por isso precisava da compreensão de todos. Acendendo o baseado, deu uma tragada profunda, inclinando a cabeça para cima e soltando a fumaça, após alguns segundos, pelo nariz. Precisaria de alguns minutos pra a maconha fazer efeito, por isso ofereceu o cigarro para Mia, indicando a direção a seguir da roda do baseado.

valeu @ carol!


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I like us better when we're wasted!
#5 . music:AQUI look:AQUI
Estava tranquila, bebendo minha cerveja, escutando a batida da música enquanto me movia no ritmo sem sair do lugar, apenas esperando a resposta das meninas. Tinha até tirado uma selfie, que tentei sorrir sóbria, mas meus olhos cerrados me denunciariam. Foi quando de repente, sinto uma respiração no meu pescoço perguntando o que devia fazer pra receber beijos meu. Eu levei o maior susto, estava tão distraída que esperava até uma abdução alienígena, mas não um chaveco. Antes que eu pudesse dar qualquer resposta, acendeu acima da cabeça da Nadia uma lâmpada seguida de um “eureka!” em balão de quadrinhos, porque ela havia percebido que se tratava de alguém de outra ordem infiltrado. Anunciou com o megafone que havia um impostor e todos viraram a cabeça como suricatos pra verificar a situação.  Provavelmente jogariam o rapaz na piscina ou dariam uma garrafa de vodka cheia pra ele virar até não aguentar mais. O cara pareceu intimidado, em questão de segundos picou a mula, dando um beijo na minha bochecha e outro na de Nadia antes de sair. Olhei pra Nad com cara de “wtf” e dei de ombros, tomando outro gole na minha cerveja.

A cena que veio a seguir, contudo, foi a mais interessante. Cheguei a engasgar com a cerveja, sem acreditar nos meus olhos, e dei uma crise de riso. Noah, nosso faraó do coração, simplesmente chegou no alto carregado por quatro caras. – Tira uma foto disso! – disse dando tapinhas no ombro da Nad sem tirar os olhos daquela visão que parecia miragem de tão absurda. – Eu bebi demais ou ta acontecendo mesmo? – perguntei pra Ri em tom bem humorado. Logo o rei do Nilo chegou até nós para nos cumprimentar e eu saltei onde ele estava pra depositar um beijo em sua bochecha e dizer um “Oi, Noah!” bem empolgado. – Esses faraós, sempre querem marcar, ou constroem pirâmides ou chegam na festa carregados por quatro fortões. – disse reprimindo o sorriso.

Estávamos rindo dos acontecidos, cada um com seus comentários particulares. Comecei a fazer uns passos bem discretos de break dance, movendo os ombros e os quadris, enquanto uma batida de hip hop tocava. Eu acabaria soltando a franga a qualquer momento. Logo chegou outro garoto da ordem e se aproximou de nós, pedindo minha bebidinha flamejante. – Oba! Mais um corajoso que gosta de pegar fogo! – sacudi a caixinha de fósforos com os olhos brilhando. Então peguei a stock, empurrei gentilmente a cabeça dele para trás e ordenei que mantivesse a boca aberta até eu mandar. – Podem chamar o São Jorge que eu vou voltar o dragão! – gritei antes de jogar o equivalente à uma dose na sua boca do líquido azul e com o fósforo aceso, colocar fogo na bebida. Pela terceira vez naquela noite as labaredas azuis pipocaram da boca de um egyptian. Mandei que fechasse a boca para engolir a dose e ri da sua expressão de quem achou a bebida forte.

Quando dei por mim, estávamos todos num círculo, abraçados pelos ombros, Nad e Ri dos meus lados. – Que isso agora? Grupo de oração? – Mas minha indagação provou ser contrária quando Riley começou a citar as opções que tinha para nos oferecer. Peguei o beck que ela me entregou e pedi pra que ela só esperasse eu trocar de bebida. Segui pra mesa de bebidas com o resto do grupo e troquei a longneck de cerveja pelo copo vermelho chamativo com fiufiu. Dei um gole na bebida, que estava uma delícia, e observei dois rapazes muito bonitos pegando refrigerante, só depois percebi que um deles era Tim. – Eles são um casal? – perguntei pra Noah, sorrindo maliciosamente. - Depois quero detalhes. - Seria fofo se eles fossem o primeiro casal da festa. Então deixei o pessoal pra acender o beck com a Riley do lado oposto da piscina, que tem uma abertura pra sair a fumaça e não ficar o cheiro. Coloquei o cigarro na boca, em uma mão o copo e a caixa de fósforos, na outra o fósforo que risquei na caixinha e acendi o meu. Esperei que o fósforo todo queimasse antes de jogá-lo fora para liberar a mão. Com a mão livre tirei o cigarro da boca e soltei a fumaça pausadamente após a tragada. - Nós temos que fazer festas com mais frequência. - disse pra Ri com um sorriso relaxado.


GO EGYPTIANS! X

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Egyptians

i'll gonna put my body
on your body!
Promise not to tell nobody
#GREENPOWER | Ourfit
O copo de cappuccino rigorosamente feito com pouco teor de cafeina e um excesso de espuma encontrava-se intocado sobre o mesa – isto após eu ter bebericado duas mínimas vezes. Eu estava tão introversa a minha leitura que sequer conseguia desviar minha atenção desta, nem mesmo com o barulho irritante das pisadas fortes contra o piso do térreo – o térreo do prédio da minha ordem, os egyptians –, ou as vozes desnecessariamente alta das pessoas que perambulavam por ali. Eu já estava familiarizada com todo aquele cenário agitado dos egípcios, e eu simplesmente adorava aquilo ali. A sensação de estar acolhida na casa de fazenda de minha família nos finais de ano com todos os livros da biblioteca privada de meu avô ou tirando um cochilo no gazebo de minha bisavó, Donatella; aquele prédio transmitia isto para mim. Havia se tornado minha segunda casa, e eu podia dizer  com total certeza que era melhor que a primeira. Dezena de alunos tão semelhantes a mim, minha irmã gêmea no prédio ao lado e meu melhor amigo no andar de cima disposto a se aventurar comigo pela imensidão que era os terrenos da escola; aquilo era meu paraíso.

Meu pé inquieto batucava contra a madeira do banco alto de uma das  mesas bem ao fundo do salão principal; o móvel posicionado bem próximo as enormes janelas que proporcionavam uma bela paisagem do  campus. Encarei ao véu negro que revestia o céu naquela noite de sexta-feira e pela primeira vez em tempos eu me senti aliviada em não ter qualquer assuntos escolar pendente para me ocupar. Era somente eu, meu mais novo companheiro William Shakespeare, e meu celular que não parava de apitar. — Mas que merda ... — Murmurei, deixando de ignorar o aparelho como havia o feito por pelo menos vinte minutos. Com o desbloqueio da tela uma mensagem automaticamente surgiu ali. "Festa da ordem! Você vai, certo?" Li, e reli aquilo uma cinco vezes; era Archibbald. Dedilhei o visor, digitando ligeiramente uma resposta para ele – um curto sim. Como eu poderia ter esquecido daquela festa? COMO? — Está na hora de parar de pairar na terra do nunca e acordar, Wendy. — Resmunguei com um riso ao fim daquilo; ali estava eu, viajando mais uma vez, falando comigo mesma. Em questão de segundos eu havia livrado-me do copo descartável da bebida já fria, escondido o livro debaixo detrás de uma poltrona recostada na parede – por incrível que parecesse eu sempre me sentava ali, e sentar ali fazia-me recordar o esconderijo do livro. Captei o movimento de alguns meninos por ali, a colônia masculina forte de cada um mesclando-se ao ar me fez tontear por meio segundo, porém, não deixei de observa-los. Eles pareciam bem, até demais. Pousei o olhar sobre minhas vestes, analisando-a; o macacão de uma tonalidade clara do marrom encobria pouco de minha blusa folgada com mangas longas – folgada o suficiente para que sua gola pendesse para o lado direito, caindo e deixando a mostra meu ombro. Eu estava bem para um encontro de parceiros de ordem, os fios lustrosos e negros de meu cabelo caia em uma cascata lisa até minha cintura, o rosto limpo, sem muita maquiagem – um corretivo, talvez. "Qual é! Antes da meia noite ninguém verá mais nada com clareza." Pensei, agarrando-me aquele argumento para seguir o caminho para fora do prédio egípcio.

***

— PUTA QUE PARIU! — Foi involuntário, mas eu havia gritado em alto e bom tom com o ânimo revestido em minha voz; ainda que duvidasse de ter sido ouvida por conta da música extremamente alta que explodia no prédio usado como quadra poliesportiva aquática. As batidas pulsantes de uma música eletrônica qualquer era tão envolvente que tardei em notar o rebolado de meu quadril enquanto eu andava em meio a tantas faces familiares, todos egípcios. Em meio a tropeços e intromissão nos grupinhos de dança dos outros eu consegui alcançar a área onde se concentravam as bebidas; quase dei pulinhos de alegria  após me servir de um copo vermelho com uma bebida de coloração tão acastanhado quão era meu macacão e botas.  Mas, os pulinhos de alegria não deixaram de vir, estes designados a outro motivo. — LOIRA GOSTOSA DOS OLHOS GRAÚDOS! — Gritei quando meus olhos capturaram o porte físico esbelto de Hakyla não tão distante dali. Corri até alcança-la e a encochei, rindo alto por isto. — Eu amo essa ordem, cara! — Sussurrei para ela antes de soltar um grito comemorativo, brandando o nome daquela ordem; era motivo de orgulho ser parte daquele time e com todos aqueles berros eufóricos eu sabia que não era a única a sentir aquilo. — NÓS SOMOS EGÍPCIOS, CARALHO!



© kristen



Última edição por Wendy M. Kinsley em Qua Jul 22, 2015 9:56 pm, editado 1 vez(es)

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Egyptians


BENJI
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"Amigos, eles são meu verdadeiro tesouro"

E
u começava a ficar com calor, eu me enrolei nas palavras. Eu estava em uma festa de pessoas de alta classe, e eu não pertencia aquele mundo exuberante. Não que eu me sentisse deslocado, eu apenas... sentia que estava vivendo em um mundo onde o fabuloso castelo de Cair Paravel fosse desmoronar nas areias de um castelinho beira-mar.

IMAGINATION SIMULATION
Castelinho desmoronando, as pessoas rindo, e eu soterrado, com olhos em espirais, ao estilo anime.

Acordei do meu pequeno devaneio. Meu rosto assumiu rubra cor ao escutar o comentário de Timothy. E tentei disfarçar com a câmera, tirei algumas fotos. Ele faz piada sobre a bebida. Eu não estava acostumado a álcool. Eu era de uma família pobre e extremamente conservadora. Beber não era uma coisa que eu já tivesse feito. Será que eu tomaria meu primeiro porre.

IMAGINATION SIMULATION Part 2

Ben-Anjinho: Acho que você ainda não tem idade para isso. Benjamim, o que seus pais diriam? Você está numa escola de elite para se tornar algo que eles não poderam ser.
Ben-Diabinho: Corta essa carola, essa é a unica chance dele sair da etiqueta, Lost&Founds para as lojas.
Ben-Anjinho: Ben, você não precisa disso. Se as pessoas gostam de você por ser você, e não pela conta bancária.
Ben-diabinho: E você vem da onde Oz? Isso não é uma alucinação adolescente com enfase na briga dualista de conflitos cotidianos.
Ben-Anjinho: Na verdade...
Ben-Diabinho: Você entendeu... Ele está numa festa. E é o Benjamim. Ele nunca vai ser o 50cent. Você está com medo da Miley Cyrus em Wrecking Ball, quando no máximo temos uma Hannah Montana do club do Mickey.
Ben-Anjinho: Verdade... -disse avaliativo e concordando.

HeY! - pensei alto.

Respirei fundo me concentrando em Timmy, ele falou das bebidas, segurou minha mão. E um calor irradiou e esquentou meu rosto. Fui puxado por ele me aventurando entre os adolescentes mais finos e influentes. Eu deveria ser um dos poucos bolsistas dali. Isso tinha que sair da minha cabeça. Se eles me excluíssem... bom seria realmente chato. Mas eu não poderia competir com cartões de crédito ilimitados, jatos particulares quando eu só tinha o passe livre do metrô, um celular de cinco anos atrás e um ticket de desconto do Burger King.

Timothy e eu chegamos a um canto onde os refrigerantes e outras bebidas estavam.

FYI
Cara, tinha de tudo. Vodka foi a única coisa que eu consegui reconhecer. Tinha bebidas de todas as cores, tinha uma que até pegava fogo. Era mais fácil encontrar Abissinto do que uma coca diet. Mas achei uma latinha de Pepsi perdida. UFA.

Peguei a lata rindo enquanto Timothy preparava algo para ele beber. Eu não conseguia entender como ele saberia meu nome, ou o por que. Eu estava me divertindo muito e a hora realmente não era importante para mim agora. Eu estava me sentindo muito bem. E o mais legal a bebida do Timmy tinha gelinhos que piscavam.  

- Então, você sempre vai a festas assim?- perguntei meio sem saber o que fazer.  
robb stark

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Data de inscrição : 14/07/2015

Ops
Cento e vinte e cinco, cento e vinte e seis, cento e vinte e sete, cento e vinte e oito, cento e vinte e nove, cento e... - A bolinha de tênis que eu jogava pra cima por, pelo menos, meia hora, caiu do outro lado do quarto me fazendo revirar os olhos automaticamente. - Merda. - Resmunguei, me esticando ao máximo até a outra extremidade, porém, não tive sucesso. Deixei que meu corpo caísse no chão ficando apenas com os pés sob a cama. Eu me encontrava num tédio absurdo, me sentia como se estivesse em uma cadeia. E como se não bastasse chegar ao colégio depois das aulas começarem, eu ainda tinha que ficar preso num quarto que era metade do tamanho do meu antigo banheiro. Vovó só podia estar de sacanagem comigo. Meus olhos estavam quase se fechando enquanto eu continuava na mesma posição de antes com a diferença de que agora apenas um pé estava sob a cama minúscula ali presente.

Gritos, música, gritos, megafone, gritos, megafone, mais gritos e música mais alta. A batida conhecida de Turn Down For What começou a tocar alta e rapidamente corri pra janela, enfiando a cabeça pra fora e vendo diversos alunos gritando sobre o Egito. Confesso que, de primeira, achei que estavam fazendo algum ritual onde adorariam gatos e todos estariam fantasiados de faraó ou Cleópatra, mas lembrei de que duas ordens tinham nomes de países. Inclusive a que eu estava. - Aí?- Gritei do alto da janela e uma garota parou olhando pra cima. - O que é isso? - Indiquei o movimento com o queixo e ela riu alto. - Festa dos Egípcios, bobinho! - E em seguida saiu correndo dando uma pirueta e gritando "GO EGYPTIANS." Aquilo era muito estranho, mas de uma coisa eu sabia: Estava tendo uma festa e eu não a perderia por nada.

Tomei meu banho e sai do banheiro - se é que eu podia chamar aquilo assim - com a toalha na cintura. Era possível ouvir a música de longe e cada batida ia me animando cada vez mais. Optei por usar uma calça jeans escura, uma blusa cinza e uma camisa quadriculada por cima. - Oh, bitch, get out the way, get out the way bitch, get out the way... - Cantarolei junto com a batida, borrifando um pouco do meu perfume Polo da Rauph Lauren. Segui até o espelho olhando meu reflexo e fiz uma careta, faltava alguma coisa. Vasculhei o quarto buscando minha touca preta e assim que vi o novo reflexo sorri satisfeito. Fui em direção a minha mala que estava debaixo da cama e de lá tirei duas garrafas de Grey Goose. Estava pronto.

Quando cheguei à área da piscina pude ver grupos espalhados por todos os lugares. Tinha gente na água, próximo da mesa de bebida e outros mais afastados. Uma música desconhecida estava tocando então caminhei em direção a uma das melhores partes da festa: Mesa de bebida. Coloquei as duas garrafas ali e abri uma. Depositei um pouco em um dos copos vermelhos - típico dos filmes americanos, engraçado - junto com um pouco de tequila e completei com energético. Adorava essa combinação. Tomei um grande gole enquanto observava as pessoas dali. Tudo bem que eu não conhecia ninguém naquele colégio ainda, mas aquelas pessoas não se pareciam com as que vi pelos corredores da minha ordem. Vi algumas pessoas me olhando, outras apontando e fiz uma careta. Odiava aquilo. Passei os olhos pelo lugar mais uma vez vendo verde por todos os lados e fachas de Egyptians espalhadas em postes e escadas. Espera... Aquilo era uma festa fechada?

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Data de inscrição : 20/06/2015

Egyptians
                            pool party
Rio para Riley, fazendo uma leve mesura, com a mão esquerda nas costas e girando a direita:
— Muito embora faraós tenham vindo muito antes de reis, estou à vossa disposição, Milady. — Digo, com uma voz embromada de um ser da mornarquia já ultrapassada. Então, o que Mia diz me faz olhá-la, segurando-me para não rir. — Sim, Mia, eu to aqui pra causar, se fosse pra ficar de enfeite eu tava nas catacumbas. — Então, solto um largo sorriso para ela também, dando leves soquinhos em seu braço esquerdo.

Quando Riley oferece as balas e o beck, imediatamente levo a mão direita na direção da minha testa, fazendo uma cara de decepção comigo mesmo. Só agora tinha me tocado de que havia esquecido a coca e o baseado que guardava, a festa seria a chance de ganhar uma boa grana (embora eu não precisasse). Pego um comprimido de LSD, e guardo-o no bolso esquerdo da bermuda. Deixaria-o para quando tivesse algo para beber. O que não demoraria muito, já que a distância em que eu estava da mesa de bebidas era quase mínima.

Logo, chega um loiro, dançando, que parece um pouco ridículo, embora divertido. Ele queria o fogo da Mia. Não entendi de imediato, mas quando ela colocou a bebida e o fogo na boca dele, eu quase gritei para que parasse. Se alguém se machucasse, alguém seria preso, e uma certa ordem poderia acabar por perder toda a vantagem que estava tendo sobre as outras. Mas depois do show pirotécnico que aconteceu, pensei melhor. Aquilo era legal. Talvez mais tarde eu tentasse.

Vejo o grupinho se desformando, e a ruiva Riley e Nadia indo para um canto mais afastado, deixando o garoto loiro e Mia comigo, sorrio para eles. Uma conversa tinha que ser iniciada.
— Santo Rá, eu preciso de uma tequila. Venham. — Então vamos para a mesa de bebidas, e Mia aponta para dois caras, de mãos dadas, perguntando se eles são um casal. Pondero um pouco, o da barba por fazer parecia um tanto inocente, e o outro era o Tim, o dançarino. Olho para ela, com um sorriso tipo "safadona" e digo: — Não sei, mas aquela camiseta é um badalo. — Logo, desisto da tequila e só pego uma garrafa de Ciroc, aguentar aquele "álcool puro" era simples. Tomo um gole, sentindo o gosto quente e amargo descendo pela minha garganta, então, murmuro um "ah" para que o ar frio entrasse também e eu não acabasse passando mal. Olho para frente, e vejo um loiro com um copo vermelho. — Vocês já viram aquele cara ali pela nossa Ordem? Ele não parece um dos nossos. — Falo num tom de voz mais baixo, meio que apontando o indicador da mão que segurava a garrafa, para o loiro que engolira fogo e para Mia.
WE ARE AMAZING
robb stark

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Data de inscrição : 01/06/2015

unsustainable
All teenagers scare the living shit out of me, They could care less!
OBS:
Primeiramente, desculpem a demora.
Segundamente, oi.

O corpo da loira tremia de animação, a expectativa do trote movendo as engrenagens em sua cabecinha genial e mil ideias de como fazer o penetra sofrer surgindo perante seus olhos. Transformá-lo em uma múmia de papel higiênico e trancá-lo em sua "tumba" no armário do vestiário, fazê-lo de escravo por uma noite, com coleira e tudo... As possibilidades eram inúmeras, porém não se concretizariam porque o babaca era covarde. Antes da cavalaria egípcia chegar e colocar qualquer plano em prática, o impostor percebeu a merda em que se meteu, deu um beijo na bochecha de Nadia e de Mia e fugiu como uma donzela em apuros. O queixo de Winbledeaux caiu até o chão, e ela olhou embasbacada a figura desaparecer na multidão. Não sabia se corria para impedi-lo, se gritava xingamentos inaudíveis e incompreensíveis ou se simplesmente amaldiçoava-o com a magia das pirâmides antigas. Tudo o que foi capaz de fazer foi levantar o dedo do meio, meio rindo, meio caçoando.

Filho da mãe... — Conseguiu dizer, chocada, mas com um sorriso bobo no rosto. Buscou o olhar das amigas para fazer outro comentário, porém a mudança da música de fundo impediu-a de continuar. Dark Horse, a jam da ordem. Seguindo os gritos de aprovação do público, Dia cantou à plenos pulmões, levemente desafinada, entre goles de sua cerveja. No silêncio de seus pensamentos, imaginava quando o faraó chegaria, e se estaria disposto a utilizar a surpresinha que a garota preparou. Todos os detalhes daquela festa foram pensados por ela para celebrar e entreter os verdinhos, e mal podia esperar para a chegada do rei — There's no going back!

Em um timing perfeito, digno de um portador de TOC, as portas do ginásio se abriram e Noah surgiu, erguido por quatro jogadores do timo de rugby dos Egyptians. Winbledeaux berrou junto dos colegas, pulando, batendo palmas e uivando, tudo ao mesmo tempo. Tirou uma polaroid rapidamente, seguindo o conselho de Waldorf, para eternizar o momento. O garoto desceu de seu patamar e disse algo para os carregadores, logo depois dirigindo-se até onde a organizadora se encontrava. Ignorando os agradecimentos e elogios, Nadia correu para abraçar o amigo, bagunçando seus cachos negros, e sendo seguida por Mia.

Essa era a menina Uimbeudô: conhecia estas pessoas há apenas algumas semanas e já os considerava uma espécie de família.

Não foi nada, Braückeroux — Disse, piscando pra ele. Ah, claro que fora algo. Esconder as bebidas, os materiais de trote, isolar as portas para a música - não serviu pra nada, o barulho escapava de qualquer maneira -, mas ela fizera com gosto — E eu nunca ia deixar escapar um motivo pra festa, diga-se de passagem...

Alguns segundos depois, um loiro desconhecido se aproximou dançando meio desajeitado. Nadi cumprimentou-o com um sorriso e juntou-se à dança, se mexendo de modo discreto em seu canto — Bienvenue, estranho. Nadia Winbledeaux, artista de plantão, secretária da realeza. Ou quase isso — Riu. Teria estendido a mão para se apresentar, porém uma estava ocupada com a lata de bebida, e a outra traçava linhas brilhantes no próprio rosto. Decidira que Mia não seria a única psicodélica e juntou-a à brincadeira. Ofereceu o pote aos colegas, uma pergunta implícita. Se quisessem, os pintaria.

Desligou-se do grupo por alguns segundos parando para observar as fotos tiradas naquela noite: a chegada do faraó, a selfie ligeiramente borrada, menina dragão. Todas iriam para o mural em seu quarto, dignas de serem lembradas. Quando retornou para a realidade, Ri reuniu-os para mostrar as mercadorias daquela noite. Nadia entendia o risco que a amiga corria com aquilo, e enlaçou o braço no dela, apertando-o de leve, tentando passar uma mensagem. "Se você se foder, me fodo junto". Pegou um baseado e guardou-o no bolso do shorts, ponderando se deveria apostar em algo mais forte. Não, para começar algo mais básico. Seguiu a ruiva e a cheeleader para fumar e, após a última dar seu trago, roubou o cigarro para si e fez o mesmo. Levou-o aos lábios, segurou a fumaça por uns segundos e soltou-a na direção da abertura da ventilação.

Em silêncio, e apoiada na parede, observou a rodinha se dissipar, cada um indo fazer suas coisas. Por sobre o ombro viu outro rapaz desconhecido, lindo, loiro, maravilhoso, digno de capa de revista. Se fosse egípcio, com certeza o teria notado. Cutucou Riley, a cabeça começando a reparar nos efeitos da droga, mas nada forte.

Quem é o gostosão? Parece que tá usando uma placa neon "quero trote"... — Sorriu, os olhos brilhando de excitação.
fuck
Nadia is at the pool party with the other egyptians. She's listening to Teenagers and she's wearing this.


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Data de inscrição : 22/06/2015

Egyptians



high, all the time


Ela continuava seguindo a mil, mesmo enquanto a maconha começava a manifestar-se em seu organismo. Felizmente, aquele beck em especial não lhe dava sono nem vontade de ficar largada em um canto, sem conseguir interagir com os outros estudantes - apenas lhe tirava um pouco a responsabilidade, coisa que Riley não iria precisar taaaanto assim naquela noite.

A pequena gangue se desfizera assim que a ruiva distribuíra candies para os egyptians, embora ela tivesse certeza que ainda iria interagir bastante com os chegados durante a festa. Depois que todos escolheram o que queriam utilizar, ela voltou a guardar os pacotes, não por mesquinhez, mas porque seria loucura deixar tantas drogas expostas livremente por aí. Quem quisesse mais, bastava apenas voltar a pedir para a russa.

Afastou-se, sem nunca conseguir parar de mexer o corpo com as batidas da música, para fumar com Nadia, apenas curtindo a brisa que a cannabis proporcionava. Mia logo retornava da mesa de bebidas, e juntou-se as outras duas. Riley sentiu seus olhos começarem a pesar, embora não estivesse cansada; era apenas um efeito colateral da maconha. Riu de leve para Mia, depois de bebericar de sua garrafa de cerveja. ― Por mim, a gente fazia uma festa dessas a cada semana. ― A russa sabia que não era possível, ao menos não tão frequentemente assim, e não por falta de animação, mas pela dificuldade de se obter as bebidas e as drogas. ― Por isso acho que vamos aproveitar bem essa noite ― diz, inclinando-se em direção à morena para brindar sua garrafa na dela.

Por um momento, deteu-se a observar os outros alunos nos arredores. Estranhava que ninguém ainda pulara ou fora empurrado para a piscina, e pensava em tomar a iniciativa após terminar a bebida. Recebeu o baseado de Nadia, e tragou mais profundamente, procurando segurar a respiração por alguns segundos, sem engasgar nem enjoar-se. A segunda rodada intensificara o efeito da primeira, e Riley distraía-se com a tinta fluorescente de Nadia, tentando desenhar um delicado Olho de Hórus no ombro, com sucesso razoável. A loira chamou a atenção dela ao comentar sobre um garoto que aproximara-se da mesa de bebidas, e Riley semicerrou mais ainda os olhos na penumbra, para tentar identificá-lo, sem sucesso.

― Se é o que ele quer, pois bem, vamos proporcionar. ― Sorriu largamente, maliciosa. Apagou o baseado, guardando-o no potinho metálico, levantando-se com Mia e Nadia para recepcionar o segundo invasor da noite. Ao aproximarem-se, ela localizou o megafone das cheerleaders e pôs-se a chamar a atenção dos festeiros, animadamente. ― E mais um forasteiro atravessa o Nilo para tentar alcançar as pirâmides. ― Esticou o braço para o desconhecido, apontando-o como uma atração rara em exposição. ― Ele até traz oferendas para os deuses, ― Riley prossegue, apontando as garrafas que vodka que o rapaz deixara em cima da mesa ― Mas, como um invasor, ele conhecerá a fúria de Sekhmet! ― Finalizou, em tom de suspense, citando a deusa egípcia da vingança.

Rindo mais animadamente, por culpa do baseado, a ruiva abaixou o megafone e inclinou-se para Nadia, Mia e Noah, que também estava no local. ― Muito bem, quem quer ter as honras? ― Ela bebeu um grande gole de cerveja, sem tirar os olhos do estudante não-egyptian, apenas para garantir que veria caso ele tentasse arregar, como o primeiro invasor. ― Pelo menos ele trouxe bebidas, e é strastnyy. ― Ela riu; quisera dizer "gostoso", mas trocara a palavra pelo seu equivalente em russo, o que indicava duas coisas: A primeira, era que estava oficialmente chapada. A segunda era que, quando isso acontecia, suas tendências bissexuais subiam à tona.

A festa estava realmente começando a ficar divertida.



valeu @ carol!


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Data de inscrição : 16/07/2015



I like us better when we're wasted!
#6 . music:AQUI look:AQUI
Antes de sair de perto do Noah e do outro garoto, Finn, se não me engano, o faraó chamou atenção pra um outro rapaz que chegou na mesa de bebidas, dizendo que ele não parecia ser da ordem. Isso, de fato, eu não poderia dizer. Se dependesse do critério beleza, ele estava à altura dos egyptians. Como não conheço a ordem toda, talvez fosse de outro ano, mas acreditei na intuição do rei do Nilo. –Não sei, mas se ele trouxe bebida já subiu um pouco no meu conceito. Já volto.– brinquei antes de sair da rodinha e me juntar às meninas.

Com Nad e Ri, estava observando o movimento da festa, aproveitando nosso posicionamento afastado. Nesse momento vi uma das cheers chegando, quase certeza que se chama Wendy,  saltando e gritando no meio da festa. Tive vontade de pegar meu megafone e juntar-me a ela, mas ficaria pra mais tarde já que meu cigarro ainda não tinha acabado. Reparei que a única iluminação que tínhamos de verdade eram dos holofotes da piscina. O cenário estava lindo. Agora, o desenho tribal da minha cinta-liga de neon pintada na minha perna, assim como as bolinhas embaixo do rosto, estavam brilhando bastante. Olhei pra Nadia, confirmando que sua pintura também se destacava.

Essa que roubou meu beck mesmo tendo um no bolso, o que não reclamei por ser uma alma caridosa. Com meu cigarro de volta, terminei de traga-lo, fazendo brincadeiras com a fumaça que saia da minha boca só para passar o tempo. Estava imersa nas minhas baforadas quando a ukulele chamou minha atenção pro boy na mesa de bebidas novamente, outro intruso. – O Noah me disse a mesma coisa, mas eu tenho a impressão de o conhecer, não sei. – respondi jogando o pitoco do cigarro no lixo do lado e bebendo da minha fiu fiu enquanto observava algumas pessoas apontando pro garoto da outra ordem - seu jeito confuso me fez sorrir da situação. Não demorou nem um segundo pra Riley nos levar até o cara para o trote, o que me fez perceber que eu precisava melhorar minha percepção de distinguir as ordens.

Caminhei junto à loira e à ruiva até a mesa de bebidas. Não conseguia parar de rir das palavras de Riley e a maioria do pessoal da festa acompanhava as risadas. Talvez eu tivesse rindo um pouco mais pelo retardo da cannabis, mas Ri é realmente engraçada. Noah e Nad pareciam tão eufóricos por finalmente poderem fazer um trote que fui contagiada e decidi participar da brincadeira. – Eu faço as honras. – disse piscando pra rodinha recém instalada para discutir o plano maligno de trote. – Me empresta sua tinta, Nad? Pega uma corda pra amarrar na cintura dele, não vamos deixar outro fugir. – disse já pegando um pote verde de tinta e tomei o megafone das mãos de Riley. – Como todos sabem... – comecei gritando. – Quando o inimigo perde a batalha pro Egito, é capturado e fica à serviço do faraó e de todos os egyptians. – falei séria, com muita pose e elegância. – Então agora temos um escravo! GO EGYPTIANS! – gritei, ouvindo vários outros gritos em resposta e muitos uivos.

Aquela situação toda era engraçada, estava tão envolvida que até me esqueci onde tinha deixado meu copo de bebida durante a confusão. Já de frente pro garoto, deixei o megafone de lado e sorri arqueando as sobrancelhas, como quem diz “onde você foi se meter?”. Tirei o gorro que ele estava usando, colocando na minha cabeça. Abri o pote de tinta verde fluorescente e escrevi com meu dedo indicador em sua testa “propriedade do Egito”. – Minha primeira ordem pro escravo é que ele me dê sua bebida porque não faço ideia de onde está a minha. – disse já tomando o copo de suas mãos – Alguém tem mais alguma ordem? – falei me voltando pros meus amigos na mesa de bebidas, já experimentando o que ele tinha no copo.

GO EGYPTIANS! X

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Data de inscrição : 08/03/2015

Egyptians

1, 2, 3, BEBA!

Olá, meu nome é Timothy e estou escrevendo alguma coisa aqui embaixo, provavelmente é um texto confuso que tenta ser claro, mas na ânsia por dar informação eu acabo me perdendo e deixo tudo confuso, enfim... Só queria mudar o que estava escrito aqui nas letrinhas pequenas, por isso estou escrevendo isso, bjks!
__________________________________________________________________________________
Depois de atravessar aquele mar de adolescentes embriagados, Benjamin e eu finalmente chegamos a uma mesa repleta de bebidas, o garoto parecia um pouco perdido ao encarar aquelas garrafas todas, pra mim aquilo até lembrava um pouco de casa, quer dizer, em casa não tinham tantas garrafas assim, mas eu costumava me divertir preparando drinks pros meus pais quando fazíamos jantares em família, tinha uma fundamentação artística ver os líquidos se misturarem, ou não misturarem, densidades diferentes que formavam aquele efeito de degrade no copo. Claro que nem só de álcool se faz um drink. Mas consegui me virar com o que tinha por lá. Enquanto minhas mãos trabalhavam com as garrafas virei a cabeça pro rapaz notando que ele tinha em mãos uma lata de Pepsi, esbocei um sorriso diante da cena e tentei olhar em volta pra descobrir onde ele tinha conseguido encontrar aquilo.

Voltei a me aproximar do rapaz com o copo de plástico vermelho nas mãos que dentro trazia uma mistura bem incomum de bebidas quando fui questionado sobre a frequencia com que estava naquele tipo de festas – Bem menos do que você imagina, essa coisa toda – disse apontando pros baseados, drinks incendiários e pessoas com o corpo pintado – não faz muito meu estilo pra falar a verdade, é mais uma questão de estar presente na festa da ordem. – finalizei a frase dando de ombros, como se nada ao redor tivesse importância de fato, beberiquei meu copo que emanava um cheiro doce e sorri pro garoto sentindo o sabor que lembrava um pouco remédio pra tosse – Você com certeza também não tem o hábito de vir a festas como essa, certo? – meus olhos fitavam a Pepsi do garoto como se aquela fosse a prova do crime, melhor dizendo, a prova da inocência do réu.

De repente o som da voz de Mia voltou a ecoar pelo salão, ela anunciava um novo forasteiro, novo? Eu nem cheguei a notar que tivemos um primeiro! Olhei ao redor procurando por alguém que tivesse com a cueca na cabeça, mas aparentemente o primeiro forasteiro havia sobrevivido. Muitas pessoas começaram a se aproximar do rapaz loiro com cara de assustado que trazia mais bebida consigo, pousei a mão sobre o ombro de Benji – Acho melhor não chegarmos muito perto, ainda não tenho certeza do que nossos coleguinhas são capazes, principalmente depois de algumas dessas – Disse fazendo menção a mesa de bebidas, perceber que Benjamin tão fofo e gentil me deixava um pouco preocupado, por que eu sabia que as pessoas desse lugar em geral não são nenhum pouco fofas e gentis, na verdade gentileza na maior parte do tempo é visto apenas como moeda de troca por aqui. O rapaz parecia ser diferente, parecia ser bem melhor que todo o resto.

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